Um Conto de Natal

domingo, dezembro 25, 2011 Iuçara Soares 0 Comentários


No dia de natal nada mais tradicional do que falar sobre a obra “Um Conto de Natal” ou no original “A Christmas Carol” do escritor e jornalista inglês Charles Dickens.

Considerada uma das histórias natalinas mais famosas do mundo, a obra teve diversas adaptações no cinema, no teatro e até mesmo em quadrinhos. O que torna difícil encontrar alguém que não tenha ouvido falar de Ebenezer Scrooge.

Personagem principal da obra, Scrooge, se tornou ao longo dos anos um dos símbolos da avareza na Literatura universal. Tanto que foi inspirado nele que a Disney criou o Tio Patinhas, no original Scrooge McDuck, que ao lado do Mickey, protagonizou o desenho Mickey's Christmas Carol.

Uma curiosidade sobre o livro é que este foi escrito por Dickens em menos de um mês para pagar suas dívidas, sendo publicado, originalmente, em 19 de dezembro de 1843, em capítulos num folhetim, com ilustrações de John Leech. A história acabou tornando-se um sucesso, vendendo mais de seis mil cópias em uma semana. 

O Conto

Ebenezer Scrooge é um empresário avarento e solitário, que submete seus empregados a condições de trabalho desumanas, expulsa pedintes e odeia o natal. A única coisa que ele gosta são os lucros.

Ele trabalha num escritório em Londres com Bob Cratchit, um pobre pai de quatro filhos, com um carinho especial pelo pequeno Tim, que sofre de paralisia nas pernas. Apesar das dificuldades, Bob é um homem feliz e aprecia o natal, o que faz com que Scrooge o despreze.

Na noite de natal, Scrooge recebe a visita de seu falecido e também avarento sócio, Jacob Marley. Este lhe diz que esta sendo punido por sua avareza e que o mesmo destino aguarda Scrooge. 

Mas ainda há esperança para ele, e para isso, três espíritos irão visitá-lo, o espírito do Natal Passado, o do Natal Presente e o do Natal Futuro.

Assim tem início a difícil jornada de Scrooge, na qual o primeiro espírito lhe levará a uma viagem por suas lembranças, o segundo lhe mostrará como ele é visto aos olhos dos outros, especialmente os mais próximos dele e o último mostrará a Scrooge sua própria morte, solitária e sem amigos.

O interessante é que as pessoas que mais são maltratadas por Scrooge, como seu próprio sobrinho e o Bob parecem ser os únicos que não lhe querem mal, sendo capazes de ver a imensa solidão que ele enfrenta.

Na manhã de Natal, Scrooge acorda um novo homem, ciente de que seus atos afetam os outros e disposto a mudar suas atitudes, a começar por seu empregado Bob e seu filho Tim, assim como seu sobrinho.

Charles Dickens

Charles Dickens
Nascido em 1812 na cidade de Moure, condado de Hampshire, na Inglaterra, Charles Dickens pertencia a uma família de classe média. 

Quando ainda criança teve seu pai preso por dividas, e foi obrigado a trabalhar para saldar as contas. O que resultou em uma infância triste e miserável.

Mais tarde tornou-se jornalista, começando como cronista judicial e, depois, fazendo relatos dos debates parlamentares e cobrindo as campanhas eleitorais pela Grã-Bretanha. 

No início de sua carreira literária chegou a publicar inúmeros textos sob o pseudônimo de Boz. Nos anos que se seguiram Dickens consagrou-se no universo literário publicando obras como “Oliver Twist”, “David Coperfield”, “Um Conto de Natal”, entre outras.

Dickens viveu em plena Revolução Industrial inglesa, numa época em que a Inglaterra se dedicava a ampliar e aperfeiçoar o capitalismo a todo custo. Assim é possível dizer que a realidade de sua época influenciou em suas produções literárias.

Em “Um Conto de Natal”, por exemplo, o autor nos mostra o ideal capitalista da época em questão e apresenta a solidariedade como uma alternativa para amenizar, ou até mesmo dar fim, as desigualdades sociais.

Quem conta um conto...

Mesmo nos tempos atuais o conto de Charles Dickens continua a ser uma referência, principalmente, para o cinema, como é possível notar nos filmes, Os Fantasmas de Scrooge, Expresso Polar, Barbie em a Canção de Natal e até mesmo Shrek. Sendo que, na parte final do filme, quando os personagens cantam juntos, o bonequinho de gengibre diz, se apoiando numa muleta: "Deus abençoe a todos". Essa é uma fala do Tim. 

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