Com a chegada do inverno, os dias mais frios trouxeram o cenário perfeito para leituras aconchegantes e momentos de reflexão. Em vez de seguir uma lista rígida ou participar de alguma maratona, escolhi os livros de acordo com o meu humor, o que tornou a experiência muito mais prazerosa. 
 


Ao mesmo tempo, consegui avançar em duas metas importantes: o projeto Zero TBR, para reduzir a pilha de livros não lidos nas minhas estantes física e digital, e o desafio r/Fantasy do Reddit, que continua ampliando meus horizontes literários. Também cancelei a minha assinatura na Audible.com e consegui resistir aos lançamentos do mês, embora tenha adquerido um livro novo em junho, o volume quatro da light novel “O Único Destino dos Vilões é a Morte”.

Além das leituras, o blog permaneceu ativo com cinco novas publicações, incluindo o anuncio dos vencedores dos prêmios Pulitzer de Literatura e Locus, e outras três publicações voltadas ao universo dos livros. Manter essa frequência de publicações tem sido uma forma de compartilhar descobertas, acompanhar as principais notícias do mercado editorial e registrar minha própria jornada como leitora.

Sem mais demora, vamos as leituras!

Neste mês, li cinco livros bastante diferentes entre si, alternando entre clássicos do mistério, desenvolvimento pessoal, fantasia adulta e infanto juvenil. Escolher livros conforme meu humor ajudou a manter o ritmo de leitura e aos  poucos, sigo preenchendo novas categorias do r/Fantasy e diminuindo a quantidade de livros acumulados nas estantes.

 
Sendo que, comecei o mês com o quadragésimo sétimo livro do meu projeto “Zero TBR”, o icônico O Ladrão de Casaca de Maurice Leblanc. As primeiras aventuras de Arsène Lupin provaram ser divertidas e inteligentes, com tramas atmosféricas cheias de suspense e aventura, mostrando por que o personagem permanece tão popular mais de um século depois de sua criação.

Entre uma ficção e outra, mergulhei no trigésimo quarto eBook do meu projeto “Zero TBR”, O Poder dos Quietos de Susan Cain, um livro de não ficção que propõe uma reflexão sobre introversão. A autora apresenta uma pesquisa detalhada e histórias reais sobre anônimos e personalidades para mostrar como pessoas mais reservadas podem se tornar grandes líderes e ser bem-sucedidas por causa da introversão, e não apesar dela, questionando a valorização excessiva da extroversão na sociedade.

Uma das leituras mais acolhedoras do mês foi o terceiro livro do desafio r/Fantasy, Os gatos do café da lua cheia de Mai Mochizuki, uma fantasia com um toque de realismo mágico, em que gatos utilizam a astrologia para ajudar seus clientes a se conhecerem melhor e buscar a felicidade em um misterioso café.

Já o quarto livro do desafio r/Fantasy foi a antologia Forward, que reuniu seis diferentes histórias de ficção especulativa escrita por renomados autores, que oferecem perspectivas variadas sobre o poder e os perigos que a tecnologia oferece à humanidade.

Fechei o mês com uma leitura mais leve, irreverente e cheia de personalidade com o segundo volume da série infanto juvenil Emily the Strange de Rob Reger e Jessica Gruner. Com um projeto gráfico e estilo de narrativa interessante, Duas Vezes Mais Estranha prova que Emily continua sendo uma protagonista marcante e uma cientista louca, com seu humor peculiar e sua estética inconfundível.

Resumindo, Junho foi um mês equilibrado entre leituras, produção de conteúdo e progresso nos desafios e projetos de leitura. A chegada do inverno trouxe o clima perfeito para aproveitar boas histórias, enquanto o Zero TBR e o r/Fantasy continuaram motivando escolhas diversas. Agora fica a expectativa para julho: novos livros, novos universos e mais um passo rumo às minhas metas de leitura.

Mas, como foi o seu mês de junho? Você leu algum livro interessante? Está curtindo o tempo frio? Eu adoraria ouvir mais sobre isso nos comentários!
Considerado uma das mais prestigiadas distinções do jornalismo e das artes nos Estados Unidos, o Pulitzer, anunciou em maio seus vencedores. A premiação reconheceu reportagens investigativas de grande impacto, obras literárias marcantes e produções artísticas que desafiam narrativas estabelecidas e ampliam debates contemporâneos. 
 


Concedido, há mais de cem anos pela Universidade de Columbia de Nova York, o Prêmio Pulitzer reconhece trabalhos de excelência nas áreas de Jornalismo, Literatura, Drama e Música, que não apenas informam, mas também provocam reflexão, revelam verdades ocultas e registram momentos decisivos da sociedade. Nesta edição, reportagens investigativas, coberturas de relevância pública e produções literárias de destaque reafirmaram o papel essencial da informação de qualidade em um cenário marcado por rápidas transformações e desafios globais. 

Melhor Livro de Ficção

O best-seller Angel Down de Daniel Kraus foi o vencedor de Melhor Livro de Ficção na categoria Literatura, sendo agraciado com uma medalha de ouro e um prêmio no valor de 15 mil dólares. Sendo descrito pelo júri como “um romance eletrizante sobre a Primeira Guerra Mundial, uma obra-prima estilística que mescla gêneros como alegoria, realismo mágico e ficção científica em um todo coeso, narrado em uma única frase.” 

O soldado Cyril Bagger conseguiu sobreviver aos horrores indizíveis da Grande Guerra graças à sua astúcia e dissimulação. Mas seus instintos de sobrevivência são postos à prova definitiva quando ele e outros quatro soldados recebem uma missão mortal: aventurar-se na perigosa Terra de Ninguém para praticar eutanásia em um camarada ferido. O que eles encontram em meio ao campo de batalha devastado, no entanto, não é um homem precisando de misericórdia, mas um anjo caído, aparentemente abatido por fogo de artilharia.

Este ser celestial pode deter a chave para o fim do conflito brutal, mas somente se os soldados conseguirem suprimir seus desejos individuais e trabalharem juntos. À medida que o ciúme, a ganância e a paranoia tomam conta, o grupo é dilacerado por seus demônios interiores, ameaçando transformar seu encontro angelical em uma descida ao inferno. Angel Down mergulha você no coração da Primeira Guerra Mundial e tece uma narrativa polifônica de sobrevivência, maravilhas sobrenaturais e conflitos morais.

Nascido em 7 de junho de 1975 na cidade de Midland em Michigan, Daniel Kraus é autor de séries de TV, filmes, e 22 romances, incluindo Whalefall (2023), Angel Down (2025) e The Living Dead  (2020), além de três romances gráficos e um livro de não ficção com lançamento previsto para 2026.

Vencedor dos prêmios Bram Stoker, Prêmio Scribe e Odyssey, o  escritor best-seller do New York Times, Daniel Kraus é conhecido por suas colaborações com George A. Romero e Guillermo del Toro, com quem coescreveu A Forma da Água, baseado no filme vencedor do Oscar, e Caçadores de Trolls, que foi adaptado para a série da Netflix vencedora do Emmy. Atualmente ele vive com a esposa em Chicago.

Nas demais categorias literárias...

Além da categoria de Melhor Livro de Ficção, o Pulitzer destina mais cinco categorias a área de Literatura, sendo elas Melhor Livro de Não-Ficção, Melhor Biografia, Melhor Memória ou Autobiografia, Melhor Livro de História e Melhor Livro de Poesia.

Entre os premiados deste ano na categoria de Não-Ficção está a obra There Is No Place for Us: Working and Homeless in America do autor e jornalista com doutorado em antropologia, Brian Goldstone. Por meio das histórias “reveladoras e comoventes” (Associated Press) de cinco famílias de Atlanta, a obraexpõe uma nova e preocupante tendência: o aumento dramático do número de trabalhadores sem-teto em cidades por toda a América. Sendo descrita pelo júri do prêmio como “uma façanha de reportagem, análise e narrativa focada nas questões que criaram uma crise nacional de famílias sem-teto entre os chamados trabalhadores pobres”.

Já na categoria História, o vencedor foi o livro We the People: A History of the U.S. Constitution da professora de História Americana e Direito na Universidade Harvard e redatora da revista The New Yorker, Jill Lepore. O livro é descrito pelo júri como sendo “uma narrativa dinâmica e envolvente que investiga por que a Constituição é tão difícil de emendar, incluindo uma análise de emendas notáveis, porém fracassadas, propostas por grupos marginalizados”.

Já o prêmio de melhor Biografia deste ano foi concedido a Pride and Pleasure: The Schuyler Sisters in an Age of Revolution da autora best-seller, roteirista indicada ao Emmy, ensaísta e crítica literária, Amanda Vaill. Segundo o júri do prêmio o livro pode ser descrito como “uma biografia vibrante e detalhada de duas filhas de ricos e influentes proprietários de terras holandeses que marcaram a história de nossa nação, usando o presente para contar sua história e o passado para narrar o desenrolar dramático da Revolução Americana”.

Enquanto que o prêmio de melhor livro de Memória ou Autobiografia foi para a obra Things in Nature Merely Grow da premiada autora Yiyun Li. Sendo descrita pelo Pulitzer como “um relato profundamente comovente e revelador de uma escritora sobre a perda de seu filho mais novo por suicídio, pouco mais de seis anos depois da morte do filho mais velho pela mesma causa; uma memória austera e desafiadora de aceitação que se concentra nos fatos, na linguagem e na persistência da vida”.

Na categoria Poesia o vencedor foi Ars Poeticas da escritora e pesquisadora de literatura Juliana Spahr. Uma coletânea de poemas com meditações líricas sobre a escrita de poesia em tempos de crise ecológica e populismo de direita, na qual segundo o prêmio “a poeta faz um balanço de sua desilusão pessoal, que ela usa para questionar sua relação com sua forma de arte, comunidade e política”.

Confira o anuncio do prêmio e os demais vencedores do Pulitzer no seu site oficial.
Todos os anos, o Prêmio Locus funciona como um termômetro do que há de mais relevante na literatura fantástica. Em 30 de maio de 2026, a Locus Science Fiction Foundation anunciou os vencedores da 55ª edição do prêmio durante o Bay Area Book Festival.
 

Criado em 1971, o Prêmio Locus é uma das mais importantes premiações da literatura especulativa, abrangendo ficção científica, fantasia, horror e categorias relacionadas. Os vencedores são escolhidos por votação popular entre os leitores da revista Locus, tornando o prêmio um reflexo direto das obras que mais impactaram a comunidade de fãs e especialistas.

Em 2026, os resultados reforçam a diversidade criativa do gênero e apontam para um futuro em que diferentes vozes, culturas e perspectivas ocupam o centro da ficção especulativa mundial, com histórias que exploram inteligência artificial, mitologia, identidade cultural, memória e narrativas experimentais. Infelizmente, nenhum dos vencedores deste ano tem previsão para serem lançados no país. No entanto, alguns dos autores premiados já são conhecidos dos leitores brasileiros.

Principais vencedores do Prêmio Locus 2026

O grande vencedor deste ano da categoria de ficção científica apresenta uma narrativa metalinguística que apresenta um livro dentro de um livro que dilui a linha tênue entre escrever e ser escrito. Death of the Author de Nnedi Okorafor (Binti), publicado originalmente em janeiro de 2025, mistura, em suas 448 páginas, afrofuturismo, inteligência artificial e reflexões sobre autoria, identidade e tecnologia.
 
 
O futuro da narrativa chegou. 

Deficiente, sem vontade de casar e mais interessada em escrever do que em uma carreira lucrativa na medicina ou no direito, Zelu sempre se sentiu a excluída de sua grande família nigeriana. Sua vida vira de cabeça para baixo quando, em meio ao luxuoso casamento caribenho de sua irmã, ela é demitida sem cerimônia de seu emprego na universidade e, para piorar a situação, seu romance é rejeitado por mais uma editora. 

Com sua carreira e seus sonhos destruídos de uma só vez, ela decide escrever algo apenas para si mesma. O resultado é completamente diferente dos romances literários e tranquilos que até então haviam marcado sua carreira discreta. É uma epopeia futurista onde androides e inteligência artificial travam uma guerra nas ruínas tomadas pela vegetação da civilização humana. Ela a chama de Robôs Enferrujados. 

Quando Zelu finalmente encontra a coragem para compartilhar seu estranho romance, ela não imagina que está prestes a embarcar em uma jornada transformadora — uma jornada que a catapultará para o estrelato literário, mas que também poderá destruir tudo o que seu livro deveria ser. De Chicago a Lagos, até os confins do espaço, o romance de Zelu mudará o futuro não apenas da humanidade, mas também dos robôs que virão depois.

Na categoria de Melhor Fantasia, a obra vencedora foi The Everlasting da autora best-seller Alix E. Harrow (As Dez Mil Portas), que combina construção de mundo sofisticada, mitologia e uma reflexão sobre como histórias moldam sociedades e memórias coletivas. O livro, publicado originalmente em outubro de 2025, narra em suas 320 páginas a história da dama-cavaleiro cuja lenda construiu uma nação, e do historiador covarde enviado de volta no tempo para garantir que ela cumpra seu papel — mesmo que isso parta o seu coração.

Já na categoria de Melhor Horror, o prêmio foi para The Buffalo Hunter Hunter do mestre do terror Stephen Graham Jones (Temporada de Caça), um romance histórico arrepiante que narra a vida de um vampiro que assombra os campos da reserva Blackfeet em busca de justiça. Também vencedor dos prêmios Nebula e Bram Stoker de 2025, o livro, publicado originalmente em março de 2025, mistura, em suas 448 páginas, horror sobrenatural, história e identidade indígena.

Quanto aos demais vencedores, o segundo volume da trilogia sci-fi Moonstorm, Starstrike de Yoon Ha Lee levou o prêmio na categoria de melhor livro Jovem Adulto, enquanto que a releitura arrepiante do conto Barba Azul, Sour Cherry de Natalia Theodoridou foi premiado como melhor Livro de Estreia do ano. Já The River Has Roots de Amal El-Mohtar (É assim que se perde a Guerra do Tempo) venceu na categoria de Melhor Novella, We Begin Where Infinity Ends de Somto Ihezue venceu na categoria de melhor Novelette, In My Country de Thomas Ha na categoria de melhor História Curta, We Will Rise Again de Karen Lord, Annalee Newitz & Malka Older na categoria de melhor Antologia, e Uncertain Sons and Other Stories de Thomas Ha na categoria de melhor Coleção.

Vencedores do Locus no Brasil

No país foram publicados inúmeros livros, contos e antologias vencedores de diversas categorias do Prêmio Locus. Entre eles os clássicos da ficção científica Os Próprios Deuses e Limites da Fundação de Isaac Asimov, Encontro com Rama de Arthur C. Clarke, Os Despossuídos e A Narrativa de Ursula K. Le Guin, Guerra Sem Fim de Joe Haldeman, O Orador dos Mortos de Orson Scott Card, Hyperion, A Queda de Hyperion e Endymion de Dan Simmons. Assim como O Livro do Juízo Final de Connie Willis, Boneshaker de Cherie Priest, Redshirts e A Sociedade de Preservação dos Kaiju de John Scalzi, O Fim da Morte de Cixin Liu, Espada Ancilar e Misericórdia Ancilar de Ann Leckie.

Sendo que entre as melhores novelas de ficção científica estão É assim que se perde a Guerra do Tempo de Amal El-Mohtar & Max Gladstone, Alerta Vermelho e Condição Artificial de Martha Wells, Nightflyers de George R. R. Martin. Enquanto que entre as melhores histórias curtas, coleções e antologias estão a história curta Sonhos de Robô de Isaac Asimov, as novelletes O Homem Bicentenário de Isaac Asimov e Filhos de Sangue de Octavia E. Butler, as coletâneas Os Cinco Caminhos para o Perdão de Ursula K. Le Guin, História da sua Vida e Outros Contos e Expiração de Ted Chiang e Gata Branca, Cão Preto de Kelly Link.

Na categoria fantasia temos os livros O Silmarillion de J. R. R. Tolkien, A Garra do Conciliador e A Espada do Lictor de Gene Wolfe, As Brumas de Avalon de Marion Zimmer Bradley, As Crônicas de Âmbar: Tomo II - Sinal do Caos de Roger Zelazny, Tehanu: O Nome da Estrela e Lavínia de Ursula K. Le Guin, A Guerra dos Tronos, A Fúria dos Reis, A Tormenta de Espadas e A Dança dos Dragões de George R. R. Martin. Assim como Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban de J. K. Rowling, Deuses Americanos, O Oceano no fim do Caminho e Os Filhos de Anansi de Neil Gaiman, O Imperador Goblin de Katherine Addison, Enraizados de Naomi Novik, Todos os pássaros no Céu de Charlie Jane Anders,  O Céu de Pedra e Nós somos a Cidade de  N. K. Jemisin, e Babel de R. F. Kuang.

Sendo que entre as melhores novelas, antologias e coletâneas de fantasia estão a novela De Volta para Casa de Seanan McGuire, a antologia Crônicas de Espada e Feitiçaria de Gardner Dozois, e as coletâneas Tripulação de Esqueletos de Stephen King, Contos de Terramar de Ursula K. Le Guin, Coisas Frágeis e Alerta de Risco de Neil Gaiman.

Já na categoria Horror temos os livros A Hora das Bruxas de Anne Rice, Desespero e Saco de Ossos de Stephen King, Mestre das Chamas de Joe Hill, Changeling de Victor LaValle, O Chalé no Fim do Mundo de Paul Tremblay, Leopardo Negro, Lobo Vermelho de Marlon James, Gótico Mexicano de Silvia Moreno-Garcia, e A Queda da Casa Morta de T. Kingfisher.

O Locus também contempla os mais notáveis livros de estreia em ficção científica e fantasia, entre eles Contato de Carl Sagan, Jonathan Strange & Mr Norrell de Susanna Clarke, Temeraire: O Dragão de sua Majestade Naomi Novik, Os Cem Mil Reinos de N. K. Jemisin, O Circo da Noite de Erin Morgenstern, Justiça Ancilar de Ann Leckie, Gideon, a Nona de Tamsyn Muir, Elatsoe de Darcie Little Badger,  Mestre dos Djinns de P. Djèlí Clark.

Assim como os melhores livros infantojuvenis, entre eles Coraline e O Livro do Cemitério de Neil Gaiman, Um Chapéu Cheio de Céu de Terry Pratchett, Leviatã: A Missão Secreta de Scott Westerfeld, A Menina que Navegou ao Reino Encantado no Barco que Ela Mesma Fez de Catherynne M. Valente, Meio Rei de Joe Abercrombie, e Guerreira Akata de Nnedi Okorafor.

Historicamente, muitos livros premiados pelo Locus também conquistam reconhecimento em premiações como o Hugo e o Nebula. Para quem deseja descobrir o que há de mais inovador na literatura fantástica contemporânea, a lista de vencedores do Locus costuma ser um excelente ponto de partida.

Confira a lista completa de finalistas e vencedores do Prêmio Locus em seu site oficial.
Estão abertas as inscrições para o Prêmio Kindle de Literatura, que busca descobrir e celebrar novas vozes da literatura brasileira, além de premiar os vencedores com a quantia de 50 mil reais.
 

Em sua 11ª edição, o prêmio, organizado pela Amazon em parceria com o Grupo Editorial Record, a Audible e a TAG Experiências Literárias, irá contemplar obras escritas em língua portuguesa, por autores residentes no Brasil, na categoria Ficção/Romance. Sendo que, entende-se por “romance” uma narrativa ficcional longa que podem ser classificadas em diversas subcategorias, como fantasia, ficção científica, suspense, romance histórico, entre outras.

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas até o dia 31 de agosto de 2026, no site oficial do concurso. Participando apenas obras inéditas em qualquer meio (impresso ou eletrônico), não podendo ser relacionadas a outras obras do mesmo autor ou de autores diferentes (inclusive no que diz respeito aos personagens, que devem ser inéditos), e não podem fazer parte de uma série.

Para concorrer os candidatos deverão publicar seu livro em formato digital de forma independente na Amazon.com.br por meio da ferramenta Kindle Direct Publishing (KDP). A publicação de livros digitais pela ferramenta KDP é gratuita para o autor, que será remunerado pelos exemplares vendidos pelo site da Amazon. Para que um livro digital seja elegível ao Prêmio, o autor deve inscrevê-lo no programa KDP Select, cadastrá-lo exclusivamente na categoria de “Literatura e Ficção” e inserir o termo PremioKindle como uma das opções das palavras-chaves durante o processo de publicação.

As obras inscritas serão analisadas por uma comissão julgadora, cujos critérios para análise serão o mérito literário e viabilidade comercial. Serão pré-selecionadas 08 obras, cujos autores participarão de uma entrevista de 15 minutos conduzida pela Amazon e pelo Grupo Editorial Record, com o objetivo de avaliar a viabilidade comercial. Durante a entrevista, o autor deverá fazer uma breve apresentação pessoal e apresentar a obra selecionada.

Dentre as obras pré-selecionadas, o júri escolherá cinco finalistas, que serão divulgados entre os dias 23 a 27 de novembro de 2026, enquanto que o vencedor será apresentado ao público na Cerimônia de Premiação a ser realizada no início de 2027. O livro vencedor também terá uma edição impressa pelo Grupo Editorial Record e uma edição exclusiva distribuída como brinde aos associados da TAG Experiências Literárias em seus dois clubes, TAG Inéditos e Curadoria. Sendo que, todos os cinco finalistas terão o seu livro adaptado para audiolivro pela Audible Brasil.

Confira os pré-requisitos e demais condições do prêmio no seu site oficial.
Junho chega com uma seleção de lançamentos capaz de agradar leitores dos mais variados gêneros. De mangás que conquistaram milhões de fãs ao redor do mundo à novas fantasias e romantasias, o mês reúne continuações aguardadas, estreias promissoras e edições especiais que merecem espaço de destaque na estante.
 


Além disso, os leitores encontrarão um suspense de tirar o folego, clássicos da literatura mundial em versões de luxo, uma coletânea de contos que exploram o universo da ficção científica, um guia pelos bastidores da animação japonesa e o primeiro volume de uma fantasia infantojuvenil cheia de magia. Se você está procurando sua próxima leitura, junho oferece opções para todos os gostos. Lembrando que todos esses livros estão disponíveis em versão física e digital na Amazon.

Confira os destaques literários de junho!

Fantasias & Romantasias

O fenômeno das romantasias continua em alta, e os lançamentos de junho refletem essa tendência. O mês apresenta os primeiros volumes de novas séries que unem romance, magia, intrigas políticas, criaturas fantásticas e protagonistas marcantes. Essas obras chegam com a missão de conquistar os leitores apaixonados por narrativas que equilibram aventura épica e relacionamentos intensos.

Entre os destaques estão as sequências de séries que deixaram os leitores ansiosos por respostas. Após finais impactantes, reviravoltas surpreendentes e personagens em situações delicadas, os novos volumes chegam para dar continuidade a narrativas que vêm acumulando elogios da crítica e do público. 

A começar pela tão aguardada continuação da romantasia “A Linguagem dos Dragões” da autora S. F. Williamson, lançada pela editora Galera. A Guerra dos Dragões (A War of Wyverns), publicado originalmente em janeiro de 2026, conta com tradução de Carlos César da Silva e 384 páginas, nas quais a sonhada vida acadêmica de Vivien Featherswallow foi para os ares. A rebelião ― e a guerra ― chegou, e agora traduzir tornou-se um ato de resistência. 

Quem é Vivien Featherswallow?

É o que todo humano e dragão está se perguntando em Britânia, e nem mesmo a própria Vivien sabe exatamente a resposta para a questão. Seria ela a Andorinha, o rosto da rebelião contra o governo corrupto e os invasores dragões búlgaros? Ou seria ela uma língua de latão, uma tradutora prestes a descobrir uma nova língua dracônica? Ou ela é apenas Viv, a garota que perdeu o amor de sua vida enquanto brincava de ser espiã?

A verdade é que Viv não sabe direito, mas o que ela sabe é que precisa partir para o combate. E ela não está indo de mãos vazias: Viv tem um aparelho que a permite ouvir os pensamentos dos dragões, e também um diário contendo pistas de uma língua dracônica nunca antes traduzida. Além disso, conta com a vontade de vingar seu amor perdido. Tudo isso a leva a ir atrás dos misteriosos wyverns das Ilhas Hébridas, na esperança de tentar convencê-los a se unir aos rebeldes na guerra.

Viv não vai demorar a descobrir que, mesmo que as palavras e a tradução sejam armas, não serão o suficiente para levá-la à vitória ― e nem a ter todas as respostas sobre quem ela realmente é.

Outra aguardada continuação lançada este mês pela editora Galera é o segundo volume da duologia “Reino dos Remanescentes” da autora Julie Johnson. A romantasia Sea Spinner: O Guardião da Água, publicado originalmente em abril de 2026, foi lançada no país em duas edições, uma em capa comum e outra com tiragem limitada em capa dura e pintura trilateral, ambas com tradução de João Pedroso e 476 páginas, nas quais cercada de inimigos à espreita, prontos para atacar, Rhya descobre que algumas escolhas exigem sacrifícios irreversíveis.

Ela é vento indomável. Ele, água profunda e implacável. Juntos são capazes de despertar uma força tão irresistível quanto letal.

Algo mudou em Rhya Fleetwood após a batalha no Fyremas. Seu corpo agora abriga uma força indomável que pulsa a cada batida do coração. O poder que crepita sob sua pele carrega luto, fúria e instabilidade. Caeldera jaz em ruínas. Os aliados de Rhya estão mortos ou feridos. E Pendefyre, o rei recém-coroado em meio à destruição, tornou-se uma presença distante, consumido pelo peso da coroa. O Remanescente do Fogo precisa dedicar cada segundo de seu tempo ao reino, ao povo e à chama incandescente de vingança que ameaça consumi-lo por completo.

Quando uma reviravolta do destino conduz Rhya ao último lugar que poderia imaginar, a Corte da Água, a jovem guardiã do vento se vê obrigada a confrontar os limites de sua magia e a questionar em quem realmente pode confiar. É nesse cenário que surge Soren de Llyr, o rei das marés. Ele é tudo que Pendefyre não é: aberto, direto e disposto a ensinar. Quanto mais ele revela sobre o poder ancestral que os conecta, mais Rhya passa a duvidar de tudo ― de seu papel como Remanescente, de seus próprios desejos e do futuro que a aguarda na guerra que se aproxima.

Há ainda o sétimo volume da série “A Twisted Tales”, que exploram versões alternativas das histórias que inspiraram as famosas animações da Disney. Mulan às Avessas (Reflection) de Elizabeth Lim, foi publicado originalmente em março de 2018, tendo sido lançado no país pela editora Universo dos Livros com Flávia Yacubian e 320 páginas, nas quais explora a possibilidade do que aconteceria se Mulan precisasse viajar até o Mundo dos Mortos.
 
Fa Mulan tem coração de guerreira e é capaz de tudo para proteger seus entes queridos, incluindo ir à guerra no lugar de seu pai doente, disfarçada como um soldado chamado Ping. E quando o capitão de seu regime, Li Shang, leva um golpe para protegê-la, Mulan sabe que precisa fazer de tudo ao seu alcance para ajudá-lo a sobreviver ao ferimento mortal… mesmo que isso signifique aceitar uma missão penosa até o Mundo dos Mortos, o Diyu.

O rei Yama, regente do Diyu, não vai facilitar a jornada. Com ajuda do guardião leão de Shang, Mulan precisa atravessar o Mundo dos Mortos, enfrentar obstáculos quase impossíveis e trazer Shang de volta antes do pôr do sol ― ou permanecer no Diyu para sempre. E não só isso: Mulan ainda está disfarçada de Ping, em dúvida sobre a decisão de revelar sua verdadeira identidade, principalmente depois de ter ficado tão próxima de Shang. O tempo é crucial. Será que Mulan vai conseguir salvar Shang ― e ela mesma ― antes que seja tarde demais?

Já a editora Gutenberg lançou o terceiro e último volume da trilogia “Mousai” escrita pela premiada autora E. J. Mellow. A romantasia que combina fantasia sombria, romance e intrigas, Sinfonia do Trono Mortal (Symphony for a Deadly Throne), publicado originalmente em fevereiro de 2023, foi lançado no país com tradução de Vanessa Thiago e 336 páginas acompanha uma jovem dividida entre o homem que ama e o reino que chama de lar.

No oculto Reino do Ladrão, onde identidades são mercadorias e segredos valem mais que ouro, o jovem Zimri perde tudo em uma única noite ― inclusive seus pais. Levado ao palácio do enigmático Rei Ladrão, ele é forçado a jurar lealdade a um trono envolto em magia e mistério. Anos depois, Arabessa, filha do rei e portadora de um poder raro ligado à música, descobre fragmentos de um passado capaz de mudar tudo o que conhece ― inclusive seu destino.

À medida que memórias ocultas vêm à tona e alianças perigosas se formam, os caminhos de Zimri e Arabessa se entrelaçam em uma trama de amor, poder e traição. Em um mundo onde emoções podem ser manipuladas e segredos têm preço, cada escolha pode redefinir o destino ― ou destruí-lo completamente.

Falando em romantasia, chega às livrarias em junho o primeiro livro da duologia jovem adulta “Os Descendentes do Zodíaco” da autora Katie Zhao. A Ascensão do Zodíaco (Zodiac Rising), publicado originalmente em outubro de 2024, foi lançado no país pela editora Livros da Alice, com tradução de Edmundo Barreiros e 440 páginas, nas quais apresenta uma romantasia com um toque de dark academia, onde o maior risco não é falhar… e sim confiar em alguém.

Na prestigiada Academia dos Ramos Terrenos, os herdeiros das linhagens do zodíaco chinês são treinados para dominar habilidades extraordinárias.

Um lugar fascinante e sombrio, onde poder e conhecimento caminham lado a lado com segredos e perigos, rivalidades antigas e regras rígidas. Na escola, os Descendentes aprendem não só suas habilidades sobrenaturais, mas também a sobreviver em um mundo que nunca esqueceu suas origens nem suas dívidas.

Quando Julius Long, um dos alunos, é brutalmente assassinado, um grupo de adolescentes se vê obrigado a unir forças. A vampira Evangeline, o metamorfo Nicholas, Tristan, o lobisomem, e Alice, a mortal. Dotados de mentes brilhantes, estrategistas implacáveis e figuras perigosas, tão instáveis quanto os próprios poderes, eles mergulham em uma missão na qual cada passo revela novas camadas de intrigas, corrupção e desejos ocultos.

Errar pode ser fatal. À medida que a missão avança, o perigo se aproxima. Emoções intensas, desejos vindo à tona e lealdades divididas tornam cada escolha um risco para todos.

Há ainda o novo lançamento da editora Alt, o primeiro volume da romantasia gótica da autora estreante Heba Al-Wasity. Weavingshaw: O Lar dos Segredos, publicado originalmente em fevereiro de 2026, conta com tradução de Carolina Cândido e 368 páginas, nas quais apresenta uma história sobre uma jovem que consegue ver os mortos faz um pacto com um negociante de segredos sombrios, magnético e perigoso, para salvar a vida de seu irmão.

O Santo do Silêncio troca moedas por cada confissão sórdida que lhe é revelada.

Quanto mais sombrio o segredo, maior o valor a ser recebido. Leena Al-Sayer, uma jovem refugiada, guarda um a sete chaves ― algo que a assombra desde os dezessete anos: ela pode ver os mortos.

Quando seu irmão adoece, ela sabe o que precisa fazer para ter meios de curá-lo, mas o segredo de Leena é mais valioso para o Santo do que ela poderia imaginar. Para conseguir o remédio de seu irmão, a garota terá que fazer um acordo e encontrar o fantasma que o Santo procura. Todos os caminhos levam a Weavingshaw, uma propriedade amaldiçoada que, com o tempo, parece aprisioná-los. À medida que Leena se aproxima do Santo e mergulha em seu mundo repleto de perigo, engano e desejo, descobre que ele também tem algo a esconder. Em Weavingshaw , segredos valem mais que ouro ― e podem custar a própria alma.
 

Numa mistura de fantasia e horror, chega às livrarias o primeiro volume da mais nova série do autor best-seller Joe Abercrombie. Os Demônios (The Devils), publicado originalmente em maio de 2025, foi lançado pela editora Aleph, com tradução de Ulisses Teixeira e 676 páginas, nas quais apresenta personagens marcantes que prometem fazer o inferno na terra, diálogos temperados com um humor que brilha aos olhos e cenas de ação envolventes e intensas.
 
A Europa está à beira do abismo. A peste e a fome assolam a terra, criaturas sobrenaturais espreitam em cada sombra, príncipes gananciosos não dão a mínima para nada além das próprias ambições. E os elfos estão voltando, prontos para devorar quem se puser em seu caminho. Isso é certo.

É nesse cenário que um desafortunado sacerdote deve se juntar a uma congregação de assassinos impenitentes, de praticantes das Artes das Trevas e de monstros condenados. Tudo em prol de uma causa maior: proteger uma ladra enquanto se dirigem a Troia, colocá-la no trono imperial e unir a Santa Igreja contra o apocalipse que se avulta pelo continente.

A vocação sagrada por vezes requer atos profanos. Quando se está passando pelo inferno, o melhor então é que os demônios estejam ao seu lado.

Uma nova fantasia infantojuvenil inicia sua jornada

Entre as estreias do mês, destaca-se o primeiro volume de uma fantasia infantojuvenil com um universo rico em possibilidades e personagens carismáticos. A obra tem potencial para conquistar tanto leitores jovens quanto adultos que apreciam histórias repletas de imaginação.

A Magia Perdida de Sparrow Xia (The Missing Magic of Sparrow Xia) de Leia Ham, publicado originalmente em junho de 2019, foi lançado pela editora Faro Editorial, com tradução de Nathália Rondán e 272 páginas, nas quais apresenta o início de uma aventura épica sobre amizade, autodescoberta e a força mágica que se revela nos lugares mais inesperados.
 
Uma Corrida contra o tempo para salvar o que há de mais precioso: A Própria Magia.

Para Sparrow Xia, o poder se parece com fogo: faíscas incandescentes dançando na ponta dos dedos ou as chamas ardentes que seu irmão Ainsley domina com maestria. Em um mundo onde a magia floresce apenas nas crianças e desaparece na vida adulta, ser uma rara maga do fogo deveria lhe dar todas as vantagens. No entanto, Sparrow se sente uma fraude. Sua magia é tão fraca que ela mal consegue produzir mais que a chama de um fósforo. Entrar na Academia Zenith é sua última chance de transformar aquela fagulha insignificante em algo poderoso, algo especial. 

Enquanto Sparrow luta para dominar seu dom, uma doença misteriosa começa a se infiltrar na escola, drenando silenciosamente a magia dos alunos. Junto com seus novos amigos, ela embarca na busca por uma cura ― e descobre que, quando a magia significa poder, algumas pessoas estão dispostas a medidas extremas e cruéis para mantê-la sob controle.

Clássico da literatura mundial em edições de luxo

Para os colecionadores e admiradores da literatura clássica, junho traz novas edições especiais de três obras fundamentais da literatura mundial. Com acabamento de luxo e projetos gráficos de alta qualidade, essas versões valorizam textos que atravessaram gerações e continuam influenciando leitores e escritores em todo o mundo. Além de serem excelentes opções para presentear aqueles que desejam revisitar grandes obras ou conhecê-las pela primeira vez.

O primeiro deles é um dos romances mais ambiciosos e eletrizantes da literatura mundial, que transforma o mar no palco de luta, redenção e transformação agora em uma edição bolso de luxo lançada pela editora Companhia das Letras. Como parte da coleção “Clássicos Zahar”, Moby Dick, ou a baleia de Herman Melville, publicado originalmente em 1851, conta com apresentação de Ligia Gonçalves Diniz, tradução de Bruno Gambarotto, capa dura e 872 páginas.
 
Qual é o limite da busca por vingança na caça a uma baleia que parece guardar os segredos e mistérios de um mundo que, cada vez mais, é desbravado e conquistado pela força humana? Neste clássico de Herman Melville, embarcamos no baleeiro Pequod, de Ahab, o capitão sanguinário e ensandecido, que conduz uma perseguição brutal e trágica, arrastando consigo tripulantes de diferentes nacionalidades e etnias a seguir sua obsessão: matar a baleia branca que o feriu.

Em meio a tanto desvario, cabe a Ismael, narrador e sobrevivente, dar sentido e forma a esta história que ultrapassa uma simples caçada. Moby Dick imprime contornos filosóficos e sensíveis a uma jornada que revela a vulnerabilidade, o medo, o delírio dos homens e, sobretudo, a consciência crítica que é capaz de emergir em meio à ânsia de dominação da natureza. 

Um dos maiores clássicos da ficção científica também ganhou uma nova edição lançada pela selo Medo Clássico da editora Darkside Books. Inicialmente publicado no formato seriado de folhetim e depois reunido num único volume em 1897, O Homem Invisível (The Invisible Man) é o quarto romance de ficção especulativa da prolífica carreira de H. G. Wells. Esta edição em capa dura conta ainda com ilustrações inéditas de Elena Bueno Ventura, tradução de Reinaldo José Lopes e 272 páginas.

Um homem misterioso chega a uma pousada numa pacata vila inglesa durante uma tempestade de neve. Ele usa luvas, chapéu de abas largas, um casaco de mangas compridas, e seu rosto está totalmente coberto por ataduras, exceto por uma prótese no nariz. Recluso e introvertido, passa a maior parte do tempo em seus aposentos, trabalhando com produtos químicos e aparelhos de laboratório. Sua única exigência é que o deixem em paz.

Enquanto o estranho se enclausura em seus experimentos, a vila passa a girar em torno de sua presença inquietante. Há algo errado, algo que ninguém consegue nomear, mas todos conseguem sentir. O que parecia apenas excentricidade logo se revela algo muito mais inquietante e pode trazer consequências tão imprevisíveis quanto perigosas.

Junto com os clássicos A Máquina do Tempo e A Ilha do Doutor Moreau, O Homem Invisível ajudou a consagrar o autor H. G. Wells como um dos mestres da ficção científica moderna, lido, comentado e adaptado há mais de um século. Notável por sua inventividade, suspense e nuances psicológicas, sua obra continua a cativar os fãs de ficção científica hoje, assim como fez com o público leitor há mais de cem anos. 

Já o clássico Don Juan do poeta Lord Byron, publicado originalmente em 1819, ganha sua primeira tradução integral para a língua portuguesa em comemoração ao bicentenário do poeta. O livro, lançado no país pela editora Autêntica, conta com tradução de Lucas Zaparolli de Agustin, capa dura e 688 páginas.

Para Byron, só se vive uma vez. Por isso, cultivou a liberdade acima de tudo. Quando se tornou o poeta mais famoso da época, celebridade e estilo de vida, alguns anos antes de sua morte como herói na Grécia, decidiu criar uma obra além do bem e do mal. Assim, adotando um dos personagens mais icônicos da modernidade, o mito de Don Juan, elaborou um poema único, um épico que aborda os mais diversos temas, ora de forma satírica, ora filosófica, e sempre irônica. 

Na verdade, a narrativa, o enredo e o personagem são pano de fundo para a voz byroniana que narra a história, a qual se aproveita do conto para tecer uma camuflada autobiografia do poeta e para brindar seus amigos, criticar seus desafetos, satirizar versos alheios, ironizar os costumes das nações pelas quais o ingênuo Juan passa impelido pelas vicissitudes do destino como marionete do narrador, com seu gênio sapiencial e cômico. 

Byron via esta sua obra-prima como uma aurora boreal versificada, por conter todas as cores e ser infinita em sua intensidade e em sua incompletude.

Mistérios e thrillers em edições especiais

Os  fãs de thrillers modernos e romances policiais clássicos também encontrarão novidades nas livrarias, com o lançamento de um novo suspense e das novas edições de três clássicos do mistério, que destacam o legado de autores responsáveis por moldar o gênero como o conhecemos hoje.

Um dos livros de suspense mais esperados do ano é o mais novo lançamento do autor best-seller Stuart Turton (As Sete Mortes de Evelyn Hardcastle). Numa mistura de mistério e distopia, O Último Assassinato no Fim do Mundo (The Last Murder at the End of the World), publicado originalmente em março de 2024, chega às livrarias pela editora Astral Cultural, com tradução de João Rodrigues e 336 páginas, nas quais Em a humanidade será extinta em 107 horas … a menos que eles descubram quem cometeu o último assassinato no fim do mundo.

Após uma névoa mortal se espalhar pelo planeta e destruir tudo em seu caminho, apenas uma pequena ilha na Grécia se mantém intocada. Nela, cento e vinte dois aldeões e três cientistas são o que resta da humanidade.

Protegidos por um sistema de segurança que os blinda da névoa, os aldeões vivem em pacífica harmonia: pescam, cultivam e festejam, sempre seguindo à risca o que os cientistas mandam. Até que uma das cientistas é brutalmente assassinada a facadas e sua morte acaba por desativar a barreira que protegia a ilha.

Agora, eles têm poucos dias para solucionar o mistério em torno do crime e restabelecer a blindagem de proteção. Mas a mesma falha que desativou o sistema de segurança também apagou a memória de todos sobre o que aconteceu na noite anterior, o que significa que alguém na ilha é o assassino ― e talvez nem sequer saiba disso. Enquanto isso, a névoa mortal se aproxima cada vez mais… 

Já a editora Rocco lança o oitavo volume da série “Cormoran Strike” de Robert Galbraith, que leva a história de Strike e Robin a outro nível. O Homem Marcado (The Hallmarked Man), publicado originalmente em setembro de 2025, foi lançado no país com 960 páginas e tradução de Edmundo Barreiros e Ryta Vinagre.

Um corpo desmembrado é encontrado no cofre de uma loja de prataria. Inicialmente, a polícia supõe se tratar de um ladrão conhecido, mas nem todos acreditam nessa teoria, principalmente Decima Mullins, que pede ajuda ao detetive Cormoran Strike. Ela tem certeza de que o cadáver encontrado no cofre é do seu namorado, que desapareceu repentina e misteriosamente.

No entanto, quanto mais Strike e sua sócia, Robin Ellacott, investigam o caso, mais enigmático ele fica. O estabelecimento não é uma loja qualquer: ele está localizado ao lado do Freemasons’ Hall e é especializado em prataria maçônica. Além disso, o ladrão e o namorado de Decima não são os únicos que se encaixam na descrição do morto misterioso: a investigação revela que há outros homens com o perfil que procuram.

Conforme o caso fica mais complicado e perigoso, Strike encara outro dilema: Robin parece cada vez mais comprometida em seu relacionamento com o agente de investigação criminal Ryan Murphy, mas o impulso de Strike de se declarar à sócia se torna cada vez mais urgente.

Seguindo a linha do mistério e do suspense, a editora HarperCollins Brasil lançou mais uma edição do seu “Clube do Crime”, coleção que resgata clássicos inéditos ou pouco conhecidos de suspense e mistério. O Tigre na Neblina (The Tiger in the Smoke), publicado originalmente em 1952, conta com tradução de Marina Vargas, capa dura, e 269 páginas, nas quais apresenta o 14º volume da série policial Albert Campion, a obra-prima de uma das Rainhas do Crime da Era de Ouro da ficção policial, a autora Margery Allingham.

Em uma Londres pós-Segunda Guerra, onde a neblina encobre segredos e traumas, Meg Elginbrodde, prestes a se casar, vê seu futuro ameaçado quando passa a receber fotografias perturbadoras de seu ex-marido, dado como morto durante a guerra.

Ao buscar ajuda do detetive Albert Campion, ela e seu noivo se veem cada vez mais envolvidos em uma teia de mistérios e perigos, enquanto um psicopata conhecido como “Tigre” espalha terror pelas ruas londrinas. Em meio a sequestros, perseguições e assassinatos, Campion mergulha em uma investigação que expõe não apenas a verdade por trás dos eventos, mas também as feridas morais de uma sociedade marcada pela guerra.

Um dos maiores clássicos da literatura de mistério, O tigre na neblina é um retrato psicológico brilhante de uma cidade fragilizada, onde o mal pode assumir formas inesperadas e se esconder onde menos se espera.

Há ainda a nova edição do clássico mundial do suspense que deu origem ao filme de Alfred Hitchcock, escrito pela dupla francesa Pierre Boileau e Thomas Narcejac. Vertigo: Um Corpo que Cai (D'entre les Morts), publicado originalmente em 1954, foi lançado no país pela editora DarkSide Books, com capa dura, tradução de Fernando Paz e 160 páginas, nas quais apresenta uma narrativa que avança como uma espiral: cada nova camada mexe com a possibilidade de encontrar, enfim, a verdade.

Um homem é contratado para vigiar a esposa de um velho amigo. À primeira vista, não há motivo. Nenhuma doença. Nenhuma traição. Nenhuma explicação plausível. Ainda assim, algo escapa. Silêncios súbitos, olhares que se perdem, a sensação inquietante de que aquela mulher luta com algo interno. A vigilância ganha peso, a rotina se distorce. Aos poucos, o olhar de quem investiga deixa de ser confiável e se transforma em obsessão.

A DarkSide® Books resgata este grande clássico do suspense em uma edição especial capaz de gerar vertigem em todos os colecionadores obcecados por livros. Uma obra que se tornou referência mundial no gênero conduzindo o leitor por um território instável, onde percepção e desejo se contaminam o tempo todo. Os autores franceses Pierre Boileau e Thomas Narcejac redefiniram o suspense psicológico ao deslocar o mistério do crime para a mente, do fato para a percepção.

Foi nessa atmosfera densa e perturbadora de Vertigo: Um Corpo que Cai que Alfred Hitchcock extraiu a matéria-prima para um dos seus filmes mais populares. Em Vertigo (1958), com James Stewart e Kim Novak, o diretor mergulha em temas que atravessam toda a sua obra ― o controle, a idealização, o desejo de reconstruir alguém à própria imagem ― e os leva ao limite.

Uma coletânea para fãs de Ficção Científica

Entre os lançamentos do mês está uma coletânea de ficção científica, que reúne dez contos do autor chinês do best-seller mundial “O Problema dos Três Corpos”, Cixin Liu. Cada história de Terra à Deriva (The Wandering Earth), publicada originalmente em julho de 2000, revela o poder e a fragilidade da humanidade diante do cosmos. 

Com imaginação grandiosa e rigor científico, Cixin Liu transforma o futuro em uma odisseia de ideias e emoções que redefinem o que significa sobreviver ― e sonhar ― diante do universo, numa edição lançada pela editora Suma, com 360 páginas e tradução de Leonardo Alves.

Ao coletar dados do Sol, astrofísicos descobrem que o interior da estrela está se transformando e, dentro dos próximos quatrocentos anos, irá explodir de forma violenta, engolindo a Terra. A solução? Construir doze mil turbinas de tamanho inimaginável em toda a Ásia e América do Norte, com a função de primeiro refrear o movimento de rotação do planeta para, a seguir, tirá-lo de órbita. A ideia ― e ponto de partida de “Terra à deriva”, conto que abre este volume ― é fugir do Sistema Solar rumo a Proxima Centauri, a “apenas” 4,3 anos-luz de distância, não em naves, mas carregando o próprio planeta consigo.

Nas histórias de Cixin Liu, catástrofes e feitos de tecnologia costumam ser surpreendentes, e também colossais. Em “Montanha”, uma nave alienígena de “massa equivalente à da Lua”, suga o mar com sua força gravitacional, na “cena mais aterradora, impressionante e magnífica jamais vista pela humanidade”. Já “Sol da China” narra a história de um limpador de janelas que verá seu destino se alterar radicalmente ao ser apresentado ao projeto de um enorme satélite de espelhos, “o maior projeto de engenharia ecológica desde a Grande Muralha Verde”, criado para controlar o clima planetário.

Na obra de Cixin Liu, a ciência e a tecnologia são ferramentas de progresso e destruição; os contatos extraterrenos trazem surpresa ou morte. Mas, em todas as narrativas, a dimensão humana é seu principal motor: seus personagens são impetuosos e frágeis, capazes de amar e de cometer erros, e ditam os destinos dessas histórias fantásticas.

Um guia pelos bastidores da animação japonesa

Fechando a lista de destaques, junho apresenta uma nova obra de não-ficção que guia os leitores em uma jornada pelas histórias, ideias e inspirações por trás dos filmes de um dos visionários mais influentes do cinema, o cineasta japonês Hayao Miyazaki, que cativou o público em todo o mundo com sua emoção, arte e personagens inesquecíveis.

Os Mundos de Hayao Miyazaki (The Worlds of Hayao Miyazaki) de Nicolas Rapold, publicado originalmente em setembro de 2025, foi lançado no país pela editora Belas Letras em uma edição de luxo em capa dura, com design e papéis inspirados na arte japonesa, com centenas de imagens, tradução de Nathalia Andres Rondan e 224 páginas, nas quais explora a rica mistura de influências culturais, históricas e artísticas que moldaram sua narrativa.

Com uma visão aprofundada de seu processo, linguagem visual e temas recorrentes – incluindo natureza, vôo, infância, resistência e renovação, "Os Mundos de Hayao Miyazaki" oferece aos fãs e cinéfilos uma compreensão mais profunda da imaginação por trás da magia. Do folclore japonês e memórias de infância à arquitetura europeia, cinema clássico e comentários políticos, ele revela como a visão profundamente pessoal de Miyazaki criou mundos em camadas que parecem fantásticos e baseados na realidade. 

O cineasta, diretor e artista de anime japonês Hayao Miyazaki é considerado como o "padrinho da animação", com uma produção cultural e um nível de influência que rivalizam com os de Walt Disney. Em 1985, ele cofundou o Studio Ghibli, o estúdio de animação de maior sucesso do Japão, e dirigiu a grande maioria de suas produções mais notáveis.

Seus muitos filmes incluem Meu Vizinho Totoro (1988), A Viagem de Chihiro (2001), O Castelo Animado (2004) e Ponyo (2008), cada um deles um enorme sucesso cult dentro e fora do Japão – A Viagem de Chihiro ainda é o filme de maior bilheteria da história do cinema japonês, além de ter recebido o Oscar de Melhor Filme de Animação.

Mangás populares ganham novos volumes

Os fãs de mangás têm motivos de sobra para comemorar. Junho marca a chegada de seis novos volumes de séries que já conquistaram um público fiel, ampliando tramas repletas de ação, emoção, romance, aventura e personagens inesquecíveis. Para quem acompanha essas histórias desde o início, os novos capítulos lançados pelas editoras JBC, Galera e Panini, prometem momentos decisivos e revelações surpreendentes.

Entre os títulos mais aguardados está o primeiro volume da edição Omnibus de City Hunter de Tsukasa Hojo, o segundo volume de A Noiva do Clã Kyogane de Anju Hino, o quarto volume de Minha história de amor com Yamada-kun nível 999 de Mashiro, o décimo sexto volume de Kusuriya no Hitorigoto - Diários de uma Apotecária de Itsuki Nanao, o volume vinte e nove de Missão: Família Yozakura de Hitsuji Gondaira, e os volumes vinte um e vinte dois de A Heroica Lenda de Arslan de Hiromu Arakawa e Yoshiki Tanaka.

Assim, esses são os lançamentos do mês que mais me chamaram a atenção. Mas e você, quais são os lançamentos que está mais ansioso para ler? Me conta nos comentários.
Sem pressa, sem metas ambiciosas e sem a pressão de "precisar ler mais", comecei a sair lentamente da ressaca literária que vinha me acompanhando desde fevereiro. E talvez tenha sido justamente essa abordagem mais leve que tornou o mês de maio tão especial. 
 


A ressaca literária costuma ser traiçoeira. Muitas vezes ela não significa falta de interesse pelos livros, mas sim dificuldade na escolha de uma leitura. Em maio, deixei de lado a pressão e permiti que a curiosidade guiasse minhas escolhas entre os livros que estavam aguardando sua vez há muito tempo na minha lista de leitura. Isso me levou a explorar diferentes gêneros e estilos, alternando entre mundos fantásticos, reflexões da não-ficção, especulações da ficção científica e a sensibilidade da poesia.

Ao longo do mês, concluí seis livros e completei duas categorias do r/Fantasy Bingo Challenge, um pequeno avanço que trouxe uma boa dose de motivação. Também tive a satisfação de finalmente tirar um livro da minha estante física, e fazer algum progresso no meu projeto Zero TBR. Mas embora tenha conseguido resistir aos lançamentos do mês acabei adquirindo um livro novo durante a Book Friday da Amazon: justamente o volume que faltava para completar minha coleção das Crônicas das Guerras de Lodoss. 

No blog, o ritmo foi mais moderado, com a publicação de apenas três matérias, um número menor do que em meses mais produtivos. Ainda assim, prefiro enxergar isso como reflexo de uma mudança de foco temporária. Em vez de dedicar a maior parte do tempo à escrita, consegui reservar mais espaço para a leitura, algo que vinha sentindo falta nos últimos meses.

Sem mais demora, vamos as leituras!

Comecei o mês do orgulho nerd dando largada a minha missão de um ano explorando novos mundos e descobrindo novos autores completando o primeiro desafio do r/Fantasy Bingo 2026, com a ficção cientifica O Salmo para um Robô Peregrino de Becky Chambers. Vencedor dos prêmios Hugo e Nebula de melhor novela, o primeiro volume da duologia cozy sci-fi Monge e o Robô, apresenta uma história contemplativa, interessante, porém um pouco lenta, sobre a consciência humana e o mundo natural.

Não foi bem uma leitura cinco estrelas, mas foi o suficiente para despertar o meu interesse pelo  gênero cozy sci-fi, o que me levou a ler mais uma novela vencedora dos prêmios Hugo, Nebula e Locus para completar o segundo desafio do r/Fantasy Bingo 2026. É assim que se perde a Guerra do Tempo de Amal El-Mohtar e Max Gladstone apresenta uma história que mistura viagem no tempo, espionagem e romance em uma narrativa epistolar quase lírica, porém sem um final conclusivo.

Em seguida, finalmente, conclui a leitura de um livro que já estava a muito tempo acumulando poeira na minha estante, Neve & Cinzas de Sarah Raasch. O primeiro volume da trilogia apresenta uma típica fantasia jovem adulta que, embora repleta de clichês do gênero, como triângulos amoroso, reinos destruídos, magia e o “a escolhida”, conta com uma construção de mundo original e criativa e um bom desenvolvimento de personagens.

Deixando a ficção científica e a fantasia de lado decidi mergulhar na poesia lendo a coletânea em inglês, A Thousand Mornings de Mary Oliver. Com uma narrativa lirica e atmosférica, a autora compartilha a maravilha do amanhecer, a graça dos animais e o poder transformador da atenção, explorando os mistérios da natureza e os detalhes da vida cotidiana.

Logo depois li a coletânea de ensaios Por que escrevo do renomado autor Oscar Wilde, que discuti em poucas páginas, o poder dos livros e da leitura, a importância da escrita, e o papel que a literatura exerce tanto na formação política do indivíduo quanto em sua forma de enxergar o mundo. 

Terminei o mês lendo o mistério Oito Detetives, o livro de estreia do autor Alex Pavesi, um quebra-cabeça literário ideal para os fãs de mistérios clássicos com personagens complexos, inúmeras pistas, jogos mentais e reviravoltas chocantes, porém com um final anticlimático.

Resumindo, Maio não foi um mês de recordes, metas ousadas ou grandes maratonas literárias. Foi um mês de reencontro com a leitura. Ler seis livros de gêneros tão diferentes, avançar no r/Fantasy, reduzir a fila de livros parados na estante e completar uma coleção importante foram conquistas que tornaram o período especialmente gratificante. Mais do que números, elas representam a sensação de que a ressaca literária está ficando para trás. Se junho mantiver esse mesmo equilíbrio entre curiosidade, diversidade e prazer de leitura, já será um excelente mês.

Mas, como foi o seu mês? Você leu algum livro interessante ou também está lutando contra a ressaca literária? Eu adoraria ouvir mais sobre isso nos comentários!