O site Superdownloads está promovendo, durante os meses de novembro e dezembro, uma campanha de incentivo à leitura, que convida todos os usuários a realizarem downloads grátis de e-books dos mais diversos estilos literários.


Com o tema “conteúdo sem barreiras”, o site possui em seu acervo mais de 500 livros digitais de renomados escritores da literatura mundial, desde o brasileiro Machado de Assis ao britânico William Shakespeare, além de revistas e periódicos.

Para o Diretor Executivo do Site, Conrado Soares, a educação precisa da leitura como via de inclusão social e melhoria para a formação das pessoas. “O Superdownloads incentiva à leitura, colocando à disposição dos usuários uma verdadeira biblioteca online, para facilitar o acesso à cultura e aprendizagem”, diz o executivo.

O acervo é atualizado constantemente e todas as suas obras se encontram em domínio público ou contam com a devida licença por parte dos titulares dos direitos autorais.

Para conhecer a biblioteca virtual e baixar e-books grátis basta acessar o site Superdownloads.
Em constante evolução a tecnologia do e-Reader, leitor digital para e-books, tem dominado o mercado mundial, desde seu lançamento em novembro de 2007, criando uma nova tendência no que se refere à leitura.


No entanto, apesar das suas inúmeras vantagens, o leitor digital ainda enfrenta algumas limitações, como a de exibir apenas conteúdo em preto e branco numa tela LCD, que depois de certo período de leitura se torna cansativa para a vista. Porém esse limite está prestes a ser ultrapassado.

Ao utilizar a tecnologia de tinta eletrônica (e-ink), ou papel eletrônico (e-paper), que reflete a luz da mesma forma que o papel, os e-Readers tem se aproximado cada vez mais da sensação de se ler um livro convencional.

Sua mais nova evolução possui telas flexíveis tão finas quanto uma folha de papel. O projeto está sendo desenvolvido pela organização taiwanesa de pesquisa, a Taiwan Industrial Technology Research Institute (ITRI) e por uma das maiores fabricantes mundiais de LCD, a AU Optronics.


“As telas flexíveis são muito finas, cerca de 30 mícrons”, declarou John Chen, diretor-geral da ITRI. “O desenvolvimento do processo de fabricação foi feito pela ITRI enquanto AU cuidará da parte de produção industrial dos produtos”, acrescentou.

O processo foi chamado de FlexUPD, sigla para Flexible Universal Panel for Displays, ou, painel flexível universal para displays. De acordo com o ITRI, “é a tecnologia mais simples e barata para a fabricação em massa de displays flexíveis que simulam papel”.

Uma das intenções do projeto é fazer com que os leitores digitais sejam utilizados principalmente em escolas. Pois sua composição flexível e mais resistente, tornando-o um material adequado também para crianças. A previsão é que o aparelho esteja disponível para venda em 2011.

Mas a evolução não para por aí, pois durante a mostra Flat Panel Display International, em novembro deste ano, no Japão, a E-Ink Corporation, que atualmente domina o segmento e fornece as telas para o Kindle da Amazon, demonstrou o primeiro display colorido para leitores de e-books.


A nova tecnologia, chamada de E-Ink Triton, exibe 16 tonalidades de cinza e milhares de cores. O aparelho será produzido pelo fabricante chinês Hanvon, e terá uma tela de 9,7 polegadas e acesso a internet por Wi-Fi ou 3G. A estimativa de preço está por volta de US$ 440 na China.


“O que você anda lendo?” Essa é a pergunta da página inicial do Skoob, uma rede social brasileira, exclusivamente, criada para os amantes da leitura.


Numa época em que as redes sociais dominam o dia a dia dos usuários, surge o Skoob, que significa books (livros) ao contrário, desenvolvido em 2008 pelo analista de sistemas Lindenberg Moreira, com o único objetivo de socializar o ato de ler.

Embora no exterior também existam redes similares, como a Goodreads e a Shelfari, o Skoob é a primeira feita por brasileiros para brasileiros. Com mais de 270 mil usuários, até o momento, a rede social permite aos seus membros, chamados de “skoobers”, conhecer pessoas que compartilham do gosto pela leitura, além de encontrar opiniões diversas sobre livros que pretendem ler ou comprar.

“A leitura geralmente é algo solitário. Ler um bom livro é maravilhoso e poder compartilhar essa leitura com outras pessoas deixa tudo ainda mais fascinante”, destaca o criador do portal.

Como Funciona?

A ideia é bem simples, depois de se cadastrar o usuário ganha um perfil no sistema, onde irá realizar buscas por livros classificando-os como já li, pretendo ler, estou lendo, vou ler, relendo ou abandonei, montando assim a sua estante virtual.
 

O catálogo do Skoob é bem variado, desde histórias em quadrinhos como a “Turma da Mônica Jovem” até clássicos como “A Ilha do Tesouro” de Robert Louis Stevenson. E caso o usuário não encontre o título que busca, há a possibilidade de cadastrar o livro no acervo.

Como toda rede social o site possibilita formas de interação entre os usuários, como seguir os perfis que têm estantes interessantes de leitura ou deixar recados na área dedicada à comunicação entre amigos.

“Eu entrei no Skoob quando teve a promoção 1 Ipad ou 100 livros?, e achei muito bom, porque ele dá a oportunidade de você conhecer novos livros e trocar informações com os usuários. Eu tive um novo acesso a cultura através do Skoob”, comenta a mais nova integrante da rede social, Elizangela Lizardo Emidio.


Os Skoobers também podem compartilhar suas opiniões e impressões sobre as obras por meio de avaliações e resenhas, e já que elas podem ser feitas por qualquer membro, às impressões podem ser tanto positivas quanto negativas. Devido a isso as resenhas possuem um formato de discussão, contendo as definições de concordo e não concordo, para que os membros possam deixar suas críticas e fazer replicas a cada observação.

Outra ferramenta do site é o histórico de leitura, onde o usuário relata o que está achando até determinada página de um livro, fazendo pequenos comentários e lançando notas para as páginas lidas até o momento.  “Achei muito valido isso, dessa forma você tem quase um resumo de outra pessoa, e assim acaba se interessando pelo livro”, diz Elizangela.

Além de descobrir quem leu ou está lendo o mesmo livro e o que eles acharam, no Skoob é possível também formar grupos de discussão sobre qualquer tema relacionado à literatura, como o “Séries: Eu leio!”, grupo para divulgar e debater as séries que mais se destacam na literatura mundial. No momento há mais de mil grupos formados no Skoob.

Agora, os amantes da literatura e aqueles que apenas curtem um bom livro de vez em quando poderão se encontrar e trocar opiniões em tempo real num espaço virtual feito só para eles. Lembrando que a rede social tem ainda um Blog, uma página no Facebook e um Twitter, onde os usuários se informam sobre as últimas novidades seguindo o SkoobNews.

Para se tornar um skoober acesse o site da rede social Skoob.
Há cem anos, em 20 de novembro de 1910, o mundo perdia um dos grandes nomes da literatura russa, Liev Nikolaievich Tolstói, morto aos 82 anos de pneumonia na estação ferroviária de Astapovo.


Conhecido como um dos escritores mais famosos da Rússia e um dos mais lidos do mundo, Tolstoi teve sua vida marcada pela contradição, que era representada por ele em seus livros. A escrita parecia ser uma forma de o autor expressar seus ideais pacifistas, anarquistas e de cristão libertário.

Suas obras mais famosas são “Guerra e Paz”, sobre as campanhas de Napoleão na Rússia, e “Anna Karenina”, onde denuncia o ambiente hipócrita da época e realiza um dos retratos femininos mais profundos e sugestivos da literatura.


A narrativa é considerada uma das maiores qualidade de sua obra, além da profunda e meticulosa atenção ao detalhe e o cuidado dado às personagens secundárias. Em apenas um único parágrafo, o escritor era capaz de caracterizar um personagem tornando-o quase humano, criando assim um cenário para o qual o leitor é aos poucos transportado.

Da excitação da jovem Natacha Bezúkov a vestir-se para o primeiro baile à loucura de Rastoptchin cometendo assassinatos com um machado até Anna Karenina, atirando-se sobre a linha de comboio, o escritor constrói personagens que revelam a complexidade psicológica do ser humano.

A História de Tolstói

Leo Tolstoy pintado por Nikolai Ge (1884)
Na Rússia do século XIX, mas precisamente, na cidade de Yasnaya Polyana, em 09 de setembro de 1828 nascia Liev Nikolaievich Tolstói, cujo nome também pode ser pronunciado como Léon Tolstói, Leo Tolstoi ou Leo Tolstoy.

Filho de uma família da nobreza russa, Tolstói ficou órfão de mãe aos dois anos e sete anos depois perdeu o pai. Em 1844 ingressou na Universidade de Kazan, que abandonou três anos depois se mudando para Moscovo.

O sentimento de vazio existencial que o atormentava na juventude, levou-o, em 1851, a alistar-se no exército da Rússia, combatendo na Guerra da Criméia, experiência que marcou profundamente sua vida e obra, e que também colaborou para que, mais tarde, se tornasse um pacifista.

No final da década de 50, de volta à sua terra natal, o autor preocupado com a precariedade da educação no meio rural criou uma escola, para filhos de camponeses, e, ao contrário da pedagogia da época, deixava os alunos livres, sem excessivas regras e punições.

No ano de 1862, viveu um casamento conturbado com Sônia Andreievna Bers, com quem teve 13 filhos. Porém embora estivesse cercado por sua família e fosse bem-sucedido como escritor, Tolstói viva atormentado por questões insolúveis sobre o sentido da vida e da religião, que o levaram mais tarde a se converter ao cristianismo e adotar uma vida de simplicidade. 

Nessa época o autor publicou a obra “Ressurreição”, na qual expõe a sua própria concepção da religião, sendo, em 1901, excomungado pela Igreja Ortodoxa Russa, passando também a ser considerado como uma ameaça ao governo, tendo muitos dos seus livros proibidos.

Tolstói jamais conseguiu esclarecer as inúmeras contrariedades de sua alma, mas talvez seja por essa razão que tenha sido capaz de escrever com tamanha sensibilidade e intensidade. E hoje, um século depois da sua morte, sua obra continua a ser lida no mundo inteiro, exercendo o fascínio sobre os leitores e influenciando novos escritores.

Saiba mais sobre a vida do escritor nos sites Net Saber e Jornal Público.
A Editora Abril convida roteiristas e desenhistas a mostrar seu talento no Prêmio Abril de Personagens, que tem como intuito promover e incentivar a produção de conteúdo infantil de qualidade.


Para participar os concorrentes, maiores de 18 anos, terão que criar narrativas infanto-juvenis, em forma de histórias em quadrinhos, para o público de 7 a 12 anos. As histórias poderão ser de humor, ação, aventura, mistério, ou qualquer outro gênero, sendo vetadas apenas as histórias com teor impróprio para o público-alvo.

Os três melhores trabalhos serão selecionados pela Editora Abril, pela Associação Brasileira de Produtores Independentes de Televisão (ABPI-TV), além de serem submetidos à apreciação e votação do público. Ao final do concurso, o vencedor irá assinar um contrato com a Editora e terá sua obra publicada.

Segundo a Editora Abril o grande desafio de produzir conteúdo para crianças contribui para o enriquecimento do repertório cultural da sociedade, propiciando, assim, a difusão do saber e do conhecimento.

As inscrições para o concurso deverão ser feitas, até 19 de dezembro de 2010, pelo site do Prêmio Abril de Personagens.
O ensaísta, poeta, escritor de romances e livros de viagem, Robert Louis Balfour Stevenson, nascido em 13 de novembro de 1850, comemora na data de hoje, 160 anos.


Nascido em Edimburgo, Escócia, o autor escreveu uma extensa lista de poemas, contos e livros, publicados de 1877 a 1893. Entre suas obras mais famosas estão os clássicos “O Médico e o Monstro”, “As Aventuras de David Balfour” também conhecido como “Raptado” e o livro que o imortalizou, “A Ilha do Tesouro”.

Sobre o Autor

imagem: divulgação
Filho único de um próspero engenheiro civil, Stevenson ingressou aos 17 anos, na Universidade de Edimburgo para seguir a tradição de estudos da família, mas acabou desistindo da engenharia, pois não tinha interesse pela área. Mais tarde, com o consentimento do pai começou a estudar Direito, porém nunca chegou a advogar.

Em 1876, o autor conheceu Fanny Osbourne, uma americana com quem se casou no início de 1880, regressando logo depois à Escócia. Por ordem medica, pois sofria de tuberculose, mudou-se com a mulher e o enteado para a Suíça, e em seguida para o Sul da França, à procura de um clima que amenizasse sua doença.

Até que, no ano de 1892, finalmente se fixou com a família em Samoa, onde ficou conhecido como “Contador de Histórias”. Foi nestas ilhas que Stevenson morreu, em três de Dezembro de 1893, aos 44 anos, vítima de um derrame cerebral.

O Médico e o Monstro

O Médico e o Monstro (Strange Case of Dr Jekyll and Mr Hyde) é um romance publicado originalmente em 1886, que fala sobre um advogado londrino chamado Gabriel John Utterson, que investiga estranhas coincidências entre seu velho amigo, Dr. Henry Jekyll, e o misantropo Edward Hyde.

A obra é conhecida por sua representação vívida do fenômeno de múltiplas personalidades, mostrando que dentro de uma mesma pessoa pode existir tanto uma personalidade boa quanto má, ambas muito distintas. Como um dos trabalhos mais vendidos de Stevenson, o livro inspirou adaptações para o teatro, o cinema, entre outros.

A Ilha do Tesouro

Em pleno século XVIII, numa pequena cidade litorânea da Inglaterra, o jovem Jim Hawkins, cujos pais são proprietários da Hospedaria Almirante Benbow,  relata sua caça ao tesouro. Desde a descoberta do mapa até a volta da ilha, uma história repleta de lutas, motins, astucia e muitos lances de sorte.

A Ilha do Tesouro (Treasure Island), escrito em 1883, é considerado um clássico da literatura infanto-juvenil. Pois foi nessa obra, que pela primeira vez foram mencionados os mapas do tesouro, as arcas cheias de ouro enterradas e marcadas com um X, além da criação do famoso estereótipo do pirata, com uma perna-de-pau e um papagaio no ombro.

Ouro Preto, Patrimônio Cultural da Humanidade, cidade que respira arte, literatura e história, servirá de palco para o 6º Fórum das Letras, até o dia 15 de novembro.

Nesse ano, o evento homenageia a literatura africana na língua portuguesa, devido à sua influência na cultura brasileira, especialmente na história de Minas Gerais, erguida pelas mãos de escravos durante o Ciclo do Ouro.

"O português é a quarta língua mais falada do mundo, mas a literatura produzida nos países lusófonos ainda não é muito difundida no mundo e nem mesmo nos próprios países de língua portuguesa dos três continentes. Por isso, o Fórum das Letras reforça sua missão de promover a interação cultural e literária entre os países que se irmanam no uso deste idioma", diz a coordenadora do fórum, Guiomar de Grammont.

Nos seis dias do fórum, que teve inicio em 10 de novembro, serão realizadas mesas de discussões, palestras e outras atrações. Renomados escritores, estudantes, personalidades e todo o público participam de uma vasta programação.

Entre os escritores confirmados estão os portugueses Luandino Vieira, Inocência da Mata e Margarida Paredes. Os brasileiros Ferreira Gullar, Nei Lopes, Laurentino Gomes, Décio Pignatari, João Paulo Cuenca, Luiz Antônio Simas, Ricardo Aleixo e Júnia Furtado. E os moçambicanos Mia Couto e Paulina Chiziane (primeira mulher moçambicana a publicar um romance) e os angolanos Pepetela, Ondjaki, Carmo Neto, João de Melo, Adriano Botelho e João Maimona.

Durante a programação do evento o público também pode conferir o “Fórum das Letrinhas”, que tem o objetivo de aproximar as crianças do universo literário, e o “Literatura em Cena”, debates a respeito da herança cultural deixada pelos portugueses e escravos africanos.

Além do “Via-Sacra Poética”, projeto com a intenção de promover o encontro do público com autores jovens ou já consagrados, fazendo com que a poesia seja integrada ao cotidiano da população. Sua programação é composta por lançamento de livros, leitura de poesias, exibição de vídeos-poema, performances poéticas, cortejos e shows musicais ligados à literatura.

Há também o “Ciclo Bravo! de Jornalismo e Literatura”, com o intuito de concentrar, em um só espaço, as discussões sobre literatura e jornalismo, duas áreas que têm muito em comum. O encontro, realizado no Anexo do Museu da Inconfidência, contará com a participação de escritores, jornalistas e editores nacionais e estrangeiros.

Para saber mais sobre a programação do evento é só conferir o site oficial do Fórum das Letras.