Dos mangás mais aguardados às continuações de romantasias que conquistaram leitores ao redor do mundo, passando por novos volumes de fantasias, thrillers eletrizantes, clássicos da literatura policial, e até uma ficção científica envolta em mistério, os leitores terão motivos de sobra para atualizar sua lista de desejos com os lançamentos de julho.
 

Se você gosta de acompanhar as principais novidades literárias e quer descobrir quais títulos prometem dominar as listas de mais vendidos nas próximas semanas, confira os destaques dos lançamentos de julho. Lembrando que todos esses livros estão disponíveis em versão física e digital na Amazon.
 
Fantasias & Romantasias

Misturando romance, magia, aventura e conflitos épicos, a romantasia continua dominando o mercado editorial, e os lançamentos de julho são uma prova disso. Entre os destaques do mês estão continuações bastante aguardadas de séries que vêm movimentando o mercado editorial, além de novos volumes de fantasia capazes de expandir universos já conhecidos e aprofundar o desenvolvimento de personagens queridos pelo público.

A começar pela tão aguardada continuação da romantasia “A Provação” da autora Abigail Owen, lançada pela editora Paralela. Os Erros dos Deuses (The Things Gods Break), publicado originalmente em outubro de 2025, conta com tradução de Gabriela Araujo, capa dura e 528 páginas, nas quais os deuses querem Lyra morta, mas Hades está disposto a enterrar todos eles para protegê-la.

Lyra Keres definitivamente não imaginava sobreviver à Provação, muito menos vencê-la… e acabar se tornando a rainha do Submundo. A rainha de Hades, o deus da morte que roubou seu coração e fez dela a mulher mais feliz do mundo. Bom, pelo menos até ela ir parar no Tártaro sem querer, acompanhada de Boone.

Agora, trancafiada no abismo em meio a titãs sanguinários, Lyra precisa encontrar uma maneira de se libertar e voltar para Hades. Para escapar, ela vai ter que destrancar os sete cadeados que sustentam a prisão, um para cada deus que participou da titanomaquia. Para complicar a situação, a cada momento que passa, ela começa a questionar a história que ouviu durante toda a vida. Os titãs não são como ela imaginava e juram que o mundo entendeu tudo errado. E Perséfone, que Hades lutou tanto para salvar, está do lado deles.

Quando os titãs revelam uma profecia segundo a qual ela seria a salvação de todos, Lyra percebe que precisa fazer uma escolha. Mas quem está dizendo a verdade? E que caos Hades estará provocando lá em cima para resgatar sua rainha?

Outra aguardada continuação lançada este mês pela editora Morro Branco é o segundo e último volume da duologia “As Dunas de Arawiya” da autora Hafsah Faizal. A romantasia O Príncipe da Morte (We Free the Stars), publicado originalmente em janeiro de 2021, foi lançada no país com tradução de Sara Orofino e 592 páginas, nas quais apresenta o desfecho arrebatador da história de Zafira.

A batalha em Sharr acabou. A floresta de Arz desapareceu. Altair até pode ter sido capturado, mas Zafira, Nasir e Kifah estão a caminho da Fortaleza do Sultão, determinados a concluir o plano que o general começou: restaurar os corações das Irmãs da Antiguidade aos minaretes de cada califado e finalmente devolver a magia ao reino de Arawiya. Mas os recursos e os aliados são poucos, e o reino está tomado pelo medo do retorno do Leão da Noite.

Enquanto a zuma trama para derrotar a ameaça mais sombria de Arawiya, Nasir luta para controlar a magia em seu sangue. Ele tem que aprender a aperfeiçoar seu poder, a brandi-lo não apenas contra o Leão, mas também contra o pai, à mercê do controle do Leão. Zafira enfrenta uma escuridão bem diferente, que fermenta dentro dela por meio de seu laço com o Jawarat. As vozes do livro murmuram, levando-a ao limite de sua sanidade e à beira de um caos que ela não ousa desencadear. Apesar de tudo, Zafira e Nasir encontram um amor que não suportariam perder… Mas o tempo é curto, e para restaurar a ordem, sacrifícios drásticos terão que ser feitos.

Já a editora Plataforma 21 lançou o terceiro e último volume da trilogia “Império do Vampiro” escrita pelo autor best-seller Jay Kristoff. Império da Alvorada (Empire of the Dawn), publicado originalmente em novembro de 2025, foi lançado no país com tradução de Edmundo Barreiros e 1.088 páginas, nas quais apresenta a conclusão épica de uma fantasia adulta sombria com um toque de horror e intrigas.
Gabriel de Léon perdeu tudo: a família, a fé e a última esperança de pôr fim à noite eterna ― o Santo Graal, Dior.

Consumido pela vingança, ao lado de seus leais irmãos, ele parte rumo ao coração devastado do Império Augustino, decidido a ceifar a vida do Rei Eterno. O Último Santo de Prata, porém, ignora que o Graal ainda vive e segue em direção à sitiada capital de Augustin, movido pela tênue esperança de encerrar a morte dos dias para sempre. Mas, enquanto as legiões do Rei Eterno avançam cada vez mais rápido, a traição espreita nos corredores do poder.

Gabriel e Dior serão arrastados para a batalha final que decidirá o destino do Império. E, quando o sol se puser, pelo que pode ser a última vez, não haverá mais ninguém em quem confiar. Nem mesmo um no outro.

Também em julho chega às livrarias o primeiro livro da trilogia “A Revolução Escarlate” da autora best-seller Genevieve Cogman (A Biblioteca Invisível). Escarlate (Scarlat), publicado originalmente em maio de 2023, foi lançado no país pela editora Morro Branco, com tradução de Alessandro Mathias e 312 páginas, nas quais apresenta uma fantasia com vampiros e um toque de ficção histórica, que reinventa o clássico Pimpinela Escarlate.

A revolução é um negócio sanguinário… especialmente quando vampiros estão envolvidos. É 1793 e a Revolução Francesa está a todo vapor. Os vampiros ― em sua maioria ricos e aristocráticos ― têm saciado a sede da guilhotina em grande número.

O misterioso Pimpinela Escarlate, um nobre britânico disfarçado, e sua Liga estão heroicamente resgatando dezenas de aristocratas da execução, sejam eles humanos ou vampiros. E logo eles terão um trunfo na manga: Eleanor Dalton.

Eleanor trabalha como camareira na propriedade de uma baronesa vampira, mas seu maior sonho é um dia se tornar modista. No entanto, quando a baronesa recebe um misterioso nobre e sua esposa, eles percebem que Eleanor é a cópia exata de uma aristocrata francesa e a convencem a viajar para a França para auxiliar em um plano ousado.

Em pouco tempo, Eleanor se vê em Paris, envolvida em magia, intriga ― e caos ―, além de seus sonhos mais selvagens. Mas há mais a temer do que revolucionários fervorosos. Eleanor acaba tropeçando em uma guerra centenária entre os vampiros e seus inimigos mais ferozes. E eles estão sedentos por sangue.

Outro lançamento da editora Morro Branco é a nova fantasia jovem adula em volume único da premiada autora Naomi Novik. Vencedor do prêmio Locus, Tecendo Prata (Spinning Silver), publicado originalmente em julho de 2018, conta com tradução de Alessandro Mathias e 440 páginas, nas quais apresenta o reconto de Rumpelstiltskin, um adorado conto de fadas.

A magia sombria tomará o lar delas?

Miryem é filha e neta de agiotas, mas seu pai é bondoso demais para cobrar as dívidas. A família enfrenta a pobreza, até que Miryem endurece o próprio coração e assume o trabalho dele na aldeia. Seu sucesso faz surgir rumores de que ela pode transformar prata em ouro, o que atrai o próprio rei feérico do inverno. Ele lhe impõe um desafio impossível ― e, se falhar, ela morrerá. Ainda assim, se triunfar, o destino pode ser pior que a morte. Em sua tentativa desesperada de vencer, Miryem tece sem querer uma rede que envolve também a infeliz filha de um lorde.

O pai de Irina trama casá-la com o tsar, e pagará qualquer preço para alcançar esse objetivo. No entanto, o deslumbrante tsar não é o que parece. E o segredo que ele esconde ameaça consumir tanto as terras dos mortais quanto as do inverno. Divididas entre escolhas mortais, Miryem e Irina partem numa jornada que as levará aos limites do sacrifício, do poder e do amor."

Numa mistura de fantasia e mistério com um toque de realismo mágico, chega às livrarias o best-seller do autor japonês Keigo Higashino. A Pequena Loja dos Grandes Milagres (The Miracles of the Namiya General Store), publicado originalmente em março de 2012, foi lançado pela editora Arqueiro, com tradução de Livia de Almeida e 336 páginas, nas quais apresenta uma história envolvente e emocionante sobre viagens no tempo e o peso das decisões humanas.

Exatamente da meia-noite até o amanhecer, a caixa de conselhos da Mercearia Namiya será reaberta por apenas uma noite…

Quando se escondem numa loja abandonada após cometer pequenos delitos, três jovens ladrões são surpreendidos ao ver uma carta entrando por uma fresta na porta da frente, embora não haja ninguém do lado de fora.

A carta, datada de décadas atrás, contém um singelo pedido de ajuda que dará início a uma jornada inesperada de reflexão e autodescoberta.

Ao longo de uma noite mágica, eles assumem o papel do antigo dono da loja, o bondoso Sr. Namiya, que dedicou seus últimos anos de vida a oferecer conselhos a quem lhe escrevesse em busca de orientação.

Envolvidos pelos pedidos que não param de chegar, esses inusitados heróis estão longe de ser um poço de sabedoria, mas decidem responder as cartas e dar conselhos sinceros que transformarão vidas – incluindo as suas próprias.
Vencendo as barreiras do tempo, o breve retorno às atividades da Mercearia Namiya é uma prova de que o acaso sempre encontra um jeito de colocar as pessoas certas no lugar certo, mesmo que elas não saibam disso.

Ficção científica mistura tecnologia e mistério

Entre os destaques do mês também está uma ficção científica que combina elementos tecnológicos com uma atmosfera de suspense e investigação. A obra promete explorar grandes questões sobre humanidade, ciência e futuro enquanto conduz o leitor por uma trama repleta de enigmas.

Dos premiados autores Brandon Sanderson e Mary Robinette Kowal, A Original (The Original), publicado originalmente em setembro de 2020, foi lançado no país pela editora Trama com capa dura, tradução de Ulisses Teixeira e 144 páginas, nas quais em um futuro próximo, os humanos escolhem a vida a um preço.

A tecnologia de nanitos injetáveis é a força vital que corre pelas veias de todo indivíduo que deseja experimentar o mundo através da lente do seu próprio “tema”. Embora a morte por ferimentos mortais ainda seja possível, a vida torna-se mais fácil em uma sociedade em que a automação e a igualdade de renda permitem que as pessoas se dediquem às suas paixões em vez do trabalho tradicional.

Estações de Renovação são oferecidas a todos os cidadãos que cumprem a lei para check-ins semanais, que realizam reparos vitais em troca da privacidade pessoal. Mas o que acontece com aqueles que deixam de comparecer, com aqueles que ousam resistir à imortalidade e correm o risco de serem “editados” sob o olhar de um sistema governamental de vigilância que extrai identidades?

Quando Holly Winseed acorda em um quarto de hospital, com a memória comprometida e uma nova identidade imposta, uma equipe de agentes do governo não perde tempo em declarar seu objetivo. Com a missão de se infiltrar e derrotar o grupo terrorista ICON, os agentes dizem a Holly que agora ela é uma Réplica Provisória e tem uma semana para encontrar e matar sua Original pelo assassinato de seu marido, Jonathan. Se tiver sucesso, assumirá o lugar da Original na sociedade. Se falhar, sua vida chegará ao fim.

O progresso de Holly é monitorado por um contato designado, que lhe fornece informações enquanto ela enfrenta o mundo vazio e mecanizado ao seu redor, descobrindo que outras pessoas veem a vida através do tema que escolheram. Com suas novas habilidades de combate e dedução implantadas, Holly enfrenta tanto os ataques dos terroristas quanto as dúvidas sobre sua própria confiabilidade, à medida que as pistas a conduzem até sua Original ― e até a verdade sobre Jonathan.

No final, um corpo permanece e outro vai embora. Embora as perguntas persistam, uma coisa é certa: a vida nunca mais será a mesma.

Mistérios e thrillers em edições especiais

Quatro novos títulos de mistério e suspense chegam às livrarias prometendo prender a atenção do leitor do início ao fim. Com narrativas cheias de pistas, crimes intrigantes e revelações surpreendentes, esses lançamentos reforçam a força do gênero entre os leitores brasileiros.

O suspense A Anatomia de um Crime (Dissection of a Murder) de Jo Murray, publicado originalmente em maio de 2026, chega às livrarias pela editora Faro Editorial, com tradução de Sandra Martha  Dolinsky e 336 páginas, nas quais nada é o que parece — e ninguém está dizendo a verdade — na história de uma jovem advogada forçada a defender um homem acusado de homicídio contra o mentor que lhe ensinou tudo: seu marido.

Leila Reynolds acaba de receber o caso que pode consagrar sua carreira… ou destruí-la para sempre. O brutal assassinato de um juiz renomado chocou toda a comunidade jurídica.

O principal suspeito é o enigmático Jack Millman. Ele impõe uma condição absurda: só aceita ser defendido por Leila, uma advogada iniciante sem qualquer experiência em homicídios.

Enquanto Jack se tranca em um silêncio perturbador, Leila mergulha numa investigação perigosa para provar a inocência de um homem que parece não querer ser salvo. Mas o maior adversário não está no banco dos réus: do outro lado do tribunal está o promotor mais implacável da cidade _ o seu próprio marido.

O que parecia um processo impossível logo se torna algo muito mais pessoal. Surpreendida por uma _ gura misteriosa do seu passado, Leila descobre que não luta apenas para vencer o julgamento ou salvar seu casamento.

Para manter seus segredos enterrados e sua liberdade intacta, ela terá que decidir até onde está disposta a ir.

Seguindo a linha do mistério e do suspense, a editora Mori lançou a nova edição edição de um clássico da literatura policial. Assassinato no Labirinto (Murder in the Maze), publicado originalmente em 1927, conta com tradução de Carlos Guilherme Silveira e Silva, capa dura, e 240 páginas, nas quais apresenta o primeiro volume da série policial Sir Clinton Driffield do autor J. J. Connington, pseudonimo do britânico Alfred Walter Stewart.

Em Whistlefield, uma tranquila propriedade rural inglesa, um passeio inocente transforma-se em um pesadelo quando dois homens são encontrados mortos dentro de um antigo e intrincado labirinto de sebes. Presa entre corredores verdes e silenciosos, uma testemunha ouve gritos, passos furtivos e o eco de uma violência invisível — e logo percebe que o assassino pode ainda estar à espreita entre os caminhos tortuosos.

À medida que segredos familiares, rivalidades ocultas e ameaças do passado vêm à tona, o labirinto revela-se mais do que um cenário: é o coração de um enigma mortal onde cada pista pode levar à verdade… ou a outro beco sem saída.

Já a editora Unesp lançou o terceiro volume da Coleção Georges Simenon com tradução de André Telles e 506 páginas, que traz ao leitor brasileiro a tradução integral da série Comissário Maigret, que apresenta as clássicas histórias policiais, em ordem cronológica, do mais célebre personagem criado pelo autor belga, o imperturbável comissário Jules Maigret, muitas ainda inéditas no Brasil. 

Neste terceiro volume, o leitor encontrará quatro icônicas histórias, entre elas A Dançarina do Cabaré, na qual dois jovens tentam roubar o clube Gai-Moulin e encontram um cadáver. O corpo some e eles se tornam suspeitos, junto a um francês misterioso. A trama ainda envolve a caçada a um criminoso internacional.

A Taberna dos Dois Tostões, na qual seguindo a pista de um condenado, Maigret investiga um crime antigo em uma taberna no Sena. Entre segredos ocultos pela boemia local, o comissário mergulha em uma trama sombria, marcada por chantagem e pela miséria humana.

A Noite da Encruzinhada, na qual um joalheiro holandês é encontrado assassinado no carro do agente de seguros Michonnet. O carro estava escondido na garagem de seus vizinhos. Maigret investiga os moradores, em uma trama em que ninguém é exatamente quem aparenta ser.

Maigret e os Flamengos, na qual em Givet, Maigret investiga o sumiço de uma jovem ligada aos Peeters. Em meio a tensões sociais e preconceitos, o comissário busca a verdade escondida sob a fachada de respeitabilidade dessa rígida família flamenga.

Há ainda o quarto volume dos novos mistérios do detetive belga Hercule Poirot de Agatha Christie. Inspirada no icônico personagem da Rainha do Crime, a escritora best-seller Sophie Hannah apresenta Os Assassinatos de Kingfisher Hill (The Killings at Kingfisher Hill), publicado originalmente em agosto de 2020. O livro foi lançado no país pela editora HarperCollins, com tradução de Tito Prates e 256 páginas, nas quais recria a atmosfera clássica dos romances policiais do século XX, construindo uma tensão crescente que prende o leitor até a última página. 

Sob um verniz enganoso de perfeição, esconde-se uma rede de segredos e mentiras que ameaçam destruir a harmonia de uma família. É nesse cenário que Poirot é chamado às pressas a luxuosa região de Kingfisher Hill para solucionar um mistério perturbador ― um caso que pode levar uma mulher inocente ao cadafalso. Ele só não esperava que, no caminho, a investigação assumisse contornos ainda mais enigmáticos… e mortais.

No entanto, a caminho da propriedade de Kingfisher Hill, o ônibus é forçado a parar quando uma mulher angustiada exige descer, insistindo que, se permanecer em seu assento, será assassinada. Embora o restante da viagem transcorra sem incidentes, a curiosidade de Poirot é despertada, e seus receios se confirmam mais tarde, quando um corpo é encontrado com um bilhete macabro anexado…

Será que esse novo assassinato e o incidente peculiar no ônibus são pistas para solucionar o mistério de quem matou Frank Devonport? E, se Helen for inocente, conseguirá Poirot encontrar o verdadeiro culpado a tempo de salvá-la da forca?

Mangás: Novas Histórias e Sequências Aguardadas

Julho é um mês especialmente forte para os fãs de mangás, com a chegada de dois novos mangás lançados pelas editoras Panini e NewPop, além dos novos volumes de séries populares lançadas pela editora JBC. O calendário contempla tanto sucessos de longa duração, considerados clássicos do gênero, quanto obras mais recentes que rapidamente conquistaram espaço entre os fãs

Entre os títulos mais aguardados está o volume dezenove da edição Wideban de Inuyasha de Rumiko Takahashi, o segundo volume de Dragon Quest - The Adventure of Dai de Riku Sanjo, o quinto volume da edição BIG de Astro Boy de Osamu Tezuka e  o quarto volume de Kamisama Hajimemashita de Julietta Suzuki. Além do primeiro volume dos mangás Capitão Tsubasa de Yoichi Takahashi e O Melhor Engenheiro do Mundo de Lee HyunMin e Kim HyunSoo.
 
 
 
 
Com a chegada do inverno, os dias mais frios trouxeram o cenário perfeito para leituras aconchegantes e momentos de reflexão. Em vez de seguir uma lista rígida ou participar de alguma maratona, escolhi os livros de acordo com o meu humor, o que tornou a experiência muito mais prazerosa. 
 


Ao mesmo tempo, consegui avançar em duas metas importantes: o projeto Zero TBR, para reduzir a pilha de livros não lidos nas minhas estantes física e digital, e o desafio r/Fantasy do Reddit, que continua ampliando meus horizontes literários. Também cancelei a minha assinatura na Audible.com e consegui resistir aos lançamentos do mês, embora tenha adquerido um livro novo em junho, o volume quatro da light novel “O Único Destino dos Vilões é a Morte”.

Além das leituras, o blog permaneceu ativo com cinco novas publicações, incluindo o anuncio dos vencedores dos prêmios Pulitzer de Literatura e Locus, e outras três publicações voltadas ao universo dos livros. Manter essa frequência de publicações tem sido uma forma de compartilhar descobertas, acompanhar as principais notícias do mercado editorial e registrar minha própria jornada como leitora.

Sem mais demora, vamos as leituras!

Neste mês, li cinco livros bastante diferentes entre si, alternando entre clássicos do mistério, desenvolvimento pessoal, fantasia adulta e infanto juvenil. Escolher livros conforme meu humor ajudou a manter o ritmo de leitura e aos  poucos, sigo preenchendo novas categorias do r/Fantasy e diminuindo a quantidade de livros acumulados nas estantes.

 
Sendo que, comecei o mês com o quadragésimo sétimo livro do meu projeto “Zero TBR”, o icônico O Ladrão de Casaca de Maurice Leblanc. As primeiras aventuras de Arsène Lupin provaram ser divertidas e inteligentes, com tramas atmosféricas cheias de suspense e aventura, mostrando por que o personagem permanece tão popular mais de um século depois de sua criação.

Entre uma ficção e outra, mergulhei no trigésimo quarto eBook do meu projeto “Zero TBR”, O Poder dos Quietos de Susan Cain, um livro de não ficção que propõe uma reflexão sobre introversão. A autora apresenta uma pesquisa detalhada e histórias reais sobre anônimos e personalidades para mostrar como pessoas mais reservadas podem se tornar grandes líderes e ser bem-sucedidas por causa da introversão, e não apesar dela, questionando a valorização excessiva da extroversão na sociedade.

Uma das leituras mais acolhedoras do mês foi o terceiro livro do desafio r/Fantasy, Os gatos do café da lua cheia de Mai Mochizuki, uma fantasia com um toque de realismo mágico, em que gatos utilizam a astrologia para ajudar seus clientes a se conhecerem melhor e buscar a felicidade em um misterioso café.

Já o quarto livro do desafio r/Fantasy foi a antologia Forward, que reuniu seis diferentes histórias de ficção especulativa escrita por renomados autores, que oferecem perspectivas variadas sobre o poder e os perigos que a tecnologia oferece à humanidade.

Fechei o mês com uma leitura mais leve, irreverente e cheia de personalidade com o segundo volume da série infanto juvenil Emily the Strange de Rob Reger e Jessica Gruner. Com um projeto gráfico e estilo de narrativa interessante, Duas Vezes Mais Estranha prova que Emily continua sendo uma protagonista marcante e uma cientista louca, com seu humor peculiar e sua estética inconfundível.

Resumindo, Junho foi um mês equilibrado entre leituras, produção de conteúdo e progresso nos desafios e projetos de leitura. A chegada do inverno trouxe o clima perfeito para aproveitar boas histórias, enquanto o Zero TBR e o r/Fantasy continuaram motivando escolhas diversas. Agora fica a expectativa para julho: novos livros, novos universos e mais um passo rumo às minhas metas de leitura.

Mas, como foi o seu mês de junho? Você leu algum livro interessante? Está curtindo o tempo frio? Eu adoraria ouvir mais sobre isso nos comentários!
Considerado uma das mais prestigiadas distinções do jornalismo e das artes nos Estados Unidos, o Pulitzer, anunciou em maio seus vencedores. A premiação reconheceu reportagens investigativas de grande impacto, obras literárias marcantes e produções artísticas que desafiam narrativas estabelecidas e ampliam debates contemporâneos. 
 


Concedido, há mais de cem anos pela Universidade de Columbia de Nova York, o Prêmio Pulitzer reconhece trabalhos de excelência nas áreas de Jornalismo, Literatura, Drama e Música, que não apenas informam, mas também provocam reflexão, revelam verdades ocultas e registram momentos decisivos da sociedade. Nesta edição, reportagens investigativas, coberturas de relevância pública e produções literárias de destaque reafirmaram o papel essencial da informação de qualidade em um cenário marcado por rápidas transformações e desafios globais. 

Melhor Livro de Ficção

O best-seller Angel Down de Daniel Kraus foi o vencedor de Melhor Livro de Ficção na categoria Literatura, sendo agraciado com uma medalha de ouro e um prêmio no valor de 15 mil dólares. Sendo descrito pelo júri como “um romance eletrizante sobre a Primeira Guerra Mundial, uma obra-prima estilística que mescla gêneros como alegoria, realismo mágico e ficção científica em um todo coeso, narrado em uma única frase.” 

O soldado Cyril Bagger conseguiu sobreviver aos horrores indizíveis da Grande Guerra graças à sua astúcia e dissimulação. Mas seus instintos de sobrevivência são postos à prova definitiva quando ele e outros quatro soldados recebem uma missão mortal: aventurar-se na perigosa Terra de Ninguém para praticar eutanásia em um camarada ferido. O que eles encontram em meio ao campo de batalha devastado, no entanto, não é um homem precisando de misericórdia, mas um anjo caído, aparentemente abatido por fogo de artilharia.

Este ser celestial pode deter a chave para o fim do conflito brutal, mas somente se os soldados conseguirem suprimir seus desejos individuais e trabalharem juntos. À medida que o ciúme, a ganância e a paranoia tomam conta, o grupo é dilacerado por seus demônios interiores, ameaçando transformar seu encontro angelical em uma descida ao inferno. Angel Down mergulha você no coração da Primeira Guerra Mundial e tece uma narrativa polifônica de sobrevivência, maravilhas sobrenaturais e conflitos morais.

Nascido em 7 de junho de 1975 na cidade de Midland em Michigan, Daniel Kraus é autor de séries de TV, filmes, e 22 romances, incluindo Whalefall (2023), Angel Down (2025) e The Living Dead  (2020), além de três romances gráficos e um livro de não ficção com lançamento previsto para 2026.

Vencedor dos prêmios Bram Stoker, Prêmio Scribe e Odyssey, o  escritor best-seller do New York Times, Daniel Kraus é conhecido por suas colaborações com George A. Romero e Guillermo del Toro, com quem coescreveu A Forma da Água, baseado no filme vencedor do Oscar, e Caçadores de Trolls, que foi adaptado para a série da Netflix vencedora do Emmy. Atualmente ele vive com a esposa em Chicago.

Nas demais categorias literárias...

Além da categoria de Melhor Livro de Ficção, o Pulitzer destina mais cinco categorias a área de Literatura, sendo elas Melhor Livro de Não-Ficção, Melhor Biografia, Melhor Memória ou Autobiografia, Melhor Livro de História e Melhor Livro de Poesia.

Entre os premiados deste ano na categoria de Não-Ficção está a obra There Is No Place for Us: Working and Homeless in America do autor e jornalista com doutorado em antropologia, Brian Goldstone. Por meio das histórias “reveladoras e comoventes” (Associated Press) de cinco famílias de Atlanta, a obraexpõe uma nova e preocupante tendência: o aumento dramático do número de trabalhadores sem-teto em cidades por toda a América. Sendo descrita pelo júri do prêmio como “uma façanha de reportagem, análise e narrativa focada nas questões que criaram uma crise nacional de famílias sem-teto entre os chamados trabalhadores pobres”.

Já na categoria História, o vencedor foi o livro We the People: A History of the U.S. Constitution da professora de História Americana e Direito na Universidade Harvard e redatora da revista The New Yorker, Jill Lepore. O livro é descrito pelo júri como sendo “uma narrativa dinâmica e envolvente que investiga por que a Constituição é tão difícil de emendar, incluindo uma análise de emendas notáveis, porém fracassadas, propostas por grupos marginalizados”.

Já o prêmio de melhor Biografia deste ano foi concedido a Pride and Pleasure: The Schuyler Sisters in an Age of Revolution da autora best-seller, roteirista indicada ao Emmy, ensaísta e crítica literária, Amanda Vaill. Segundo o júri do prêmio o livro pode ser descrito como “uma biografia vibrante e detalhada de duas filhas de ricos e influentes proprietários de terras holandeses que marcaram a história de nossa nação, usando o presente para contar sua história e o passado para narrar o desenrolar dramático da Revolução Americana”.

Enquanto que o prêmio de melhor livro de Memória ou Autobiografia foi para a obra Things in Nature Merely Grow da premiada autora Yiyun Li. Sendo descrita pelo Pulitzer como “um relato profundamente comovente e revelador de uma escritora sobre a perda de seu filho mais novo por suicídio, pouco mais de seis anos depois da morte do filho mais velho pela mesma causa; uma memória austera e desafiadora de aceitação que se concentra nos fatos, na linguagem e na persistência da vida”.

Na categoria Poesia o vencedor foi Ars Poeticas da escritora e pesquisadora de literatura Juliana Spahr. Uma coletânea de poemas com meditações líricas sobre a escrita de poesia em tempos de crise ecológica e populismo de direita, na qual segundo o prêmio “a poeta faz um balanço de sua desilusão pessoal, que ela usa para questionar sua relação com sua forma de arte, comunidade e política”.

Confira o anuncio do prêmio e os demais vencedores do Pulitzer no seu site oficial.
Todos os anos, o Prêmio Locus funciona como um termômetro do que há de mais relevante na literatura fantástica. Em 30 de maio de 2026, a Locus Science Fiction Foundation anunciou os vencedores da 55ª edição do prêmio durante o Bay Area Book Festival.
 

Criado em 1971, o Prêmio Locus é uma das mais importantes premiações da literatura especulativa, abrangendo ficção científica, fantasia, horror e categorias relacionadas. Os vencedores são escolhidos por votação popular entre os leitores da revista Locus, tornando o prêmio um reflexo direto das obras que mais impactaram a comunidade de fãs e especialistas.

Em 2026, os resultados reforçam a diversidade criativa do gênero e apontam para um futuro em que diferentes vozes, culturas e perspectivas ocupam o centro da ficção especulativa mundial, com histórias que exploram inteligência artificial, mitologia, identidade cultural, memória e narrativas experimentais. Infelizmente, nenhum dos vencedores deste ano tem previsão para serem lançados no país. No entanto, alguns dos autores premiados já são conhecidos dos leitores brasileiros.

Principais vencedores do Prêmio Locus 2026

O grande vencedor deste ano da categoria de ficção científica apresenta uma narrativa metalinguística que apresenta um livro dentro de um livro que dilui a linha tênue entre escrever e ser escrito. Death of the Author de Nnedi Okorafor (Binti), publicado originalmente em janeiro de 2025, mistura, em suas 448 páginas, afrofuturismo, inteligência artificial e reflexões sobre autoria, identidade e tecnologia.
 
 
O futuro da narrativa chegou. 

Deficiente, sem vontade de casar e mais interessada em escrever do que em uma carreira lucrativa na medicina ou no direito, Zelu sempre se sentiu a excluída de sua grande família nigeriana. Sua vida vira de cabeça para baixo quando, em meio ao luxuoso casamento caribenho de sua irmã, ela é demitida sem cerimônia de seu emprego na universidade e, para piorar a situação, seu romance é rejeitado por mais uma editora. 

Com sua carreira e seus sonhos destruídos de uma só vez, ela decide escrever algo apenas para si mesma. O resultado é completamente diferente dos romances literários e tranquilos que até então haviam marcado sua carreira discreta. É uma epopeia futurista onde androides e inteligência artificial travam uma guerra nas ruínas tomadas pela vegetação da civilização humana. Ela a chama de Robôs Enferrujados. 

Quando Zelu finalmente encontra a coragem para compartilhar seu estranho romance, ela não imagina que está prestes a embarcar em uma jornada transformadora — uma jornada que a catapultará para o estrelato literário, mas que também poderá destruir tudo o que seu livro deveria ser. De Chicago a Lagos, até os confins do espaço, o romance de Zelu mudará o futuro não apenas da humanidade, mas também dos robôs que virão depois.

Na categoria de Melhor Fantasia, a obra vencedora foi The Everlasting da autora best-seller Alix E. Harrow (As Dez Mil Portas), que combina construção de mundo sofisticada, mitologia e uma reflexão sobre como histórias moldam sociedades e memórias coletivas. O livro, publicado originalmente em outubro de 2025, narra em suas 320 páginas a história da dama-cavaleiro cuja lenda construiu uma nação, e do historiador covarde enviado de volta no tempo para garantir que ela cumpra seu papel — mesmo que isso parta o seu coração.

Já na categoria de Melhor Horror, o prêmio foi para The Buffalo Hunter Hunter do mestre do terror Stephen Graham Jones (Temporada de Caça), um romance histórico arrepiante que narra a vida de um vampiro que assombra os campos da reserva Blackfeet em busca de justiça. Também vencedor dos prêmios Nebula e Bram Stoker de 2025, o livro, publicado originalmente em março de 2025, mistura, em suas 448 páginas, horror sobrenatural, história e identidade indígena.

Quanto aos demais vencedores, o segundo volume da trilogia sci-fi Moonstorm, Starstrike de Yoon Ha Lee levou o prêmio na categoria de melhor livro Jovem Adulto, enquanto que a releitura arrepiante do conto Barba Azul, Sour Cherry de Natalia Theodoridou foi premiado como melhor Livro de Estreia do ano. Já The River Has Roots de Amal El-Mohtar (É assim que se perde a Guerra do Tempo) venceu na categoria de Melhor Novella, We Begin Where Infinity Ends de Somto Ihezue venceu na categoria de melhor Novelette, In My Country de Thomas Ha na categoria de melhor História Curta, We Will Rise Again de Karen Lord, Annalee Newitz & Malka Older na categoria de melhor Antologia, e Uncertain Sons and Other Stories de Thomas Ha na categoria de melhor Coleção.

Vencedores do Locus no Brasil

No país foram publicados inúmeros livros, contos e antologias vencedores de diversas categorias do Prêmio Locus. Entre eles os clássicos da ficção científica Os Próprios Deuses e Limites da Fundação de Isaac Asimov, Encontro com Rama de Arthur C. Clarke, Os Despossuídos e A Narrativa de Ursula K. Le Guin, Guerra Sem Fim de Joe Haldeman, O Orador dos Mortos de Orson Scott Card, Hyperion, A Queda de Hyperion e Endymion de Dan Simmons. Assim como O Livro do Juízo Final de Connie Willis, Boneshaker de Cherie Priest, Redshirts e A Sociedade de Preservação dos Kaiju de John Scalzi, O Fim da Morte de Cixin Liu, Espada Ancilar e Misericórdia Ancilar de Ann Leckie.

Sendo que entre as melhores novelas de ficção científica estão É assim que se perde a Guerra do Tempo de Amal El-Mohtar & Max Gladstone, Alerta Vermelho e Condição Artificial de Martha Wells, Nightflyers de George R. R. Martin. Enquanto que entre as melhores histórias curtas, coleções e antologias estão a história curta Sonhos de Robô de Isaac Asimov, as novelletes O Homem Bicentenário de Isaac Asimov e Filhos de Sangue de Octavia E. Butler, as coletâneas Os Cinco Caminhos para o Perdão de Ursula K. Le Guin, História da sua Vida e Outros Contos e Expiração de Ted Chiang e Gata Branca, Cão Preto de Kelly Link.

Na categoria fantasia temos os livros O Silmarillion de J. R. R. Tolkien, A Garra do Conciliador e A Espada do Lictor de Gene Wolfe, As Brumas de Avalon de Marion Zimmer Bradley, As Crônicas de Âmbar: Tomo II - Sinal do Caos de Roger Zelazny, Tehanu: O Nome da Estrela e Lavínia de Ursula K. Le Guin, A Guerra dos Tronos, A Fúria dos Reis, A Tormenta de Espadas e A Dança dos Dragões de George R. R. Martin. Assim como Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban de J. K. Rowling, Deuses Americanos, O Oceano no fim do Caminho e Os Filhos de Anansi de Neil Gaiman, O Imperador Goblin de Katherine Addison, Enraizados de Naomi Novik, Todos os pássaros no Céu de Charlie Jane Anders,  O Céu de Pedra e Nós somos a Cidade de  N. K. Jemisin, e Babel de R. F. Kuang.

Sendo que entre as melhores novelas, antologias e coletâneas de fantasia estão a novela De Volta para Casa de Seanan McGuire, a antologia Crônicas de Espada e Feitiçaria de Gardner Dozois, e as coletâneas Tripulação de Esqueletos de Stephen King, Contos de Terramar de Ursula K. Le Guin, Coisas Frágeis e Alerta de Risco de Neil Gaiman.

Já na categoria Horror temos os livros A Hora das Bruxas de Anne Rice, Desespero e Saco de Ossos de Stephen King, Mestre das Chamas de Joe Hill, Changeling de Victor LaValle, O Chalé no Fim do Mundo de Paul Tremblay, Leopardo Negro, Lobo Vermelho de Marlon James, Gótico Mexicano de Silvia Moreno-Garcia, e A Queda da Casa Morta de T. Kingfisher.

O Locus também contempla os mais notáveis livros de estreia em ficção científica e fantasia, entre eles Contato de Carl Sagan, Jonathan Strange & Mr Norrell de Susanna Clarke, Temeraire: O Dragão de sua Majestade Naomi Novik, Os Cem Mil Reinos de N. K. Jemisin, O Circo da Noite de Erin Morgenstern, Justiça Ancilar de Ann Leckie, Gideon, a Nona de Tamsyn Muir, Elatsoe de Darcie Little Badger,  Mestre dos Djinns de P. Djèlí Clark.

Assim como os melhores livros infantojuvenis, entre eles Coraline e O Livro do Cemitério de Neil Gaiman, Um Chapéu Cheio de Céu de Terry Pratchett, Leviatã: A Missão Secreta de Scott Westerfeld, A Menina que Navegou ao Reino Encantado no Barco que Ela Mesma Fez de Catherynne M. Valente, Meio Rei de Joe Abercrombie, e Guerreira Akata de Nnedi Okorafor.

Historicamente, muitos livros premiados pelo Locus também conquistam reconhecimento em premiações como o Hugo e o Nebula. Para quem deseja descobrir o que há de mais inovador na literatura fantástica contemporânea, a lista de vencedores do Locus costuma ser um excelente ponto de partida.

Confira a lista completa de finalistas e vencedores do Prêmio Locus em seu site oficial.
Estão abertas as inscrições para o Prêmio Kindle de Literatura, que busca descobrir e celebrar novas vozes da literatura brasileira, além de premiar os vencedores com a quantia de 50 mil reais.
 

Em sua 11ª edição, o prêmio, organizado pela Amazon em parceria com o Grupo Editorial Record, a Audible e a TAG Experiências Literárias, irá contemplar obras escritas em língua portuguesa, por autores residentes no Brasil, na categoria Ficção/Romance. Sendo que, entende-se por “romance” uma narrativa ficcional longa que podem ser classificadas em diversas subcategorias, como fantasia, ficção científica, suspense, romance histórico, entre outras.

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas até o dia 31 de agosto de 2026, no site oficial do concurso. Participando apenas obras inéditas em qualquer meio (impresso ou eletrônico), não podendo ser relacionadas a outras obras do mesmo autor ou de autores diferentes (inclusive no que diz respeito aos personagens, que devem ser inéditos), e não podem fazer parte de uma série.

Para concorrer os candidatos deverão publicar seu livro em formato digital de forma independente na Amazon.com.br por meio da ferramenta Kindle Direct Publishing (KDP). A publicação de livros digitais pela ferramenta KDP é gratuita para o autor, que será remunerado pelos exemplares vendidos pelo site da Amazon. Para que um livro digital seja elegível ao Prêmio, o autor deve inscrevê-lo no programa KDP Select, cadastrá-lo exclusivamente na categoria de “Literatura e Ficção” e inserir o termo PremioKindle como uma das opções das palavras-chaves durante o processo de publicação.

As obras inscritas serão analisadas por uma comissão julgadora, cujos critérios para análise serão o mérito literário e viabilidade comercial. Serão pré-selecionadas 08 obras, cujos autores participarão de uma entrevista de 15 minutos conduzida pela Amazon e pelo Grupo Editorial Record, com o objetivo de avaliar a viabilidade comercial. Durante a entrevista, o autor deverá fazer uma breve apresentação pessoal e apresentar a obra selecionada.

Dentre as obras pré-selecionadas, o júri escolherá cinco finalistas, que serão divulgados entre os dias 23 a 27 de novembro de 2026, enquanto que o vencedor será apresentado ao público na Cerimônia de Premiação a ser realizada no início de 2027. O livro vencedor também terá uma edição impressa pelo Grupo Editorial Record e uma edição exclusiva distribuída como brinde aos associados da TAG Experiências Literárias em seus dois clubes, TAG Inéditos e Curadoria. Sendo que, todos os cinco finalistas terão o seu livro adaptado para audiolivro pela Audible Brasil.

Confira os pré-requisitos e demais condições do prêmio no seu site oficial.
Junho chega com uma seleção de lançamentos capaz de agradar leitores dos mais variados gêneros. De mangás que conquistaram milhões de fãs ao redor do mundo à novas fantasias e romantasias, o mês reúne continuações aguardadas, estreias promissoras e edições especiais que merecem espaço de destaque na estante.
 


Além disso, os leitores encontrarão um suspense de tirar o folego, clássicos da literatura mundial em versões de luxo, uma coletânea de contos que exploram o universo da ficção científica, um guia pelos bastidores da animação japonesa e o primeiro volume de uma fantasia infantojuvenil cheia de magia. Se você está procurando sua próxima leitura, junho oferece opções para todos os gostos. Lembrando que todos esses livros estão disponíveis em versão física e digital na Amazon.

Confira os destaques literários de junho!

Fantasias & Romantasias

O fenômeno das romantasias continua em alta, e os lançamentos de junho refletem essa tendência. O mês apresenta os primeiros volumes de novas séries que unem romance, magia, intrigas políticas, criaturas fantásticas e protagonistas marcantes. Essas obras chegam com a missão de conquistar os leitores apaixonados por narrativas que equilibram aventura épica e relacionamentos intensos.

Entre os destaques estão as sequências de séries que deixaram os leitores ansiosos por respostas. Após finais impactantes, reviravoltas surpreendentes e personagens em situações delicadas, os novos volumes chegam para dar continuidade a narrativas que vêm acumulando elogios da crítica e do público. 

A começar pela tão aguardada continuação da romantasia “A Linguagem dos Dragões” da autora S. F. Williamson, lançada pela editora Galera. A Guerra dos Dragões (A War of Wyverns), publicado originalmente em janeiro de 2026, conta com tradução de Carlos César da Silva e 384 páginas, nas quais a sonhada vida acadêmica de Vivien Featherswallow foi para os ares. A rebelião ― e a guerra ― chegou, e agora traduzir tornou-se um ato de resistência. 

Quem é Vivien Featherswallow?

É o que todo humano e dragão está se perguntando em Britânia, e nem mesmo a própria Vivien sabe exatamente a resposta para a questão. Seria ela a Andorinha, o rosto da rebelião contra o governo corrupto e os invasores dragões búlgaros? Ou seria ela uma língua de latão, uma tradutora prestes a descobrir uma nova língua dracônica? Ou ela é apenas Viv, a garota que perdeu o amor de sua vida enquanto brincava de ser espiã?

A verdade é que Viv não sabe direito, mas o que ela sabe é que precisa partir para o combate. E ela não está indo de mãos vazias: Viv tem um aparelho que a permite ouvir os pensamentos dos dragões, e também um diário contendo pistas de uma língua dracônica nunca antes traduzida. Além disso, conta com a vontade de vingar seu amor perdido. Tudo isso a leva a ir atrás dos misteriosos wyverns das Ilhas Hébridas, na esperança de tentar convencê-los a se unir aos rebeldes na guerra.

Viv não vai demorar a descobrir que, mesmo que as palavras e a tradução sejam armas, não serão o suficiente para levá-la à vitória ― e nem a ter todas as respostas sobre quem ela realmente é.

Outra aguardada continuação lançada este mês pela editora Galera é o segundo volume da duologia “Reino dos Remanescentes” da autora Julie Johnson. A romantasia Sea Spinner: O Guardião da Água, publicado originalmente em abril de 2026, foi lançada no país em duas edições, uma em capa comum e outra com tiragem limitada em capa dura e pintura trilateral, ambas com tradução de João Pedroso e 476 páginas, nas quais cercada de inimigos à espreita, prontos para atacar, Rhya descobre que algumas escolhas exigem sacrifícios irreversíveis.

Ela é vento indomável. Ele, água profunda e implacável. Juntos são capazes de despertar uma força tão irresistível quanto letal.

Algo mudou em Rhya Fleetwood após a batalha no Fyremas. Seu corpo agora abriga uma força indomável que pulsa a cada batida do coração. O poder que crepita sob sua pele carrega luto, fúria e instabilidade. Caeldera jaz em ruínas. Os aliados de Rhya estão mortos ou feridos. E Pendefyre, o rei recém-coroado em meio à destruição, tornou-se uma presença distante, consumido pelo peso da coroa. O Remanescente do Fogo precisa dedicar cada segundo de seu tempo ao reino, ao povo e à chama incandescente de vingança que ameaça consumi-lo por completo.

Quando uma reviravolta do destino conduz Rhya ao último lugar que poderia imaginar, a Corte da Água, a jovem guardiã do vento se vê obrigada a confrontar os limites de sua magia e a questionar em quem realmente pode confiar. É nesse cenário que surge Soren de Llyr, o rei das marés. Ele é tudo que Pendefyre não é: aberto, direto e disposto a ensinar. Quanto mais ele revela sobre o poder ancestral que os conecta, mais Rhya passa a duvidar de tudo ― de seu papel como Remanescente, de seus próprios desejos e do futuro que a aguarda na guerra que se aproxima.

Há ainda o sétimo volume da série “A Twisted Tales”, que exploram versões alternativas das histórias que inspiraram as famosas animações da Disney. Mulan às Avessas (Reflection) de Elizabeth Lim, foi publicado originalmente em março de 2018, tendo sido lançado no país pela editora Universo dos Livros com Flávia Yacubian e 320 páginas, nas quais explora a possibilidade do que aconteceria se Mulan precisasse viajar até o Mundo dos Mortos.
 
Fa Mulan tem coração de guerreira e é capaz de tudo para proteger seus entes queridos, incluindo ir à guerra no lugar de seu pai doente, disfarçada como um soldado chamado Ping. E quando o capitão de seu regime, Li Shang, leva um golpe para protegê-la, Mulan sabe que precisa fazer de tudo ao seu alcance para ajudá-lo a sobreviver ao ferimento mortal… mesmo que isso signifique aceitar uma missão penosa até o Mundo dos Mortos, o Diyu.

O rei Yama, regente do Diyu, não vai facilitar a jornada. Com ajuda do guardião leão de Shang, Mulan precisa atravessar o Mundo dos Mortos, enfrentar obstáculos quase impossíveis e trazer Shang de volta antes do pôr do sol ― ou permanecer no Diyu para sempre. E não só isso: Mulan ainda está disfarçada de Ping, em dúvida sobre a decisão de revelar sua verdadeira identidade, principalmente depois de ter ficado tão próxima de Shang. O tempo é crucial. Será que Mulan vai conseguir salvar Shang ― e ela mesma ― antes que seja tarde demais?

Já a editora Gutenberg lançou o terceiro e último volume da trilogia “Mousai” escrita pela premiada autora E. J. Mellow. A romantasia que combina fantasia sombria, romance e intrigas, Sinfonia do Trono Mortal (Symphony for a Deadly Throne), publicado originalmente em fevereiro de 2023, foi lançado no país com tradução de Vanessa Thiago e 336 páginas acompanha uma jovem dividida entre o homem que ama e o reino que chama de lar.

No oculto Reino do Ladrão, onde identidades são mercadorias e segredos valem mais que ouro, o jovem Zimri perde tudo em uma única noite ― inclusive seus pais. Levado ao palácio do enigmático Rei Ladrão, ele é forçado a jurar lealdade a um trono envolto em magia e mistério. Anos depois, Arabessa, filha do rei e portadora de um poder raro ligado à música, descobre fragmentos de um passado capaz de mudar tudo o que conhece ― inclusive seu destino.

À medida que memórias ocultas vêm à tona e alianças perigosas se formam, os caminhos de Zimri e Arabessa se entrelaçam em uma trama de amor, poder e traição. Em um mundo onde emoções podem ser manipuladas e segredos têm preço, cada escolha pode redefinir o destino ― ou destruí-lo completamente.

Falando em romantasia, chega às livrarias em junho o primeiro livro da duologia jovem adulta “Os Descendentes do Zodíaco” da autora Katie Zhao. A Ascensão do Zodíaco (Zodiac Rising), publicado originalmente em outubro de 2024, foi lançado no país pela editora Livros da Alice, com tradução de Edmundo Barreiros e 440 páginas, nas quais apresenta uma romantasia com um toque de dark academia, onde o maior risco não é falhar… e sim confiar em alguém.

Na prestigiada Academia dos Ramos Terrenos, os herdeiros das linhagens do zodíaco chinês são treinados para dominar habilidades extraordinárias.

Um lugar fascinante e sombrio, onde poder e conhecimento caminham lado a lado com segredos e perigos, rivalidades antigas e regras rígidas. Na escola, os Descendentes aprendem não só suas habilidades sobrenaturais, mas também a sobreviver em um mundo que nunca esqueceu suas origens nem suas dívidas.

Quando Julius Long, um dos alunos, é brutalmente assassinado, um grupo de adolescentes se vê obrigado a unir forças. A vampira Evangeline, o metamorfo Nicholas, Tristan, o lobisomem, e Alice, a mortal. Dotados de mentes brilhantes, estrategistas implacáveis e figuras perigosas, tão instáveis quanto os próprios poderes, eles mergulham em uma missão na qual cada passo revela novas camadas de intrigas, corrupção e desejos ocultos.

Errar pode ser fatal. À medida que a missão avança, o perigo se aproxima. Emoções intensas, desejos vindo à tona e lealdades divididas tornam cada escolha um risco para todos.

Há ainda o novo lançamento da editora Alt, o primeiro volume da romantasia gótica da autora estreante Heba Al-Wasity. Weavingshaw: O Lar dos Segredos, publicado originalmente em fevereiro de 2026, conta com tradução de Carolina Cândido e 368 páginas, nas quais apresenta uma história sobre uma jovem que consegue ver os mortos faz um pacto com um negociante de segredos sombrios, magnético e perigoso, para salvar a vida de seu irmão.

O Santo do Silêncio troca moedas por cada confissão sórdida que lhe é revelada.

Quanto mais sombrio o segredo, maior o valor a ser recebido. Leena Al-Sayer, uma jovem refugiada, guarda um a sete chaves ― algo que a assombra desde os dezessete anos: ela pode ver os mortos.

Quando seu irmão adoece, ela sabe o que precisa fazer para ter meios de curá-lo, mas o segredo de Leena é mais valioso para o Santo do que ela poderia imaginar. Para conseguir o remédio de seu irmão, a garota terá que fazer um acordo e encontrar o fantasma que o Santo procura. Todos os caminhos levam a Weavingshaw, uma propriedade amaldiçoada que, com o tempo, parece aprisioná-los. À medida que Leena se aproxima do Santo e mergulha em seu mundo repleto de perigo, engano e desejo, descobre que ele também tem algo a esconder. Em Weavingshaw , segredos valem mais que ouro ― e podem custar a própria alma.
 

Numa mistura de fantasia e horror, chega às livrarias o primeiro volume da mais nova série do autor best-seller Joe Abercrombie. Os Demônios (The Devils), publicado originalmente em maio de 2025, foi lançado pela editora Aleph, com tradução de Ulisses Teixeira e 676 páginas, nas quais apresenta personagens marcantes que prometem fazer o inferno na terra, diálogos temperados com um humor que brilha aos olhos e cenas de ação envolventes e intensas.
 
A Europa está à beira do abismo. A peste e a fome assolam a terra, criaturas sobrenaturais espreitam em cada sombra, príncipes gananciosos não dão a mínima para nada além das próprias ambições. E os elfos estão voltando, prontos para devorar quem se puser em seu caminho. Isso é certo.

É nesse cenário que um desafortunado sacerdote deve se juntar a uma congregação de assassinos impenitentes, de praticantes das Artes das Trevas e de monstros condenados. Tudo em prol de uma causa maior: proteger uma ladra enquanto se dirigem a Troia, colocá-la no trono imperial e unir a Santa Igreja contra o apocalipse que se avulta pelo continente.

A vocação sagrada por vezes requer atos profanos. Quando se está passando pelo inferno, o melhor então é que os demônios estejam ao seu lado.

Uma nova fantasia infantojuvenil inicia sua jornada

Entre as estreias do mês, destaca-se o primeiro volume de uma fantasia infantojuvenil com um universo rico em possibilidades e personagens carismáticos. A obra tem potencial para conquistar tanto leitores jovens quanto adultos que apreciam histórias repletas de imaginação.

A Magia Perdida de Sparrow Xia (The Missing Magic of Sparrow Xia) de Leia Ham, publicado originalmente em junho de 2019, foi lançado pela editora Faro Editorial, com tradução de Nathália Rondán e 272 páginas, nas quais apresenta o início de uma aventura épica sobre amizade, autodescoberta e a força mágica que se revela nos lugares mais inesperados.
 
Uma Corrida contra o tempo para salvar o que há de mais precioso: A Própria Magia.

Para Sparrow Xia, o poder se parece com fogo: faíscas incandescentes dançando na ponta dos dedos ou as chamas ardentes que seu irmão Ainsley domina com maestria. Em um mundo onde a magia floresce apenas nas crianças e desaparece na vida adulta, ser uma rara maga do fogo deveria lhe dar todas as vantagens. No entanto, Sparrow se sente uma fraude. Sua magia é tão fraca que ela mal consegue produzir mais que a chama de um fósforo. Entrar na Academia Zenith é sua última chance de transformar aquela fagulha insignificante em algo poderoso, algo especial. 

Enquanto Sparrow luta para dominar seu dom, uma doença misteriosa começa a se infiltrar na escola, drenando silenciosamente a magia dos alunos. Junto com seus novos amigos, ela embarca na busca por uma cura ― e descobre que, quando a magia significa poder, algumas pessoas estão dispostas a medidas extremas e cruéis para mantê-la sob controle.

Clássico da literatura mundial em edições de luxo

Para os colecionadores e admiradores da literatura clássica, junho traz novas edições especiais de três obras fundamentais da literatura mundial. Com acabamento de luxo e projetos gráficos de alta qualidade, essas versões valorizam textos que atravessaram gerações e continuam influenciando leitores e escritores em todo o mundo. Além de serem excelentes opções para presentear aqueles que desejam revisitar grandes obras ou conhecê-las pela primeira vez.

O primeiro deles é um dos romances mais ambiciosos e eletrizantes da literatura mundial, que transforma o mar no palco de luta, redenção e transformação agora em uma edição bolso de luxo lançada pela editora Companhia das Letras. Como parte da coleção “Clássicos Zahar”, Moby Dick, ou a baleia de Herman Melville, publicado originalmente em 1851, conta com apresentação de Ligia Gonçalves Diniz, tradução de Bruno Gambarotto, capa dura e 872 páginas.
 
Qual é o limite da busca por vingança na caça a uma baleia que parece guardar os segredos e mistérios de um mundo que, cada vez mais, é desbravado e conquistado pela força humana? Neste clássico de Herman Melville, embarcamos no baleeiro Pequod, de Ahab, o capitão sanguinário e ensandecido, que conduz uma perseguição brutal e trágica, arrastando consigo tripulantes de diferentes nacionalidades e etnias a seguir sua obsessão: matar a baleia branca que o feriu.

Em meio a tanto desvario, cabe a Ismael, narrador e sobrevivente, dar sentido e forma a esta história que ultrapassa uma simples caçada. Moby Dick imprime contornos filosóficos e sensíveis a uma jornada que revela a vulnerabilidade, o medo, o delírio dos homens e, sobretudo, a consciência crítica que é capaz de emergir em meio à ânsia de dominação da natureza. 

Um dos maiores clássicos da ficção científica também ganhou uma nova edição lançada pela selo Medo Clássico da editora Darkside Books. Inicialmente publicado no formato seriado de folhetim e depois reunido num único volume em 1897, O Homem Invisível (The Invisible Man) é o quarto romance de ficção especulativa da prolífica carreira de H. G. Wells. Esta edição em capa dura conta ainda com ilustrações inéditas de Elena Bueno Ventura, tradução de Reinaldo José Lopes e 272 páginas.

Um homem misterioso chega a uma pousada numa pacata vila inglesa durante uma tempestade de neve. Ele usa luvas, chapéu de abas largas, um casaco de mangas compridas, e seu rosto está totalmente coberto por ataduras, exceto por uma prótese no nariz. Recluso e introvertido, passa a maior parte do tempo em seus aposentos, trabalhando com produtos químicos e aparelhos de laboratório. Sua única exigência é que o deixem em paz.

Enquanto o estranho se enclausura em seus experimentos, a vila passa a girar em torno de sua presença inquietante. Há algo errado, algo que ninguém consegue nomear, mas todos conseguem sentir. O que parecia apenas excentricidade logo se revela algo muito mais inquietante e pode trazer consequências tão imprevisíveis quanto perigosas.

Junto com os clássicos A Máquina do Tempo e A Ilha do Doutor Moreau, O Homem Invisível ajudou a consagrar o autor H. G. Wells como um dos mestres da ficção científica moderna, lido, comentado e adaptado há mais de um século. Notável por sua inventividade, suspense e nuances psicológicas, sua obra continua a cativar os fãs de ficção científica hoje, assim como fez com o público leitor há mais de cem anos. 

Já o clássico Don Juan do poeta Lord Byron, publicado originalmente em 1819, ganha sua primeira tradução integral para a língua portuguesa em comemoração ao bicentenário do poeta. O livro, lançado no país pela editora Autêntica, conta com tradução de Lucas Zaparolli de Agustin, capa dura e 688 páginas.

Para Byron, só se vive uma vez. Por isso, cultivou a liberdade acima de tudo. Quando se tornou o poeta mais famoso da época, celebridade e estilo de vida, alguns anos antes de sua morte como herói na Grécia, decidiu criar uma obra além do bem e do mal. Assim, adotando um dos personagens mais icônicos da modernidade, o mito de Don Juan, elaborou um poema único, um épico que aborda os mais diversos temas, ora de forma satírica, ora filosófica, e sempre irônica. 

Na verdade, a narrativa, o enredo e o personagem são pano de fundo para a voz byroniana que narra a história, a qual se aproveita do conto para tecer uma camuflada autobiografia do poeta e para brindar seus amigos, criticar seus desafetos, satirizar versos alheios, ironizar os costumes das nações pelas quais o ingênuo Juan passa impelido pelas vicissitudes do destino como marionete do narrador, com seu gênio sapiencial e cômico. 

Byron via esta sua obra-prima como uma aurora boreal versificada, por conter todas as cores e ser infinita em sua intensidade e em sua incompletude.

Mistérios e thrillers em edições especiais

Os  fãs de thrillers modernos e romances policiais clássicos também encontrarão novidades nas livrarias, com o lançamento de um novo suspense e das novas edições de três clássicos do mistério, que destacam o legado de autores responsáveis por moldar o gênero como o conhecemos hoje.

Um dos livros de suspense mais esperados do ano é o mais novo lançamento do autor best-seller Stuart Turton (As Sete Mortes de Evelyn Hardcastle). Numa mistura de mistério e distopia, O Último Assassinato no Fim do Mundo (The Last Murder at the End of the World), publicado originalmente em março de 2024, chega às livrarias pela editora Astral Cultural, com tradução de João Rodrigues e 336 páginas, nas quais Em a humanidade será extinta em 107 horas … a menos que eles descubram quem cometeu o último assassinato no fim do mundo.

Após uma névoa mortal se espalhar pelo planeta e destruir tudo em seu caminho, apenas uma pequena ilha na Grécia se mantém intocada. Nela, cento e vinte dois aldeões e três cientistas são o que resta da humanidade.

Protegidos por um sistema de segurança que os blinda da névoa, os aldeões vivem em pacífica harmonia: pescam, cultivam e festejam, sempre seguindo à risca o que os cientistas mandam. Até que uma das cientistas é brutalmente assassinada a facadas e sua morte acaba por desativar a barreira que protegia a ilha.

Agora, eles têm poucos dias para solucionar o mistério em torno do crime e restabelecer a blindagem de proteção. Mas a mesma falha que desativou o sistema de segurança também apagou a memória de todos sobre o que aconteceu na noite anterior, o que significa que alguém na ilha é o assassino ― e talvez nem sequer saiba disso. Enquanto isso, a névoa mortal se aproxima cada vez mais… 

Já a editora Rocco lança o oitavo volume da série “Cormoran Strike” de Robert Galbraith, que leva a história de Strike e Robin a outro nível. O Homem Marcado (The Hallmarked Man), publicado originalmente em setembro de 2025, foi lançado no país com 960 páginas e tradução de Edmundo Barreiros e Ryta Vinagre.

Um corpo desmembrado é encontrado no cofre de uma loja de prataria. Inicialmente, a polícia supõe se tratar de um ladrão conhecido, mas nem todos acreditam nessa teoria, principalmente Decima Mullins, que pede ajuda ao detetive Cormoran Strike. Ela tem certeza de que o cadáver encontrado no cofre é do seu namorado, que desapareceu repentina e misteriosamente.

No entanto, quanto mais Strike e sua sócia, Robin Ellacott, investigam o caso, mais enigmático ele fica. O estabelecimento não é uma loja qualquer: ele está localizado ao lado do Freemasons’ Hall e é especializado em prataria maçônica. Além disso, o ladrão e o namorado de Decima não são os únicos que se encaixam na descrição do morto misterioso: a investigação revela que há outros homens com o perfil que procuram.

Conforme o caso fica mais complicado e perigoso, Strike encara outro dilema: Robin parece cada vez mais comprometida em seu relacionamento com o agente de investigação criminal Ryan Murphy, mas o impulso de Strike de se declarar à sócia se torna cada vez mais urgente.

Seguindo a linha do mistério e do suspense, a editora HarperCollins Brasil lançou mais uma edição do seu “Clube do Crime”, coleção que resgata clássicos inéditos ou pouco conhecidos de suspense e mistério. O Tigre na Neblina (The Tiger in the Smoke), publicado originalmente em 1952, conta com tradução de Marina Vargas, capa dura, e 269 páginas, nas quais apresenta o 14º volume da série policial Albert Campion, a obra-prima de uma das Rainhas do Crime da Era de Ouro da ficção policial, a autora Margery Allingham.

Em uma Londres pós-Segunda Guerra, onde a neblina encobre segredos e traumas, Meg Elginbrodde, prestes a se casar, vê seu futuro ameaçado quando passa a receber fotografias perturbadoras de seu ex-marido, dado como morto durante a guerra.

Ao buscar ajuda do detetive Albert Campion, ela e seu noivo se veem cada vez mais envolvidos em uma teia de mistérios e perigos, enquanto um psicopata conhecido como “Tigre” espalha terror pelas ruas londrinas. Em meio a sequestros, perseguições e assassinatos, Campion mergulha em uma investigação que expõe não apenas a verdade por trás dos eventos, mas também as feridas morais de uma sociedade marcada pela guerra.

Um dos maiores clássicos da literatura de mistério, O tigre na neblina é um retrato psicológico brilhante de uma cidade fragilizada, onde o mal pode assumir formas inesperadas e se esconder onde menos se espera.

Há ainda a nova edição do clássico mundial do suspense que deu origem ao filme de Alfred Hitchcock, escrito pela dupla francesa Pierre Boileau e Thomas Narcejac. Vertigo: Um Corpo que Cai (D'entre les Morts), publicado originalmente em 1954, foi lançado no país pela editora DarkSide Books, com capa dura, tradução de Fernando Paz e 160 páginas, nas quais apresenta uma narrativa que avança como uma espiral: cada nova camada mexe com a possibilidade de encontrar, enfim, a verdade.

Um homem é contratado para vigiar a esposa de um velho amigo. À primeira vista, não há motivo. Nenhuma doença. Nenhuma traição. Nenhuma explicação plausível. Ainda assim, algo escapa. Silêncios súbitos, olhares que se perdem, a sensação inquietante de que aquela mulher luta com algo interno. A vigilância ganha peso, a rotina se distorce. Aos poucos, o olhar de quem investiga deixa de ser confiável e se transforma em obsessão.

A DarkSide® Books resgata este grande clássico do suspense em uma edição especial capaz de gerar vertigem em todos os colecionadores obcecados por livros. Uma obra que se tornou referência mundial no gênero conduzindo o leitor por um território instável, onde percepção e desejo se contaminam o tempo todo. Os autores franceses Pierre Boileau e Thomas Narcejac redefiniram o suspense psicológico ao deslocar o mistério do crime para a mente, do fato para a percepção.

Foi nessa atmosfera densa e perturbadora de Vertigo: Um Corpo que Cai que Alfred Hitchcock extraiu a matéria-prima para um dos seus filmes mais populares. Em Vertigo (1958), com James Stewart e Kim Novak, o diretor mergulha em temas que atravessam toda a sua obra ― o controle, a idealização, o desejo de reconstruir alguém à própria imagem ― e os leva ao limite.

Uma coletânea para fãs de Ficção Científica

Entre os lançamentos do mês está uma coletânea de ficção científica, que reúne dez contos do autor chinês do best-seller mundial “O Problema dos Três Corpos”, Cixin Liu. Cada história de Terra à Deriva (The Wandering Earth), publicada originalmente em julho de 2000, revela o poder e a fragilidade da humanidade diante do cosmos. 

Com imaginação grandiosa e rigor científico, Cixin Liu transforma o futuro em uma odisseia de ideias e emoções que redefinem o que significa sobreviver ― e sonhar ― diante do universo, numa edição lançada pela editora Suma, com 360 páginas e tradução de Leonardo Alves.

Ao coletar dados do Sol, astrofísicos descobrem que o interior da estrela está se transformando e, dentro dos próximos quatrocentos anos, irá explodir de forma violenta, engolindo a Terra. A solução? Construir doze mil turbinas de tamanho inimaginável em toda a Ásia e América do Norte, com a função de primeiro refrear o movimento de rotação do planeta para, a seguir, tirá-lo de órbita. A ideia ― e ponto de partida de “Terra à deriva”, conto que abre este volume ― é fugir do Sistema Solar rumo a Proxima Centauri, a “apenas” 4,3 anos-luz de distância, não em naves, mas carregando o próprio planeta consigo.

Nas histórias de Cixin Liu, catástrofes e feitos de tecnologia costumam ser surpreendentes, e também colossais. Em “Montanha”, uma nave alienígena de “massa equivalente à da Lua”, suga o mar com sua força gravitacional, na “cena mais aterradora, impressionante e magnífica jamais vista pela humanidade”. Já “Sol da China” narra a história de um limpador de janelas que verá seu destino se alterar radicalmente ao ser apresentado ao projeto de um enorme satélite de espelhos, “o maior projeto de engenharia ecológica desde a Grande Muralha Verde”, criado para controlar o clima planetário.

Na obra de Cixin Liu, a ciência e a tecnologia são ferramentas de progresso e destruição; os contatos extraterrenos trazem surpresa ou morte. Mas, em todas as narrativas, a dimensão humana é seu principal motor: seus personagens são impetuosos e frágeis, capazes de amar e de cometer erros, e ditam os destinos dessas histórias fantásticas.

Um guia pelos bastidores da animação japonesa

Fechando a lista de destaques, junho apresenta uma nova obra de não-ficção que guia os leitores em uma jornada pelas histórias, ideias e inspirações por trás dos filmes de um dos visionários mais influentes do cinema, o cineasta japonês Hayao Miyazaki, que cativou o público em todo o mundo com sua emoção, arte e personagens inesquecíveis.

Os Mundos de Hayao Miyazaki (The Worlds of Hayao Miyazaki) de Nicolas Rapold, publicado originalmente em setembro de 2025, foi lançado no país pela editora Belas Letras em uma edição de luxo em capa dura, com design e papéis inspirados na arte japonesa, com centenas de imagens, tradução de Nathalia Andres Rondan e 224 páginas, nas quais explora a rica mistura de influências culturais, históricas e artísticas que moldaram sua narrativa.

Com uma visão aprofundada de seu processo, linguagem visual e temas recorrentes – incluindo natureza, vôo, infância, resistência e renovação, "Os Mundos de Hayao Miyazaki" oferece aos fãs e cinéfilos uma compreensão mais profunda da imaginação por trás da magia. Do folclore japonês e memórias de infância à arquitetura europeia, cinema clássico e comentários políticos, ele revela como a visão profundamente pessoal de Miyazaki criou mundos em camadas que parecem fantásticos e baseados na realidade. 

O cineasta, diretor e artista de anime japonês Hayao Miyazaki é considerado como o "padrinho da animação", com uma produção cultural e um nível de influência que rivalizam com os de Walt Disney. Em 1985, ele cofundou o Studio Ghibli, o estúdio de animação de maior sucesso do Japão, e dirigiu a grande maioria de suas produções mais notáveis.

Seus muitos filmes incluem Meu Vizinho Totoro (1988), A Viagem de Chihiro (2001), O Castelo Animado (2004) e Ponyo (2008), cada um deles um enorme sucesso cult dentro e fora do Japão – A Viagem de Chihiro ainda é o filme de maior bilheteria da história do cinema japonês, além de ter recebido o Oscar de Melhor Filme de Animação.

Mangás populares ganham novos volumes

Os fãs de mangás têm motivos de sobra para comemorar. Junho marca a chegada de seis novos volumes de séries que já conquistaram um público fiel, ampliando tramas repletas de ação, emoção, romance, aventura e personagens inesquecíveis. Para quem acompanha essas histórias desde o início, os novos capítulos lançados pelas editoras JBC, Galera e Panini, prometem momentos decisivos e revelações surpreendentes.

Entre os títulos mais aguardados está o primeiro volume da edição Omnibus de City Hunter de Tsukasa Hojo, o segundo volume de A Noiva do Clã Kyogane de Anju Hino, o quarto volume de Minha história de amor com Yamada-kun nível 999 de Mashiro, o décimo sexto volume de Kusuriya no Hitorigoto - Diários de uma Apotecária de Itsuki Nanao, o volume vinte e nove de Missão: Família Yozakura de Hitsuji Gondaira, e os volumes vinte um e vinte dois de A Heroica Lenda de Arslan de Hiromu Arakawa e Yoshiki Tanaka.

Assim, esses são os lançamentos do mês que mais me chamaram a atenção. Mas e você, quais são os lançamentos que está mais ansioso para ler? Me conta nos comentários.