A escritora japonesa Eiko Kadono e o ilustrador russo Igor Oleynikov foram anunciados como os vencedores do renomado Prêmio Hans Christian Andersen, durante a 55ª edição da Feira Internacional do Livro Infantil e Juvenil de Bolonha.

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O prêmio, cujo nome é uma homenagem ao escritor dinamarquês, Hans Christian Andersen, existe desde 1956, e é concedido a cada dois anos pela International Board on Books for Young People (IBBY) a escritores e ilustradores vivos, cujas obras deram uma contribuição duradoura para a literatura infantil e juvenil.

Melhor Escritora

Nascida na cidade de Tóquio, em 1935, com apenas dez anos, Eiko Kadono foi forçada a fugir da cidade por causa da Guerra. Inspirada nessa triste experiencia surgiu uma de suas mais conhecidas histórias, “Rasuto Ran”. Ao longo dos anos, Kadono formou-se em Literatura Inglesa pela Universidade de Waseda, morou por dois anos no Brasil, e além de livros infantis de sucesso, também escreveu obras de não-ficção e ensaios acadêmicos. 

Sendo que, sua obra mais conhecida é o livro de fantasia infantil, “Kiki’s Delivery Service” (1985), sobre uma jovem bruxa em treinamento que inicia um serviço de entrega em uma cidade litorânea de Koriko. Sucesso de público e crítica, o livro foi premiado com o Noma Prize for Children’s Literature e o Shogakukan Children’s Publication Culture Award, entrou para a Lista de Honra do IBBY, e foi adaptado para as telas, em 1989, como uma animação de Hayo Miyazaki. Além de ter ganhado mais cinco sequencias escritas por Kadono.

De acordo com o júri do prêmio, “há um charme inefável, compaixão e entusiasmo no trabalho desta grande autora japonesa. Seja em seus muitos livros ilustrados maravilhosos e engraçados, ou em sua grande série de romances sobre a bruxa Kiki, ou em seu romance ambientado durante a Segunda Guerra Mundial sobre uma garota corajosa que precisa atravessar um aterrorizante túnel de árvores para chegar à escola, os livros de Kadono são sempre surpreendentes, envolventes e fortalecedores. E quase sempre divertidos. E sempre afirmando a vida”.

“Embora Kadono tenha viajado muito pelo mundo, suas histórias estão profundamente enraizadas no Japão e nos mostram um Japão cheio de pessoas inesperadas. Suas personagens femininas são singularmente determinadas e empreendedoras. [...] Como tal, elas são perfeitas para este tempo em que todos procuramos meninas e mulheres em livros que possam nos inspirar”, complementa o júri no site oficial do prêmio.

Melhor Ilustrador

Nascido em 1953, na cidade de Lyubersty, próxima a Moscou, Igor Oleynikov, começou sua carreira como animador no estúdio Soyuzmultfilm, e apenas em 1986 deu início à carreira como ilustrador, em periódicos infantis e projetos gráficos de livros. Ao longo dos anos, Oleynikov ilustrou mais de 80 livros infantis, incluindo histórias originais e diversos contos de fadas clássicos.

Segundo o júri do prêmio “Oleynikov é um mestre em design e composição. Além disso, ele traz a vida um elenco extraordinário de personagens - de meninos e meninas, bruxas e gigantes, lobos e tubarões, fadas e trolls, Joshua e Ruth do Antigo Testamento, até mesmo um rato minúsculo brilhante que vai para Harvard!”

O júri acrescenta ainda, no site oficial do prêmio, que “embora ele afirme não gostar de ilustrar crianças "fofinhas", ele é mais do que capaz de criar beleza - em suas paisagens e em seus personagens. Lindos ou não, humanos ou não, explodem de vida, movimento e expressão.”

Considerado o Nobel da literatura infantil e juvenil, o Prêmio Hans Christian Andersen será entregue aos vencedores, no dia 30 de agosto, durante uma cerimônia no 36º Congresso Internacional do IBBY, em Athenas, na Grécia.

Saiba mais sobre o prêmio no site oficial do IBBY.
Vencedor do Man Booker Prize 2017, “Lincoln no Limbo” do autor americano George Saunders já está disponível nas livrarias de todo país, lançado pela Companhia das Letras.


Com 408 páginas e tradução de Jorio Dauster, “Lincoln in the Bardo”, título original da obra publicada pela primeira vez em fevereiro de 2017, tem sua história narrada por um coro de vozes, ao longo de uma única noite no cemitério de Oak Hill, em Washington, onde Lincoln chora seu luto abraçado ao filho morto.

A história

Em 1862, em meio à Guerra Civil Americana, morre, aos onze anos de idade, Willie Lincoln, filho do lendário presidente Abraham Lincoln. A tragédia leva a um luto desesperado o homem que daria fim à escravidão nos Estados Unidos.

Esquecendo o país em conflito, Lincoln lamenta, no limite da loucura, a morte do filho, dirigindo-se à capela do cemitério para abraçar o cadáver do jovem Willie. 

Os fantasmas que habitam o lugar observam a cena com espanto e pesar, e tomam para si a missão de ajudar o jovem Willie a deixar o “limbo”, onde está preso.

Descrito pelo júri do Man Booker Prize como “único” e “extraordinário”, o primeiro romance escrito por George Saunders foi inspirado em uma história que Saunders ouviu anos atrás sobre o presidente Lincoln entrar na cripta de seu filho.

Saiba mais sobre o livro no site oficial da Companhia das Letras.
A cidade italiana de Bolonha se tornou palco esta semana de um dos mais importantes eventos dedicados à literatura infanto-juvenil, a Feira Internacional do Livro Infantil de Bolonha, que este ano teve a China como convidada de honra.


Em sua 55ª edição, o evento que aconteceu no Centro de Exposições de Bolonha, na Piazza Costituzione, contou com uma nova identidade visual criada pela ilustradora francesa Chloé Alméras e pela agência Chialab.

Com o tema “Terra Fértil para Conteúdo Infantil” (Fertile Ground for Children's Content), a edição deste ano contou ainda com a presença de inúmeros convidados nacionais e internacionais, como o escritor e cartunista americano Jeff Kinney (Diário de Um Banana), a escritora inglesa Cressida Cowell (Como Treinar o seu Dragão), e o autor espanhol Lluís Prats Martínez, que ao lado da escritora italiana Paola Zannoner venceu o Prêmio Strega Ragazze e Ragazzi 2018. Há ainda os renomados ilustradores Chris Riddell (Reino Unido), Suzy Lee (Coreia do Sul), Sergio Ruzzier (Itália), Roger Mello (Brasil), e muitos outros.

A feira do livro

Há mais de 50 anos, a Feira do Livro Infantil de Bolonha tem sido dedicada exclusivamente aos profissionais do mercado editorial internacional, como autores, ilustradores, designers gráficos, tradutores, editores, agentes literários, livreiros, bibliotecários, professores, entre muitos outros. No entanto, pela quarta vez, o evento abriu suas portas ao público permitindo a entrada de crianças, jovens e suas famílias, além de milhares de fãs da literatura infantil, da ilustração e de todas as demais formas de narrativa que combinam imagens e palavras. 

Tanto profissionais quanto o público em geral tiveram a oportunidade de aprender sobre as últimas tendências da indústria, conhecer os vencedores dos mais prestigiados prêmios internacionais, conferir os últimos lançamentos literários, as grandes exposições e participar de encontros com renomados autores e os mestres da ilustração da literatura infanto-juvenil.

Além de participar da segunda edição do “BOOM! Crescendo nos livros”, um programa de eventos que acontece até o dia 31 de março na Feira do livro, em bibliotecas, museus e muitos outros espaços pela cidade a fora. O programa visa as grandes transformações nos últimos anos da produção cultural e artística para crianças e jovens, apresentando cerca de 30 exposições, dezenas de eventos abertos ao público, além de workshops, atividades escolares e iniciativas para os mais jovens.

Programação Profissional

Durante quatro dias, cerca de 1.390 expositores de 100 países, incluindo o Brasil, além de milhares de profissionais do mundo inteiro, se reuniram em uma área de mais de 20 mil metros quadrados, para expor seus trabalhos, fazer negócios e participar de palestras, lançamentos, exposições, workshops, conferências, debates e bate-papos sobre os mais variados assuntos, como a literatura, a ilustração, o livro digital, o audiobook, o jornalismo, as graphic novels, a música, o cinema, a arte, a educação, e muito mais, nos diversos espaços da feira do livro.

Como o “Bologna Digital Media”, criado especialmente para compartilhar as atualizações mais recentes e os produtos mais inovadores na área de conteúdo digital para crianças, que em sua terceira edição discutiu temas como o mercado de audiobooks e as últimas novidades em tecnologias de AR. Além das últimas tendências em aplicativos infantis, novas mídias e produções de TV e Cinema. Tudo isso em espaços como o “Café Digital” e a “Sala Digital”, onde os expositores e os visitantes experimentam e discutem a inovação na publicação multimídia.

Sendo que, este ano, a área também sediou o inovador “The Illustrators’ Survival Corner”, um espaço reservado aos ilustradores iniciantes e profissionais. Um lugar onde eles podem compartilhar experiências, sucessos e preocupações profissionais, assim como participar de um programa diário, gratuito, de atividades, reuniões e workshops.

A Feira do Livro contou ainda com as já tradicionais áreas do “Café Autores”, do “Centro de Tradutores” e da “Exposição Ilustradores”, que teve uma exibição especial de obras dos 75 mais talentosos artistas de 25 países, representantes de diversos estilos e culturas. Entre eles a autora e ilustradora brasileira Maria Stela Fortes Barbieri e o ilustrador da Croácia, Vender Vernić, vencedor do Prêmio Internacional de Ilustração – Fundación SM 2018.

E por falar em exposições, o país convidado de honra do evento apresentou uma exibição de arte antiga chinesa com 150 ilustrações originais. Também teve a exposição ao ar livre com os trabalhos do premiado autor e ilustrador Chris Riddell, na qual foram exibidos uma coleção de retratos de romances, que ele escreveu e ilustrou. Assim como a exposição em homenagem a renomada ilustradora Helen Oxembury, com mostras de seus livros e projeções de imagens. 

Além disso, inúmeras premiações e menções honrosas foram realizadas durante a Feira do Livro Infantil de Bolonha, entre elas a terceira edição do Prêmio Strega Ragazze e Ragazzi e a 53ª edição do Bologna Ragazzi Award. Além do anúncio do vencedor do The Astrid Lindgren Memorial Award 2018 e do Hans Christian Andersen Award 2018, entre vários outros.

Saiba mais sobre o evento no seu site oficial.
A editora Aleph lança, oficialmente, “Encarcerados”, o primeiro volume da série best-seller do premiado autor americano John Scalzi.


Numa mistura de ficção científica e romance policial, “Encarcerados” (Lock In), publicado originalmente em agosto de 2014, conta com tradução de Pete Risatti e 328 páginas, que apresentam um impressionante mundo futurista, repleto de intrigas políticas, polêmicas sociais e tecnológicas.

A história

Um vírus altamente contagioso matou mais de 400 milhões de pessoas. Os sobreviventes, em sua maioria, ficam com uma sequela para o resto da vida: o encarceramento prende suas mentes ativas e saudáveis em corpos incapazes de qualquer movimento, na chamada Síndrome de Haden.

Para viver em sociedade, eles transferem sua consciência para corpos robóticos, ou alugam o corpo de indivíduos saudáveis. Os encarcerados trazem muitas mudanças para o mundo, fazendo surgir uma cultura própria e leis para as suas particularidades. Mas claro que algumas pessoas começam a fazer uso impróprio dessa cultura e leis para cometer assassinato, abuso de poder político, ou até pior...

Quando um assassinato ocorre em um quarto de hotel em Washington, e junto à vítima está um homem banhado em seu sangue, que alega não ter sido responsável pelo crime. O caso logo se torna da alçada do FBI, cuja a investigação leva a agente Shane e sua parceira Vann não apenas a mergulhar no mundo dos hadens, mas a descobrir uma rede de interesses políticos e econômicos envolvendo sua cultura e seus veículos robóticos.

Best-seller do The New York Times, a série do autor, vencedor dos prêmios Hugo e Locus, John Scalzi é composta, até o momento, pelos livros “Encarcerados” (2014) e “Head On”, previsto para ser lançado em 17 de abril de 2018 nos EUA.

Saiba mais sobre o livro no site oficial da editora Aleph.
A editora Morro Branco lança, oficialmente, o primeiro volume de “As Crônicas da Abadia Vermelha” da autora finlandesa Maria Turtschaninoff.


“Maresi”, publicado originalmente em setembro de 2014, conta com tradução de Lilia Loman e Pasi Loman, assim como 200 páginas, nas quais é narrada uma história sobre amizade e sobrevivência, magia e encantamento, beleza e terror. 

A história

Maresi chegou à Abadia Vermelha aos 13 anos, durante o Inverno da Fome. Antes disso, só ouvira rumores e fábulas sobre o lugar. Afinal, em um mundo onde garotas são proibidas de estudar ou seguir seus próprios sonhos, uma ilha habitada apenas por mulheres soava como uma fantasia.

Agora Maresi vive ali e sabe que é real. Ela está segura. Mas, tudo muda quando Jai, com seus cabelos emaranhados, cicatrizes e roupas sujas, chega em um navio. Ela fugia da crueldade e dos perigos de sua terra natal, mas os homens que a perseguem não vão parar por nada, até encontrá-la. 

Agora as mulheres da Abadia Vermelha terão que usar seus poderes e conhecimento ancestral para combater as forças que desejam destruí-las. E Maresi, assombrada por seus próprios pesadelos, deve confrontar seus mais profundos e terríveis medos.

Sucesso de público e crítica, traduzido para mais de vinte países, “As Crônicas da Abadia Vermelha” de Maria Turtschaninoff, é composta, até o momento, pelos livros “Maresi” (2014) e “Naondel” (2016). Já o último volume da série ainda não tem previsão de lançamento.

Saiba mais sobre o livro no site oficial da editora Morro Branco.
"Tudo bem sentir medo, lembro a mim mesma, respirando fundo o ar parado e quente do corredor. A única coisa que não posso fazer é sair correndo." - Danielle Vega (Impiedosa)

A editora Companhia das Letras lança, oficialmente, “Assassinos da Lua das Flores”, o mais novo best-seller do autor e jornalista americano David Grann.


Killers of the Flower Moon”, título original da obra publicada pela primeira vez em abril de 2017, conta com arte de capa criada por André Hellmeister, além da tradução de Donaldson M. Garschagen e 392 páginas, que narram a história real da primeira grande investigação de homicídios do FBI.

“Perturbador e envolvente” — The New York Times Book Review

A história

Na década de 1920, as pessoas com maior renda per capita do mundo eram membros da tribo indígena Osage, de Oklahoma. Depois da descoberta de petróleo sob o solo de sua reserva, os novos milionários passaram a andar em carros de luxo dirigidos por motoristas, viver em mansões e mandar seus filhos para estudar na Europa.

Então, um a um, os Osage começaram a ser mortos. As primeiras vítimas são a família de Mollie Burkhart, cujos parentes são sucessivamente envenenados ou assassinados a tiros. E isso era apenas o começo, pois mais e mais membros morreriam nos próximos meses.

Nessa parcela remanescente do Velho Oeste, habitada por notórios malfeitores como Al Spencer, conhecido como “o terror fantasma”, e onde homens do petróleo, como J. P. Getty, fizeram fortuna, muitos dos que ousaram investigar os assassinatos também perderam a vida. Assim, quando o número de vítimas ultrapassa a segunda dezena, o FBI assume o caso. 

Fundado havia menos de duas décadas, o Federal Bureau of Investigation ainda não dispunha da experiência e da fama que tem hoje. Desesperado, o jovem diretor J. Edgar Hoover recorre à ajuda de um ex-Ranger texano para solucionar o mistério. A pedido do diretor, Tom White organiza uma equipe secreta, incluindo um dos únicos agentes indígenas do Bureau. Juntos, eles se infiltram na região lutando para adotar as mais recentes técnicas de investigação e assim começam a expor uma das conspirações mais frias da história dos Estados Unidos.

Best-seller do The New York Times escolhido como o livro do ano por mais de dez jornais e revistas americanas, o livro do mestre da não ficção narrativa, David Grann, ganhará em breve as telas do cinema em um filme do premiado cineasta Martin Scorsese.

Saiba mais sobre o livro no site oficial da Companhia das Letras.