O Restaurante no Fim do Universo

domingo, fevereiro 19, 2012 Iuçara Soares 5 Comentários


Ataques surpresas, sessão espírita, viagens no tempo e no espaço. Assim é o segundo volume da saga criada pelo autor britânico Douglas Adams, que teve inicio com “O Guia do Mochileiro das Galáxias”.


A história

“A história de todas as grandes civilizações galácticas tende a atravessar três fases distintas e identificáveis - as da sobrevivência, da interrogação e da sofisticação, também conhecidas como as fases do como, do por que e do onde. Por exemplo, a primeira fase é caracterizada pela pergunta: "Como vamos poder comer?" A segunda, pela pergunta: "Por que comemos?" E a terceira, pela pergunta: "Onde vamos almoçar?"”.

Assim, a continuação das loucas aventuras espaciais de Arthur Dent e seus quatro companheiros de viagem, além do robô maníaco-depressivo Marvin, tem inicio a bordo da nave Coração de Ouro, indo em direção ao restaurante mais próximo.

Atacados no meio do caminho, eles recorrem até mesmo a uma sessão espírita para escapar da morte, o que conseguem, mas acabam separados e perdidos na Galáxia. Entre encontros e desencontros, os cinco viajantes são transportados para os mais estranhos lugares, nos quais conhecem as mais loucas pessoas e criaturas.

Um destes lugares é o planeta Beta da Ursa Menor, onde fica a sede do Guia do Mochileiro das Galáxias e o escritório de Zarniwoop, que guiará Zaphod Beeblebrox, contra a sua vontade, em sua mais nova missão, encontrar o tal cara que rege o Universo. Como se descobrir o sentido da vida, do Universo e tudo mais não fossem lá grande coisa.

“Existe uma teoria que diz que, se um dia alguém descobrir exatamente para que serve o Universo e por que ele está aqui, ele desaparecerá instantaneamente e será substituído por algo ainda mais estranho e inexplicável. Existe uma segunda teoria que diz que isso já aconteceu.”

Milliways

Depois de uma série de loucuras e uma visita rápida ao Vórtice da Perspectiva Total em um Universo Artificial, os cinco viajantes chegam ao seu destino final, o Restaurante no Fim do Universo. Um exótico lugar, aonde os clientes saboreiam suas refeições enquanto contemplam toda a criação explodir à sua volta. 

“O Restaurante no Fim do Universo é um dos acontecimentos mais extraordinários em toda a história dos restaurantes. Foi construído a partir dos restos fragmentários de um planeta em ruínas que se encontra fechado numa vasta bolha de tempo e projetado em direção ao futuro até o exato momento preciso do fim do Universo.”

Nessa parte, Douglas Adams com seu estilo sagaz mostra todo o seu repertório de sátira, ironia e bom humor, que, aliás, é um dos pontos fortes da série. Como quando os viajantes pedem para conhecer o prato do dia e acabam sendo apresentados a um boi que se oferece para ser o seu jantar, dizendo quais as partes de seu corpo são mais saborosas.

“- Eu simplesmente não quero comer um animal que está na minha frente se oferecendo para ser morto – disse Arthur. É cruel! – Melhor do que comer um animal que não deseja ser comido – disse Zaphod. –Muito bem – disse –, agora é só eu sair e me matar. – Não se preocupe, senhor, farei isso com bastante humanidade.” 

Viagem no Tempo

Em todos os filmes, séries, livros e HQs a viagem no tempo é descrita como algo extremamente complexo, capaz de causar danos catastróficos a história da humanidade. No entanto, Adams trata o tema de uma forma bem peculiar e interessante.

“Um dos maiores problemas encontrados em viajar no tempo não é vir a se tornar acidentalmente seu próprio pai ou mãe. Não há nenhum problema em tornar-se seu próprio pai ou mãe com que uma família de mente aberta e bem ajustada não possa lidar. Também não há nenhum problema em mudar o curso da história – o curso da história não muda porque todas as peças se juntam como num quebra-cabeça. Todas as mudanças importantes já ocorreram antes das coisas que deveriam mudar e tudo se resolve no final. O problema maior é simplesmente gramatical.”

Esse volume, assim como o anterior, está repleto de ironias a política, a religião e a sociedade e seus padrões, o que rendem boas risadas ao leitor. Como, por exemplo, na passagem em que Trillian, Zaphod e Zarniwoop conhecem o homem que rege o Universo, que faz todas as escolhas e toma todas as decisões sem nem mesmo saber o por quê. Ou na parte em que Ford Prefect explica a Arthur sua versão da história do Jardim do Éden.

Resumindo, quem gostou do primeiro livro irá gostar do “Restaurante no Fim do Universo”, e dar boas risadas com ele.

5 comentários:

  1. Não me canso de repetir o qt Adams é um gênio. Adoooooro. Mas confesso que o melhor da série é qd os 4 estao junos, nao acha? (Marvin, Ford, Athur, Zaphod) Nesse livro (ou no 3? Nao lembro) senti um pouco de falta disso.
    Beijooooooos

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  2. Eu sou super fã do Douglas Adams! Mas concordo com você Gleice, é muitoooo mais divertido quando os cinco estão juntos.
    Beijos!

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  3. Esqueci da Trillian! Hahahaha

    Vc já viu o filme?

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  4. Vi o filme sim, Gleice. Super sem graça, foi decepcionante. O livro é, sem dúvida, bem melhor!

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