Se existe uma palavra que define agosto, provavelmente é organização. Grande parte dos meus dias foi dedicada à reforma e a decoração do meu novo quarto, uma tarefa que exigiu muito mais tempo e energia do que eu imaginava. E, como não poderia deixar de ser, os livros também tiveram seu momento de protagonismo.
 


A grande missão de agosto foi colocar o novo quarto em ordem. Entre reforma, limpeza, mudança e organização, boa parte dos meus dias acabou sendo dedicada a transformar o espaço em um lugar que realmente tivesse a minha cara. 

Minha estante tem mais de 300 livros e organizar tudo isso foi praticamente um projeto à parte. Quem tem uma coleção desse tamanho sabe que organizar livros não é simplesmente colocá-los em uma prateleira: envolve decidir categorias, encontrar o melhor lugar para cada volume e, inevitavelmente, parar algumas vezes para folhear livros, e pensar em todos aqueles títulos que ainda quero ler.

O que me leva a parte menos gloriosa do balanço, na qual tenho que admitir que não fiz nenhum progresso no meu projeto Zero TBR em agosto. O que significa que a minha lista de livros esperando para serem lidos continua considerável.

Mas se tem uma coisa que aprendi nos últimos anos é que projetos de leitura de longo prazo também precisam sobreviver à vida real — e agosto definitivamente foi um mês em que outras prioridades ganharam espaço, e eu simplesmente não consegui dedicar ao Zero TBR a atenção que gostaria. Embora tenha conseguido resistir aos lançamentos do mês e a Semana Kindle da Amazon não adquirindo nenhum livro novo.

Quanto ao blog, infelizmente, durante a mudança, meu notebook apresentou um problema e acabou ficando fora de combate. Eu tinha planos de publicar as matérias que havia preparado para o mês, mas, com o computador precisando de concerto, a internet falhando e toda a confusão da mudança acontecendo ao mesmo tempo, simplesmente não consegui manter o calendário de publicações. O que foi frustrante, mas algumas coisas estão completamente fora do nosso controle. 

Sem mais demora, vamos as leituras!

Comecei o mês concluindo a leitura de Tiros na Noite de um dos grandes nomes da literatura policial, Dashiell Hammett. A coletânea em volume único conta com 20 contos envolventes, percussores do gênero noir, ambientados em um mundo corrupto, onde o crime organizado é rei e em que paixões violentas regem as vidas humanas. 

Em seguida concluí a leitura em inglês do 21º livro da série policial histórica Charlotte & Thomas Pitt Mystery da autora Anne Perry. The Whitechapel Conspiracy apresenta uma história interessante envolta em mistério e suspense que se passa na Londres de 1892, na qual vítima de uma conspiração, Thomas Pitt é afastado do comando de sua delegacia e transferido para Whitechapel, uma das áreas mais perigosas do East End, aterrorizada pelo assassino conhecido como Jack, o Estripador.

Também li o primeiro volume da série juvenil “O Jovem Sherlock Holmes” do autor Andrew Lane. Com uma narrativa fluida e um enredo previsível, Nuvem da Morte apresenta uma proposta interessante de acompanhar uma versão jovem de Sherlock Holmes em uma aventura pela tranquilidade da vida no campo ao submundo das docas londrinas, enfrentando fogo, espionagem e sequestros, até o cerne de uma aterrorizante trama que poderá mudar o futuro da Grã-Bretanha. O livro ganha pontos por apresentar uma abordagem diferente do famoso detetive, mas infelizmente não me cativou tanto quanto o original.

E, para fechar o mês com chave de ouro, li o sétimo livro do desafio r/Fantasy, a fantasia envolta em mistério, Piranesi de Susanna Clarke. Em uma realidade onírica, magia e razão estão intrinsecamente ligadas numa obra digna de quatro estrelas, que apresenta um tom filosófico, personagens cativantes e uma  atmosfera peculiar.

No fim das contas, agosto foi um mês cansativo, um pouco caótico e bem diferente do que eu havia planejado. Não avancei no Projeto Zero TBR, não consegui manter o ritmo de publicações do blog e passei muito mais tempo envolvida com reforma, mudança e organização do que com leitura. Ainda assim, consegui encontrar algum tempo para ler quatro livros de diferentes gêneros, e completar mais um desafio do r/Fantasy Bingo Challenge.

Agora quero entrar em setembro com um pouco mais de calma. Quero aproveitar meu quarto novo, olhar para aquela estante enorme — agora finalmente organizada — e escolher os próximos livros com a esperança de que alguns deles deixem de ser apenas parte da minha TBR e finalmente ganhem um lugar na lista de leituras concluídas.

Até setembro! E que o próximo mês seja cheio de boas histórias, páginas viradas e, de preferência, um notebook que decida colaborar.
Agosto chega ao fim, mas deixa uma seleção de lançamentos literários que promete movimentar as estantes e as listas de leitura.
 


Entre novos volumes de mangás populares, novos mundos de fantasia épica, romances com um toque de magia, sequências aguardadas, a nova edição de um clássico do mistério e uma obra de ficção histórica, o mês reúne opções para diferentes tipos de leitores. Lembrando que todos esses livros estão disponíveis em versão física e digital na Amazon.
 
Confira os destaques literários de agosto!

Fantasias & Romantasias

De batalhas épicas em mundos fantásticos a romances intensos, e personagens envolvidos em jornadas capazes de mudar o destino de reinos inteiros, os lançamentos literários de agosto mostram que a fantasia e a romantasia continuam em alta entre os leitores.

Sendo que um dos grandes destaques do mês é a tão aguardada fantasia épica em volume único escrita pela autora M. L. Wang. A Espada de Kaigen (The sword of Kaigen), publicada originalmente em fevereiro de 2019, foi lançada no país pela editora Aleph com tradução de Beatriz D’Oliveira e 504 páginas, nas quais apresenta um sistema de magia baseado em elementos, um drama familiar profundo, e uma trama envolta em mitologia e guerra. 

No topo de uma montanha isolada, na beira de uma península congelada, vivem os guerreiros mais poderosos do mundo. Capazes de erguer o mar e empunhar lâminas de gelo através, eles são conhecidos como a “Espada de Kaigen”: a lendária e implacável linha de frente que protege o Império de qualquer invasão estrangeira.

Entre eles está Matsuda Mamoru, um jovem prodígio de 14 anos que passou a vida inteira treinando para dominar a técnica da Lâmina Sibilante e honrar o peso das expectativas ancestrais de sua família. Ali também vive sua mãe, Misaki, que luta diariamente para enterrar um passado de liberdade e seus dias como uma temida lutadora em um país distante para se submeter à vida tradicional de esposa e dona de casa.

A suposta era de paz do Império começa a desmoronar quando um forasteiro chega com revelações perturbadoras. Quando Mamoru passa a questionar as verdades que moldaram sua existência, o horizonte se torna vermelho sangue. O sussurro da guerra se transforma em um rugido avassalador e uma invasão iminente ameaça destruir tudo o que eles conhecem.

Diante do caos, os Matsuda precisarão decidir pelo que realmente vale a pena lutar. Quando o aço corta o gelo e o passado se recusa a permanecer morto, eles descobrirão que a verdadeira força não reside na lâmina, mas no coração ― e que a honra tem um preço que poucos estão dispostos a pagar.

Há ainda a mais nova romantasia jovem adulta com um toque de mitologia da autora best-seller Sue Lynn Tan. Imortal (Immortal), publicada originalmente em janeiro de 2025, foi lançada no país pela editora Alta Novel com tradução de Rafael Surgek e 496 páginas, nas quais a jovem Liyen aprende que conquistar o apoio do Deus da Guerra era sensato, mas apaixonar-se por ele seria sua ruína.

Como herdeira de Tianxia, Liyen deve ascender ao trono e renovar o juramento de seu reino de servir aos imortais que, outrora, os protegeram de um inimigo cruel. Mas, quando é envenenada, o avô de Liyen rouba um lótus encantado para salvar sua vida. Enfurecida com a traição, a rainha imortal ordena que o poderoso Deus da Guerra ataque Tianxia.

Com a morte de seu avô, Liyen assume um trono precário, jurando acabar com a obrigação de seu reino para com os imortais. Quando é convocada para o Reino Imortal, ela aproveita a oportunidade para descobrir seus segredos e formar uma aliança precária para proteger seu povo, tudo isso com aquele por quem ela deveria nutrir mais temor e desconfiança: o implacável Deus da Guerra.

À medida que os desafios os levam a conviver um com o outro, uma atração traiçoeira cresce entre eles — uma atração à qual ela deve resistir para não colocar em risco tudo pelo que está lutando. No entanto, com forças mais sombrias se fechando ao redor deles e seu reino mergulhado em perigo, Liyen deve arriscar tudo para salvar seu povo de um destino terrível, mesmo que isso signifique forjar um laço perigoso com o imortal… mesmo que isso signifique perder seu coração.

Falando em romantasia, chega às livrarias em agosto o primeiro livro da duologia Songs for the Sinless da autora Tessonja Odette, lançada pelo selo Minotauro da editora Planeta. As mentiras que invocam a noite (The Lies that Summon the Night), publicado originalmente em fevereiro de 2026, conta com tradução de Isadora Helena Prospero e 336 páginas, nas quais mentiras, beleza e sedução se entrelaçam numa romantasia arrebatadora com um toque sobrenatural, onde criar arte é considerado pecado e as sombras geradas por ela não são o único perigo para os criadores.
 
Em um mundo onde a arte deu vida a sombras sanguinárias, a criatividade foi proibida, artistas são caçados e sacrificados aos Imaculados, uma elite imortal que se alimenta de sangue humano em troca de proteção.

Inana quase morreu por contar histórias proibidas, e não pretende correr esse risco de novo. Escondida nas sombras da cidade, ela sobrevive narrando ficções ilegais para quem ainda ousa ouvir. Até ser descoberta por Dominic.

Meio Imaculado, meio caçador, ele é tão perigoso quanto as criaturas que persegue. Mas precisa de uma artista capaz de invocar as sombras para concluir sua missão. O acordo é simples: ajudá-lo… ou morrer.

À medida que essa aliança instável entre eles os conduz ao coração do perigo, segredos sombrios vêm à tona — sobre o mundo em que vivem e sobre as ameaças que enfrentam. Mas algo ainda mais perigoso cresce entre eles, pois neste mundo, desejar pode ser tão fatal quanto criar.

Há ainda o novo lançamento da editora Alt, o primeiro volume de uma trilogia jovem adulta distópica com um toque de romance e mistério. A Gaiola Verdejante (The Verdant Cage) de Jess Lourey, publicado originalmente em abril de 2026, conta com tradução de Vanessa Raposo e 440 páginas, nas quais explora até onde alguém é capaz de ir ao descobrir que o próprio mundo foi construído sobre mentiras. 
 
A MURALHA FOI CONSTRUÍDA PARA PROTEGÊ-LOS. OU ERA NISSO QUE TODOS ACREDITAVAM.

Desde sempre, Rose Allgood, uma aprendiz de apotecária de dezessete anos, vive sob a proteção da imensa Muralha de pedra que cerca o Vale de Noé. Ninguém sai. Ninguém luta. E ninguém questiona a realidade.

No entanto, esse paraíso verdejante esconde alguns espinhos. Quando a mãe de Rose se torna a primeira vítima de assassinato do Vale e seu irmão gêmeo é rapidamente acusado e condenado pelo crime, ela é a única que acredita que o verdadeiro culpado continua à solta.

Determinada a descobrir a verdade e forçada a se aliar ao filho de seu maior inimigo, Rose decide seguir uma trilha de mensagens ocultas, conhecimentos proibidos e sussurros sobre um passado que ninguém ousa lembrar.

Quanto mais investiga, mais Rose tem certeza de que a morte da mãe não foi um acidente. E de que a Muralha não está apenas impedindo algo de entrar. Ela está impedindo algo de sair.

As novidades incluem ainda o mais novo livro da autora best-seller de ficção histórica, Kate Quinn. A Biblioteca Astral (The Astral Library), publicado originalmente em fevereiro de 2026, foi lançado no país  pela editora Bertrand Brasil, com tradução de Cecília Camargo Bartalotti e 308 páginas, nas quais somos apresentados a uma biblioteca onde os livros não são apenas objetos, mas portas para novos mundos, novas vidas e novos futuros.

Alexandria “Alix” Watson aprendeu cedo, em uma infância marcada pelo sistema de adoção, que, ao contrário das pessoas, os livros nunca nos deixam na mão.

Trabalhando em três empregos sem perspectiva, apenas para sobreviver, e sabendo que a faculdade é um sonho distante, Alix encontra refúgio todas as noites na sala de leitura de teto abobadado da biblioteca pública de Boston. Ali, ela se perde em seus romances favoritos, sonhando com terras longínquas e outras possibilidades de vida. Até o dia em que perde um dos empregos, é despejada da casa onde mora e tem sua conta corrente bloqueada. Em busca de um novo começo, Alix atravessa uma porta secreta e conhece a Bibliotecária ― a guardiã atemporal e mordaz de uma biblioteca oculta onde os desesperados e perdidos escapam para novas existências… dentro de seus livros preferidos.

Encantada, Alix é acolhida pela Bibliotecária. Mas antes que possa se entregar por completo às páginas de sua nova vida, uma presença sombria surge para ameaçar todos aqueles que a biblioteca Astral já protegeu. Com a ajuda de um carismático designer de moda, Alix e a Bibliotecária fogem por cenários literários inesquecíveis ― dos salões da Regência de Jane Austen aos becos investigativos de Sherlock Holmes, passando pelas festas regadas a champanhe de O grande Gatsby ― enquanto o perigo se aproxima de forma implacável.

Mas quem esse inimigo deseja destruir: Alix, a Bibliotecária ou a própria biblioteca Astral?

Uma nova edição de um clássico do mistério

Os amantes de histórias policiais têm um motivo extra para comemorar, pois a editora HarperCollins Brasil lançou a nova edição de mais um clássico do mistério escrito pela dama do crime, Agatha Christie. Nêmesis, publicado originalmente em 1971, conta com tradução de Petê Rissatti, capa dura e 272 páginas, que marcam a última história da senhorinha mais enxerida da literatura, Miss Marple. 

Mergulhada na leitura das manchetes de jornal vespertino, Miss Marple se vê incrédula com a notícia do falecimento de Mr. Jason Rafiel, um milionário que a ajudou na investigação de um mistério em ilhas caribenhas.

Uma semana após o ocorrido, a detetive amadora recebe uma carta póstuma, e descobre que o finado lhe deixou um desafio: investigar um mistério envolto nas sombras do passado. Só há um porém: Mr. Rafiel não lhe contou o local do crime nem a identidade do assassino… Será que a astúcia de Miss Marple será o suficiente para desvendar esse caso aparentemente impossível?

Novos volumes e Novas edições de mangás populares

Os fãs de mangá também encontram novidades neste mês. Novas edições de clássicos do mangá, o primeiro volume de emocionantes histórias e novos volumes de séries populares chegam às livrarias pelas editoras JBC e Panini, com personagens marcantes, batalhas, romances e universos fascinantes.

Entre os lançamentos mais aguardados está o primeiro volume da edição Premium de um dos clássicos da CLAMP, Guerreiras Mágicas de Rayearth. Assim como o primeiro volume do romance histórico em pela Era Meiji, Casamento dos Vaga-lumes: Hotaru no Yomeiri de Oreco Tachibana. Já entre as continuações eletrizantes e arcos decisivos, estão o segundo volume de Capitão Tsubasa de Yoichi Takahashi, e o volume doze da edição Big de Yona – A Princesa do Alvorecer de Mizuho Kusanagi.

Assim, esses são os lançamentos do mês que mais me chamaram a atenção. Mas e você, quais são os lançamentos que está mais ansioso para ler? Me conta nos comentários.
Se você acompanha o blog, deve ter percebido que julho foi mais um mês de pausa, com menos leituras, menos postagens e mais descanso. Para ser sincera passei grande parte do mês me sentindo cansada e esgotada e, para completar, terminei julho enfrentando uma gripe forte que acabou consumindo boa parte da minha energia.
 


Diante disso, precisei reorganizar minhas prioridades, e a leitura e a escrita acabaram ficando em segundo plano para que eu pudesse descansar e me recuperar. Mas, apesar desse período mais tranquilo, consegui finalizar quatro livros de gêneros bem diferentes. Um deles fez parte do meu projeto Zero TBR, enquanto outros dois contaram para o desafio r/Fantasy, o que trouxe uma sensação de progresso mesmo em um mês menos produtivo. Também consegui resistir aos lançamentos do mês e a Prime Day da Amazon não adquirindo nenhum livro novo.

Sem mais demora, vamos as leituras!

Neste mês, li um mix de gêneros em quatro livros bem diferentes, alternando entre clássicos da literatura, desenvolvimento pessoal, fantasia jovem adulta e infanto juvenil. Escolher livros conforme meu humor ajudou a manter o ritmo de leitura e fazer progresso nos meus projetos e desafios, embora nenhuma dessas leituras tenha sido mais do que três estrelas.

Comecei o mês em busca de motivação, o que me levou a ler o livro de não-ficção Sprint de Jake Knapp, que descreve o método criado pelo designer no período em que ele trabalhava no Google, com o foco em desenvolver e testar ideias em grupo, em apenas cinco dias. Uma leitura interessante, mas ainda prefiro o primeiro livro do autor, “Faça Tempo”.

Em seguida li o clássico As Cidades Invisíveis de Italo Calvino, no qual o famoso viajante Marco Polo descreve para Kublai Khan as incontáveis cidades do imenso império do conquistador mongol. Um leitura curta com uma narrativa quase poetica e cheia de simbolismo e reflexão.

Depois li o quinto livro do desafio r/Fantasy e o quadragésimo oitavo do meu projeto “Zero TBR”, a fantasia jovem adulta Graça & Fúria de Tracy Banghart, no qual duas irmãs lutam para mudar o próprio destino em um mundo onde as mulheres não possuem direitos apenas deveres. Queria muito ter gostado desse livro, afinal a premissa é bem interessante, mas a história não é muito original, infelizmente, foi apenas duas estrelas para mim.

Já o sexto livro do desafio r/Fantasy foi a fantasia infanto juvenil A Wizard's Guide to Defensive Baking da premiada autora T. Kingfisher. Uma leitura cheia de magia, mistério e um toque de humor, sobre uma jovem maga cuja magia só funciona com pães, que se torna o próximo alvo de um assassino que está caçando pessoas com poderes mágicos.

Embora julho tenha sido um mês mais lento do que eu esperava, fico feliz por não ter abandonado completamente os livros. Além das leituras concluídas, também comecei outros dois livros de mistério e a releitura de um clássico, que acabaram ficando para agosto. Espero conseguir retomá-los nas próximas semanas e voltar ao meu ritmo habitual de leituras e publicações.

Mas, como foi o seu mês de julho? Você leu algum livro interessante? Está curtindo o tempo frio? Eu adoraria ouvir mais sobre isso nos comentários!
Dos mangás mais aguardados às continuações de romantasias que conquistaram leitores ao redor do mundo, passando por novos volumes de fantasias, thrillers eletrizantes, clássicos da literatura policial, e até uma ficção científica envolta em mistério, os leitores terão motivos de sobra para atualizar sua lista de desejos com os lançamentos de julho.
 

Se você gosta de acompanhar as principais novidades literárias e quer descobrir quais títulos prometem dominar as listas de mais vendidos nas próximas semanas, confira os destaques dos lançamentos de julho. Lembrando que todos esses livros estão disponíveis em versão física e digital na Amazon.
 
Fantasias & Romantasias

Misturando romance, magia, aventura e conflitos épicos, a romantasia continua dominando o mercado editorial, e os lançamentos de julho são uma prova disso. Entre os destaques do mês estão continuações bastante aguardadas de séries que vêm movimentando o mercado editorial, além de novos volumes de fantasia capazes de expandir universos já conhecidos e aprofundar o desenvolvimento de personagens queridos pelo público.

A começar pela tão aguardada continuação da romantasia “A Provação” da autora Abigail Owen, lançada pela editora Paralela. Os Erros dos Deuses (The Things Gods Break), publicado originalmente em outubro de 2025, conta com tradução de Gabriela Araujo, capa dura e 528 páginas, nas quais os deuses querem Lyra morta, mas Hades está disposto a enterrar todos eles para protegê-la.

Lyra Keres definitivamente não imaginava sobreviver à Provação, muito menos vencê-la… e acabar se tornando a rainha do Submundo. A rainha de Hades, o deus da morte que roubou seu coração e fez dela a mulher mais feliz do mundo. Bom, pelo menos até ela ir parar no Tártaro sem querer, acompanhada de Boone.

Agora, trancafiada no abismo em meio a titãs sanguinários, Lyra precisa encontrar uma maneira de se libertar e voltar para Hades. Para escapar, ela vai ter que destrancar os sete cadeados que sustentam a prisão, um para cada deus que participou da titanomaquia. Para complicar a situação, a cada momento que passa, ela começa a questionar a história que ouviu durante toda a vida. Os titãs não são como ela imaginava e juram que o mundo entendeu tudo errado. E Perséfone, que Hades lutou tanto para salvar, está do lado deles.

Quando os titãs revelam uma profecia segundo a qual ela seria a salvação de todos, Lyra percebe que precisa fazer uma escolha. Mas quem está dizendo a verdade? E que caos Hades estará provocando lá em cima para resgatar sua rainha?

Outra aguardada continuação lançada este mês pela editora Morro Branco é o segundo e último volume da duologia “As Dunas de Arawiya” da autora Hafsah Faizal. A romantasia O Príncipe da Morte (We Free the Stars), publicado originalmente em janeiro de 2021, foi lançada no país com tradução de Sara Orofino e 592 páginas, nas quais apresenta o desfecho arrebatador da história de Zafira.

A batalha em Sharr acabou. A floresta de Arz desapareceu. Altair até pode ter sido capturado, mas Zafira, Nasir e Kifah estão a caminho da Fortaleza do Sultão, determinados a concluir o plano que o general começou: restaurar os corações das Irmãs da Antiguidade aos minaretes de cada califado e finalmente devolver a magia ao reino de Arawiya. Mas os recursos e os aliados são poucos, e o reino está tomado pelo medo do retorno do Leão da Noite.

Enquanto a zuma trama para derrotar a ameaça mais sombria de Arawiya, Nasir luta para controlar a magia em seu sangue. Ele tem que aprender a aperfeiçoar seu poder, a brandi-lo não apenas contra o Leão, mas também contra o pai, à mercê do controle do Leão. Zafira enfrenta uma escuridão bem diferente, que fermenta dentro dela por meio de seu laço com o Jawarat. As vozes do livro murmuram, levando-a ao limite de sua sanidade e à beira de um caos que ela não ousa desencadear. Apesar de tudo, Zafira e Nasir encontram um amor que não suportariam perder… Mas o tempo é curto, e para restaurar a ordem, sacrifícios drásticos terão que ser feitos.

Já a editora Plataforma 21 lançou o terceiro e último volume da trilogia “Império do Vampiro” escrita pelo autor best-seller Jay Kristoff. Império da Alvorada (Empire of the Dawn), publicado originalmente em novembro de 2025, foi lançado no país com tradução de Edmundo Barreiros e 1.088 páginas, nas quais apresenta a conclusão épica de uma fantasia adulta sombria com um toque de horror e intrigas.
Gabriel de Léon perdeu tudo: a família, a fé e a última esperança de pôr fim à noite eterna ― o Santo Graal, Dior.

Consumido pela vingança, ao lado de seus leais irmãos, ele parte rumo ao coração devastado do Império Augustino, decidido a ceifar a vida do Rei Eterno. O Último Santo de Prata, porém, ignora que o Graal ainda vive e segue em direção à sitiada capital de Augustin, movido pela tênue esperança de encerrar a morte dos dias para sempre. Mas, enquanto as legiões do Rei Eterno avançam cada vez mais rápido, a traição espreita nos corredores do poder.

Gabriel e Dior serão arrastados para a batalha final que decidirá o destino do Império. E, quando o sol se puser, pelo que pode ser a última vez, não haverá mais ninguém em quem confiar. Nem mesmo um no outro.

Também em julho chega às livrarias o primeiro livro da trilogia “A Revolução Escarlate” da autora best-seller Genevieve Cogman (A Biblioteca Invisível). Escarlate (Scarlat), publicado originalmente em maio de 2023, foi lançado no país pela editora Morro Branco, com tradução de Alessandro Mathias e 312 páginas, nas quais apresenta uma fantasia com vampiros e um toque de ficção histórica, que reinventa o clássico Pimpinela Escarlate.

A revolução é um negócio sanguinário… especialmente quando vampiros estão envolvidos. É 1793 e a Revolução Francesa está a todo vapor. Os vampiros ― em sua maioria ricos e aristocráticos ― têm saciado a sede da guilhotina em grande número.

O misterioso Pimpinela Escarlate, um nobre britânico disfarçado, e sua Liga estão heroicamente resgatando dezenas de aristocratas da execução, sejam eles humanos ou vampiros. E logo eles terão um trunfo na manga: Eleanor Dalton.

Eleanor trabalha como camareira na propriedade de uma baronesa vampira, mas seu maior sonho é um dia se tornar modista. No entanto, quando a baronesa recebe um misterioso nobre e sua esposa, eles percebem que Eleanor é a cópia exata de uma aristocrata francesa e a convencem a viajar para a França para auxiliar em um plano ousado.

Em pouco tempo, Eleanor se vê em Paris, envolvida em magia, intriga ― e caos ―, além de seus sonhos mais selvagens. Mas há mais a temer do que revolucionários fervorosos. Eleanor acaba tropeçando em uma guerra centenária entre os vampiros e seus inimigos mais ferozes. E eles estão sedentos por sangue.

Outro lançamento da editora Morro Branco é a nova fantasia jovem adula em volume único da premiada autora Naomi Novik. Vencedor do prêmio Locus, Tecendo Prata (Spinning Silver), publicado originalmente em julho de 2018, conta com tradução de Alessandro Mathias e 440 páginas, nas quais apresenta o reconto de Rumpelstiltskin, um adorado conto de fadas.

A magia sombria tomará o lar delas?

Miryem é filha e neta de agiotas, mas seu pai é bondoso demais para cobrar as dívidas. A família enfrenta a pobreza, até que Miryem endurece o próprio coração e assume o trabalho dele na aldeia. Seu sucesso faz surgir rumores de que ela pode transformar prata em ouro, o que atrai o próprio rei feérico do inverno. Ele lhe impõe um desafio impossível ― e, se falhar, ela morrerá. Ainda assim, se triunfar, o destino pode ser pior que a morte. Em sua tentativa desesperada de vencer, Miryem tece sem querer uma rede que envolve também a infeliz filha de um lorde.

O pai de Irina trama casá-la com o tsar, e pagará qualquer preço para alcançar esse objetivo. No entanto, o deslumbrante tsar não é o que parece. E o segredo que ele esconde ameaça consumir tanto as terras dos mortais quanto as do inverno. Divididas entre escolhas mortais, Miryem e Irina partem numa jornada que as levará aos limites do sacrifício, do poder e do amor."

Numa mistura de fantasia e mistério com um toque de realismo mágico, chega às livrarias o best-seller do autor japonês Keigo Higashino. A Pequena Loja dos Grandes Milagres (The Miracles of the Namiya General Store), publicado originalmente em março de 2012, foi lançado pela editora Arqueiro, com tradução de Livia de Almeida e 336 páginas, nas quais apresenta uma história envolvente e emocionante sobre viagens no tempo e o peso das decisões humanas.

Exatamente da meia-noite até o amanhecer, a caixa de conselhos da Mercearia Namiya será reaberta por apenas uma noite…

Quando se escondem numa loja abandonada após cometer pequenos delitos, três jovens ladrões são surpreendidos ao ver uma carta entrando por uma fresta na porta da frente, embora não haja ninguém do lado de fora.

A carta, datada de décadas atrás, contém um singelo pedido de ajuda que dará início a uma jornada inesperada de reflexão e autodescoberta.

Ao longo de uma noite mágica, eles assumem o papel do antigo dono da loja, o bondoso Sr. Namiya, que dedicou seus últimos anos de vida a oferecer conselhos a quem lhe escrevesse em busca de orientação.

Envolvidos pelos pedidos que não param de chegar, esses inusitados heróis estão longe de ser um poço de sabedoria, mas decidem responder as cartas e dar conselhos sinceros que transformarão vidas – incluindo as suas próprias.
Vencendo as barreiras do tempo, o breve retorno às atividades da Mercearia Namiya é uma prova de que o acaso sempre encontra um jeito de colocar as pessoas certas no lugar certo, mesmo que elas não saibam disso.

Ficção científica mistura tecnologia e mistério

Entre os destaques do mês também está uma ficção científica que combina elementos tecnológicos com uma atmosfera de suspense e investigação. A obra promete explorar grandes questões sobre humanidade, ciência e futuro enquanto conduz o leitor por uma trama repleta de enigmas.

Dos premiados autores Brandon Sanderson e Mary Robinette Kowal, A Original (The Original), publicado originalmente em setembro de 2020, foi lançado no país pela editora Trama com capa dura, tradução de Ulisses Teixeira e 144 páginas, nas quais em um futuro próximo, os humanos escolhem a vida a um preço.

A tecnologia de nanitos injetáveis é a força vital que corre pelas veias de todo indivíduo que deseja experimentar o mundo através da lente do seu próprio “tema”. Embora a morte por ferimentos mortais ainda seja possível, a vida torna-se mais fácil em uma sociedade em que a automação e a igualdade de renda permitem que as pessoas se dediquem às suas paixões em vez do trabalho tradicional.

Estações de Renovação são oferecidas a todos os cidadãos que cumprem a lei para check-ins semanais, que realizam reparos vitais em troca da privacidade pessoal. Mas o que acontece com aqueles que deixam de comparecer, com aqueles que ousam resistir à imortalidade e correm o risco de serem “editados” sob o olhar de um sistema governamental de vigilância que extrai identidades?

Quando Holly Winseed acorda em um quarto de hospital, com a memória comprometida e uma nova identidade imposta, uma equipe de agentes do governo não perde tempo em declarar seu objetivo. Com a missão de se infiltrar e derrotar o grupo terrorista ICON, os agentes dizem a Holly que agora ela é uma Réplica Provisória e tem uma semana para encontrar e matar sua Original pelo assassinato de seu marido, Jonathan. Se tiver sucesso, assumirá o lugar da Original na sociedade. Se falhar, sua vida chegará ao fim.

O progresso de Holly é monitorado por um contato designado, que lhe fornece informações enquanto ela enfrenta o mundo vazio e mecanizado ao seu redor, descobrindo que outras pessoas veem a vida através do tema que escolheram. Com suas novas habilidades de combate e dedução implantadas, Holly enfrenta tanto os ataques dos terroristas quanto as dúvidas sobre sua própria confiabilidade, à medida que as pistas a conduzem até sua Original ― e até a verdade sobre Jonathan.

No final, um corpo permanece e outro vai embora. Embora as perguntas persistam, uma coisa é certa: a vida nunca mais será a mesma.

Mistérios e thrillers em edições especiais

Quatro novos títulos de mistério e suspense chegam às livrarias prometendo prender a atenção do leitor do início ao fim. Com narrativas cheias de pistas, crimes intrigantes e revelações surpreendentes, esses lançamentos reforçam a força do gênero entre os leitores brasileiros.

O suspense A Anatomia de um Crime (Dissection of a Murder) de Jo Murray, publicado originalmente em maio de 2026, chega às livrarias pela editora Faro Editorial, com tradução de Sandra Martha  Dolinsky e 336 páginas, nas quais nada é o que parece — e ninguém está dizendo a verdade — na história de uma jovem advogada forçada a defender um homem acusado de homicídio contra o mentor que lhe ensinou tudo: seu marido.

Leila Reynolds acaba de receber o caso que pode consagrar sua carreira… ou destruí-la para sempre. O brutal assassinato de um juiz renomado chocou toda a comunidade jurídica.

O principal suspeito é o enigmático Jack Millman. Ele impõe uma condição absurda: só aceita ser defendido por Leila, uma advogada iniciante sem qualquer experiência em homicídios.

Enquanto Jack se tranca em um silêncio perturbador, Leila mergulha numa investigação perigosa para provar a inocência de um homem que parece não querer ser salvo. Mas o maior adversário não está no banco dos réus: do outro lado do tribunal está o promotor mais implacável da cidade _ o seu próprio marido.

O que parecia um processo impossível logo se torna algo muito mais pessoal. Surpreendida por uma _ gura misteriosa do seu passado, Leila descobre que não luta apenas para vencer o julgamento ou salvar seu casamento.

Para manter seus segredos enterrados e sua liberdade intacta, ela terá que decidir até onde está disposta a ir.

Seguindo a linha do mistério e do suspense, a editora Mori lançou a nova edição edição de um clássico da literatura policial. Assassinato no Labirinto (Murder in the Maze), publicado originalmente em 1927, conta com tradução de Carlos Guilherme Silveira e Silva, capa dura, e 240 páginas, nas quais apresenta o primeiro volume da série policial Sir Clinton Driffield do autor J. J. Connington, pseudonimo do britânico Alfred Walter Stewart.

Em Whistlefield, uma tranquila propriedade rural inglesa, um passeio inocente transforma-se em um pesadelo quando dois homens são encontrados mortos dentro de um antigo e intrincado labirinto de sebes. Presa entre corredores verdes e silenciosos, uma testemunha ouve gritos, passos furtivos e o eco de uma violência invisível — e logo percebe que o assassino pode ainda estar à espreita entre os caminhos tortuosos.

À medida que segredos familiares, rivalidades ocultas e ameaças do passado vêm à tona, o labirinto revela-se mais do que um cenário: é o coração de um enigma mortal onde cada pista pode levar à verdade… ou a outro beco sem saída.

Já a editora Unesp lançou o terceiro volume da Coleção Georges Simenon com tradução de André Telles e 506 páginas, que traz ao leitor brasileiro a tradução integral da série Comissário Maigret, que apresenta as clássicas histórias policiais, em ordem cronológica, do mais célebre personagem criado pelo autor belga, o imperturbável comissário Jules Maigret, muitas ainda inéditas no Brasil. 

Neste terceiro volume, o leitor encontrará quatro icônicas histórias, entre elas A Dançarina do Cabaré, na qual dois jovens tentam roubar o clube Gai-Moulin e encontram um cadáver. O corpo some e eles se tornam suspeitos, junto a um francês misterioso. A trama ainda envolve a caçada a um criminoso internacional.

A Taberna dos Dois Tostões, na qual seguindo a pista de um condenado, Maigret investiga um crime antigo em uma taberna no Sena. Entre segredos ocultos pela boemia local, o comissário mergulha em uma trama sombria, marcada por chantagem e pela miséria humana.

A Noite da Encruzinhada, na qual um joalheiro holandês é encontrado assassinado no carro do agente de seguros Michonnet. O carro estava escondido na garagem de seus vizinhos. Maigret investiga os moradores, em uma trama em que ninguém é exatamente quem aparenta ser.

Maigret e os Flamengos, na qual em Givet, Maigret investiga o sumiço de uma jovem ligada aos Peeters. Em meio a tensões sociais e preconceitos, o comissário busca a verdade escondida sob a fachada de respeitabilidade dessa rígida família flamenga.

Há ainda o quarto volume dos novos mistérios do detetive belga Hercule Poirot de Agatha Christie. Inspirada no icônico personagem da Rainha do Crime, a escritora best-seller Sophie Hannah apresenta Os Assassinatos de Kingfisher Hill (The Killings at Kingfisher Hill), publicado originalmente em agosto de 2020. O livro foi lançado no país pela editora HarperCollins, com tradução de Tito Prates e 256 páginas, nas quais recria a atmosfera clássica dos romances policiais do século XX, construindo uma tensão crescente que prende o leitor até a última página. 

Sob um verniz enganoso de perfeição, esconde-se uma rede de segredos e mentiras que ameaçam destruir a harmonia de uma família. É nesse cenário que Poirot é chamado às pressas a luxuosa região de Kingfisher Hill para solucionar um mistério perturbador ― um caso que pode levar uma mulher inocente ao cadafalso. Ele só não esperava que, no caminho, a investigação assumisse contornos ainda mais enigmáticos… e mortais.

No entanto, a caminho da propriedade de Kingfisher Hill, o ônibus é forçado a parar quando uma mulher angustiada exige descer, insistindo que, se permanecer em seu assento, será assassinada. Embora o restante da viagem transcorra sem incidentes, a curiosidade de Poirot é despertada, e seus receios se confirmam mais tarde, quando um corpo é encontrado com um bilhete macabro anexado…

Será que esse novo assassinato e o incidente peculiar no ônibus são pistas para solucionar o mistério de quem matou Frank Devonport? E, se Helen for inocente, conseguirá Poirot encontrar o verdadeiro culpado a tempo de salvá-la da forca?

Mangás: Novas Histórias e Sequências Aguardadas

Julho é um mês especialmente forte para os fãs de mangás, com a chegada de dois novos mangás lançados pelas editoras Panini e NewPop, além dos novos volumes de séries populares lançadas pela editora JBC. O calendário contempla tanto sucessos de longa duração, considerados clássicos do gênero, quanto obras mais recentes que rapidamente conquistaram espaço entre os fãs

Entre os títulos mais aguardados está o volume dezenove da edição Wideban de Inuyasha de Rumiko Takahashi, o segundo volume de Dragon Quest - The Adventure of Dai de Riku Sanjo, o quinto volume da edição BIG de Astro Boy de Osamu Tezuka e  o quarto volume de Kamisama Hajimemashita de Julietta Suzuki. Além do primeiro volume dos mangás Capitão Tsubasa de Yoichi Takahashi e O Melhor Engenheiro do Mundo de Lee HyunMin e Kim HyunSoo.
 
 
 
 
Com a chegada do inverno, os dias mais frios trouxeram o cenário perfeito para leituras aconchegantes e momentos de reflexão. Em vez de seguir uma lista rígida ou participar de alguma maratona, escolhi os livros de acordo com o meu humor, o que tornou a experiência muito mais prazerosa. 
 


Ao mesmo tempo, consegui avançar em duas metas importantes: o projeto Zero TBR, para reduzir a pilha de livros não lidos nas minhas estantes física e digital, e o desafio r/Fantasy do Reddit, que continua ampliando meus horizontes literários. Também cancelei a minha assinatura na Audible.com e consegui resistir aos lançamentos do mês, embora tenha adquerido um livro novo em junho, o volume quatro da light novel “O Único Destino dos Vilões é a Morte”.

Além das leituras, o blog permaneceu ativo com cinco novas publicações, incluindo o anuncio dos vencedores dos prêmios Pulitzer de Literatura e Locus, e outras três publicações voltadas ao universo dos livros. Manter essa frequência de publicações tem sido uma forma de compartilhar descobertas, acompanhar as principais notícias do mercado editorial e registrar minha própria jornada como leitora.

Sem mais demora, vamos as leituras!

Neste mês, li cinco livros bastante diferentes entre si, alternando entre clássicos do mistério, desenvolvimento pessoal, fantasia adulta e infanto juvenil. Escolher livros conforme meu humor ajudou a manter o ritmo de leitura e aos  poucos, sigo preenchendo novas categorias do r/Fantasy e diminuindo a quantidade de livros acumulados nas estantes.

 
Sendo que, comecei o mês com o quadragésimo sétimo livro do meu projeto “Zero TBR”, o icônico O Ladrão de Casaca de Maurice Leblanc. As primeiras aventuras de Arsène Lupin provaram ser divertidas e inteligentes, com tramas atmosféricas cheias de suspense e aventura, mostrando por que o personagem permanece tão popular mais de um século depois de sua criação.

Entre uma ficção e outra, mergulhei no trigésimo quarto eBook do meu projeto “Zero TBR”, O Poder dos Quietos de Susan Cain, um livro de não ficção que propõe uma reflexão sobre introversão. A autora apresenta uma pesquisa detalhada e histórias reais sobre anônimos e personalidades para mostrar como pessoas mais reservadas podem se tornar grandes líderes e ser bem-sucedidas por causa da introversão, e não apesar dela, questionando a valorização excessiva da extroversão na sociedade.

Uma das leituras mais acolhedoras do mês foi o terceiro livro do desafio r/Fantasy, Os gatos do café da lua cheia de Mai Mochizuki, uma fantasia com um toque de realismo mágico, em que gatos utilizam a astrologia para ajudar seus clientes a se conhecerem melhor e buscar a felicidade em um misterioso café.

Já o quarto livro do desafio r/Fantasy foi a antologia Forward, que reuniu seis diferentes histórias de ficção especulativa escrita por renomados autores, que oferecem perspectivas variadas sobre o poder e os perigos que a tecnologia oferece à humanidade.

Fechei o mês com uma leitura mais leve, irreverente e cheia de personalidade com o segundo volume da série infanto juvenil Emily the Strange de Rob Reger e Jessica Gruner. Com um projeto gráfico e estilo de narrativa interessante, Duas Vezes Mais Estranha prova que Emily continua sendo uma protagonista marcante e uma cientista louca, com seu humor peculiar e sua estética inconfundível.

Resumindo, Junho foi um mês equilibrado entre leituras, produção de conteúdo e progresso nos desafios e projetos de leitura. A chegada do inverno trouxe o clima perfeito para aproveitar boas histórias, enquanto o Zero TBR e o r/Fantasy continuaram motivando escolhas diversas. Agora fica a expectativa para julho: novos livros, novos universos e mais um passo rumo às minhas metas de leitura.

Mas, como foi o seu mês de junho? Você leu algum livro interessante? Está curtindo o tempo frio? Eu adoraria ouvir mais sobre isso nos comentários!
Considerado uma das mais prestigiadas distinções do jornalismo e das artes nos Estados Unidos, o Pulitzer, anunciou em maio seus vencedores. A premiação reconheceu reportagens investigativas de grande impacto, obras literárias marcantes e produções artísticas que desafiam narrativas estabelecidas e ampliam debates contemporâneos. 
 


Concedido, há mais de cem anos pela Universidade de Columbia de Nova York, o Prêmio Pulitzer reconhece trabalhos de excelência nas áreas de Jornalismo, Literatura, Drama e Música, que não apenas informam, mas também provocam reflexão, revelam verdades ocultas e registram momentos decisivos da sociedade. Nesta edição, reportagens investigativas, coberturas de relevância pública e produções literárias de destaque reafirmaram o papel essencial da informação de qualidade em um cenário marcado por rápidas transformações e desafios globais. 

Melhor Livro de Ficção

O best-seller Angel Down de Daniel Kraus foi o vencedor de Melhor Livro de Ficção na categoria Literatura, sendo agraciado com uma medalha de ouro e um prêmio no valor de 15 mil dólares. Sendo descrito pelo júri como “um romance eletrizante sobre a Primeira Guerra Mundial, uma obra-prima estilística que mescla gêneros como alegoria, realismo mágico e ficção científica em um todo coeso, narrado em uma única frase.” 

O soldado Cyril Bagger conseguiu sobreviver aos horrores indizíveis da Grande Guerra graças à sua astúcia e dissimulação. Mas seus instintos de sobrevivência são postos à prova definitiva quando ele e outros quatro soldados recebem uma missão mortal: aventurar-se na perigosa Terra de Ninguém para praticar eutanásia em um camarada ferido. O que eles encontram em meio ao campo de batalha devastado, no entanto, não é um homem precisando de misericórdia, mas um anjo caído, aparentemente abatido por fogo de artilharia.

Este ser celestial pode deter a chave para o fim do conflito brutal, mas somente se os soldados conseguirem suprimir seus desejos individuais e trabalharem juntos. À medida que o ciúme, a ganância e a paranoia tomam conta, o grupo é dilacerado por seus demônios interiores, ameaçando transformar seu encontro angelical em uma descida ao inferno. Angel Down mergulha você no coração da Primeira Guerra Mundial e tece uma narrativa polifônica de sobrevivência, maravilhas sobrenaturais e conflitos morais.

Nascido em 7 de junho de 1975 na cidade de Midland em Michigan, Daniel Kraus é autor de séries de TV, filmes, e 22 romances, incluindo Whalefall (2023), Angel Down (2025) e The Living Dead  (2020), além de três romances gráficos e um livro de não ficção com lançamento previsto para 2026.

Vencedor dos prêmios Bram Stoker, Prêmio Scribe e Odyssey, o  escritor best-seller do New York Times, Daniel Kraus é conhecido por suas colaborações com George A. Romero e Guillermo del Toro, com quem coescreveu A Forma da Água, baseado no filme vencedor do Oscar, e Caçadores de Trolls, que foi adaptado para a série da Netflix vencedora do Emmy. Atualmente ele vive com a esposa em Chicago.

Nas demais categorias literárias...

Além da categoria de Melhor Livro de Ficção, o Pulitzer destina mais cinco categorias a área de Literatura, sendo elas Melhor Livro de Não-Ficção, Melhor Biografia, Melhor Memória ou Autobiografia, Melhor Livro de História e Melhor Livro de Poesia.

Entre os premiados deste ano na categoria de Não-Ficção está a obra There Is No Place for Us: Working and Homeless in America do autor e jornalista com doutorado em antropologia, Brian Goldstone. Por meio das histórias “reveladoras e comoventes” (Associated Press) de cinco famílias de Atlanta, a obraexpõe uma nova e preocupante tendência: o aumento dramático do número de trabalhadores sem-teto em cidades por toda a América. Sendo descrita pelo júri do prêmio como “uma façanha de reportagem, análise e narrativa focada nas questões que criaram uma crise nacional de famílias sem-teto entre os chamados trabalhadores pobres”.

Já na categoria História, o vencedor foi o livro We the People: A History of the U.S. Constitution da professora de História Americana e Direito na Universidade Harvard e redatora da revista The New Yorker, Jill Lepore. O livro é descrito pelo júri como sendo “uma narrativa dinâmica e envolvente que investiga por que a Constituição é tão difícil de emendar, incluindo uma análise de emendas notáveis, porém fracassadas, propostas por grupos marginalizados”.

Já o prêmio de melhor Biografia deste ano foi concedido a Pride and Pleasure: The Schuyler Sisters in an Age of Revolution da autora best-seller, roteirista indicada ao Emmy, ensaísta e crítica literária, Amanda Vaill. Segundo o júri do prêmio o livro pode ser descrito como “uma biografia vibrante e detalhada de duas filhas de ricos e influentes proprietários de terras holandeses que marcaram a história de nossa nação, usando o presente para contar sua história e o passado para narrar o desenrolar dramático da Revolução Americana”.

Enquanto que o prêmio de melhor livro de Memória ou Autobiografia foi para a obra Things in Nature Merely Grow da premiada autora Yiyun Li. Sendo descrita pelo Pulitzer como “um relato profundamente comovente e revelador de uma escritora sobre a perda de seu filho mais novo por suicídio, pouco mais de seis anos depois da morte do filho mais velho pela mesma causa; uma memória austera e desafiadora de aceitação que se concentra nos fatos, na linguagem e na persistência da vida”.

Na categoria Poesia o vencedor foi Ars Poeticas da escritora e pesquisadora de literatura Juliana Spahr. Uma coletânea de poemas com meditações líricas sobre a escrita de poesia em tempos de crise ecológica e populismo de direita, na qual segundo o prêmio “a poeta faz um balanço de sua desilusão pessoal, que ela usa para questionar sua relação com sua forma de arte, comunidade e política”.

Confira o anuncio do prêmio e os demais vencedores do Pulitzer no seu site oficial.