Junho chega com uma seleção de lançamentos capaz de agradar leitores dos mais variados gêneros. De mangás que conquistaram milhões de fãs ao redor do mundo à novas fantasias e romantasias, o mês reúne continuações aguardadas, estreias promissoras e edições especiais que merecem espaço de destaque na estante.
 


Além disso, os leitores encontrarão um suspense de tirar o folego, clássicos da literatura mundial em versões de luxo, uma coletânea de contos que exploram o universo da ficção científica, um guia pelos bastidores da animação japonesa e o primeiro volume de uma fantasia infantojuvenil cheia de magia. Se você está procurando sua próxima leitura, junho oferece opções para todos os gostos. Lembrando que todos esses livros estão disponíveis em versão física e digital na Amazon.

Confira os destaques literários de junho!

Fantasias & Romantasias

O fenômeno das romantasias continua em alta, e os lançamentos de junho refletem essa tendência. O mês apresenta os primeiros volumes de novas séries que unem romance, magia, intrigas políticas, criaturas fantásticas e protagonistas marcantes. Essas obras chegam com a missão de conquistar os leitores apaixonados por narrativas que equilibram aventura épica e relacionamentos intensos.

Entre os destaques estão as sequências de séries que deixaram os leitores ansiosos por respostas. Após finais impactantes, reviravoltas surpreendentes e personagens em situações delicadas, os novos volumes chegam para dar continuidade a narrativas que vêm acumulando elogios da crítica e do público. 

A começar pela tão aguardada continuação da romantasia “A Linguagem dos Dragões” da autora S. F. Williamson, lançada pela editora Galera. A Guerra dos Dragões (A War of Wyverns), publicado originalmente em janeiro de 2026, conta com tradução de Carlos César da Silva e 384 páginas, nas quais a sonhada vida acadêmica de Vivien Featherswallow foi para os ares. A rebelião ― e a guerra ― chegou, e agora traduzir tornou-se um ato de resistência. 

Quem é Vivien Featherswallow?

É o que todo humano e dragão está se perguntando em Britânia, e nem mesmo a própria Vivien sabe exatamente a resposta para a questão. Seria ela a Andorinha, o rosto da rebelião contra o governo corrupto e os invasores dragões búlgaros? Ou seria ela uma língua de latão, uma tradutora prestes a descobrir uma nova língua dracônica? Ou ela é apenas Viv, a garota que perdeu o amor de sua vida enquanto brincava de ser espiã?

A verdade é que Viv não sabe direito, mas o que ela sabe é que precisa partir para o combate. E ela não está indo de mãos vazias: Viv tem um aparelho que a permite ouvir os pensamentos dos dragões, e também um diário contendo pistas de uma língua dracônica nunca antes traduzida. Além disso, conta com a vontade de vingar seu amor perdido. Tudo isso a leva a ir atrás dos misteriosos wyverns das Ilhas Hébridas, na esperança de tentar convencê-los a se unir aos rebeldes na guerra.

Viv não vai demorar a descobrir que, mesmo que as palavras e a tradução sejam armas, não serão o suficiente para levá-la à vitória ― e nem a ter todas as respostas sobre quem ela realmente é.

Outra aguardada continuação lançada este mês pela editora Galera é o segundo volume da duologia “Reino dos Remanescentes” da autora Julie Johnson. A romantasia Sea Spinner: O Guardião da Água, publicado originalmente em abril de 2026, foi lançada no país em duas edições, uma em capa comum e outra com tiragem limitada em capa dura e pintura trilateral, ambas com tradução de João Pedroso e 476 páginas, nas quais cercada de inimigos à espreita, prontos para atacar, Rhya descobre que algumas escolhas exigem sacrifícios irreversíveis.

Ela é vento indomável. Ele, água profunda e implacável. Juntos são capazes de despertar uma força tão irresistível quanto letal.

Algo mudou em Rhya Fleetwood após a batalha no Fyremas. Seu corpo agora abriga uma força indomável que pulsa a cada batida do coração. O poder que crepita sob sua pele carrega luto, fúria e instabilidade. Caeldera jaz em ruínas. Os aliados de Rhya estão mortos ou feridos. E Pendefyre, o rei recém-coroado em meio à destruição, tornou-se uma presença distante, consumido pelo peso da coroa. O Remanescente do Fogo precisa dedicar cada segundo de seu tempo ao reino, ao povo e à chama incandescente de vingança que ameaça consumi-lo por completo.

Quando uma reviravolta do destino conduz Rhya ao último lugar que poderia imaginar, a Corte da Água, a jovem guardiã do vento se vê obrigada a confrontar os limites de sua magia e a questionar em quem realmente pode confiar. É nesse cenário que surge Soren de Llyr, o rei das marés. Ele é tudo que Pendefyre não é: aberto, direto e disposto a ensinar. Quanto mais ele revela sobre o poder ancestral que os conecta, mais Rhya passa a duvidar de tudo ― de seu papel como Remanescente, de seus próprios desejos e do futuro que a aguarda na guerra que se aproxima.

Há ainda o sétimo volume da série “A Twisted Tales”, que exploram versões alternativas das histórias que inspiraram as famosas animações da Disney. Mulan às Avessas (Reflection) de Elizabeth Lim, foi publicado originalmente em março de 2018, tendo sido lançado no país pela editora Universo dos Livros com Flávia Yacubian e 320 páginas, nas quais explora a possibilidade do que aconteceria se Mulan precisasse viajar até o Mundo dos Mortos.
 
Fa Mulan tem coração de guerreira e é capaz de tudo para proteger seus entes queridos, incluindo ir à guerra no lugar de seu pai doente, disfarçada como um soldado chamado Ping. E quando o capitão de seu regime, Li Shang, leva um golpe para protegê-la, Mulan sabe que precisa fazer de tudo ao seu alcance para ajudá-lo a sobreviver ao ferimento mortal… mesmo que isso signifique aceitar uma missão penosa até o Mundo dos Mortos, o Diyu.

O rei Yama, regente do Diyu, não vai facilitar a jornada. Com ajuda do guardião leão de Shang, Mulan precisa atravessar o Mundo dos Mortos, enfrentar obstáculos quase impossíveis e trazer Shang de volta antes do pôr do sol ― ou permanecer no Diyu para sempre. E não só isso: Mulan ainda está disfarçada de Ping, em dúvida sobre a decisão de revelar sua verdadeira identidade, principalmente depois de ter ficado tão próxima de Shang. O tempo é crucial. Será que Mulan vai conseguir salvar Shang ― e ela mesma ― antes que seja tarde demais?

Já a editora Gutenberg lançou o terceiro e último volume da trilogia “Mousai” escrita pela premiada autora E. J. Mellow. A romantasia que combina fantasia sombria, romance e intrigas, Sinfonia do Trono Mortal (Symphony for a Deadly Throne), publicado originalmente em fevereiro de 2023, foi lançado no país com tradução de Vanessa Thiago e 336 páginas acompanha uma jovem dividida entre o homem que ama e o reino que chama de lar.

No oculto Reino do Ladrão, onde identidades são mercadorias e segredos valem mais que ouro, o jovem Zimri perde tudo em uma única noite ― inclusive seus pais. Levado ao palácio do enigmático Rei Ladrão, ele é forçado a jurar lealdade a um trono envolto em magia e mistério. Anos depois, Arabessa, filha do rei e portadora de um poder raro ligado à música, descobre fragmentos de um passado capaz de mudar tudo o que conhece ― inclusive seu destino.

À medida que memórias ocultas vêm à tona e alianças perigosas se formam, os caminhos de Zimri e Arabessa se entrelaçam em uma trama de amor, poder e traição. Em um mundo onde emoções podem ser manipuladas e segredos têm preço, cada escolha pode redefinir o destino ― ou destruí-lo completamente.

Falando em romantasia, chega às livrarias em junho o primeiro livro da duologia jovem adulta “Os Descendentes do Zodíaco” da autora Katie Zhao. A Ascensão do Zodíaco (Zodiac Rising), publicado originalmente em outubro de 2024, foi lançado no país pela editora Livros da Alice, com tradução de Edmundo Barreiros e 440 páginas, nas quais apresenta uma romantasia com um toque de dark academia, onde o maior risco não é falhar… e sim confiar em alguém.

Na prestigiada Academia dos Ramos Terrenos, os herdeiros das linhagens do zodíaco chinês são treinados para dominar habilidades extraordinárias.

Um lugar fascinante e sombrio, onde poder e conhecimento caminham lado a lado com segredos e perigos, rivalidades antigas e regras rígidas. Na escola, os Descendentes aprendem não só suas habilidades sobrenaturais, mas também a sobreviver em um mundo que nunca esqueceu suas origens nem suas dívidas.

Quando Julius Long, um dos alunos, é brutalmente assassinado, um grupo de adolescentes se vê obrigado a unir forças. A vampira Evangeline, o metamorfo Nicholas, Tristan, o lobisomem, e Alice, a mortal. Dotados de mentes brilhantes, estrategistas implacáveis e figuras perigosas, tão instáveis quanto os próprios poderes, eles mergulham em uma missão na qual cada passo revela novas camadas de intrigas, corrupção e desejos ocultos.

Errar pode ser fatal. À medida que a missão avança, o perigo se aproxima. Emoções intensas, desejos vindo à tona e lealdades divididas tornam cada escolha um risco para todos.

Há ainda o novo lançamento da editora Alt, o primeiro volume da romantasia gótica da autora estreante Heba Al-Wasity. Weavingshaw: O Lar dos Segredos, publicado originalmente em fevereiro de 2026, conta com tradução de Carolina Cândido e 368 páginas, nas quais apresenta uma história sobre uma jovem que consegue ver os mortos faz um pacto com um negociante de segredos sombrios, magnético e perigoso, para salvar a vida de seu irmão.

O Santo do Silêncio troca moedas por cada confissão sórdida que lhe é revelada.

Quanto mais sombrio o segredo, maior o valor a ser recebido. Leena Al-Sayer, uma jovem refugiada, guarda um a sete chaves ― algo que a assombra desde os dezessete anos: ela pode ver os mortos.

Quando seu irmão adoece, ela sabe o que precisa fazer para ter meios de curá-lo, mas o segredo de Leena é mais valioso para o Santo do que ela poderia imaginar. Para conseguir o remédio de seu irmão, a garota terá que fazer um acordo e encontrar o fantasma que o Santo procura. Todos os caminhos levam a Weavingshaw, uma propriedade amaldiçoada que, com o tempo, parece aprisioná-los. À medida que Leena se aproxima do Santo e mergulha em seu mundo repleto de perigo, engano e desejo, descobre que ele também tem algo a esconder. Em Weavingshaw , segredos valem mais que ouro ― e podem custar a própria alma.
 

Numa mistura de fantasia e horror, chega às livrarias o primeiro volume da mais nova série do autor best-seller Joe Abercrombie. Os Demônios (The Devils), publicado originalmente em maio de 2025, foi lançado pela editora Aleph, com tradução de Ulisses Teixeira e 676 páginas, nas quais apresenta personagens marcantes que prometem fazer o inferno na terra, diálogos temperados com um humor que brilha aos olhos e cenas de ação envolventes e intensas.
 
A Europa está à beira do abismo. A peste e a fome assolam a terra, criaturas sobrenaturais espreitam em cada sombra, príncipes gananciosos não dão a mínima para nada além das próprias ambições. E os elfos estão voltando, prontos para devorar quem se puser em seu caminho. Isso é certo.

É nesse cenário que um desafortunado sacerdote deve se juntar a uma congregação de assassinos impenitentes, de praticantes das Artes das Trevas e de monstros condenados. Tudo em prol de uma causa maior: proteger uma ladra enquanto se dirigem a Troia, colocá-la no trono imperial e unir a Santa Igreja contra o apocalipse que se avulta pelo continente.

A vocação sagrada por vezes requer atos profanos. Quando se está passando pelo inferno, o melhor então é que os demônios estejam ao seu lado.

Uma nova fantasia infantojuvenil inicia sua jornada

Entre as estreias do mês, destaca-se o primeiro volume de uma fantasia infantojuvenil com um universo rico em possibilidades e personagens carismáticos. A obra tem potencial para conquistar tanto leitores jovens quanto adultos que apreciam histórias repletas de imaginação.

A Magia Perdida de Sparrow Xia (The Missing Magic of Sparrow Xia) de Leia Ham, publicado originalmente em junho de 2019, foi lançado pela editora Faro Editorial, com tradução de Nathália Rondán e 272 páginas, nas quais apresenta o início de uma aventura épica sobre amizade, autodescoberta e a força mágica que se revela nos lugares mais inesperados.
 
Uma Corrida contra o tempo para salvar o que há de mais precioso: A Própria Magia.

Para Sparrow Xia, o poder se parece com fogo: faíscas incandescentes dançando na ponta dos dedos ou as chamas ardentes que seu irmão Ainsley domina com maestria. Em um mundo onde a magia floresce apenas nas crianças e desaparece na vida adulta, ser uma rara maga do fogo deveria lhe dar todas as vantagens. No entanto, Sparrow se sente uma fraude. Sua magia é tão fraca que ela mal consegue produzir mais que a chama de um fósforo. Entrar na Academia Zenith é sua última chance de transformar aquela fagulha insignificante em algo poderoso, algo especial. 

Enquanto Sparrow luta para dominar seu dom, uma doença misteriosa começa a se infiltrar na escola, drenando silenciosamente a magia dos alunos. Junto com seus novos amigos, ela embarca na busca por uma cura ― e descobre que, quando a magia significa poder, algumas pessoas estão dispostas a medidas extremas e cruéis para mantê-la sob controle.

Clássico da literatura mundial em edições de luxo

Para os colecionadores e admiradores da literatura clássica, junho traz novas edições especiais de três obras fundamentais da literatura mundial. Com acabamento de luxo e projetos gráficos de alta qualidade, essas versões valorizam textos que atravessaram gerações e continuam influenciando leitores e escritores em todo o mundo. Além de serem excelentes opções para presentear aqueles que desejam revisitar grandes obras ou conhecê-las pela primeira vez.

O primeiro deles é um dos romances mais ambiciosos e eletrizantes da literatura mundial, que transforma o mar no palco de luta, redenção e transformação agora em uma edição bolso de luxo lançada pela editora Companhia das Letras. Como parte da coleção “Clássicos Zahar”, Moby Dick, ou a baleia de Herman Melville, publicado originalmente em 1851, conta com apresentação de Ligia Gonçalves Diniz, tradução de Bruno Gambarotto, capa dura e 872 páginas.
 
Qual é o limite da busca por vingança na caça a uma baleia que parece guardar os segredos e mistérios de um mundo que, cada vez mais, é desbravado e conquistado pela força humana? Neste clássico de Herman Melville, embarcamos no baleeiro Pequod, de Ahab, o capitão sanguinário e ensandecido, que conduz uma perseguição brutal e trágica, arrastando consigo tripulantes de diferentes nacionalidades e etnias a seguir sua obsessão: matar a baleia branca que o feriu.

Em meio a tanto desvario, cabe a Ismael, narrador e sobrevivente, dar sentido e forma a esta história que ultrapassa uma simples caçada. Moby Dick imprime contornos filosóficos e sensíveis a uma jornada que revela a vulnerabilidade, o medo, o delírio dos homens e, sobretudo, a consciência crítica que é capaz de emergir em meio à ânsia de dominação da natureza. 

Um dos maiores clássicos da ficção científica também ganhou uma nova edição lançada pela selo Medo Clássico da editora Darkside Books. Inicialmente publicado no formato seriado de folhetim e depois reunido num único volume em 1897, O Homem Invisível (The Invisible Man) é o quarto romance de ficção especulativa da prolífica carreira de H. G. Wells. Esta edição em capa dura conta ainda com ilustrações inéditas de Elena Bueno Ventura, tradução de Reinaldo José Lopes e 272 páginas.

Um homem misterioso chega a uma pousada numa pacata vila inglesa durante uma tempestade de neve. Ele usa luvas, chapéu de abas largas, um casaco de mangas compridas, e seu rosto está totalmente coberto por ataduras, exceto por uma prótese no nariz. Recluso e introvertido, passa a maior parte do tempo em seus aposentos, trabalhando com produtos químicos e aparelhos de laboratório. Sua única exigência é que o deixem em paz.

Enquanto o estranho se enclausura em seus experimentos, a vila passa a girar em torno de sua presença inquietante. Há algo errado, algo que ninguém consegue nomear, mas todos conseguem sentir. O que parecia apenas excentricidade logo se revela algo muito mais inquietante e pode trazer consequências tão imprevisíveis quanto perigosas.

Junto com os clássicos A Máquina do Tempo e A Ilha do Doutor Moreau, O Homem Invisível ajudou a consagrar o autor H. G. Wells como um dos mestres da ficção científica moderna, lido, comentado e adaptado há mais de um século. Notável por sua inventividade, suspense e nuances psicológicas, sua obra continua a cativar os fãs de ficção científica hoje, assim como fez com o público leitor há mais de cem anos. 

Já o clássico Don Juan do poeta Lord Byron, publicado originalmente em 1819, ganha sua primeira tradução integral para a língua portuguesa em comemoração ao bicentenário do poeta. O livro, lançado no país pela editora Autêntica, conta com tradução de Lucas Zaparolli de Agustin, capa dura e 688 páginas.

Para Byron, só se vive uma vez. Por isso, cultivou a liberdade acima de tudo. Quando se tornou o poeta mais famoso da época, celebridade e estilo de vida, alguns anos antes de sua morte como herói na Grécia, decidiu criar uma obra além do bem e do mal. Assim, adotando um dos personagens mais icônicos da modernidade, o mito de Don Juan, elaborou um poema único, um épico que aborda os mais diversos temas, ora de forma satírica, ora filosófica, e sempre irônica. 

Na verdade, a narrativa, o enredo e o personagem são pano de fundo para a voz byroniana que narra a história, a qual se aproveita do conto para tecer uma camuflada autobiografia do poeta e para brindar seus amigos, criticar seus desafetos, satirizar versos alheios, ironizar os costumes das nações pelas quais o ingênuo Juan passa impelido pelas vicissitudes do destino como marionete do narrador, com seu gênio sapiencial e cômico. 

Byron via esta sua obra-prima como uma aurora boreal versificada, por conter todas as cores e ser infinita em sua intensidade e em sua incompletude.

Mistérios e thrillers em edições especiais

Os  fãs de thrillers modernos e romances policiais clássicos também encontrarão novidades nas livrarias, com o lançamento de um novo suspense e das novas edições de três clássicos do mistério, que destacam o legado de autores responsáveis por moldar o gênero como o conhecemos hoje.

Um dos livros de suspense mais esperados do ano é o mais novo lançamento do autor best-seller Stuart Turton (As Sete Mortes de Evelyn Hardcastle). Numa mistura de mistério e distopia, O Último Assassinato no Fim do Mundo (The Last Murder at the End of the World), publicado originalmente em março de 2024, chega às livrarias pela editora Astral Cultural, com tradução de João Rodrigues e 336 páginas, nas quais Em a humanidade será extinta em 107 horas … a menos que eles descubram quem cometeu o último assassinato no fim do mundo.

Após uma névoa mortal se espalhar pelo planeta e destruir tudo em seu caminho, apenas uma pequena ilha na Grécia se mantém intocada. Nela, cento e vinte dois aldeões e três cientistas são o que resta da humanidade.

Protegidos por um sistema de segurança que os blinda da névoa, os aldeões vivem em pacífica harmonia: pescam, cultivam e festejam, sempre seguindo à risca o que os cientistas mandam. Até que uma das cientistas é brutalmente assassinada a facadas e sua morte acaba por desativar a barreira que protegia a ilha.

Agora, eles têm poucos dias para solucionar o mistério em torno do crime e restabelecer a blindagem de proteção. Mas a mesma falha que desativou o sistema de segurança também apagou a memória de todos sobre o que aconteceu na noite anterior, o que significa que alguém na ilha é o assassino ― e talvez nem sequer saiba disso. Enquanto isso, a névoa mortal se aproxima cada vez mais… 

Já a editora Rocco lança o oitavo volume da série “Cormoran Strike” de Robert Galbraith, que leva a história de Strike e Robin a outro nível. O Homem Marcado (The Hallmarked Man), publicado originalmente em setembro de 2025, foi lançado no país com 960 páginas e tradução de Edmundo Barreiros e Ryta Vinagre.

Um corpo desmembrado é encontrado no cofre de uma loja de prataria. Inicialmente, a polícia supõe se tratar de um ladrão conhecido, mas nem todos acreditam nessa teoria, principalmente Decima Mullins, que pede ajuda ao detetive Cormoran Strike. Ela tem certeza de que o cadáver encontrado no cofre é do seu namorado, que desapareceu repentina e misteriosamente.

No entanto, quanto mais Strike e sua sócia, Robin Ellacott, investigam o caso, mais enigmático ele fica. O estabelecimento não é uma loja qualquer: ele está localizado ao lado do Freemasons’ Hall e é especializado em prataria maçônica. Além disso, o ladrão e o namorado de Decima não são os únicos que se encaixam na descrição do morto misterioso: a investigação revela que há outros homens com o perfil que procuram.

Conforme o caso fica mais complicado e perigoso, Strike encara outro dilema: Robin parece cada vez mais comprometida em seu relacionamento com o agente de investigação criminal Ryan Murphy, mas o impulso de Strike de se declarar à sócia se torna cada vez mais urgente.

Seguindo a linha do mistério e do suspense, a editora HarperCollins Brasil lançou mais uma edição do seu “Clube do Crime”, coleção que resgata clássicos inéditos ou pouco conhecidos de suspense e mistério. O Tigre na Neblina (The Tiger in the Smoke), publicado originalmente em 1952, conta com tradução de Marina Vargas, capa dura, e 269 páginas, nas quais apresenta o 14º volume da série policial Albert Campion, a obra-prima de uma das Rainhas do Crime da Era de Ouro da ficção policial, a autora Margery Allingham.

Em uma Londres pós-Segunda Guerra, onde a neblina encobre segredos e traumas, Meg Elginbrodde, prestes a se casar, vê seu futuro ameaçado quando passa a receber fotografias perturbadoras de seu ex-marido, dado como morto durante a guerra.

Ao buscar ajuda do detetive Albert Campion, ela e seu noivo se veem cada vez mais envolvidos em uma teia de mistérios e perigos, enquanto um psicopata conhecido como “Tigre” espalha terror pelas ruas londrinas. Em meio a sequestros, perseguições e assassinatos, Campion mergulha em uma investigação que expõe não apenas a verdade por trás dos eventos, mas também as feridas morais de uma sociedade marcada pela guerra.

Um dos maiores clássicos da literatura de mistério, O tigre na neblina é um retrato psicológico brilhante de uma cidade fragilizada, onde o mal pode assumir formas inesperadas e se esconder onde menos se espera.

Há ainda a nova edição do clássico mundial do suspense que deu origem ao filme de Alfred Hitchcock, escrito pela dupla francesa Pierre Boileau e Thomas Narcejac. Vertigo: Um Corpo que Cai (D'entre les Morts), publicado originalmente em 1954, foi lançado no país pela editora DarkSide Books, com capa dura, tradução de Fernando Paz e 160 páginas, nas quais apresenta uma narrativa que avança como uma espiral: cada nova camada mexe com a possibilidade de encontrar, enfim, a verdade.

Um homem é contratado para vigiar a esposa de um velho amigo. À primeira vista, não há motivo. Nenhuma doença. Nenhuma traição. Nenhuma explicação plausível. Ainda assim, algo escapa. Silêncios súbitos, olhares que se perdem, a sensação inquietante de que aquela mulher luta com algo interno. A vigilância ganha peso, a rotina se distorce. Aos poucos, o olhar de quem investiga deixa de ser confiável e se transforma em obsessão.

A DarkSide® Books resgata este grande clássico do suspense em uma edição especial capaz de gerar vertigem em todos os colecionadores obcecados por livros. Uma obra que se tornou referência mundial no gênero conduzindo o leitor por um território instável, onde percepção e desejo se contaminam o tempo todo. Os autores franceses Pierre Boileau e Thomas Narcejac redefiniram o suspense psicológico ao deslocar o mistério do crime para a mente, do fato para a percepção.

Foi nessa atmosfera densa e perturbadora de Vertigo: Um Corpo que Cai que Alfred Hitchcock extraiu a matéria-prima para um dos seus filmes mais populares. Em Vertigo (1958), com James Stewart e Kim Novak, o diretor mergulha em temas que atravessam toda a sua obra ― o controle, a idealização, o desejo de reconstruir alguém à própria imagem ― e os leva ao limite.

Uma coletânea para fãs de Ficção Científica

Entre os lançamentos do mês está uma coletânea de ficção científica, que reúne dez contos do autor chinês do best-seller mundial “O Problema dos Três Corpos”, Cixin Liu. Cada história de Terra à Deriva (The Wandering Earth), publicada originalmente em julho de 2000, revela o poder e a fragilidade da humanidade diante do cosmos. 

Com imaginação grandiosa e rigor científico, Cixin Liu transforma o futuro em uma odisseia de ideias e emoções que redefinem o que significa sobreviver ― e sonhar ― diante do universo, numa edição lançada pela editora Suma, com 360 páginas e tradução de Leonardo Alves.

Ao coletar dados do Sol, astrofísicos descobrem que o interior da estrela está se transformando e, dentro dos próximos quatrocentos anos, irá explodir de forma violenta, engolindo a Terra. A solução? Construir doze mil turbinas de tamanho inimaginável em toda a Ásia e América do Norte, com a função de primeiro refrear o movimento de rotação do planeta para, a seguir, tirá-lo de órbita. A ideia ― e ponto de partida de “Terra à deriva”, conto que abre este volume ― é fugir do Sistema Solar rumo a Proxima Centauri, a “apenas” 4,3 anos-luz de distância, não em naves, mas carregando o próprio planeta consigo.

Nas histórias de Cixin Liu, catástrofes e feitos de tecnologia costumam ser surpreendentes, e também colossais. Em “Montanha”, uma nave alienígena de “massa equivalente à da Lua”, suga o mar com sua força gravitacional, na “cena mais aterradora, impressionante e magnífica jamais vista pela humanidade”. Já “Sol da China” narra a história de um limpador de janelas que verá seu destino se alterar radicalmente ao ser apresentado ao projeto de um enorme satélite de espelhos, “o maior projeto de engenharia ecológica desde a Grande Muralha Verde”, criado para controlar o clima planetário.

Na obra de Cixin Liu, a ciência e a tecnologia são ferramentas de progresso e destruição; os contatos extraterrenos trazem surpresa ou morte. Mas, em todas as narrativas, a dimensão humana é seu principal motor: seus personagens são impetuosos e frágeis, capazes de amar e de cometer erros, e ditam os destinos dessas histórias fantásticas.

Um guia pelos bastidores da animação japonesa

Fechando a lista de destaques, junho apresenta uma nova obra de não-ficção que guia os leitores em uma jornada pelas histórias, ideias e inspirações por trás dos filmes de um dos visionários mais influentes do cinema, o cineasta japonês Hayao Miyazaki, que cativou o público em todo o mundo com sua emoção, arte e personagens inesquecíveis.

Os Mundos de Hayao Miyazaki (The Worlds of Hayao Miyazaki) de Nicolas Rapold, publicado originalmente em setembro de 2025, foi lançado no país pela editora Belas Letras em uma edição de luxo em capa dura, com design e papéis inspirados na arte japonesa, com centenas de imagens, tradução de Nathalia Andres Rondan e 224 páginas, nas quais explora a rica mistura de influências culturais, históricas e artísticas que moldaram sua narrativa.

Com uma visão aprofundada de seu processo, linguagem visual e temas recorrentes – incluindo natureza, vôo, infância, resistência e renovação, "Os Mundos de Hayao Miyazaki" oferece aos fãs e cinéfilos uma compreensão mais profunda da imaginação por trás da magia. Do folclore japonês e memórias de infância à arquitetura europeia, cinema clássico e comentários políticos, ele revela como a visão profundamente pessoal de Miyazaki criou mundos em camadas que parecem fantásticos e baseados na realidade. 

O cineasta, diretor e artista de anime japonês Hayao Miyazaki é considerado como o "padrinho da animação", com uma produção cultural e um nível de influência que rivalizam com os de Walt Disney. Em 1985, ele cofundou o Studio Ghibli, o estúdio de animação de maior sucesso do Japão, e dirigiu a grande maioria de suas produções mais notáveis.

Seus muitos filmes incluem Meu Vizinho Totoro (1988), A Viagem de Chihiro (2001), O Castelo Animado (2004) e Ponyo (2008), cada um deles um enorme sucesso cult dentro e fora do Japão – A Viagem de Chihiro ainda é o filme de maior bilheteria da história do cinema japonês, além de ter recebido o Oscar de Melhor Filme de Animação.

Mangás populares ganham novos volumes

Os fãs de mangás têm motivos de sobra para comemorar. Junho marca a chegada de seis novos volumes de séries que já conquistaram um público fiel, ampliando tramas repletas de ação, emoção, romance, aventura e personagens inesquecíveis. Para quem acompanha essas histórias desde o início, os novos capítulos lançados pelas editoras JBC, Galera e Panini, prometem momentos decisivos e revelações surpreendentes.

Entre os títulos mais aguardados está o primeiro volume da edição Omnibus de City Hunter de Tsukasa Hojo, o segundo volume de A Noiva do Clã Kyogane de Anju Hino, o quarto volume de Minha história de amor com Yamada-kun nível 999 de Mashiro, o décimo sexto volume de Kusuriya no Hitorigoto - Diários de uma Apotecária de Itsuki Nanao, o volume vinte e nove de Missão: Família Yozakura de Hitsuji Gondaira, e os volumes vinte um e vinte dois de A Heroica Lenda de Arslan de Hiromu Arakawa e Yoshiki Tanaka.

Assim, esses são os lançamentos do mês que mais me chamaram a atenção. Mas e você, quais são os lançamentos que está mais ansioso para ler? Me conta nos comentários.
Sem pressa, sem metas ambiciosas e sem a pressão de "precisar ler mais", comecei a sair lentamente da ressaca literária que vinha me acompanhando desde fevereiro. E talvez tenha sido justamente essa abordagem mais leve que tornou o mês de maio tão especial. 
 


A ressaca literária costuma ser traiçoeira. Muitas vezes ela não significa falta de interesse pelos livros, mas sim dificuldade na escolha de uma leitura. Em maio, deixei de lado a pressão e permiti que a curiosidade guiasse minhas escolhas entre os livros que estavam aguardando sua vez há muito tempo na minha lista de leitura. Isso me levou a explorar diferentes gêneros e estilos, alternando entre mundos fantásticos, reflexões da não-ficção, especulações da ficção científica e a sensibilidade da poesia.

Ao longo do mês, concluí seis livros e completei duas categorias do r/Fantasy Bingo Challenge, um pequeno avanço que trouxe uma boa dose de motivação. Também tive a satisfação de finalmente tirar um livro da minha estante física, e fazer algum progresso no meu projeto Zero TBR. Mas embora tenha conseguido resistir aos lançamentos do mês acabei adquirindo um livro novo durante a Book Friday da Amazon: justamente o volume que faltava para completar minha coleção das Crônicas das Guerras de Lodoss. 

No blog, o ritmo foi mais moderado, com a publicação de apenas três matérias, um número menor do que em meses mais produtivos. Ainda assim, prefiro enxergar isso como reflexo de uma mudança de foco temporária. Em vez de dedicar a maior parte do tempo à escrita, consegui reservar mais espaço para a leitura, algo que vinha sentindo falta nos últimos meses.

Sem mais demora, vamos as leituras!

Comecei o mês do orgulho nerd dando largada a minha missão de um ano explorando novos mundos e descobrindo novos autores completando o primeiro desafio do r/Fantasy Bingo 2026, com a ficção cientifica O Salmo para um Robô Peregrino de Becky Chambers. Vencedor dos prêmios Hugo e Nebula de melhor novela, o primeiro volume da duologia cozy sci-fi Monge e o Robô, apresenta uma história contemplativa, interessante, porém um pouco lenta, sobre a consciência humana e o mundo natural.

Não foi bem uma leitura cinco estrelas, mas foi o suficiente para despertar o meu interesse pelo  gênero cozy sci-fi, o que me levou a ler mais uma novela vencedora dos prêmios Hugo, Nebula e Locus para completar o segundo desafio do r/Fantasy Bingo 2026. É assim que se perde a Guerra do Tempo de Amal El-Mohtar e Max Gladstone apresenta uma história que mistura viagem no tempo, espionagem e romance em uma narrativa epistolar quase lírica, porém sem um final conclusivo.

Em seguida, finalmente, conclui a leitura de um livro que já estava a muito tempo acumulando poeira na minha estante, Neve & Cinzas de Sarah Raasch. O primeiro volume da trilogia apresenta uma típica fantasia jovem adulta que, embora repleta de clichês do gênero, como triângulos amoroso, reinos destruídos, magia e o “a escolhida”, conta com uma construção de mundo original e criativa e um bom desenvolvimento de personagens.

Deixando a ficção científica e a fantasia de lado decidi mergulhar na poesia lendo a coletânea em inglês, A Thousand Mornings de Mary Oliver. Com uma narrativa lirica e atmosférica, a autora compartilha a maravilha do amanhecer, a graça dos animais e o poder transformador da atenção, explorando os mistérios da natureza e os detalhes da vida cotidiana.

Logo depois li a coletânea de ensaios Por que escrevo do renomado autor Oscar Wilde, que discuti em poucas páginas, o poder dos livros e da leitura, a importância da escrita, e o papel que a literatura exerce tanto na formação política do indivíduo quanto em sua forma de enxergar o mundo. 

Terminei o mês lendo o mistério Oito Detetives, o livro de estreia do autor Alex Pavesi, um quebra-cabeça literário ideal para os fãs de mistérios clássicos com personagens complexos, inúmeras pistas, jogos mentais e reviravoltas chocantes, porém com um final anticlimático.

Resumindo, Maio não foi um mês de recordes, metas ousadas ou grandes maratonas literárias. Foi um mês de reencontro com a leitura. Ler seis livros de gêneros tão diferentes, avançar no r/Fantasy, reduzir a fila de livros parados na estante e completar uma coleção importante foram conquistas que tornaram o período especialmente gratificante. Mais do que números, elas representam a sensação de que a ressaca literária está ficando para trás. Se junho mantiver esse mesmo equilíbrio entre curiosidade, diversidade e prazer de leitura, já será um excelente mês.

Mas, como foi o seu mês? Você leu algum livro interessante ou também está lutando contra a ressaca literária? Eu adoraria ouvir mais sobre isso nos comentários!
Maio chega recheado de novidades para os leitores. Entre estreias de séries de fantasia, novas romantasias que já conquistaram leitores internacionais, continuações de mangás populares e edições especiais de obras consagradas, as novidades chegam para agradar públicos de todos os estilos. 
 


Os fãs de fantasia épica terão motivos de sobra para comemorar, especialmente com a chegada de mais um volume do projeto secreto de Brandon Sanderson, enquanto leitores de suspense poderão mergulhar em novos mistérios cheios de reviravoltas. Já quem gosta de colecionar edições caprichadas poderá adicionar à estante uma versão luxuosa de um clássico da literatura gótica. Lembrando que todos esses livros estão disponíveis em versão física e digital na Amazon.

Confira os destaques literários de maio.

Fantasias & Romantasias ganham novos universos

Os lançamentos de maio apostam forte em mundos inéditos. Diversas editoras trazem o primeiro volume de novas sagas de fantasia e romantasia, misturando magia, intrigas políticas, criaturas fantásticas e romances intensos.

Entre os destaques estão histórias protagonizadas por heroínas determinadas, reinos em guerra, academias mágicas e romances “enemies to lovers”, fórmula que continua em alta entre os leitores.

A começar pela tão aguardada continuação da romantasia “O Despertar da Lua Caída” da autora Sarah A. Parker, lançada pela editora Harlequin Books. A Canção dos Dragões Perdidos (The Ballad of Falling Dragons), publicado originalmente em maio de 2026, conta com tradução de Carolina Candido e Gabriela Araujo, capa dura, pintura trilateral e 624 páginas, nas quais após o despertar de uma lua, outras ameaçam cair. E para salvar o mundo e as pessoas que amam, Raeve e Kaan precisarão voltar onde o fim de tudo começou: no eco de uma canção inacabada.

O desejo por vingança continua vivo em Raeve, assim como o amor por aquele que representa um passado difícil de encarar. Com sangue ainda fresco em suas mãos, a assassina descobre que a maior queda de luas da história logo vai começar, forçando-a a escolher um caminho de vida ou morte.

Desesperado para salvar seu reino da ruína, Kaan Vaegor percebe que é cada vez mais impossível suportar o peso da coroa sozinho. Sem contato com amigos e familiares, notas de um coração partido continuam a aprisioná-lo no tempo, mas talvez uma canção particular seja aquilo que o libertará e trará de volta seu amor.

Em meio ao perigo, novos rostos surgem carregados de ressentimentos e seus segredos queimam até mesmo os mais preparados. Mas a verdade que se esconde nas águas do lago congelado da mente de Raeve tem a força de algo ainda mais ameaçador.
Algo com o poder de mudar tudo.
Algo como… a Outra.

Há ainda o primeiro volume da trilogia Lobos da Ruína da autora estreante Sable Sorensen. A romantasia com toque sobrenatural, A Ascensão dos Lobos (Dire Bound), publicada originalmente em fevereiro de 2025, foi lançada no país pela editora Intrínseca com tradução de Helen Pandolfi e 368 páginas, nas quais apresenta uma história cheia de fúria, intriga e paixão, onde humanos e lobos gigantes forjam laços inquebráveis e lutam pela sobrevivência a qualquer custo.

Meryn Cooper sempre desprezou os Unidos ― guerreiros de elite que montam lobos gigantes e que compartilham com esses seres uma mágica conexão mental. Enquanto eles vivem cercados de luxo e privilégio, Meryn luta dia após dia para manter sua família acima da linha da miséria.

Mas quando Saela, sua querida irmã caçula, é sequestrada e levada para além da fronteira por terríveis seres imortais, seu mundo desaba. A dor é insuportável. A raiva, incontrolável. E Meryn sabe que só há uma saída: atravessar o front e trazê-la de volta, custe o que custar.

A contragosto de Lee, seu fiel namorado, a garota se alista nas Forças Armadas do Rei. No dia seguinte, é lançada nos famosos Ritos de União, nos quais recrutas devem provar seu valor diante dos lobos. Além de sobreviver a incontáveis testes de resistência e estratégia, Meryn precisa enfrentar Stark Therion ― o instrutor mais impiedoso do treinamento. Montado em seu temido lobo, Stark é pura força bruta e intimidação ― e parece ter prazer em testar os limites da nova recruta. Paralelamente, Meryn ainda precisa lidar com a atenção do perigosamente belo Príncipe Killian, e ela vai descobrir que segredos sombrios são mais assustadores quanto os próprios lobos.

Falando em romantasia, chega às livrarias em maio o primeiro livro da duologia jovem adulta da autora M. K. Lobb, lançada pelo selo Dark Love da editora Darkside Books. Reis & Ladrões: Alquimia Roubada (To Steal from Thieves), publicado originalmente em março de 2025, conta com tradução de Sara Lima e 384 páginas, nas quais apresenta uma fantasia com um toque de ficção histórica para quem gosta de histórias em que alianças perigosas e sentimentos mal resolvidos complicam planos ambiciosos envolvendo personagens moralmente duvidosos.

Um plano arriscado. Uma alquimia inesperada. O impossível é apenas o começo.

Para Kane Durante, especialista em roubos de alto risco, não há melhor ocasião que a Exposição Universal de Londres para empreender o maior golpe de sua carreira. Há, porém, um único problema. Ele não vai conseguir fazer isso sozinho.

Zaria Mendoza, herdeira de um dos maiores alquimologistas da cidade, tenta sobreviver em um submundo onde dívidas cobram um preço alto demais. Brilhante e obstinada, ela não tem tempo para joguinhos… até que o charmoso Kane surge com uma proposta impossível de ignorar. Dinheiro suficiente para sumir do mapa e recomeçar. Um plano absurdo. Perigoso. Irresistível.

Invadir o prédio mais vigiado da cidade já seria loucura o bastante. Mas o verdadeiro risco talvez seja confiar um no outro. Entre olhares demorados e meias-verdades, os limites entre parceria e traição vão ficando cada vez mais tênues.

Há ainda o novo lançamento da editora Pitaya, fantasia jovem adulta com um toque de dark academia sobre identidade. Rainha de Mil Faces (Queen of Faces) de Petra Lord, publicado originalmente em fevereiro de 2026, conta com tradução de Vic Vieira e 368 páginas, nas quais apresenta uma história sobre uma garota desesperada em uma academia de magia implacável, que se vê diante de uma escolha entre a vida e a morte: tornar-se uma assassina da elite encantada ou assistir seu corpo em decomposição dar seu último suspiro.

Anabelle Gage está presa no corpo de um garoto. E, por causa dele, em um ano estará morta.

Em Caimor, os ricos podem trocar de corpo como quem troca de roupa, mas tudo o que a mãe de Ana podia bancar quando a garota estava morrendo era um corpo masculino, cinzento e estragado, que anos depois começa a apodrecer por dentro, com o prazo de validade cada dia mais próximo.

Sua única esperança está na Academia Quintessência, a prestigiada escola de magia que lhe emprestará um novo corpo, caso seja aceita. Porém, quando a carta chega, o mundo de Ana desmorona. Desesperada, ela tenta roubar um corpo perfeito, mas é capturada pelo implacável professor Carriwitch, diretor da Quintessência.

Ele lhe oferece uma escolha cruel: ser executada por usar magia sem permissão ou se tornar uma mercenária a serviço dele. É assim que Ana mergulha em um mundo de sombras, espionagem e violência.

Enquanto luta para sobreviver, Ana se alia a um grupo improvável ― um assassino impulsivo, um criador de bombas enigmático e um exilado sedutor que pode ser sua ruína ― para cumprir as missões e desvendar os segredos da rebelião que cresce nas entranhas de Caimor sob o comando de uma lendária maga sombria. E o que descobrem desafia tudo o que Ana acreditava sobre heróis e vilões.

Fantasias em volume único conquistam leitores que preferem histórias fechadas

Nem todo leitor quer embarcar em uma saga de dez livros — e maio também traz ótimas opções para quem prefere fantasias completas em um único volume.

As novidades incluem o mais novo livro da autora best-seller Yangsze Choo, também conhecida pelos livros “A Noiva Fantasma” e “A Noite do Tigre”, todos publicados pelo selo DarkLove da editora Darkside Books. Em A Esposa Raposa (The Fox Wife), publicado originalmente em fevereiro de 2024, o leitor é transportado para um universo em que mortais e espíritos, humanos e feras se encontram em uma história sobre amores antigos, segundas chances, e o poder das lendas ancestrais, com tradução de Paula Nishizima e 400 páginas.

Manchúria, 1908. Nos últimos anos do agonizante Império Qing, uma cortesã é encontrada congelada. A morte desperta rumores sobre raposas capazes de assumir a forma de mulheres deslumbrantes e homens irresistíveis. Bao, um exímio investigador, é contratado para descobrir quem era a mulher morta. Desde a infância, ele é fascinado pelos deuses-raposa, mas eles sempre permaneceram fora de alcance… até agora.

Enquanto isso, uma família proprietária de uma célebre loja de medicina tradicional chinesa consegue curar quase qualquer enfermidade, mas não escapa da maldição que faz os filhos mais velhos morrerem antes de completar 24 anos. Quando uma bela criada chamada Snow entra em cena, a sorte da família parece mudar, ou talvez apenas tomar um rumo ainda mais perigoso.

Snow esconde muitos segredos. E o maior deles é ser uma mãe querendo vingar a morte do filho. Na caçada a um assassino, ela segue pistas do norte da China até o Japão, com Bao em seu encalço. Conforme mais mortes se acumulam, eles cruzam com velhos conhecidos e enfrentam novos inimigos ― e, no processo, exploram mitos e desvendam equívocos sobre os espíritos-raposa.

Para os leitores que buscam fantasias aconchegantes sem o compromisso de acompanhar longas séries, a editora Intrínseca lança À Espera de um Feitiço (Stay for a Spell) da autora Amy Coombe. Com tradução de Sofia Soter e 320 páginas, o livro publicado originalmente em abril de 2026, narra a história de uma princesa amaldiçoada, que precisa descobrir o que seu coração realmente deseja para se libertar do feitiço.

A princesa Tanadelle de Widdenmar não aguenta mais a vida da realeza. Presa aos deveres de relações-públicas do reino, tudo que Tandy quer são conversas interessantes de verdade, a chance de levar uma vida do seu jeito e (muito) tempo livre para ler.

Durante uma visita de rotina da realeza a Pepperidge Menor, os sonhos de Tandy logo se tornam realidade quando uma maldição obriga a princesa a permanecer em uma antiga livraria até descobrir o que seu coração realmente deseja.

Com a certeza de que alguém ― ou, para ser mais precisa, sua amiga e secretária real Honeyrose ― vai descobrir como quebrar a maldição, Tandy enfim consegue as tão esperadas férias entre os livros. Para a princesa, trocar bailes reais e jantares intermináveis por pilhas de livros e a companhia de um pirata irritante que vive aparecendo na loja para furtar seu estoque é um ótimo negócio.

Pela primeira vez na vida, Tandy acredita que seu tão sonhado final feliz está próximo... Só tem um probleminha: enquanto os deveres reais se acumulam, os pais de Tandy começam a enviar pretendentes reais até Pepperidge Menor, certos de que tudo de que a princesa precisa para quebrar a maldição é um beijo de amor verdadeiro. Afinal, o que poderia ser melhor do que um príncipe para salvar uma princesa?

Novo volume do projeto secreto de Brandon Sanderson é destaque entre os fãs de fantasia
 
Fechando a lista com chave de ouro, os leitores da Cosmere finalmente poderão conferir mais um livro do ambicioso projeto secreto de Brandon Sanderson lançado pela editora Trama. O autor, conhecido por criar universos detalhados e sistemas de magia extremamente elaborados, segue expandindo sua mitologia com histórias independentes que conversam entre si. 

O Homem Iluminado (The Sunlit Man), publicado originalmente em outubro de 2023, conta com capa dura, tradução de Pedro Ribeiro e 416 páginas, nas quais o criador de O Relato das Guerras das Tempestades, da Saga Mistborn e de inúmeras obras de ficção científica e fantasia de grande sucesso — entrega uma fantasia independente que oferece um raro vislumbre de um futuro universo Cosmere.

Afastar-se da implacável Brigada Noturna tem sido a estratégia de Nômade por anos. Ficar sempre um ou dois passos à frente de seus perseguidores, saltando de um mundo para outro pela cosmere.

Agora, porém, ele está fraco demais para escapar. Preso em um planeta que mata qualquer um que pare de se mover, esquivando-se de um amanhecer capaz de derreter pedras, ele acaba envolvido no confronto entre um tirano impiedoso e os rebeldes corajosos que ousam enfrentá-lo. Fracassar significa morrer rapidamente, incinerado pelo sol… ou passar a vida inteira como um serviçal sem alma.

Assombrado pelas consequências do passado, Nômade terá que lutar não apenas por sua sobrevivência, mas também pela própria alma.

Ficção histórica infantojuvenil com um toque histórico

Entre os lançamentos voltados ao público jovem, uma nova ficção histórica infantojuvenil, lançada pelo selo DarkLove da editora Darkside Books, chama atenção ao combinar aventura, amizade e acontecimentos marcantes do passado.

O Jardim dos Segredos (The Garden of Lost Secrets) de A. M. Howell, publicado originalmente em junho de 2019, conta com tradução de Aurea Akemi Arata, capa dura e 240 páginas, nas quais apresenta uma história sobre crescer quando o mundo ao redor começa a desmoronar, que nos lembra que, mesmo quando tudo parece fora do lugar, ainda há espaço para afeto, amizade e pequenos gestos de coragem. 

Outubro de 1916. Em meio às incertezas da Primeira Guerra Mundial, Clara é enviada para viver com os tios em uma grande propriedade rural inglesa, longe do perigo, longe de tudo que conhecia, longe das memórias que preferia esquecer. A mudança é abrupta, e o que deveria ser um lugar seguro logo se transforma em um cenário atravessado por mistérios.

Clara logo percebe que nem tudo ali é o que parece. Um garoto começa a aparecer só durante a noite, há um cômodo que está sempre trancado e a sensação de que estão escondendo algo só aumenta. A curiosidade fala mais alto, e Clara decide descobrir por conta própria o que está acontecendo, mesmo que isso signifique enfrentar verdades que podem mudar tudo.

Clássico da literatura ganha nova edição de luxo

Os clássicos também marcam presença nos lançamentos de maio da editora Darkside Books, com a  edição definitiva de uma obra consagrada da literatura gótica que chega ao mercado literário com nova tradução, acabamento especial, projeto gráfico renovado e as impressionantes xilogravuras do artista Andy English.

O clássico moderno, A Mulher de Preto (The Woman in Black) da autora Susan Hill, publicado originalmente em 1963, foi lançado pelo selo Macabra da editora, com tradução de Mariana Serpa, capa dura e 192 páginas, nas quais apresenta uma história sombria e envolvente, onde o sobrenatural e o real se entrelaçam de maneira perturbadora.

A Mulher de Preto nos leva para a vida de Arthur Kipps, um jovem advogado londrino que é enviado a um vilarejo remoto para organizar os papéis de uma cliente falecida, a reclusa sra. Drablow. Na misteriosa Casa do Pântano das Enguias, Arthur começa a desvendar segredos terríveis: a cadeira de balanço no quarto abandonado, o som assustador de um pônei, o grito de uma criança no nevoeiro e, mais assustador de todos, a Mulher de Preto. 

O livro de Susan Hill consolidou-se como um clássico atemporal do terror gótico e sobrenatural e, desde a sua primeira publicação em 1983, inspirou várias adaptações e se tornou um elemento significativo na cultura britânica. No teatro, A Mulher de Preto teve a primeira adaptação em 1987, e o sucesso foi tão avassalador que ganhou palcos maiores um ano depois. Em 1989, 1993 e 2004 o livro foi adaptado para a televisão e rádio em diferentes canais e formatos, chegando enfim ao cinema em 2012 em um filme com Daniel Radcliffe como Arthur Kipps. A Mulher de Preto é frequentemente utilizado como texto obrigatório nas escolas britânicas, como parte do currículo nacional.

Mistérios e thrillers completam os destaques do mês

Os leitores de suspense também terão boas opções em maio, pois dois novos mistérios chegam às livrarias trazendo tramas psicológicas, atmosfera tensa, investigações intrigantes, personagens ambíguos e revelações surpreendentes, que prometem agradar fãs de thrillers modernos e romances policiais clássicos.

Um dos livros de mistério mais esperados do ano, fruto da colaboração das autoras V. E. Schwab e Cat Clarke, sob o pseudonimo de Evelyn Clarke, chega às livrarias pela editora Record. O fim chega para todos (The Ending Writes Itself), publicado originalmente em abril de 2026, conta com tradução de Beatriz S. S. Cunha e 384 páginas, nas quais apresenta seis escritores, uma ilha remota, e uma única chance para mudar suas vidas. 

Arthur Fletch, um dos escritores mais bem-sucedidos do mundo, é um gênio recluso, conhecido por seus personagens marcantes e desfechos completamente inesperados. Quando seis autores são convidados para passar um fim de semana na remota ilha particular do famoso autor, eles descobrem algo chocante: Arthur Fletch está morto... e seu último livro está sem desfecho.

Diante de uma terrível sinuca de bico, a agente e o editor de Fletch reúnem um grupo de escritores, que nunca estouraram em suas carreiras, e lançam uma proposta irrecusável: quem criar o melhor final para o livro não só vai faturar uma bolada, como também garantirá um contrato de publicação com a editora, e poderá ter a chance perfeita de alavancar a carreira. Mas é preciso ser criativo e rápido: eles têm apenas setenta e duas horas.

A história é perfeita. Falta apenas um final de matar.

Há ainda o primeiro volume da trilogia da autora estreante Janice Hallett, lançado pela editora Gutenberg. Apelo Final (The Appeal), publicado originalmente em janeiro de 2021, conta com tradução de Lavínia Fávero e 432 páginas, nas quais apresenta um romance policial epistolar, onde o leitor recebe as mesmas pistas que os investigadores e precisa decifrá-las. Um assassinato. Quinze suspeitos. Você consegue descobrir a verdade?

Toda mensagem esconde uma pista. Ou uma mentira.

Há um mistério a ser resolvido na pequena cidade de Lockwood. Tudo começa com a chegada de dois novos moradores e termina com uma morte trágica. Uma pessoa já foi presa pelo crime, mas o experiente advogado Roderick Tanner acredita que o verdadeiro culpado ainda está à solta.

Cabe a Charlotte e Femi, jovens estudantes de Direito, analisar o dossiê: um amontoado de e-mails, cartas e mensagens trocadas entre os membros do grupo teatral Tacadas EnCena, que se mobilizaram para arrecadar fundos para o tratamento de uma criança. Em meio a essa rede de solidariedade, segredos obscuros e intenções dúbias se escondem nas entrelinhas.

Mangás populares ganham novos volumes

Os fãs de mangás também terão um mês movimentado, pois sequências de séries populares lançadas pelas editoras JBC, MPEG e Panini chegam às livrarias e prometem movimentar as coleções dos leitores. Entre os títulos mais aguardados estão continuações de romances escolares, shonens de ação e obras dramáticas que vêm ganhando destaque no Brasil nos últimos anos.

Entre continuações eletrizantes e arcos decisivos, estão o décimo quinto volume de Atelier of Witch Hat de Kamome Shirahama, o terceiro volume de Kamisama Hajimemashita de Julietta Suzuki, o volume onze de O Homem de Gelo e sua Fria Colega de Trabalho de Tonogaya Miyuki, o volume sete de Um Sinal de Afeto de Suu Morishita, o volume onze da edição Big de Yona – A Princesa do Alvorecer de Mizuho Kusanagi, e o quarto volume de Nodame Cantabile de Tomoko Ninomiya.

Assim, esses são os lançamentos do mês que mais me chamaram a atenção. Mas e você, quais são os lançamentos que está mais ansioso para ler? Me conta nos comentários.