"É impossível viver sem fracassar em alguma coisa, a não ser que você viva com tanto cuidado que acabe não vivendo de verdade - e, neste caso, você fracassa por omissão." - J. K. Rowling

Inspirado na obra dos irmãos Grimm, o filme da Disney traz as telas do cinema os mais cativantes personagens dos contos de fadas em uma história que explora as consequências dos desejos.


Dirigido por Rob Marshall (Chicago), com roteiro adaptado por James Lapine, o longa-metragem, que teve sua estreia em 25 de dezembro de 2014 nos EUA, recebeu três indicações ao Oscar 2015, incluindo ao de melhor atriz coadjuvante para Maryl Streep.

Era uma vez...

Também baseado no musical homônimo da Broadway criado por Stephen Sondheim em 1987, o filme mistura diversos personagens dos clássicos contos de fadas com a história original de um padeiro (James Corden) e sua mulher (Emily Blunt), que desejam ter uma família, mas para isso precisam quebrar o feitiço de uma vingativa bruxa (Meryl Streep) que vive na floresta.

Correndo contra o tempo, o casal precisa reunir os ingredientes para reverter o feitiço: a capa da Chapeuzinho Vermelho (Lilla Crawford), que está a caminho da casa da vovó quando encontra o Lobo Mau (Johnny Depp), a vaca leiteira de Jack (Daniel Huttlestone) que é trocada por feijões mágicos, e o cabelo de Rapunzel (Mackenzie Mauzy), que se encontra as escondidas com seu príncipe (Billy Magnussen), enquanto o irmão dele, o príncipe encantado (Chris Pine) procura por Cinderela (Anna Kendrick), que possui o último ingrediente, seu sapatinho.

Assim, numa jornada que promete muita confusão, heróis, vilões, donzelas em perigo e crianças travessas acabam tendo seus caminhos entrelaçados dentro da floresta, que esconde segredos, magias, e grandes perigos, onde todos estão à procura daquilo que mais desejam.

O filme também conta com a participação de vários outros personagens dos contos de fadas, como o Gigante do pé de feijão (Frances de la Tour), a mãe de Jack (Tracy Ullman), a vovó da Chapeuzinho Vermelho (Annette Crosbie), a mãe da Cinderela (Joanna Riding), sua madrasta (Christine Baranski), e suas irmãs Florinda (Tammy Blanchard) e Lucinda (Lucy Punch), entre muitos outros.

Cuidado com o que deseja

Numa mistura de fantasia, música e humor, “Caminhos da Floresta” (Into the Woods) mostra a busca dos personagens por aquilo que mais desejam, na esperança de que isso os leve até o seu final feliz. Assim como explora as consequências desses desejos, que muitas vezes acabam não sendo exatamente aquilo que eles imaginavam, causando ainda mais problemas e infelicidades.


Com um elenco de renomados atores, o filme apresenta os famosos personagens sob um novo ponto de vista, em uma trama bem desenvolvida, que embora seja inspirada nos contos de fadas, consegue ser original, com surpreendentes reviravoltas, hilários encontros e tristes desencontros. Além, é claro, de muitas canções, e encantadores efeitos visuais.

No entanto, o longa deixa um pouco a desejar em alguns quesitos, como nos cenários da floresta, que a princípio são impressionantes, mas ao longo das cenas passam a se repetir, dando a impressão de que os personagens podem se esbarrar um no outro ao virar uma árvore, o que de fato acontece algumas vezes. Há ainda o roteiro, que apesar de ter preservado a origem e muito das histórias dos personagens, fez algumas alterações em suas personalidades e no seu final, que é de partir o coração e as ilusões daqueles que cresceram adorando os contos de fadas e seus “felizes para sempre”.

Mas apesar de tudo, “Caminhos da Floresta” não chega a decepcionar, cumprindo o seu objetivo de reapresentar ao público os clássicos contos de fadas de uma forma atual e divertida, além de abordar de maneira descontraída as consequências dos desejos egoístas e das ações imaturas.

Saiba mais sobre o filme em seu site oficial no Brasil.

Confira o trailer (em inglês):

A editora LeYa lança, oficialmente, o primeiro volume da série “Os Mercadores de Navios-Vivos” da autora bestseller americana Robin Hobb.


“O Navio Arcano” (Ship of Magic), publicado originalmente em janeiro de 1998, conta com tradução de Gabriel Oliva Brum e 864 páginas repletas de aventura, magia e mistério, que narram uma emocionante história com inúmeras referências a clássicos como “Moby Dick” e “Mestre dos Mares”.

A história

Essa é uma aventura marítima, que conta a história de um orgulhoso grupo de famílias que navega pelos mares bravios do Reino dos Antigos, repletos de piratas e serpentes, a bordo de seus navios-vivos – embarcações mágicas feitas de madeira-arcana, capazes de adquirir vida própria.

Raros e valiosos, os navios-vivos têm uma ligação íntima com a família que os comprou, e sua vida só é despertada depois que três membros de gerações seguidas morrem em seu convés, como no caso da embarcação Vivácia.

A bordo dela navega a filha do capitão, Althea Vestrit, abalada com o estado de saúde do pai, mas ansiosa pelo despertar de seu amado navio. Enquanto isso, o ardiloso pirata Kennit anseia por obter seu próprio navio-vivo.

A trilogia “Liveship Traders” de Robin Hobb, também autora da famosa “Saga do Assassino”, é composta pelos livros “O Navio Arcano” (1998), “The Mad Ship” (1999) e “Ship of Destiny” (2000). Sendo que, os dois últimos volumes têm previsão de lançamento no país em 2018.
O clássico da ficção científica do renomado autor Philip K. Dick, que inspirou o filme “Blade Runner”, retorna às livrarias de todo o país em uma edição especial, lançada pela editora Aleph.


Comemorando 50 anos de publicação, “Androides sonham com ovelhas elétricas?” (Do Androids Dream of Electric Sheep?), publicado originalmente em 1968, conta com 336 páginas, tradução de Ronaldo Bressane, um ensaio exclusivo de Rodrigo Fresán e outro de Douglas Kellner e Steven Best, que analisam os cenários pós-apocalípticos criados por Dick nesta e em outras obras. 

A história

Em uma terra decadente coberta por poeira radioativa e devastada por uma guerra atômica, Rick Deckard é um caçador de recompensas. Para melhorar seu precário padrão de vida, Deckard sonha sem substituir sua ovelha de estimação elétrica por um animal verdadeiro – um sonho de consumo que vai além de sua condição financeira.

Ele vê a chance de realizar esse sonho ao ser chamado para um novo trabalho: perseguir e aposentar seis androides que assassinaram seus mestres. Mas as convicções de Deckard podem mudar quando ele percebe que a linha que separa o real e o fabricado não é mais tão nítida quanto acreditava.


A edição possui ainda capa dura com uma belíssima arte e impressão em duas cores (preto e vermelho). Além de dez ilustrações exclusivas, assinadas por artistas nacionais e internacionais, entre eles Dave Mckean, Peter Kuper, Liniers, Elena Gumeniuk, Antonello Silverini, Rebecca Hendin, Danilo Beyruth, Guilherme Petreca, Gustavo Duarte e Bianca Pinheiro. 

Saiba mais sobre o livro no site oficial da editora Aleph.
"Quão abençoadas são algumas pessoas que na vida não têm medos ou pavores, que dormem à noite como se dormir fosse uma benção que não traz nada além de doces sonhos." - Bram Stoker

Já começou a tradicional Primavera Literária do Rio de Janeiro, um dos maiores eventos de editoras independentes do país, que tem como objetivo promover a bibliodiversidade e a difusão da cultura literária nacional.


Em sua 17ª edição, a Primavera Literária Rio está de casa nova, trocando os jardins do Museu da República pela histórica Casa França, na rua Visconde de Itaboraí, nº 78, no centro da cidade. O evento acontece até o dia 29 de outubro, das 10 às 20h, sendo que a entrada é gratuita.

Primavera de atrações

Com inúmeras atrações para agradar a todos os públicos, o evento conta com palestras, oficinas, apresentações artísticas, saraus, música, lançamentos de livros e de novos autores, além de sessões de autógrafos, debates e bate-papos com inúmeros convidados, que se reúnem para discutir temas como à política, o conservadorismo, a gastronomia, o mercado editorial, o livro digital, a história, a literatura infanto-juvenil, a literatura em tempos de redes sociais, o marketing digital, e muito mais. 

Entre os convidados estão o cantor, compositor e escritor Martinho da Vila, que participa de um debate sobre o Rio de Janeiro, crônicas e música. Assim como o professor e historiador Bernardo Kocher, o cineasta Pedro Asbeg, o escritor e artista visual Bruno Dante, a juíza Andrea Pachá, o jornalista e ator Ernesto Xavier, a ilustradora Thais Linhares, o escritor e ilustrador Marcelo Amaral, a antropóloga Alba Zaluar e o poeta Bruno Levinson. Além dos autores Arnaldo Mourthé, Joana Monteleone, Andrea Viviana Taubman, e muitos outros.

O evento também conta com a participação de mais de 40 editoras independentes, que oferecem uma grande variedade de títulos para os inúmeros leitores. Como as vendas serão realizadas diretamente pelas editoras, os visitantes contam com descontos especiais de até 20% em relação aos preços praticados nas livrarias.

Outras atrações

A Primavera Literária Rio deste ano celebra o Rio de Janeiro, propondo uma reflexão sobre a realidade da cidade e o momento atual em que se encontra. Além de prestar uma homenagem ao antropólogo, escritor e político brasileiro Darcy Ribeiro e a premiada escritora de livros infantis Sylvia Orthof, com mesas de debate, nas quais serão discutidas suas obras.

Há ainda o “Clube Quindim”, um espaço especialmente criado para o público infantil, que faz sua estreia na Primavera Literária com inúmeras atrações, como contação de histórias, jogos, oficinas, apresentações artísticas, e muito mais.

A Primavera Literária é uma realização da Liga Brasileira de Editoras (Libre), com o patrocínio do BNDES e o apoio do Ministério da Cultura, da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro, da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, da Casa França-Brasil e do Bibliomundi. O evento ocorre nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, e em 2015 a primavera também chegou às cidades de Belo Horizonte e Salvador. 

Saiba mais no site oficial da LIBRE.
Uma das maiores sagas de ficção científica, “Duna” do autor americano Frank Herbert, retorna as livrarias em novas e belíssimas edições, lançadas pela editora Aleph.


Com tradução revisada por Maria do Carmo Zanini, capa dura e um novo projeto gráfico desenvolvido por Pedro Inoue, os três livros da série já se encontram disponível nas livrarias de todo país. Sendo que, o primeiro volume “Duna” (Dune) conta com 680 páginas, ilustrações de Marc Simonetti e uma introdução especial do autor britânico Neil Gaiman.

Numa mistura de aventura, fantasia, política e horror, a obra narra a história de Paul Atreides, herdeiro de uma poderosa família, vítima de um golpe. Ele é treinado nas doutrinas secretas de uma antiga irmandade, que vê nele a esperança da realização de um plano urdido há séculos. Assim, tem início uma jornada, que transformará um homem comum em herói e messias.

Já o segundo volume, “Messias de Duna” (Dune Messiah), publicado originalmente em 1969, conta com 216 páginas, que aliam discussões políticas, filosóficas e religiosas à uma épica história de poder, vingança e redenção. Sendo que o livro terá como foco o lado humano de Paul e de sua irmã, Alia.

Na trama, doze anos se passaram desde a ascensão de Paul Atreis - ou Muad'Dib - ao trono. Arrakis tornou-se o centro do Imperium, a partir de onde os fremen se propagam a fim de levar sua filosofia e sua forma de governar aos planetas por eles conquistados. Os inevitáveis conflitos gerados por essa expansão fazem com que importantes facções contrárias ao imperador reúnam forças para detê-lo.

Filhos de Duna 

Agora, “Filhos de Duna” (Children of Dune), terceiro volume da consagrada série de Frank Herbert, publicado originalmente em 1976, conta com 528 páginas, que fecham com brilhantismo o arco da história iniciada no épico Duna.

Nove anos após os acontecimentos de Messias de Duna, o Imperium finalmente superou sua crise política e se estabilizou. Mas Arrakis não está seguro. Antigos inimigos e velhas ameaças retornam, deixando o planeta à mercê de traições e revoltas enquanto o governo regencial aguarda seus poderosos herdeiros por direito. Em meio a um embate de nível planetário e à maior crise política já vista, surge a misteriosa figura do Pregador, com a promessa de resgatar as tradições de Duna.