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Uma edição manuscrita e ilustrada do clássico “Eneida” de Virgílio, antes disponível apenas na biblioteca do Vaticano, foi disponibilizada online para apreciação de todo o mundo.

No folio 22 de Eneida vemos uma ilustração da personagem Creúsa tentando impedir seu marido Eneas de ir à guerra.

O poema épico escrito há 1.600 anos, entre 28 a 18 a.c., conta com incríveis ilustrações de três diferentes artistas, além de 9.896 linhas nas quais narra, em latim, a jornada de Enéas, um troiano que escapa da guerra com os gregos e viaja errante pelo Mediterrâneo, até alcançar a península Italíca, onde funda uma nova cidade e se torna o ancestral comum de todo o povo romano.

O delicado processo de digitalização da obra ficou a cargo da Digita Vaticana, uma organização sem fins lucrativos, que tem como objetivo disponibilizar online todo o acervo da biblioteca do Vaticano, composto de cerca de 80 mil manuscritos. Tarefa que conta com o apoio da empresa de tecnologia japonesa NTT DATA, e que levará, aproximadamente, 15 anos e 50 milhões de euros para ser concluída.

Confira o manuscrito completo neste link.
O escritor, apresentador, humorista e dramaturgo Jô Soares é o mais novo membro da Academia Paulista de Letras (APL), ocupando a cadeira 33 da instituição, que antes pertencia ao escritor Francisco Marins, falecido em abril deste ano.

Jô Soares / foto: divulgação
Segundo o presidente da APL, Gabriel Chalita, em comunicado à imprensa, “Jô Soares recebeu com muito entusiasmo e alegria a notícia”. Chalita disse ainda que a escolha de Jô engrandece a APL e que com certeza suas ideias irão tornar os debates entre os acadêmicos ainda mais ricos.

Sobre o autor

José Eugênio Soares, mais conhecido como Jô Soares, nasceu em 16 de janeiro de 1938 no Rio de Janeiro, e além de jornalista e autor, é também dramaturgo, diretor de teatro, ator, músico e pintor. Sendo que, desde o ano de 2000 é o apresentador do bem sucedido talk-show da TV Globo, “Programa do Jô”, que atualmente exibe a sua última temporada.

O autor também escreveu vários textos, artigos, peças de teatro, roteiros para TV, e livros, entre os mais famosos estão “O Xangô de Baker Street” (1995), “As Esganadas” (2011), “O Homem que Matou Getúlio Vargas” (1998) e “Humor nos Tempos do Collor” (1992). Já sua última peça foi o espetáculo “Histeria”, que teve sua estreia em agosto de 2016.

A Academia Paulista de Letras (APL), localizada no Largo do Arouche, centro de São Paulo, existe a mais de 100 anos e conta com quarenta membros. Entre eles, estão nomes como Walcyr Carrasco, Ignácio de Loyola Brandão, Ruth Rocha, Lygia Fagundes Telles, Mauricio de Sousa, Antonio Ermírio de Moraes, Miguel Reale Jr., Gabriel Chalita, Bolívar Lamounier, Jorge Caldeira, e muitos outros.

Saiba mais no site oficial da APL.
Inspirado no universo de J. R. R. Tolkien, o Google criou um aplicativo, exclusivo para o seu navegador Chrome, que permite ao usuário viajar em terceira dimensão pelos cenários do filme “O Hobbit – A Desolação de Smaug”, previsto para ser lançado em dezembro deste ano.


Desenvolvido pela North Kingdom em colaboração com a Warner Bros. Pictures, a New Line Cinema e a Metro-Goldwyn-Mayer Pictures, o aplicativo pode ser acessado também pelo celular e pelo tablet.

A Jornada

Intitulado “Journey through Middle-Earth” (Viagem pela Terra-Média), o aplicativo traz a vida, por meio de modernas tecnologias web, os cenários da trilogia “O Senhor dos Anéis” e “O Hobbit”, permitindo aos fãs explorar, de forma realística, o universo de J. R. R. Tolkien.

A jornada começa com um mapa interativo da Terra-Média, que mostra locais como Trollshaw Forest, Rivendell, Valfenda e Dol Guldur, entre outros que serão liberados nas próximas semanas. Com apenas um click o usuário é introduzido a história do local e aos personagens que o habitam.

Sendo que, além de desvendar os mistérios da Terra-Média, os fãs também participam de diversas missões com o objetivo de afastar as forças das trevas, assim como a Sociedade do Anel.

Assista ao vídeo promocional:

O historiador e jornalista americano, Robert Darnton anunciou, neste mês, o lançamento da Biblioteca Pública Digital dos EUA, que deverá ser inaugurada amanhã, dia 18 de abril.


Diretor do complexo de bibliotecas da Universidade Harvard, Darnton comanda o projeto DPLA (Digital Public Library of America), que tem a finalidade de reunir e compartilhar, gratuitamente, na internet o acervo e obras de milhares de bibliotecas e universidades dos EUA.

Segundo entrevistas que deu aos jornais The New York Review of Books e Folha de S. Paulo, Darnton afirma que o projeto é completamente independente do governo, gerido por fundações privadas. Sem o envolvimento público.

O historiador explica ainda que, de inicio, serão entre 2 a 3 milhões de livros, manuscritos e fotografias de diferentes assuntos liberados para o domínio público no dia do lançamento. “Vamos começar modestamente. Espero que cresça mais e mais. É um trabalho que deve ser feito por séculos”, diz Darnton em entrevista à Folha.

Confira o site da DPLA.
Numa iniciativa bem interessante de incentivo a leitura, a Livraria da Vila e a Cesta Nobre com o apoio da agência Leo Burnett Tailor Made, lançaram o projeto Leitura Alimenta, que irá incluir livros em cestas básicas.


Com a intenção de criar o hábito de leitura em pessoas com acesso restrito a livros, o projeto convida a população a doar livros novos ou usados, para serem entregues em cestas básicas distribuídas a famílias em todo país.

Os interessados em participar devem levar os livros a uma das unidades da Livraria da Vila, ou enviá-los à caixa postal do projeto, cujo endereço se encontra no site oficial.

Já aqueles que não quiserem se desfazer da sua coleção, também poderão colaborar comprando um livro virtual, cuja renda será revertida inteiramente para a compra de livros reais.

Assista ao vídeo promocional:



Saiba mais no site oficial do Projeto Leitura Alimenta.
Páginas inéditas do clássico da Literatura Infantil, “O Pequeno Príncipe” do autor Antoine de Saint-Exupéry foram descobertas na França no inicio deste ano.

foto: divulgação
As páginas fazem parte de uma coleção de cerca de 30 manuscritos inéditos do autor, que estavam em posse de um colecionador particular, tendo sido doados recentemente a casa de leilões Artcurial.

Os especialistas ficaram surpresos ao descobrir que se tratava de um material totalmente original de uma das obras mais vendidas do mundo.

"Sua caligrafia é terrível, mas conseguimos interpretá-la e percebemos que duas das páginas eram material inédito de O Pequeno Príncipe. Foi um grande choque.", disse Benoît Puttemans do departamento Artcurial de livros, ao jornal britânico The Guardian.

O Pequeno Príncipe

foto: divulgação
A primeira página mostra uma nova versão para o momento em que o pequeno herói chega ao planeta Terra.

Já a segunda página apresenta um personagem totalmente novo na história, um homem apaixonado por palavras cruzadas.

Segundo o manuscrito, esse homem é a primeira pessoa que o pequeno príncipe conhece ao chegar a Terra, mas não pode dar atenção a ele, pois está muito ocupado com seu passatempo.

Falta a ele uma última palavra, com seis letras, que começa com a letra G. No entanto, a página acaba antes de revelar qual é a palavra, deixando em aberto a inúmeras possíveis leituras. Mas há suposições de que tal palavra seja “guerre”, guerra em francês.

O livro, publicado em 1943, é considerado um dos maiores clássicos da Literatura mundial, tendo sido traduzido para mais de 200 idiomas. Sendo que, ao longo de seus 63 anos, chegou a vender mais de 140 milhões de cópias no mundo inteiro.

O leilão

Os manuscritos da obra-prima do escritor francês serão leiloados em Paris no dia 16 de maio. O leilão também incluirá seis capítulos de "Piloto de guerra", uma das obras mais emblemáticas de Saint-Exupéry. Além de "Escalas da Patagônia", um manuscrito autografado, com 24 páginas, de 1932, considerado um dos mais bonitos do autor.

De acordo com a casa de leilões Artcurial, os originais do escritor são raríssimos de encontrar, em especial os do Pequeno Príncipe, o que deve elevar o seu preço. A estimativa é de que o valor das páginas possa chegar a cerca de 50 mil euros, em torno de 125 mil reais.
A biblioteca criada em WebGL permite ao internauta, por meio do Google Chrome, ter acesso a uma estante virtual repleta de obras literárias.


“Imaginamos algo que se parece com as prateleiras em sua sala de estar, e que também é capaz de mostrar um grande número de títulos disponíveis on-line, muito mais do que se encaixa em uma prateleira tradicional. Com isto em mente, nós projetamos uma estante digital que é uma ‘espiral 3D infinita’. Você pode girá-la para os lados e para cima e para baixo com seu mouse. Que detém os modelos 3D de mais de 10.000 títulos de livros do Google”, explica a companhia no blog oficial.

Assim, o internauta pode navegar livremente pelas prateleiras, sendo que cada uma delas corresponde a uma categoria literária diferente. Ao clicar no livro, é possível ler um preview da história.

No entanto, nem todos os livros estão disponíveis para leitura, existe a seção de gratuitos, mas quando o usuário clica na maioria dos livros, ele é levado para uma página com links de lojas.

Assista ao vídeo promocional:

O ministro aposentado Eros Grau foi eleito, nesta quinta-feira, com 32 votos, para ocupar a cadeira número 11 na Academia Paulista de Letras.

foto: divulgação
A cadeira, que tem como patrono o inventor Bartolomeu Lourenço de Gusmão, já foi ocupada, entre outros, pelo poeta Cassiano Ricardo. Sendo que seu último ocupante foi o filósofo Milton Vargas, falecido no ano passado.

Eros Grau é autor de dezenas de livros sobre direito, como "A ordem econômica na Constituição de 1988", mas publicou apenas um romance, "Triângulo no Ponto" pela editora Nova Fronteira, em 2008.

Formado em Direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Grau exerceu a advocacia de 1963 a 2004, quando foi nomeado para o Supremo Tribunal Federal (STF). Atualmente, aposentado do STF, é livre-docente pela Universidade de São Paulo (USP).

Como um presente de boas-vindas, o colega Mauricio de Sousa homenageou o recém-imortalizado com uma ilustração.

O programa Entrelinhas da TV Cultura estreia, neste domingo, seu mais novo quadro, “Por que ler os Clássicos”, no qual irá apresentar os maiores clássicos da literatura universal de uma forma mais didática.

Apresentado por Paula Picarelli, o quadro pretende aproximar o telespectador dos clássicos literários, e para isso contará com a ajuda de escritores, críticos literários, jornalistas, e muitos outros.

foto: divulgação
Tendo a obra de Dante Alighieri como tema, esta primeira edição contará com a presença do poeta Eduardo Sterzi, maior estudioso brasileiro da obra do autor. Sterzi irá falar sobre a obra Divina Comédia, monumental e complexo poema que parte da cosmologia medieval (Paraíso, Purgatório e Inferno) para iniciar a literatura moderna.

O quadro apresentará ainda entrevistas com o diretor do filme Ex-Isto, Cao Guimarães e com o filósofo, letrista de música e poeta carioca Antonio Cicero. Irmão da cantora Marina e também seu parceiro na música, Antonio Cicero participou do projeto Estante Viva, do SESC Belenzinho, em São Paulo, e contou sobre a importância da cultura da Antiguidade grega para seus ensaios e para sua poesia.

Já o trabalho do cineasta mineiro, Cao Guimarães é baseado no romance experimental Catatau, do poeta Paulo Leminski. A abordagem explora uma viagem imaginária do filósofo racionalista francês René Descartes, como integrante da expedição de Maurício de Nassau ao Brasil.

O programa vai ao ar amanhã, às 21h30, na TV Cultura, podendo também ser assistido ao vivo pelo site CMAIS.
O projeto Oi Futuro Cabeça promove, hoje, um encontro entre um dos mais proeminentes pensadores da atualidade, Pierre Lévy e o cantor e compositor Gilberto Gil, para discutir temas como cibercultura, hipertexto e mídias digitais.

Gilberto Gil e Pierre Lévy / foto:divulgação
Com a criação de novas mídias, o mundo tem assistido a transformação do papel do escritor e, principalmente, do leitor, o que fez surgir à importante questão sobre o futuro do livro impresso.

Esta noite, Lévy e Gil irão debater sobre essa e muitas outras questões ao discutir os rumos da literatura frente ao crescimento das mídias digitais.

Professor da Universidade de Quebec, entusiasta das possibilidades cognitivas da Internet, Pierre Lévy foi quem propôs o conceito de “inteligência coletiva” no começo dos anos 90, quando a internet comercial dava seus primeiros passos. É também autor de clássicos como “Cibercultura” e “O que é o virtual?”

Já Gilberto Gil é um dos criadores do movimento tropicalista e está em cena há quase 50 anos como um dos artistas mais importantes do país. Como Ministro da Cultura, de 2003 à 2008, colocou o Brasil na vanguarda mundial das políticas culturais digitais.

Com curadoria das professoras Cristiane Costa e Heloisa Buarque de Hollanda, o Oi Futuro Cabeça é um projeto da Aeroplano Editora com o patrocínio da Oi e Secretaria de Cultura do Rio. Nos próximos meses, o projeto irá promover debates entre grandes pensadores internacionais e nacionais sobre a Literatura e a Cibercultura.

Com o tema “o poder da palavra no universo da Cibercultura”, o evento terá início esta noite, às 19h30 no Oi Futuro do Flamengo, no Rio de Janeiro. A entrada é franca, com distribuição de senhas meia hora antes do evento e telões do lado de fora para quem não conseguir lugar no teatro.

E para aqueles que não puderem comparecer, o evento será transmitindo ao vivo pelo site oficial do Oi Futuro.
A Central de Inteligência Americana (CIA) tornou público, na terça-feira, vários documentos secretos que datam da Primeira Guerra Mundial, nos quais são explicados os métodos de produção da tinta invisível.


Os seis documentos, datados de 1917 e 1918, detalham distintos métodos para produzir e revelar a tinta invisível, uma técnica utilizada por espiões, altas patentes ou diplomatas para passar mensagens durante a Primeira Guerra Mundial sem o conhecimento do inimigo.

Alguns dos métodos incluem misturar sulfato de ferro e cianureto de potássio ou amido de arroz com tinta e água, além do simples suco de limão, que aparece quando o papel é aquecido. Para revelar a tinta, uma das técnicas consiste em aplicar uma mistura de água, iodeto de potássio e ácido tartárico.

A técnica existe desde a antiguidade, sendo mantida em segredo, durante quase um século, pela CIA, que em 2002, negou o pedido para revelar a informação. No entanto, anos depois, a agência secreta norte-americana, em comunicado oficial, explica que os recentes avanços tecnológicos não justificam mais tal situação.

"Os avanços da química na tinta secreta e os métodos de uso de luz para detectá-la tornaram os segredos, revelados na terça-feira, obsoletos", explica a porta-voz da CIA, Marie E. Harf, ao The Washington Post.

"Quando a informação histórica deixa de ser sensível levamos a sério a responsabilidade de partilhá-la com o povo americano", diz o diretor da CIA, Leon Panetta, no comunicado que acompanha os documentos.

Grande parte dos métodos revelados refere-se a formas de produzir e descobrir a tinta invisível, mas outros explicam coisas tipo como abrir um envelope lacrado, ou como transportar os ingredientes para a tinta de um lugar para outro sem haver o risco de perder a fórmula caso o mensageiro seja capturado.

Nesse caso, os espiões encharcavam um lenço de tecido numa solução de amido, nitrato e soda e deixavam secar. Já em segurança no destinatário, o mesmo lenço era encharcado com água e o líquido resultante ia depois encher as canetas com que eram escritas as mensagens secretas entre os aliados.
A Porto da Pedra, quinta escola a desfilar na Marquês de Sapucaí,  encantou o público com sua homenagem a Maria Clara Machado, escritora e diretora de teatro.

Foto: Divulgação
Com o enredo “O sonho sempre vem para quem sonhar”, o carnavalesco Paulo Menezes levou os personagens da autora pela avenida, em forma de carros alegóricos e alas, abençoando a bateria na noite em que a escola completa seus 34 anos.

A comissão de frente representava um teatro, o Tablado, fundado por Maria Clara Machado. O tripé em forma de caixa abria e se transformava em palco para a coreografia dos bailarinos da escola. Vários dos ex-alunos da escritora, que hoje são atores famosos, desfilaram orgulhosos na avenida.

O abre-alas, de 50 metros de cumprimento, trazia um enorme teatro de bonecos, onde os personagens criados pela autora acompanhavam um imponente tigre mecanizado, símbolo da Porto da Pedra.

Uma das alegorias estava repleta de bruxas, como na história “A bruxinha que era boa”, em outra havia uma baleia gigante, que representava a obra “Jonas e a baleia”. Personagens e elementos dos contos "Menina e o vento", "O rapto das Cebolinhas", e "O cavalinho azul' também foram homenageados no desfile.

Mas o destaque da escola foi uma bailarina que flutuava sobre a bateria da Porto da Pedra, em um balão com cerca de 15 metros de altura, representando “Pluft, o fantasminha”, um dos personagens mais famosos de Maria Clara.

Foto: Divulgação

O portal Domínio Público atingiu em janeiro deste ano um total de 187.533 obras registradas em seu acervo digital na forma de textos, imagens, áudio e vídeos.


A biblioteca digital, mantida pelo Ministério da Educação (MEC), foi criada em 2004, com um acervo inicial de 500 obras, para promover o acesso grátis a literatura, arte e ciências. Hoje, oito anos depois, o conjunto de obras cadastradas chega a cerca de três mil por mês.

De acordo com o MEC, o número considerável de novas mídias é resultado da parceria com outros ministérios e bibliotecas nacionais. "A intenção é de que o Domínio Público deixe de ser apenas um portal do Ministério da Educação, para ser um portal de conteúdo de todo o governo federal", diz José Guilherme Ribeiro, diretor de Infraestrutura em Tecnologia Educacional do MEC.

Nas férias escolares, o site recebe 500 mil visitas, e dobra a quantidade de acessos durante o período letivo. "O MEC quebrou um paradigma ao começar a oferecer material de qualidade, gratuitamente, sejam filmes, partituras, obras literárias ou animações", afirma Ribeiro.

Dentre todo esse material, os mais procurados, com quase 24 milhões de downloads, são às obras escritas. A Divina Comédia, de Dante Alighieri, poemas de Fernando Pessoa e clássicos de William Shakespeare e Machado de Assis estão entre os mais acessados.

Com 11.906 imagens no acervo, as famosas pinturas do artista plástico, cientista e escritor italiano Leonardo da Vinci, como a Adoração dos Magos, A Última Ceia e La Gioconda, ocupam a liderança na a lista das mais procuradas.


Ainda neste semestre, terá inicio uma nova versão do portal, pois o Domínio Público pretende migrar para a web 2.0, tornando o acesso ao site mais rápido e fácil. Uma rede social educacional, com fórum de discussões de obras, também deve ser inserida nessa nova versão.

Se quiser conhecer as obras disponíveis no site é só acessar o portal Domínio Público.
Um dos clássicos da literatura americana, “As Aventuras de Huckleberry Finn” do escritor Mark Twain terá parte de seu texto alterado por uma editora do Alabama, a NewSouth Books.


Ao que parece a intenção da editora é retirar da obra os termos “nigger” e “injun”, usados de forma pejorativa para se referir aos afro-americanos e ao povo indígena. A NewSouth Books, responsável pela publicação, afirmou que o objetivo é fazer com que a obra seja mais aceita nas escolas. Pois muitas dessas instituições retiraram o livro de seu currículo devido aos termos racistas. Ainda segundo a NewSouth, a mudança foi sugerida por um dos maiores estudiosos de Twain, o professor Alan Gribben, da Universidade de Auburn, nos Estados Unidos.

No entanto, se por um lado a mudança vai permitir que uma obra clássica volte às mãos dos estudantes sem correr o risco de ofender ou magoar alguém, por outro ela altera a representação de um momento histórico na literatura. Razão pela qual essa mais nova edição do livro tem sido alvo de uma série de críticas no meio literário e na internet, gerando uma intensa discussão sobre direitos autorais e a censura nos Estados Unidos. 

A obra e seu autor

“As Aventuras de Huckleberry Finn”, publicado em 1884, narra as aventuras de um menino e seu amigo ao logo do rio Mississipi em meados do século 19. Os personagens principais são Huck e Jim, que fogem de suas casas descendo o rio Mississipi em busca de liberdade. No meio do caminho se envolvem com famílias que brigam entre si e dois charlatões que tentam enganar uma viúva e sua filha.


Segundo o jornal britânico The Guardian, Twain foi “um crítico apaixonado do racismo americano e doou dinheiro a diversas organizações civis”. Ironicamente, seu livro, que agora é censurado sob a acusação de ser racista, também combatia o preconceito racial. Pois sob a forma de uma simples história infantil, “As Aventuras de Huckleberry Finn” tem a intenção de fazer duras criticas a escravidão, tema quase proibido naquela época.

Para saber mais sobre a vida e obra do escritor Mark Twain consulte o site UOL Educação.
O escritor e desenhista Mauricio de Sousa é o mais novo membro da Academia Paulista de Letras (APL), ocupando a cadeira 24 da instituição, que antes pertencia ao poeta e jurista Geraldo de Camargo Vidigal, falecido este ano.

foto: divulgação
Está é a primeira vez na história da APL que um quadrinista conquista este privilégio, o que pode ser considerado como uma forma de reconhecimento das Histórias em Quadrinhos (HQ) como um tipo de literatura. “Não tenho tantos livros e sou, antes de tudo, um quadrinista. Mas também sou autor de textos, mas textos dentro de balões’’, afirma o autor da Turma da Mônica.

Mauricio de Sousa iniciou sua carreira desenhando cartazes e ilustrações para rádios e jornais em Mogi das Cruzes, cidade onde cresceu. Mas, antes de criar a Turma da Mônica, trabalhou por cinco anos como repórter policial na Folha da Manhã, onde além de escrever as reportagens, também as ilustrava com desenhos bem aceitos pelos leitores.

Em 18 de julho de 1959, começou a desenhar histórias em quadrinhos para o jornal, criando o seu primeiro personagem, o cão Bidu. Assim, das tiras em quadrinhos com Bidu e seu dono Franjinha surgiram os primeiros personagens da Turma da Mônica, uma revista lançada pela Editora Abril em 1970 com tiragem de 200 mil exemplares.
 
“Gostaria de atrair crianças e jovens para conhecerem a Academia e seus representantes”, declarou Mauricio de Sousa após o anúncio da Academia Paulista de Letras.

Existindo a mais de 100 anos, a APL está localizada no Largo do Arouche, centro de São Paulo, e conta com quarenta membros. Entre eles, estão nomes como Walcyr Carrasco, Ignácio de Loyola Brandão, Ruth Rocha, Lygia Fagundes Telles, Antonio Ermírio de Moraes, Ives Gandra Martins, Raul Cutait, Miguel Reale Jr., Gabriel Chalita, Bolívar Lamounier e Jorge Caldeira. 
O romance “O Pequeno Príncipe” do escritor e piloto francês Antoine de Saint-Exupéry ganhou recentemente uma nova adaptação para a TV, que tem causado muita polêmica entre os fãs.


Com o título "La planète du temps" (O planeta do tempo), o primeiro capítulo da animação, que será transmitida pela cadeia France 3, apresenta o personagem “O Pequeno Príncipe” com um ar mais moderno, que pouco tem a ver com as ilustrações criadas por seu autor.

As mudanças vão desde a aparência do personagem principal, mais próxima da adolescência que da infância, até a história contada no livro, no qual seu companheiro, a raposa, passa a ser na nova adaptação, seu alter ego cômico.

Os responsáveis por essa nova adaptação do romance argumentam que para os valores universais do protagonista alcançarem às novas gerações, é necessário adaptá-los aos tempos atuais. Caso contrário, ele ficará apagado diante dos novos heróis da literatura e condenado a ser uma obra mais conhecida pelos adultos do que pelas crianças.

"Queríamos que o Pequeno Príncipe tivesse olhos grandes, como os personagens do mangá e, por que não, vê-lo lutar ou fazer kung fu", comenta Olivier d'Agay, sobrinho do escritor e presidente da empresa que administra seu legado.

Por ouro lado, todas essas mudanças parecem não estar agradando aos fãs da obra, receosos de que os valores de inocência, amizade e amor, tão característicos do protagonista de Saint-Exupéry, se percam no decorrer da história.

O filme chegará às telas francesas no final de dezembro e estreará em 80 países. Será uma produção de 18,6 milhões de euros, um dos orçamentos mais altos da história para uma animação televisiva.


Sobre o livro

"Le Petit Prince", conhecido como “O Pequeno Príncipe” no Brasil, é a obra de maior sucesso do francês Antoine de Saint-Exupéry, publicado em 1943 durante o seu exílio nos Estados Unidos.

A princípio, aparenta ser um livro infantil, no entanto basta ler algumas páginas para perceber o seu teor poético e filosófico, que envolve o leitor em uma narrativa sensível e delicada sobre a essência humana.

É o livro francês mais vendido no mundo, cerca de 80 milhões de exemplares, e 500 edições diferentes. Também se trata da terceira obra literária (sendo a primeira a Bíblia e a segunda O Peregrino) mais traduzida no mundo, publicada em 160 idiomas.

Terceiro filho do conde Jean Saint-Exupéry e da condessa Marie Foscolombe, o escritor, ilustrador e piloto da Segunda Guerra Mundial, Antoine de Saint-Exupéry também escreveu artigos para várias revistas e jornais da França e outros países, sobre muitos assuntos, como a guerra civil espanhola e a ocupação alemã da França. Suas obras na maioria são caracterizadas por elementos como a aviação e a guerra.

Saiba mais sobre o autor neste site.
O Conselho Nacional de Educação (CNE) pretende vetar à utilização do livro “Caçadas de Pedrinho”, do autor Monteiro Lobato, na rede pública de ensino, por considerar a obra racista.


A alegação partiu do servidor da Secretaria do Estado de Educação do Distrito Federal, Antonio Gomes da Costa Neto, tendo este encaminhado uma denúncia contra o uso do livro à Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, que por sua vez encaminhou a crítica a CNE, que deu parecer contra o uso da obra, numa votação unânime.

A denúncia se concentra no tratamento dado à personagem Tia Anastácia e nas referências a animais como urubus, macacos e “feras africanas”. “Estes fazem menção revestida de estereotipia ao negro e ao universo africano, que se repete em vários trechos do livro analisado”, explica uma nota técnica da Secretaria de Alfabetização e Diversidade citada pelo CNE.

No entanto, para tornar definitivo o veto à obra, o MEC precisa homologar essa decisão. O Ministério de Educação informou, em nota, que o ministro Fernando Haddad pretende ouvir opiniões de acadêmicos e educadores sobre o parecer do Conselho Nacional da Educação, antes de tomar uma decisão.

Tanto professores universitários, quanto especialistas da obra de Monteiro Lobato, entre outros profissionais ligados à literatura, condenam a ação do conselho considerando-a um ato de censura. Para eles, a proibição de um clássico do mais importante autor da literatura infantil do país, não trará nenhum benefício à educação infantil. Além de acreditarem ser uma violência, que poderia abrir precedentes perigosos no futuro.

O autor e sua obra

Nascido em 1882, o escritor, jornalista e editor, Monteiro Lobato é um dos nomes mais influentes da literatura brasileira do século XX. Sendo popularmente conhecido pelo conjunto educativo de sua obra de livros infantis, que constituí metade de sua produção literária, aproximadamente 26 títulos.

foto: divulgação
Antes de Lobato todos os livros eram impressos em Portugal, pois em 1918, ele fundou a primeira editora brasileira, a "Monteiro Lobato e Cia", dando inicio ao movimento editorial brasileiro.

Sua obra de maior sucesso foi "A Menina do Narizinho Arrebitado", primeiro volume da série “Sítio do Picapau Amarelo”, publicada em Dezembro de 1920. A partir daí, o autor continuou escrevendo livros infantis de sucesso, com seu grupo de personagens que vivem histórias incríveis em um Sítio no interior do Brasil, pertencente à Dona Benta, avó de Narizinho e Pedrinho. Onde também viviam a empregada Tia Nastácia, a boneca irreverente Emília e o aristocrático boneco de sabugo de milho Visconde de Sabugosa, entre vários outros.

O livro “Caçadas de Pedrinho”, que faz parte da série “Sítio do Picapau Amarelo”, foi escrito em 1933 e conta as aventuras de Pedrinho e Narizinho na caçada a uma onça pintada que ronda o Sítio.
O clássico da literatura espanhola, “Dom Quixote de La Mancha”, do escritor Miguel de Cervantes está agora disponível em formato digital e interativo no site da Biblioteca Nacional da Espanha (BNE).


A versão interativa da obra proporciona ao leitor a sensação de estar lendo um livro real, enquanto folheia as páginas é possível até mesmo ouvir o som delas ao serem viradas, e se preferir pode ouvir também músicas da época ao fundo.

Além disso, o site disponibiliza vários outros conteúdos que ajudam a contextualizar a leitura, como um mapa de rotas, com os itinerários das viagens de Dom Quixote.

Assim como uma cronologia de fatos relativos à obra e seu autor, análises das relações da obra com outros livros de heróis cavaleirescos, e uma galeria de ilustrações dos personagens do clássico e dos momentos mais importantes da história.

O projeto é resultado do trabalho de bibliotecários, especialistas em arte e literatura da época, designers gráficos e programadores. Tendo como coordenadora Pepa Michel Rodrigues, diretora da Biblioteca Digital e Sistemas de Informação da BNE.

No total foram digitalizadas 1282 páginas dos exemplares das edições de 1605 e 1615 da obra, além de 165 ilustrações e mapas, 21 obras relacionadas, 37 capas e contracapas e 13 faixas de música.

Leitura Online

Uma iniciativa parecida com essa foi posta em prática, no mês passado, pela Real Academia Espanhola (RAE) e o YouTube que criaram a primeira leitura global de Dom Quixote na internet, com a participação de pessoas do mundo inteiro.

O YouTube inaugurou o “Canal Quixote”, onde qualquer usuário pode se inscrever para participar da leitura de uma das partes do livro, que foi dividido em 2,1 mil trechos. Cada um dos participantes recebe um desses trechos, em espanhol, para ler, gravar e em seguida postar no site.



O Livro

ilustração de Gustave Doré
“Em um lugar da região da Mancha, cujo nome não quero lembrar…” Assim inicia o livro Dom Quixote de La Mancha do escritor espanhol Miguel de Cervantes y Saavedra. Composto por 126 capítulos, a obra é dividida em duas partes, tendo sua primeira edição publicada, em Madri, no ano de 1605 e a outra em 1615.

O livro surgiu em um período de grande inovação e diversidade por parte dos escritores ficcionistas espanhóis. Parodiou os romances de cavalaria que eram muito populares no período e, na altura, já se encontravam em declínio.

Em maio de 2002, o romance foi escolhido como a melhor obra de ficção de todos os tempos. A pesquisa foi organizada pelos editores dos Clubes do Livro Noruegueses como parte de uma campanha para promover a leitura de clássicos. E teve como participantes cerca de 100 autores, de reconhecimento internacional, de 54 países.

A versão interativa do livro de Cervantes está disponível no site Quijote Interactivo, e sua leitura global no canal El Quijote.
As obras pertencentes à coleção do escritor e poeta português Fernando Pessoa estão agora disponíveis online, possibilitando não apenas sua leitura, como também o seu download grátis.
Até o momento as obras do escritor permaneciam devidamente preservadas numa cave, à qual o público não tem acesso, na Casa Fernando Pessoa, um centro cultural criado em homenagem ao autor. Mas recentemente, em parceria com a Fundação Vodafone, o centro decidiu tornar público o seu acervo por meio da internet.

A digitalização de cada uma das páginas foi realizada por uma equipe internacional de investigadores coordenada por Jerónimo Pizarro, Patrício Ferrari e Antonio Cardiello.

Considerada como a primeira biblioteca portuguesa a ser integralmente digitalizada, ela conta com 1.140 livros, além de manuscritos, ensaios e poemas, anotados pelo próprio autor nas margens de algumas das páginas dos seus livros.

Para tornar mais fácil a pesquisa no acervo, a biblioteca digital também irá dispor de consulta por obra, ano ou ordem alfabética, tendo ainda uma classificação por categorias temáticas.

“Procuramos tornar acessível e simples a compreensão da biblioteca no seu todo e a consulta de cada livro. Destacamos as páginas que incluem manuscritos do próprio Pessoa - ensaios e poemas. Trata-se de uma biblioteca aberta ao infinito da interpretação”, explica Inês Pedrosa, diretora da instituição Vodafone, em nota à Imprensa.

Se quiser conferir a biblioteca, basta acessar o site da Casa Fernando Pessoa.
O governo de Israel e o Google fizeram uma parceria para disponibilizar os Manuscritos do Mar Morto na internet, permitindo a estudiosos e ao público em geral acesso grátis aos documentos.

foto: divulgação
Ao todo, são mais de 30 mil fragmentos que devido á sua fragilidade são mantidos em ambientes controlados. Se um pesquisador quiser ter acesso a eles só poderá removê-los por algumas horas, para evitar a deterioração do material.

foto: divulgação
O método escolhido para digitalizar os documentos foi desenvolvido pela NASA e permite uma qualidade até mesmo melhor do que a visualização real. Pois graças à luz infravermelha utilizada, será possível visualizar coisas que já haviam sido apagadas pelo tempo. E assim que as imagens ficarem prontas será a vez da equipe do Google, que além de colocar o manuscrito online, também serão responsáveis por traduzir os textos.

Segundo o representante da Israel Antiquities Authority, Pnina Shor, o projeto assegurará a preservação dos originais, além de ampliar o acesso aos valiosos documentos, que incluem os fragmentos da bíblia hebraica.

Um achado Arqueológico

No deserto de Israel, em tempos históricos conhecido como parte da Judeia, por mera obra do acaso, um grupo de pastores de cabras descobre em 11 cavernas próximas de Qumran, uma fortaleza a noroeste do Mar Morto, alguns jarros de barro que continham os Manuscritos do Mar Morto.

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Considerada como uma das maiores descobertas arqueológicas do século, a coleção de cerca de 970 documentos possui mais de dois mil anos, tendo sido escrita entre o século III a.C. e o século I d.C., em Hebraico, Aramaico e Grego. A maior parte dos textos consiste em pergaminhos, sendo uma pequena parcela de papiros e um deles gravado em cobre.

Os manuscritos contêm pelo menos um fragmento de todos os livros das escrituras hebraicas, exceto o livro de Ester. Além de conter regras da comunidade, escritos apócrifos, filactérios, calendários e outros documentos. Sendo assim classificados em três grupos: escritos bíblicos e comentários, textos apócrifos e literatura de Qumran.

Sua importância reside no fato de serem mil anos mais antigos do que os registros do Velho Testamento, e por oferecerem uma vasta documentação inédita sobre o período em que foram escritos, revelando aspectos desconhecidos do contexto político e religioso nos tempos do nascimento do Cristianismo e do judaísmo rabínico.

Afinal, quem escreveu?

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Com base em referências cruzadas com outros documentos históricos, a autoria dos manuscritos é atribuída aos essênios, uma seita judaica que viveu na região da descoberta e guarda semelhanças com as práticas identificadas nos textos encontradas.

No entanto, o termo "essênio", não é encontrado em nenhum dos manuscritos. O que deixa margem para dúvidas em relação à sua autoria.

Segundo os especialistas, a comunidade de Qumran era formada provavelmente por homens, que viviam voluntariamente no deserto, em uma rotina de rigorosos hábitos, opunham-se à religiosidade sacerdotal e esperavam a vinda de um messias.

Se quiser conhecer melhor a história dos Manuscritos do Mar Morto consulte esse site.