Março chegou e com ele uma avalanche de livros e mangás que prometem conquistar leitores de todos os gêneros. Marque no calendário, explore sinopses e prepare sua lista de leituras — este mês chega carregado de histórias memoráveis!
 

Entre elas seis famosos mangás, um clássico do mistério, uma fantasia aconchegante, o quarto volume dos Diários de um Robô Assassino, uma ópera espacial, o desfecho de uma fantasia épica e de uma duologia dark academia, uma fantasia urbana com um toque de romance, e as novas edições de grandes clássicos da literatura. Lembrando que todos esses livros estão disponíveis em versão física e digital na Amazon.

Sem mais demora, vamos a lista.

Para alegria dos fãs de alta fantasia, a editora Intrínseca lança em março o tomo II de As Crônicas de Âmbar de Roger Zelazny, que reúne os cinco últimos volumes da saga, que compõe o Ciclo de Merlin: Arcanos da Perdição (1985), Sangue de Âmbar (1986), Sinal do Caos (1987), Cavaleiro de Sombra (1989) e Príncipe do Caos (1991). Considerada uma das obras de fantasia mais originais de todos os tempos, o livro com tradução de Leonardo Alves e 880 páginas, combina profundas questões filosóficas, referências literárias e uma mitologia singular que promete encantar os leitores.
 
Após a jornada épica de Corwin para reivindicar seu direito ao trono, descobrir o paradeiro do rei Oberon e salvar a Ordem de Âmbar da destruição iminente das Cortes do Caos, cabe a seu filho, Merlin, trilhar o desfecho da série As Crônicas de Âmbar.

Herdeiro das duas realidades, Merlin constrói em segredo o Roda-fantasma, um artefato senciente que une a lógica das máquinas ao poder dos arcanos de Âmbar. Mas o que começa como uma tentativa de reencontrar o pai desaparecido logo o envolve em uma teia de conspirações familiares, assassinatos, amores perdidos e conflitos entre poderes cósmicos.

De embates mágicos e armadilhas oníricas a revelações sobre a própria natureza da realidade, Merlin enfrenta inimigos que mudam de rosto e aliados que nem sempre são o que parecem, tendo seu caminho entrelaçado ao do enigmático Luke, da poderosa Jasra e do imprevisível Mandor.

Enquanto que a Galera Record lança a fantasia urbana A Ordem dos Mantos Prateados de L. K. Steven. Com tradução de João Pedroso e 518 páginas, o primeiro volume da saga Silvercloak, publicado originalmente em julho de 2025, narra a história de uma detetive implacável, que deve se infiltrar em uma gangue de magos das trevas. 

Duas décadas atrás, os Luas de Sangue assassinaram os pais de Saffron, e arruinaram sua infância. Sedenta por vingança, ela mentiu para entrar na prestigiosa Academia de Detetives dos Mantos Prateados com um único objetivo: encontrar uma maneira de levar os Luas de Sangue à justiça.

Mas na véspera de sua formatura, sua farsa é descoberta, e ela recebe apenas uma chance para se infiltrar e desmantelar os Luas de Sangue por dentro. Para manter o disfarce, Saff será obrigada a mergulhar em um mundo onde prazer e dor são as moedas mais poderosas, sendo forçada a cometer atos verdadeiramente hediondos para manter seu disfarce — e sua vida.

Além de gangues rivais e sinistras redes de contrabando, ela também precisa lidar com seus conflitantes sentimentos pelo atormentado filho do líder inimigo, e uma estranha profecia que prevê a morte dele pelas mãos de Saff. A cada dia que passa, sua lealdade é testada e a teia de mentiras de Saff se torna mais difícil de tecer. E quando um passo em falso pode destruir tudo e todos que ela já amou... a maga que dedicou sua vida à vingança talvez tenha que morrer por ela.

Continuando com as séries, a Galera Record lançou a sequência da fantasia dark academia Lições sobre Afogamentos da autora best-seller Ava Reid. A Teoria dos Sonhos, publicado originalmente em julho de 2025, conta com tradução de Carlos César da Silva e 336 páginas, nas quais Effy e Preston retornam ao campus ― e ao caos para enfrentar as consequências das revelações e dos perigos, que os perseguem na vida real e também no mundo dos sonhos, no desfecho da duologia.

Todas as histórias chegam ao fim.

Effy aprendeu essa lição após derrotar o Rei das Fadas. Mesmo que jamais descubra o que realmente aconteceu em Hiraeth, os pesadelos deixaram de assombrá-la, e ela conseguiu escrever com Preston um artigo sobre Angharad, o famoso conto de fadas de Llyr. E não só isso: Effy finalmente foi aceita na faculdade de literatura, a primeira mulher na história do curso. 

Porém, alguns sonhos são perigosos, sobretudo aqueles que se tornam realidade. Effy sente como se a universidade inteira, talvez até mesmo toda a nação, apenas estivesse esperando para vê-la fracassar. Após a derrota do Rei das Fadas e a revelação da farsa sobre Myrddin, Effy perdeu a capacidade de se refugiar no mundo da fantasia. Então, o que resta de si mesmo sem as suas histórias? 

Com Effy ameaçada, Preston é tomado por uma raiva intensa e inesperada, que pulsa inquieta dentro de si. Ele começa a sonhar com um palácio sob o mar, em um mundo em que ele é o rei ― e não demora nada até que estas visões passem a perturbá-lo até mesmo quando está acordado.

Effy sente que perdeu os próprios sonhos, enquanto Preston sente que está sendo consumido pelos seus. Em meio a isso, a guerra entre Llyr e Argant irrompe, e ninguém está mais seguro, esteja acordado ou dormindo.

Outra aguardada romantasia dark academia lançada em março pela editora Arqueiro é Academia Arcana da autora Elise Kova. O primeiro volume da saga, publicada originalmente em julho de 2025, conta com tradução de Isadora Prospero e 544 páginas, nas quais magia do tarô, desejos proibidos, batalhas e traições se entrelaçam na busca do poder de mudar o mundo.

Clara sobreviveu ao submundo da Cidade do Eclipse contando com a sorte e uma boa dose de magia proibida. Mas, depois que um trabalho dá errado, ela é condenada à prisão por desenhar cartas de tarô – uma habilidade rara, reservada apenas aos membros da Academia Arcana.

Quando tudo parece perdido, o enigmático diretor da Academia, o príncipe Kaelis,  oferece uma saída... por um preço. Kaelis acredita que ela seja a ferramenta perfeita para ajudá-lo a roubar uma carta de tarô do rei e usá-la para recriar a poderosa e mítica carta do Mundo.

Para esconder sua verdadeira identidade e mantê-la por perto, Kaelis apresenta Clara como iniciada na Academia – e sua noiva. Lançada em um mundo de magia arcana e intrigas palacianas em que um passo em falso pode mandá-la de volta à prisão e até matá-la.

Também nesse mês, a editora Intrínseca lançou o primeiro volume da série de fantasia aconchegante (cozy fantasy), A Loja de Feitiços de Sarah Beth Durst. Com tradução de Sofia Soter e 400 páginas, o livro, publicado originalmente em julho de 2024, narra uma história sobre recomeços e o primeiro amor, cheia de criaturas míticas, rolinhos de canela e uma pitada de magia e romance.

Kiela sempre teve dificuldade em lidar com pessoas. Felizmente, como bibliotecária da Grande Biblioteca de Alyssium, ela e seu assistente, Caz ― um clorófito falante ―, passaram os últimos anos isolados entre os livros de feitiços mais preciosos do império, preservando-os para os membros da elite da cidade ― os únicos autorizados por lei a utilizar magia.

Quando uma revolução começa e a biblioteca é incendiada, Kiela e Caz fogem com todos os livros que conseguem carregar e se dirigem a um lugar que ela pensou que nunca veria novamente: Caltrey, a ilha onde cresceu. Ao chegar lá, Kiela conhece um vizinho intrometido, que estranhamente aparece dia após dia para garantir que ela esteja alimentada e ajudar a consertar sua nova casa.

Agora que precisa reconstruir a vida do zero, Kiela decide vender algo que nem mesmo a padaria da cidade tem: geleia. Com a ajuda de um velho livro de receitas que herdou dos pais e um pouco de magia ilegal, o jardim de sua casa logo fica repleto de frutas deliciosas.

Mas a magia pode fazer mais do que adoçar um pouco a vida, então, para ajudar os habitantes de Caltrey, Kiela se arrisca ao ir contra as regras do império e decide abrir a primeira loja de geleias ― e feitiços secretos ― da ilha.

Deixando a fantasia de lado vamos focar na ficção científica, pois a editora Aleph lançou o primeiro volume da duologia best-seller Teixcalaan de Arkady Martine. O livro de estreia do autor, Uma Lembrança chamada Império, publicado originalmente em março de 2019, conta com tradução de Beatriz D'Oliveira e 440 páginas, nas quais apresenta uma ópera espacial com temas como patrimônio, imperialismo e maquinação política.

Quando a Estação Lsel recebe um pedido urgente por um novo embaixador, prontamente nomeiam e enviam Mahit Dzmare à capital do império de Teixcalaan. É a candidata ideal: jovem, aplicada, estudiosa do império desde a infância. Saberá circular a corte local como ninguém.

Ao chegar, a nova diplomata fica a par da morte de seu antecessor, cujas circunstâncias levantam suspeitas e parecem forçadas. Seria ela a próxima a morrer? Afinal, a corte teixcalaana se comprova fascinante, mas também se revela, aos poucos, ardilosa e cheia de cobiça. Mahit, então, precisa ainda mais guardar seus segredos ― incluindo aquele escondido no próprio corpo ― se de fato quiser manter Lsel protegida das garras de Teixcalaan.

Também pela editora Aleph chega às livrarias, o tão aguardado quarto volume da premiada série Diários de um Robô-Assassino da autora best-seller Martha Wells. Saída Estratégica, publicado originalmente em outubro de 2018, conta com tradução de Laura Pohl e 160 páginas, nas quais a autora encerra a primeira tetralogia da série com o humor ácido e a humanidade inesperada que tornaram a saga um fenômeno mundial.

Para o Robô-Assassino, invadir bases corporativas e sobreviver a tiroteios em planetas abandonados é rotina. Difícil mesmo é processar sentimentos.

Após reunir provas cruciais contra a GrayCris, a Unidade de Segurança fugitiva retorna à estação HaveRatton. O plano é simples: entregar os dados à dra. Mensah e garantir a segurança de seus antigos clientes. O problema? Ele é um dos “objetos” mais procurados da galáxia, e a Autoridade Portuária está em alerta máximo.

Entre disfarces precários e o risco constante de captura, o Robô-Assassino enfrenta seu maior desafio: o reencontro com os humanos que foi obrigado a proteger (e, relutantemente, de quem aprendeu a gostar).

Seguindo a onda de crime, mistério e intrigas, a editora HarperCollins Brasil lançou a nova edição de mais um clássico do mistério escrito pela dama do crime, Agatha Christie. O Segredo de Chimneys (The Secret of Chimneys), publicado originalmente em 1925, conta com tradução de Érico Assis, capa dura e 304 páginas, que marcam a primeira aparição do Superintendente Battle.

Quando Anthony Cade é recrutado para levar documentos comprometedores da África à Europa, ele não tinha como imaginar que mergulharia de cabeça em uma rede de conspirações internacionais envolvendo o pequeno reino de Herzoslovákia e um assassinato na histórica Mansão de Chimneys.
 
Entre pistas enganosas e alianças improváveis, Cade precisará se unir à Scotland Yard para provar sua inocência e descobrir quem está disposto a matar para conseguir esse documento suspeito e proteger o misterioso segredo da Mansão Chimneys.

Falando na rainha do crime, a editora Globo Livros lançou em março a edição de luxo comemorativa de cem anos de um dos maiores clássicos de Agatha Christie, O Assassinato de Roger Ackroyd. Considerado um dos romances mais célebres da autora, o livro, publicado originalmente em 1926, conta com capa dura, fitilho, acabamento luxuoso, tradução de Renato Rezende e 256 páginas, nas quais apresenta uma construção ousada e inovadora que desafia as convenções do romance policial clássico. 

Em uma noite de setembro, o milionário Roger Ackroyd é encontrado morto em seu quarto na mansão Fernly Park, na tranquila vila inglesa de King’s Abbot. Ele foi esfaqueado com uma adaga tunisiana ― uma peça rara de sua própria coleção. O crime é o terceiro de uma inquietante sequência de mortes que começa com a de Ashley Ferrars, que levanta dúvidas entre um acidente com soníferos ou um envenenamento, e depois com o aparente suicídio da sra. Ackroyd.
 
Intrigada pelas circunstâncias e pelas conexões entre as vítimas, Caroline Sheppard, uma observadora sagaz e incansável da vida alheia, convence seu irmão, o dr. Sheppard ― médico da cidade e narrador da história ― a pedir ajuda a Hercule Poirot. Aposentado e aproveitando dias tranquilos na vila, o célebre detetive belga aceita o convite para retornar ao mundo das investigações.

A HarperCollins também reservou algumas surpresas para os leitores que apreciam os grandes clássicos da literatura e para aqueles que adoram reviver a magia das histórias infanto juvenis, com o lançamento das edições de luxo ilustrada, com capa dura e elementos interativos do estúdio MinaLima, do reverenciado clássico gótico de Mary Shelley, Frankenstein ou o Prometeu moderno e do adorado clássico O Maravilhoso Mágico de Oz de L. Frank Baum.

Já quanto aos mangás, a editora JBC lançou o quarto volume da edição especial de Sailor Moom Eternal de Naoko Takeuchi, o quarto volume da edição de colecionador de Astro Boy de Osamu Tezuka, e o volume dez de Yona – A Princesa do Alvorecer de Mizuho Kusanagi. Enquanto que a editora MPEG lançou o terceiro volume de Nodame Cantabile de Tomoko Ninomiya. Sendo que a editora Panini lançou este mês o volume nove de O Homem de Gelo e sua Fria Colega de Trabalho de Tonogaya Miyuki, e a mais nova Graphic MSP Pipa de Helô D'Angelo.

 
Assim, esses são os lançamentos do mês que mais me chamaram a atenção. Mas e você, quais são desses lançamentos está mais ansioso para ler? Me conta nos comentários.
Entre adaptações literárias ambiciosas, histórias reais impactantes e releituras surpreendentes, a maior e mais importante premiação do cinema internacional, evidenciou o poder de transformar narrativas já conhecidas em experiências cinematográficas marcantes. 
 

A cerimônia do Oscar 2026, a disputa mais emocionante do ano para os amantes do cinema e da arte de contar histórias, foi realizada em 15 de março pela Academy Awards, sendo apresentada pela segunda vez pelo comediante Conan O'Brien. 

A premiação contou com diversos filmes baseados em livros concorrendo a inúmeras categorias do Oscar, em especial, a categoria de Melhor Roteiro Adaptado, dedicada aos filmes que transformaram obras existentes, como livros, peças de teatro, musicais, histórias em quadrinhos, jogos e até mesmo em parques temáticos, em roteiros cinematográficos memoráveis.

Os 5 Indicados ao Oscar 2026 de Melhor Roteiro Adaptado

A categoria de Melhor Roteiro Adaptado do Oscar celebra a habilidade de transformar histórias que tem uma maior aceitação em outras mídias em roteiros cinematográficos emocionantes e originais. É uma das categorias que mais evidencia a arte da escrita no cinema, embora nem sempre seja baseada em um livros, ressaltando narrativas que ganham nova vida na tela grande.

Como no caso de Bugonia, um remake em língua inglesa do filme sul-coreano de 2003 Save the Green Planet! (Jigureul Jikyeora!) escrito e dirigido por Jang Joon-hwan, que recebeu três indicações ao Oscar 2026, incluindo a de Melhor Filme, Melhor Atriz (Emma Stone), e Melhor Trilha Sonora.

Dirigido por Yorgos Lanthimos e com roteiro adaptado por Will Tracy, o filme que mistura elementos de suspense, humor negro e reflexão social, acompanha dois homens obcecados por conspirações que sequestram a CEO de uma grande empresa, suspeitando que ela seja uma alienígena que quer destruir a Terra.
 


Já o longa-metragem Hamnet (Intrínseca) é uma adaptação sensível do romance histórico de 2020 escrito por Maggie O'Farrell, uma história fictícia sobre a vida de William Shakespeare interpretado por Paul Mescal e sua esposa Agnes interpretada por Jessie Buckley, após a morte de seu filho de 11 anos, Hamnet (Jacobi Jupe).

Indicado a 7 Oscars, incluindo o de Melhor Filme e Melhor Direção, o filme com direção de Chloé Zhao, que assina o roteiro em colaboração com Maggie O’Farrell, conquistou o Oscar de Melhor Atriz (Jessie Buckley), com uma narrativa intensa e sensível que explora relações familiares e perda.



Um dos destaques do Oscar 2026, com direção, produção e roteiro adaptado pelo cineasta Guillermo del Toro, Frankenstein (Darkside Books) é uma reimaginação cinematográfica do clássico literário de 1818 escrito pela autora britânica Mary Shelley. Com 8 indicações ao Oscar 2026, incluindo a de Melhor Filme e Melhor Ator Coadjuvante (Jacob Elordi), o longa-metragem que combina horror, drama e filosofia existencial, conquistou três estatuetas, nas categorias de Melhor Figurino, Melhor Design de Produção, e  Melhor Maquiagem e Penteado.

O filme, que teve sua estreia mundial no painel principal da 82.ª edição do Festival Internacional de Cinema de Veneza, é estrelado por Oscar Isaac no papel principal de Victor Frankenstein, um cientista brilhante e egocêntrico que cria um monstro (interpretado por Jacob Elordi) ao tentar conduzir seus experimentos macabros de imortalidade com cadáveres humanos.



Com quatro indicações ao Oscar 2026, incluindo a de Melhor Filme, Melhor Fotografia, e Melhor Canção Original, Sonhos de Trem (Train Dreams) é um filme de drama histórico, que teve sua estreia mundial no Festival de Cinema de Sundance de 2025, com direção de Clint Bentley, que coescreveu o roteiro com Greg Kwedar, baseado no livro de 2011 escrito por Denis Johnson.

Com uma trama envolvente sobre memória, identidade e jornada interior, que se destaca pela forma poética com que aprofunda temas humanos universais, o filme narra a história de Robert Grainier (Joel Edgerton), num período de oitenta anos, nos quais o lenhador lida com o amor e a perda em uma época de profundas transformações nos Estados Unidos do começo do século XX.



E o Oscar foi para...

Vencedor do Globo de Ouro 2026 de Melhor Filme, com 13 indicações ao Oscar 2026, o longa-metragem Uma Batalha Após a Outra (One Battle After Another) conquistou seis Oscars, incluindo o de Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Filme, Melhor Direção e Melhor Ator Coadjuvante (Sean Penn).

Com direção, produção e roteiro de Paul Thomas Anderson, o filme é inspirado no livro de 1990 "Vineland" (Companhia das Letras), uma delirante epopeia pós-moderna, cheia de humor e lirismo, escrita por Thomas Pynchon, que desenha os EUA na época de Reagan como um ambiente movido pela televisão, drogas e resquícios do movimento hippie. 

Menos uma adaptação e mais uma nova interpretação, que transporta os elementos da narrativa para o cenário atual, a história acompanha um ex-revolucionário, interpretado por Leonardo DiCaprio, que é forçado a retomar seu antigo estilo de vida quando ele e sua filha passam a ser perseguidos por um oficial militar corrupto.
 
 
Mais Adaptações

Desde grandes clássicos da literatura a famosas histórias, o Oscar deste ano foi marcado pela forte presença de adaptações literárias, com quatro dos dez indicados a Melhor Filme baseados em livros, reafirmando a literatura como grande inspiração para o cinema.

Sendo um deles, o quarto filme da série Jurassic World e o sétimo da franquia Jurassic Park, inspirada na obra de Michael Crichton, Jurassic World: Recomeço (Jurassic World: Rebirth). Indicado ao Oscar de Melhores Efeitos Visuais, o filme de ação e ficção científica, é dirigido por Gareth Edwards, escrito por David Koepp, e estrelado por Scarlett Johansson.

Outra adaptação, indicada ao Oscar de Melhores Efeitos Visuais, foi O Ônibus Perdido (The Lost Bus), um filme de drama e sobrevivência dirigido por Paul Greengrass, que coescreveu o roteiro com Brad Ingelsby, baseado no livro “Paradise” de Lizzie Johnson, que retrata uma versão ficcional da evacuação de crianças durante o incêndio Camp Fire de 2018 no norte da Califórnia, lideradas pelo motorista de ônibus Kevin McKay (Matthew McConaughey) e pela professora Mary Ludwig (America Ferrera).

Concorrendo a 9 Oscars, incluindo o de Melhor Filme, temos Marty Supreme, dirigido por Josh Safdie e inspirado no livro de memórias “The Money Player” do icônico jogador de tênis de mesa Marty Reisman (1930–2012), conhecido por seu estilo teatral, habilidades extraordinárias e longa carreira repleta de episódios curiosos.

Indicado ao Oscar de Melhor Maquiagem e Penteado, tem a adaptação A Meia-Irmã Feia (The Ugly Stepsister), um filme satírico de humor negro e terror corporal escrito e dirigido por Emilie Blichfeldt, inspirado no conto de fadas “Cinderela”, no qual apresenta a história de Elvira (Lea Myren), que compete com sua bela meia-irmã em uma batalha sangrenta pela beleza.

Já um dos vencedores da categoria de Melhor Curta, Os Cantores (The Singers), dirigido por Sam A. Davis, retrata uma competição de canto improvisada entre frequentadores desanimados de um pub, baseada em um conto russo do século XIX de Ivan Turgenev, presente na coletânea “Memórias de um Caçador”.

Indicado a categoria de Melhor Animação, tem A Pequena Amélie, dirigido por Maïlys Vallade e Liane-Cho Han. Uma adaptação do romance francês autobiográfico “A Personagem da Chuva” (Métaphysique des tubes) de Amélie Nothomb.

Assim, em meio a discursos emocionados, homenagens comoventes, incríveis performances musicais e belíssimas apresentações, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas comemorou em grande estilo a sua 98ª edição.

Confira a lista completa dos indicados e vencedores no site oficial do Oscar 2026.
Considerada um dos eventos mais importantes do mercado editorial, a Feira do Livro de Londres tem inicio na terça-feira, dia 10 de março. Realizada anualmente no Olympia London, em Londres, o evento, que acontece até o dia 12 de março, reúne editores, agentes literários, autores, empresas de tecnologia e profissionais da indústria do livro para discutir tendências, negociar direitos e apresentar novidades do setor. 
 

A London Book Fair (LBF) é uma feira internacional focada no negócio do livro. Diferente de eventos voltados principalmente para leitores, ela funciona como um grande ponto de encontro profissional para negociação de direitos autorais e traduções, lançamentos editoriais, networking entre editoras e agentes, apresentação de tecnologias para publicação, e debates sobre tendências do setor.

Todos os anos, milhares de profissionais de mais de 60 países participam do evento em Londres, expondo seus livros, participando de inúmeras conferencias, seminários, master classes, e realizando negócios nas áreas de direitos autorais, vendas e distribuição de conteúdo através de impressão, áudio, tv, cinema e canais digitais, consolidando a London Book Fair como um dos centros globais da indústria editorial.

Programação

A London Book Fair deste ano reúne mais de 30.000 profissionais da indústria editorial de diversas partes do mundo, entre eles escritores, poetas, ilustradores e designers gráficos, bibliotecários, editores, livreiros, agentes literários, jornalistas, e diversos outros membros da comunidade literária, que desfrutarão de três dias de negócios, networking e aprendizado. 

Além de participarem de eventos atraentes e inspiradores, nos quais serão abordados tópicos importantes do setor editorial, como a jornada de um livro da escrita a publicação, as técnicas de escrita, os direitos autorais, tradicional versus auto-publicação, criação de capas de livros, audiobooks, eBooks, ghostwriters, inteligência artificial, marketing, literatura infantil, histórias curtas, livros de não-ficção, mangás, literatura latino americana,  o futuro do licenciamento e da distribuição de livros, acessibilidade, sustentabilidade, social media, adaptações literárias, e muito mais.

Tudo isso, em espaços como o Main Stage, o maior palco da LBF, que contará com palestras de especialistas do mundo editorial e literário, nas quais serão apresentados CEOs de editoras, eventos do Ano Nacional da Leitura, análises sobre tendências e desenvolvimentos do setor, além de alguns dos autores em destaque na LBF. Há ainda o Author HQ, projetado para fornecer conhecimento e ferramentas a escritores e ilustradores que precisam tomar decisões em relação à publicação de seu trabalho. Assim como oferecer uma visão sobre as tendências do momento que tem empolgado a indústria editorial. 

Sem falar nos já tradicionais Literary Translation Centre, dedicado à tradução, o International Rights Centre, onde os profissionais de direitos se reúnem para conduzir negócios, a Tech Theatre, que discute os recentes desenvolvimentos tecnológicos na área editorial, a The Illustrators' Gallery, na qual ilustradores e artistas tem a oportunidade de expor seus trabalhos para a comunidade editorial internacional, e o English PEN Literary Salon, que apresentará um programa eclético de eventos sobre liberdade de expressão e literatura internacional. 

Além do Olympia Room, criado exclusivamente para livrarias e livreiros, e o Academic Theatre, dedicado as publicações acadêmicas. Além da segunda edição da conferência Academic and Professional Publishing (12/03), que abrange tendências e desafios na publicação, e da conferência The Writers’ Summit, um evento de um dia (09/03) que oferece consultoria especializada, workshops, networking, insights, inspiração e debates para ajudar escritores em todos os estágios da carreira a progredir na publicação.

O Brasil também marcará presença na London Book Fair com uma programação exclusiva, que inclui o já tradicional matchmaking, que facilita conexões estratégicas entre editoras brasileiras e internacionais, além do Caipirinha Hour, uma ação de networking que leva um toque da cultura brasileira a Londres. Tudo isso por meio do Brazilian Publishers, um projeto de internacionalização de conteúdo editorial brasileiro realizado em parceria entre a Câmara Brasileira do Livro (CBL) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), com apoio do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Sendo que, no dia 12, a Literary Translation Centre apresentará o painel De Quem é o Boom? Literatura Latino-Americana, Infraestruturas de Tradução e o Caso do Brasil, que explora as complexidades literárias, linguísticas, culturais, econômicas e infraestruturais, e as oportunidades da tradução a partir dos idiomas do Brasil para editores, tradutores e leitores.

Autores do Dia

Continuando a tradição de celebrar alguns dos escritores e ilustradores mais aclamados e bem-sucedidos da atualidade, a Feira do Livro de Londres promove mais uma vez os programas Author of the Day e Creative of the Fair, e apresenta pela primeira vez o Narrator of the Fair, no qual três autores, um ilustrador, e um narrador convidados participam de seminários, sessões de fotos, autógrafos e bate-papos, em diferentes dias da feira.
 

Sendo que o primeiro dia da feira será dedicado a autora best-seller, ilustradora aclamada pela crítica, roteirista indicada ao BAFTA e vencedora do Emmy, Alice Oseman (Heartstopper), e ao ator e premiado narrador de audiobooks Ray Porter (Project Hail Mary).

Já na quarta-feira, dia 11 de março, o evento contará com a presença do romancista e jornalista inglês Mike Gayle (All the Lonely People), e do autor best-seller internacional, Jo Nesbø (O Morcego), criador da série de romances policiais Harry Hole, com mais de 60 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo, e diversas adaptações para o cinema e a TV. Enquanto que, no último dia, o evento contará com a participação da escritora best-seller britânica  A. F. Steadman (Skandar e o Ladrão de Unicórnio), criadora da série infanto juvenil Skandar, que vendeu mais de 1,5 milhões de exemplares em todo o mundo, e cujos direitos de adaptação foram adquiridos pela Sony. 

Entre os demais autores convidados estarão o autor e artista americano Matt Dinniman (Carl, o explorador de masmorras), a autora best-seller de romances contemporaneos Dorothy Koomson (O que o Amor Esconde), o escritor de romances policiais A.A. Dhand (The Chemist), a escritora escocesa de literatura infantil  Elle McNicoll (A Kind of Spark), entre outros.

Se você acompanha o universo literário, trabalha com livros, publicação ou conteúdo digital, acompanhar a London Book Fair é essencial para entender o futuro do mercado editorial.

Confira a programação completa no site oficial da London Book Fair.
Fevereiro sempre carregou um significado especial para mim, afinal é o mês do meu aniversário, um período em que naturalmente fico mais reflexiva, pensando no que fiz, no que quero fazer e, principalmente, no que não fiz. Porém, este ano, diferente do que eu planejava, foi um mês de poucas leituras, desafios pausados (por enquanto), uma leve depressão e muitas horas assistindo dramas chineses no YouTube. 
 

Assim, não tenho muito o que compartilhar aqui, além do fato de que estou cinco livros adiantada na minha meta de leitura e não fiz nenhum progresso no meu projeto “Zero TBR”, embora tenha conseguido resistir aos lançamentos do mês e a Kindle Week da Amazon, não adquirindo nenhum um único livro novo neste mês.

Fevereiro simplesmente não foi um mês grandes leituras, pois em 28 dias, li apenas uma graphic novel. Eu precisava de algo mais visual, mais fluido, que exigisse menos energia mental, assim, optei por ler o quarto volume da coletânea de tirinhas da cartunista Sarah Andersen. Esquisitona explora, com uma dose de humor e ironia, o sentimento de inadequação, mostrando que não importa o quanto você seja diferente, sempre vai ter alguém no mundo que compartilha das nossas esquisitices.

Para quem costuma estabelecer metas de leitura, participar de desafios literários e manter uma rotina constante de leituras, isso pode parecer pouco. Mas a vida real nem sempre segue o cronograma que a gente monta, e fevereiro acabou sendo um mês mais contemplativo do que produtivo. No qual passei boa parte dos meus dias mergulhada em histórias cheias de romance, conflitos históricos, viagem no tempo, e personagens complexos, assistindo inúmeros dramas chineses. De alguma forma eles eram exatamente o tipo de entretenimento que eu precisava: algo envolvente, mas que não exigisse esforço criativo da minha parte.

Além da falta de vontade de ler, também senti uma ausência quase total de inspiração para escrever aqui no blog, no entanto consegui postar seis matérias, incluindo Os Mais Aguardados Lançamentos de 2026 e diversos concursos literários. E, no meio de tudo isso, completei mais um ano de vida... Aniversários sempre trazem aquela mistura de expectativa, nostalgia e análise interna. Talvez parte dessa falta de energia tenha vindo justamente desse momento mais introspectivo.

Resumindo, Fevereiro não foi lá um mês muito produtivo e tão pouco um mês de grandes conquistas literárias. Sendo sincera, esse foi mais um mês lento, silencioso e um pouco desorganizado. Mas talvez tenha sido exatamente o intervalo que eu precisava antes de retomar o ritmo. Afinal, em março começa algumas das minhas maratonas de leitura preferidas, a Middle Grade March e a March Mystery Madness.

Mas, e você, também já passou por um mês sem conseguir ler ou produzir? Me conta: como você lida com essas fases?