As primeiras páginas do ano foram marcadas pelo verão, chuvas ocasionais, uma quantidade insana de doramas, fechamentos de ciclos, retorno a universos queridos e explorações a diferentes mundos, e, é claro, pelo inicio da minha missão de um ano de ler 60 livros e fazer de 2026 um excelente ano de leituras, no qual pretendo concluir as inúmeras séries que estou lendo.
Comecei o mês reorganizado a minha estante física e selecionado as minhas prioridades para 2026, entre elas diversas sequências de livros e mangás. Também aderi ao desafio
January Pages do Storygraph de ler pelo menos uma página todos os dias, e embora não tenha conseguido completá-lo, ele me ajudou a ser mais consistente com a leitura, o que resultou em 13 leituras concluídas em janeiro.
Mas como nesse mês dei prioridade a concluir algumas séries em andamento, acabei lendo nove volumes de mangás e graphic novels que estavam na minha TBR a muito tempo. Os demais livros foram leituras pendentes de 2025, entre elas clássicos da ficção científica e uma fantasia. Assim, não fiz muito progresso no meu
Projeto Zero TBR, lendo apenas um eBook do meu kindle. No entanto, consegui resistir bravamente aos
lançamentos do mês, e não adquiri nenhum um único título em janeiro.
Agora vamos as leituras!
O fim de uma longa jornada: City Hunter
Depois de alguns anos de leitura, finalmente concluí a série de mangá
City Hunter de Tsukasa Hojo, lendo os volumes 34 e 35, que exploram a conturbada relação entre os personagens principais. Terminar essa obra teve um peso emocional enorme: acompanhar o anti-herói Ryo Saeba e sua determinada parceira Kaori Makimura em inúmeras missões repletas de perseguições, explosões, um leve toque de humor, drama, romance, e deslumbrantes ilustrações, foi sem dúvida uma montanha russa de emoções, algumas boas outras nem tanto. Mas ainda assim fechar esse arco foi como me despedir de um velho amigo — com direito a nostalgia, carinho e aquela sensação agridoce de “fim de era”.
Graphic Novels Nacionais e Internacionais
Janeiro também foi o mês em decidi reduzir a minha lista de quadrinhos para ler, a começar pela coleção Graphic MSP, com releituras que expandem e aprofundam os personagens clássicos da Turma da Mônica criada por Maurício de Sousa. Em poucos dias li seis volumes, entre eles Magali: Receita de Carol Rossetti, Mingau: Apego de Ana Cardoso, Denise: Arraso de Cora Ottoni, Do Contra: Herança de Yoshi Itice, Xaveco: Vitória de Guilherme de Sousa, e Mônica: Coragem de Bianca Pinheiro. Todos com belas ilustrações e histórias que deixam de lado a leveza e o humor para focar em temas contemporâneos mais sensíveis.
Além disso, li a graphic novel Francis da quadrinista italiana Jessica Cioffi, também conhecida como Loputyn. Uma obra melancólica, um pouco sombria demais para o meu gosto, porém visualmente bela e chocante, que mistura horror e magia numa história sobre identidade e desejos, que mostra que todos carregamos luz e trevas dentro de nós.
Explorando outros mundos
Com o objetivo de concluir algumas leituras pendentes de 2025 li o sétimo livro do desafio r/Fantasy, o clássico da ficção científica, Uma Odisseia Marciana e Outras Histórias de Ray Bradbury. Uma coletânea de cinco contos que misturam ciência, especulação, imaginação, aventura e um toque de romance em histórias incríveis, nas quais exploramos os segredos de Marte e sua civilização perdida, e os perigos da exotica Vênus.
Depois disso li mais um clássico da ficção científica, o trigésimo terceiro eBook do meu projeto “Zero TBR”, e o oitavo livro do desafio r/Fantasy, Olho no Céu de Philip K. Dick. Uma história interessante sobre realidades paralelas e ciência, com personagens nada carismáticos, que discute temas que permanecem atuais, como humanidade, preconceito, solidão e esperança.
Também dei continuidade a série de ficção científica especulativa Universo Xuya criada pela autora Aliette de Bodard, lendo The Citadel of Weeping Pearls. Cada nova história nesse universo reforça o quanto ele é culturalmente rico e emocionalmente complexo, sempre dando prioridade ao desenvolvimento dos personagens e suas conturbadas relações, sem deixar de lado a criação de um universo fascinante.
Fantasia, mares e impérios
Adentrando o reino da fantasia, li o livro
And The Ocean Was Our Sky de Patrick Ness, uma releitura ousada e poética de Moby Dick, agora sob a perspectiva das baleias. Uma história curta, intensa e estranha, que fala sobre obsessão e perda de forma peculiar, acompanhada das belas ilustrações de Rovina Cai e um toque de realismo mágico.
Por fim, retomei a leitura de Neve e Cinzas, o primeiro volume da romantasia de Sara Raasch, que havia começado em 2025. Voltar a um livro depois de um tempo tem algo de redescoberta — a história não é mais a mesma, porque o leitor também não é. Infelizmente, não consegui concluí-la em janeiro, mas em fevereiro com certeza termino mais essa leitura.
Um mês de transições
Resumindo, Janeiro acabou se tornando um mês de transições literárias: finais importantes, retomadas cuidadosas e leituras que desafiaram minhas expectativas. E, embora nem todas as leituras tenham sido boas, acredito que esse tenha sido um bom começo de ano, que promete ser cheio de emoção e boas histórias.
Que venham as próximas leituras! 📚 ✨
Mas e você, como foi o seu início de ano? Alguma leitura interessante? Eu adoraria ouvir mais sobre isso nos comentários!