Mauricio de Sousa se torna membro da Academia Paulista de Letras

sexta-feira, dezembro 10, 2010 Iuçara Soares 0 Comentários


Mauricio de Sousa
O escritor e desenhista Mauricio de Sousa é o mais novo membro da Academia Paulista de Letras (APL), ocupando a cadeira 24 da instituição, que antes pertencia ao poeta e jurista Geraldo de Camargo Vidigal, falecido este ano.

Está é a primeira vez na história da APL que um quadrinista conquista este privilégio, o que pode ser considerado como uma forma de reconhecimento das Histórias em Quadrinhos (HQ) como um tipo de literatura. “Não tenho tantos livros e sou, antes de tudo, um quadrinista. Mas também sou autor de textos, mas textos dentro de balões’’, afirma o autor da Turma da Mônica.

Mauricio de Sousa iniciou sua carreira desenhando cartazes e ilustrações para rádios e jornais em Mogi das Cruzes, cidade onde cresceu. Mas, antes de criar a Turma da Mônica, trabalhou por cinco anos como repórter policial na Folha da Manhã, onde além de escrever as reportagens, também as ilustrava com desenhos bem aceitos pelos leitores.

Em 18 de julho de 1959, começou a desenhar histórias em quadrinhos para o jornal, criando o seu primeiro personagem, o cão Bidu. Assim, das tiras em quadrinhos com Bidu e seu dono Franjinha surgiram os primeiros personagens da Turma da Mônica, uma revista lançada pela Editora Abril em 1970 com tiragem de 200 mil exemplares.

 
“Gostaria de atrair crianças e jovens para conhecerem a Academia e seus representantes”, declarou Mauricio de Sousa após o anúncio da Academia Paulista de Letras.

Existindo a mais de 100 anos, a APL está localizada no Largo do Arouche, centro de São Paulo, e conta com quarenta membros. Entre eles, estão nomes como Walcyr Carrasco, Ignácio de Loyola Brandão, Ruth Rocha, Lygia Fagundes Telles, Antonio Ermírio de Moraes, Ives Gandra Martins, Raul Cutait, Miguel Reale Jr., Gabriel Chalita, Bolívar Lamounier e Jorge Caldeira. 

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Nova adaptação do Pequeno Príncipe gera polêmica entre os fãs

quarta-feira, dezembro 08, 2010 Iuçara Soares 0 Comentários


O romance “O Pequeno Príncipe” do escritor e piloto francês Antoine de Saint-Exupéry ganhou recentemente uma nova adaptação para a TV, que tem causado muita polêmica entre os fãs.

Com o título "La planète du temps" ("O planeta do tempo"), o primeiro capítulo da animação, que será transmitida pela cadeia France 3, apresenta o personagem “O Pequeno Príncipe”com um ar mais moderno, que pouco tem a ver com as ilustrações criadas por seu autor.

As mudanças vão desde a aparência do personagem principal, mais próxima da adolescência que da infância, até a história contada no livro, no qual seu companheiro, a raposa, passa a ser na nova adaptação, seu alter ego cômico.

Os responsáveis por essa nova adaptação do romance argumentam que para os valores universais do protagonista alcançarem às novas gerações, é necessário adaptá-los aos tempos atuais. Caso contrário, ele ficará apagado diante dos novos heróis da literatura e condenado a ser uma obra mais conhecida pelos adultos do que pelas crianças.

"Queríamos que o Pequeno Príncipe tivesse olhos grandes, como os personagens do mangá e, por que não, vê-lo lutar ou fazer kung fu", comenta Olivier d'Agay, sobrinho de escritor e presidente da empresa que administra seu legado.

Por ouro lado, todas essas mudanças parecem não estar agradando aos fãs da obra, receosos de que os valores de inocência, amizade e amor, tão característicos do protagonista de Saint-Exupéry, se percam no decorrer da história.

O filme chegará às telas francesas no final de dezembro e estreará em 80 países. Será uma produção de 18,6 milhões de euros, um dos orçamentos mais altos da história para uma animação televisiva.



Sobre o livro

O Livro
Le Petit Prince, conhecido como O Pequeno Príncipe no Brasil, é a obra de maior sucesso do francês Antoine de Saint-Exupéry, publicado em 1943 durante o seu exílio nos Estados Unidos.

A princípio, aparenta ser um livro infantil, no entanto basta ler algumas páginas para perceber o seu teor poético e filosófico, que envolve o leitor em uma narrativa sensível e delicada sobre a essência humana.

É o livro francês mais vendido no mundo, cerca de 80 milhões de exemplares, e cerca de 500 edições. Também se trata da terceira obra literária (sendo a primeira a Bíblia e a segunda o livro o peregrino) mais traduzida no mundo, tendo sido publicado em 160 línguas.

Terceiro filho do conde Jean Saint-Exupéry e da condessa Marie Foscolombe, o escritor, ilustrador e piloto da Segunda Guerra Mundial, Antoine de Saint-Exupéry também escreveu artigos para várias revistas e jornais da França e outros países, sobre muitos assuntos, como a guerra civil espanhola e a ocupação alemã da França. Suas obras na maioria são caracterizadas por elementos como a aviação e a guerra.

Antoine de Saint-Exupéry
Para saber mais sobre “O Pequeno Príncipe” leia a resenha critica da obra no site Recanto das Letras, ou se preferir saber mais sobre o autor consulte sua biografia.

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“Conteúdo sem barreiras”

segunda-feira, novembro 29, 2010 Iuçara Soares 0 Comentários


O site Superdownloads está promovendo, durante os meses de novembro e dezembro, uma campanha de incentivo à leitura, que convida todos os usuários a realizarem downloads grátis de e-books dos mais diversos estilos literários.


Com o tema “conteúdo sem barreiras”, o site possui em seu acervo mais de 500 livros digitais de renomados escritores da literatura mundial, desde o brasileiro Machado de Assis ao britânico William Shakespeare, além de revistas e periódicos.

Para o Diretor Executivo do Site, Conrado Soares, a educação precisa da leitura como via de inclusão social e melhoria para a formação das pessoas. “O Superdownloads incentiva à leitura, colocando à disposição dos usuários uma verdadeira biblioteca online, para facilitar o acesso à cultura e aprendizagem”, diz o executivo.

O acervo é atualizado constantemente e todas as suas obras se encontram em domínio público ou contam com a devida licença por parte dos titulares dos direitos autorais.

Para conhecer a biblioteca virtual e baixar e-books grátis basta acessar o site Superdownloads.

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e-Readers Flexíveis e Coloridos como Papel

sábado, novembro 27, 2010 Iuçara Soares 0 Comentários


Em constante evolução a tecnologia do e-Reader, leitor digital para e-books, tem dominado o mercado mundial, desde seu lançamento em novembro de 2007, criando uma nova tendência no que se refere à leitura.

No entanto, apesar das suas inúmeras vantagens, o leitor digital ainda enfrenta algumas limitações, como a de exibir apenas conteúdo em preto e branco numa tela LCD, que depois de certo período de leitura se torna cansativa para a vista. Porém esse limite está prestes a ser ultrapassada.

Ao utilizar a tecnologia de tinta eletrônica (e-ink), ou papel eletrônico (e-paper), que reflete a luz da mesma forma que o papel, os e-Readers tem se aproximado cada vez mais da sensação de se ler um livro convencional.

Sua mais nova evolução possui telas flexíveis tão finas quanto uma folha de papel. O projeto está sendo desenvolvido pela organização taiwanesa de pesquisa, a Taiwan Industrial Technology Research Institute (ITRI) e por uma das maiores fabricantes mundiais de LCD, a AU Optronics.


“As telas flexíveis são muito finas, cerca de 30 mícrons”, declarou John Chen, diretor-geral da ITRI. “O desenvolvimento do processo de fabricação foi feito pela ITRI enquanto AU cuidará da parte de produção industrial dos produtos”, acrescentou.

O processo foi chamado de FlexUPD, sigla para Flexible Universal Panel for Displays, ou, painel flexível universal para displays. De acordo com o ITRI, “é a tecnologia mais simples e barata para a fabricação em massa de displays flexíveis que simulam papel”.

Uma das intenções do projeto é fazer com que os leitores digitais sejam utilizados principalmente em escolas. Pois sua composição flexível e mais resistente, tornando-o um material adequado também para crianças. A previsão é que o aparelho esteja disponível para venda em 2011.

Mas a evolução não para por aí, pois durante a mostra Flat Panel Display International, em novembro deste ano, no Japão, a E-Ink Corporation, que atualmente domina o segmento e fornece as telas para o Kindle da Amazon, demonstrou o primeiro display colorido para leitores de e-books.

A nova tecnologia, chamada de E-Ink Triton, exibe 16 tonalidades de cinza e milhares de cores. O aparelho será produzido pelo fabricante chinês Hanvon, e terá uma tela de 9,7 polegadas e acesso a internet por Wi-Fi ou 3G. A estimativa de preço está por volta de US$ 440 na China.

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Skoob

terça-feira, novembro 23, 2010 Iuçara Soares 0 Comentários



“O que você anda lendo?” Essa é a pergunta da página inicial do Skoob, uma rede social brasileira, exclusivamente, criada para os amantes da leitura.

Numa época em que as redes sociais dominam o dia a dia dos usuários, surge o Skoob, que significa books (livros) ao contrario, desenvolvido em 2008 pelo analista de sistemas Lindenberg Moreira, com o único objetivo de socializar o ato de ler.

Embora no exterior, também existam redes similares como a Goodreades e a Shelfari, o Skoob é a primeira feita por brasileiros para brasileiros, tendo hoje mais de 270 mil usuários.

A rede social permite aos seus membros, chamados de “skoobers”, conhecer pessoas que compartilham do mesmo gosto pela literatura, além de encontrar opiniões diversas sobre livros que pretendem ler ou comprar.

“A leitura geralmente é algo solitário. Ler um bom livro é maravilhoso e poder compartilhar essa leitura com outras pessoas deixa tudo ainda mais fascinante”, destaca o criador do portal.

Como Funciona?

A ideia é bem simples, depois de se cadastrar o usuário ganha um perfil no sistema, onde irá realizar buscas por livros classificando-os como já li, pretendo ler, estou lendo, vou ler, relendo ou abandonei, montando assim a sua estante virtual.
 

O catálogo do Skoob é bem variado, desde mangás como a Turma da Mônica Jovem até clássicos como “O Símbolo Perdido” de Dan Brown. E caso o usuário não encontre o título que busca, há a possibilidade de cadastrar o livro no acervo.

Como toda rede social o site possibilita formas de interação entre os usuários, como seguir os perfis que têm estantes interessantes de leitura ou deixar recados na área dedicada à comunicação entre amigos.

“Eu entrei no Skoob quando teve a promoção “1 Ipad ou 100 livros?”, e achei muito bom, porque ele dá a oportunidade de você conhecer novos livros e trocar informações com os usuários. Eu tive um novo acesso a cultura através do Skoob”, comenta a mais nova integrante da rede social, Elizangela Lizardo Emidio.

Os Skoobers também podem compartilhar suas opiniões e impressões sobre as obras por meio de avaliações e resenhas, e já que elas podem ser feitas por qualquer membro, às impressões podem ser tanto positivas quanto negativas. 

Devido a isso as resenhas possuem um formato de discussão, contendo as definições de concordo e não concordo, para que os membros possam deixar suas críticas e fazer replicas a cada observação.

Outra ferramenta do site é o histórico de leitura, onde o usuário relata o que está achando até determinada página de um livro, fazendo pequenos comentários e lançando notas para as páginas lidas até o momento.  “Achei muito valido isso, dessa forma você tem quase um resumo de outra pessoa, e assim acaba se interessando pelo livro”, diz Elizangela.

Além de descobrir quem leu ou está lendo o mesmo livro e o que eles acharam, no Skoob é possível também formar grupos de discussão sobre qualquer tema relacionado à literatura, como o “Séries: Eu leio!”, grupo para divulgar e debater as séries que mais se destacam na literatura mundial. No momento há mais de mil grupos formados no Skoob.

O site ainda tem um Blog, uma comunidade no Orkut, Facebook e um Twitter, onde os usuários se informam sobre as últimas novidades seguindo o SkoobNews.


Agora, os amantes da literatura e aqueles que apenas curtem um bom livro poderão se encontrar e trocar opiniões em tempo real num espaço virtual feito só para eles.

Para se tornar um skoober acesse o site da rede social Skoob. Mas se quiser conhecer antes outras redes literárias veja os sites Goodreads e Shelfari.

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Cem Anos de Liev Nikolaievich Tolstói

sábado, novembro 20, 2010 Iuçara Soares 0 Comentários ,


Liev Nikolaievich Tolstói
Há cem anos, em 20 de novembro de 1910, o mundo perdia um dos grandes nomes da literatura russa, Liev Nikolaievich Tolstói, morto aos 82 anos de pneumonia na estação ferroviária de Astapovo.

Conhecido como um dos escritores mais famosos da Rússia e um dos mais lidos do mundo, Tolstoi teve sua vida marcada pela contradição, que era representada por ele em seus livros. A escrita parecia ser uma forma de o autor expressar seus ideais pacifistas, anarquistas e de cristão libertário.

Suas obras mais famosas são “Guerra e Paz”, sobre as campanhas de Napoleão na Rússia, e “Anna Karenina”, onde denuncia o ambiente hipócrita da época e realiza um dos retratos femininos mais profundos e sugestivos da literatura.


A narrativa é considerada uma das maiores qualidade de sua obra, além da profunda e meticulosa atenção ao detalhe e o cuidado dado às personagens secundárias. Em apenas um único parágrafo, o escritor era capaz de caracterizar um personagem tornando-o quase humano, criando assim um cenário para o qual o leitor é aos poucos transportado.

Da excitação da jovem Natacha Bezúkov a vestir-se para o primeiro baile à loucura de Rastoptchin cometendo assassinatos com um machado até Anna Karenina, atirando-se sobre a linha de comboio, o escritor constrói personagens que revelam a complexidade psicológica do ser humano.

A História de Tolstói

Liev Tolstói
Na Rússia do século XIX, mas precisamente, na cidade de Yasnaya Polyana, em 09 de setembro de 1828 nascia Liev Nikolaievich Tolstói, cujo nome também pode ser pronunciado como Léon Tolstói, Leão Tolstoi ou Leo Tolstoy.

Filho de uma família da nobreza russa, Tolstói ficou órfão de mãe aos dois anos e sete anos depois perdeu o pai. Em 1844 ingressou na Universidade de Kazan, que abandonou três anos depois se mudando para Moscovo. 

O sentimento de vazio existencial que o atormentava na juventude, levou-o, em 1851, a alistar-se no exército da Rússia, combatendo na Guerra da Criméia, experiência que marcou profundamente sua vida e obra, e que também colaborou para que, mais tarde, se tornasse um pacifista. 

No final da década de 50, de volta à sua terra natal, o autor preocupado com a precariedade da educação no meio rural criou uma escola, para filhos de camponeses, e, ao contrário da pedagogia da época, deixava os alunos livres, sem excessivas regras e punições. 

No ano de 1862, viveu um casamento conturbado com Sônia Andreievna Bers, com quem teve 13 filhos. Porém embora estivesse cercado por sua família e fosse bem-sucedido como escritor, Tolstói viva atormentado por questões insolúveis sobre o sentido da vida e da religião, que o levaram mais tarde a se converter ao cristianismo e adotar uma vida de simplicidade. 

Nessa época o autor publicou a obra “Ressurreição”, na qual expõe a sua própria concepção da religião, sendo, em 1901, excomungado pela Igreja Ortodoxa Russa, passando também a ser considerado como uma ameaça ao governo, tendo muitos dos seus livros proibidos.

Tolstói jamais conseguiu esclarecer as inúmeras contrariedades de sua alma, mas talvez seja por essa razão que tenha sido capaz de escrever com tamanha sensibilidade e intensidade. E hoje, um século depois da sua morte, sua obra continua a ser lida no mundo inteiro, exercendo o fascínio sobre os leitores e influenciando novos escritores. 

Saiba mais sobre a vida do escritor nos sites Net Saber e Jornal Público.

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