A bela cidade de Cartagena das Índias, na Colômbia, se torna palco de um dos principais eventos culturais da América do Sul, no qual a criatividade e o pensamento crítico se unirão para comemorar duas décadas de histórias e diálogos transformadores.


Celebrando sua 20ª edição, o Hay Festival, que acontece até o dia 02 de fevereiro, conta com uma programação excepcional que promete inspirar e encantar os amantes da literatura, arte e cultura. Além de contar com a presença de 190 autores de 28 países, que irão participar de inúmeros eventos, com o objetivo de promover a literatura local e internacional, a educação, o desenvolvimento, e o intercâmbio cultural. Além de dar voz a ideias que podem ajudar a transformar o mundo.

“São vinte anos de transformações e mudanças para a realidade colombiana e internacional, nos quais a cultura e o diálogo desempenharam um papel fundamental, ajudando-nos a compreender os nossos contextos, a conhecer o nosso passado e a imaginar propostas para um futuro melhor.”

Como parte da comemoração, o festival promove o “20 Anos, 20 Questões – Para entender o hoje e imaginar o amanhã”, um projeto colaborativo no qual colombianos de todas as idades e de todas as regiões do país definem as vinte questões-chave para o nosso tempo, como democracia, inteligência artificial, emergência climática, igualdades, literatura, ciência e cultura. Sendo que as questões selecionadas serão discutidas por alguns dos mais renomados escritores, intelectuais e artistas de diversos países, que também irão debater os mais variados assuntos, como o jornalismo, a política, a violência, a filosofia, a economia, a arte, o cinema, a música, a poesia, a gastronomia, e muitos outros.

Convidados

Entre os convidados estão o renomado romancista, jornalista e professor irlandês Colm Tóibín, o premiado autor americano Colson Whitehead, o jornalista, correspondente de guerra e escritor norte-americano Jon Lee Anderson, a escritora mexicana vencedora do Prêmio Pulitzer 2024, Cristina Rivera Garza, e o duplo vencedor do Prêmio Booker, ensaísta e autor britânico de origem muçulmana indiana, Salman Rushdie. Assim como o autor e professor vietnamita, vencedor do Prêmio Pulitzer 2016, Viet Thanh Nguyen, e o romancista americano vencedor do Prêmio Pulizer 1996, Richard Ford.

Também estão confirmados no evento a jornalista argentina Leila Guerriero, o premiado matemático britânico Marcus du Sautoy, o neurocientista argentino Mariano Sigman, o professor de filosofia e autor britânico John Sellars, o autor e fotografo argentino Daniel Mordzinski, a historiadora colombiana Diana Uribe, a jornalista britânica Yomi Adegoke, a romancista e poetiza americana Rachel Eliza Griffiths, o cantor e compositor colombiano Carlos Vives, a diretora americana de cinema Ava DuVernay, o biólogo colômbiano Javier Cajiao, a psicóloga, colunista, escritora e ativista feminina franco-colombiana Florence Thomas, o filósofo, jornalista e escritor alemão Wolfram Eilenberger, e diversos outros.

O evento conta ainda com a presença dos escritores Jennifer Ackerman (EUA), Juan Gabriel Vásquez (Colômbia), Juan Gómez-Jurado (Espanha), Nicola Lagioia (Itália), Lyonel Trouillot (Haiti), María Dueñas (Espanha), Gioconda Belli (Nicaragua), Justin Torres (EUA), Javier Zamora (El Salvador / EUA), Lena Khalaf Tuffaha (EUA/Palestina), Camila Sosa Villada (Argentina), Virginia Mendoza (Espanha), Osmundo Pinho (Brasil), Yurieth Romero (Caribe), entre muitos outros.

Juntos eles irão discutir temas como o racismo estrutural, o impacto da inteligência artificial em nossas vidas, a jornada das mulheres ao longo da história, guerra, ditadura, corrupção e ataques ao jornalismo, a arte dos atalhos e da abstração, a filosofia e Aristóteles, os segredos dos pássaros, a influência da Grécia antiga em nossos tempos, os desafios das cidades globais, a transição entre jornalismo e literatura através do formato do livro jornalístico, a importância das livrarias e das bibliotecas, os podcasts, o valor da ficção para a sociedade, o direito dos animais,  e muito mais.

O Festival

Assim, durante quatro dias, o festival conta com uma programação cultural atraente e diversificada, com direito a palestras, oficinas, lançamentos de livros, exposições, exibição de filmes e documentários, apresentações artísticas, concertos, saraus, premiações, e muito mais.

Celebrando duas décadas, o grande evento da Colômbia dedicado a literatura e à cultura, o Hay Festival Cartagena ganhará um documentário e um livro ilustrado pelas lentes de Daniel Mordzinski, conhecido como o “fotógrafo do escritor”. “Color Cartagena” oferece uma visão lúdica e inusitada da literatura do ponto de vista de um fotógrafo que está imerso no mundo do livro há quase meio século. Uma breve anedota e alguns pensamentos acompanham cada foto oferecendo ao leitor a chance de vislumbrar o caleidoscópio visual e emocional do Hay Festival Cartagena.

Tem também a tradicional “Gala de Poesía”, um dos eventos mais queridos pelo público do Hay Festival Cartagena, que regressa este ano com a participação de alguns dos mais renomados poetas nacionais e internacionais. Entre eles Piedad Bonnett (Colombia), María Buelvas (Colombia), Jorge Eljaik (Colombia), Mary Grueso (Colombia), María Negroni (Argentina), Yuliana Ortiz Ruano (Ecuador), Daniela Pabón (Colombia), Cristina Rivera Garza (Mexico) e Mayra Santos-Febres (Porto Rico).

O festival conta ainda com um espaço dedicado ao público infantil e adulto, o “Hay Festival Comunitario”, que também levará a cultura as comunidades mais vulneráveis de Cartagena e demais municípios. Sem falar no “Hay Joven”, um programa de eventos destinado a estudantes, professores, pesquisadores e outros funcionários de universidades de Cartagena.

Há ainda o “Clubes dos Livros”, que oferece encontros próximos com uma seleção de participantes do programa em espaços para conversas aprofundadas sobre os trabalhos mais recentes de algumas personalidades do Festival. Para aqueles que não puderem comparecer ao festival tem o Hay Digital, que oferece um vislumbre de reflexões inspiradoras de mentes brilhantes sobre temas atuais.

O Hay Festival é uma instituição de caridade que oferece festivais globais de histórias, ideias e novas possibilidades. Idealizado em 1987, o Hay Festival Global realiza eventos e projetos em todo o mundo, da cidade histórica de Cartagena, na Colômbia, ao coração de cidades no Peru, México, Espanha, EUA, e na cidade literária de Hay-on-Wye, no País de Gales, onde fica sua sede.

Saiba mais sobre o evento no site oficial do Hay Festival Cartagena.
Estão abertas as inscrições para o Prêmio Barco a Vapor de Literatura Infantil e Juvenil, que tem como objetivo revelar novos autores, estimular a criação literária nacional e propiciar aos jovens leitores o acesso a textos inéditos e de qualidade.


Em sua 21ª edição, o prêmio, organizado pela Fundação SM e pela SM Educação, irá contemplar obras de ficção nos gêneros romance e novela para crianças e jovens. Sendo aberto a autores, maiores de 18 anos (completados até fevereiro de 2025), de todas as nacionalidades, residentes no Brasil.

As inscrições devem ser feitas até o dia 14 de fevereiro de 2025, no site oficial do concurso. Participando apenas textos inéditos em qualquer meio (impresso ou eletrônico) e escritos originalmente em língua portuguesa. Cada candidato poderá inscrever no máximo dois originais, que devem ser assinados por um nome fictício (pseudônimo).

O resultado do concurso e a data e local da entrega do prêmio, serão divulgados nos sites das Organizadoras e do Prêmio Barco a Vapor. O vencedor será premiado com a quantia de 40 mil reais, como adiantamento por direitos autorais, além de ter seu livro publicado na coleção Barco a Vapor.

Confira o regulamento e faça sua inscrição no site oficial do concurso.
Feliz Ano Novo, pessoal! Finalmente, chegou o momento de dizer adeus a 2024 e concluir as últimas páginas do ano, e que ano meus amigos. 


Dezembro foi um mês marcado pela chegada do verão, o calor intenso, as chuvas, as festividades e uma baita ressaca literária, que me levou a jogar de vez a toalha e admitir a minha derrota em completar o meu desafio de ler 100 livros em 2024. Tudo isso, enquanto me recuperava lentamente da extração de um dente siso, um mal estar generalizado, e lidava com uma internet lenta.

Em meio a esse caos, dei o meu melhor para postar todas as matérias pendentes do ano, na sua maioria sobre as premiações literárias. Também consegui ler dois eBooks da minha estante digital, graças ao fato de ter assinado o Everand, plataforma de audiobooks do Scribd, e ainda resisti aos lançamentos do mês, adquirindo apenas a sequência de uma série que estou lendo.

Sem mais demora, vamos as leituras!

Comecei o mês finalizando a leitura do vigésimo nono eBook do meu projeto “Zero TBR”, o romance sobrenatural E se fosse verdade... de Marc Levy, que deu origem a um dos meus filmes preferidos. No entanto, apesar da história ser criativa e interessante, a narrativa foi bem monótona e nem um pouco empolgante como o filme.


Logo depois iniciei a leitura do trigésimo eBook do meu projeto “Zero TBR”, Perto o bastante para tocar de Colleen Oakley. Mais um romance com uma história criativa e um toque de drama. Porém com personagens mais carismáticos e um final  emocionante.

Resumindo, dezembro passou se arrastando em meio a 37°C e 579 páginas repletas de emoção, romance, e um toque sobrenatural. Apesar de não ter lido tanto quanto esperava neste mês, estou grata por ter conseguido fazer algum progresso no meu projeto “Zero TBR” e por seguir adiante com o Read What You Own Challenge. Além disso estou animada com a chegada do Ano Novo e das novas leituras!

Mas, como foi o seu fim de ano? Conseguiu completar o seu desafio de leitura? Eu adoraria ouvir mais sobre isso nos comentários!
Mais um capítulo que se fecha nessa história sem fim, na qual digo adeus a 2024, um ano marcado por desventuras em série, fortes emoções e tristes acontecimentos, que abalaram as minhas estruturas. Mas a esperança é a última que morre, portanto ao soar da meia noite assistindo aos fogos de artifício iluminando o céu concentro minhas energias e desejos no ano novo. 


Como sempre dou inicio ao ano cheia de planos, com inúmeras listas, objetivos e metas para 2025, no entanto desta vez com expectativas mais realistas. Seguindo a tradição que comecei em 2022 vou dividir aqui com vocês algumas das minhas resoluções de ano novo envolvendo as minhas leituras e os meus projetos para o blog. Mas antes, vamos dar uma olhada nas páginas de 2024 e ver o tamanho do estrago.

Pegue uma bebida e acomode-se. Vamos começar! ☕️

No Capítulo anterior...

Apesar das boas energias e grandes esperanças, 2024 conseguiu ser pior do que 2023, no qual acabei mais uma vez enfrentando uma torrente de problemas pessoais, familiares e técnicos, que bagunçaram a minha vida e a minha saúde. Além de afetarem significativamente as minhas leituras e os meus planos para o blog, me levando a flopar em todas as inúmeras metas e resoluções que estabeleci no início do ano a começar pela principal delas; “Não ser tão dura comigo, levar as coisas com calma e não me sentir culpada por não conseguir ler ou postar o bastante”.

Quanto as outras metas, além de ter adicionado quatro novas séries a minha lista, só consegui concluir 02 das 44 que estou lendo atualmente, li apenas 06 dos 12 clássicos que leio todos os anos, e não li nem metade dos mais de 200 livros que tenho na minha estante e no meu kindle. Na verdade, li apenas 21 livros e 06 mangás da minha estante física e 15 eBooks da minha estante virtual. Sendo que adicionei 17 eBooks e 05 livros físicos as minhas estantes, a maioria deles sequências de séries que estou lendo no momento. Assim, encerro o ano com 294 livros na minha TBR, 165 físicos e 129 eBooks.

Também não me saí muito bem nas maratonas, tendo falhado no Buzzword Reading Challenge e no Read What You Own Challenge, assim como em muitas outras ao longo do ano. Porém consegui concluir a Beat The Backlist, pois para participar basta apenas ler livros da backlist (fundo de catálogo), que foram publicados antes de 2024, e já que estou evitando comprar lançamentos, li apenas backlists este ano. Também estou em dia com o r/Fantasy Bingo Challenge, faltando apenas 10 livros para completá-lo, em março de 2025.

Apesar de tudo isso, e de não ter conseguido concluir a minha meta de 100 livros no Goodreads, este até que não foi um ano tão ruim em termos de leitura. Pois dentre os 75 livros que li estavam alguns mangás incríveis, como Fullmetal Alchemist de Hiromu Arakawa, cuja coleção completei este ano, City Hunter de Tsukasa Hojo, que pretendo finalizar em 2025, e os primeiros volumes de O Único Destino dos Vilões é a Morte de SUOL e Gwon Gyeoeul e Kusuriya no Hitorigoto - Diários de uma Apotecária de Itsuki Nanao.
Já entre os meus livros preferidos deste ano estão os primeiros volumes de quatro séries que pretendo dar continuidade; Cordialmente Cruel de Maureen Johnson, A Garota no Gelo de Robert Bryndza, A Ilha do Guardião da Tempestade de Catherine Doyle, e  Luz dos Jedi de Charles Soule. Além de duas fantasias com um toque de romance; As Quatro Rainhas Mortas de Astrid Scholte e  Enraizados de Naomi Novik, assim como uma fascinante coletânea do mestre da ficção científica; Eu, Robô de Isaac Asimov, e o clássico do mistério, O Cão dos Baskerville de Sir Arthur Conan Doyle. Sendo que em 2024 finalizei a leitura de todas as aventuras de um dos meus detetives preferidos, Sherlock Holmes. Também passei a ouvir mais audiobooks, e até assinei o Audible US, o Audiobooks.com e o Everand por um período de teste.

Com relação ao blog, apesar do meu notebook ter parado de funcionar no primeiro dia do ano e eu só ter conseguido comprar um novo em março, e depois ter ficado sem internet durante meses, consegui recuperar o tempo perdido e postar 50 matérias em 2024, tendo faltado apenas duas para concluir a minha meta. Curiosamente, uma das minhas matérias mais populares foram sobre o Projeto Zero TBR e o r/Fantasy. Mais uma vez, as redes sociais acabaram não sendo uma prioridade para mim, embora tenha me inscrito no Bluesky quando o X-Twitter foi proibido no país, e não tenha deixado de divulgar os posts, ou passado horas assistindo vídeos no Youtube. 

Um Novo Capítulo

Ano Novo! Vida Nova! Hora de abrir um novo capítulo, mas mantendo o mesmo desejo, paz e saúde! Depois de refletir cheguei a conclusão de que o primeiro passo para atingir esse objetivo é diminuir um pouco o ritmo, e aceitar as minhas limitações. O que não será uma tarefa fácil, por esta razão decidi criar algumas metas para me ajudar.


Assim, em 2025 vou estabelecer a minha meta de leitura para 60 livros no Goodreads e no The StoryGraph. Além disso também pretendo dar andamento a algumas séries lendo pelo menos o segundo volume, não irei comprar muito livros e eBooks, a não ser que sejam sequências de séries e mangás que estou lendo, e continuarei focando nos livros e mangás que tenho na minha estante e no meu Kindle, seguindo adiante com o “Projeto Zero TBR”.

Não pretendo deixar de participar das minhas maratonas de leitura preferidas, como a nona edição do Beat The Backlist idealizado por Austine Decker, a quinta edição do Buzzword Reading Challenge criado pela Kayla do canal Books and Lala no youtube, e o Read What You Own Challenge do canal CriminOlly. Também pretendo participar pela primeira vez do Read Your Bookshelf do canal Chantel Reads All Day e do Desafio Literário das Palavras-Chaves do canal Geek Freak, e talvez também participe de algumas maratonas mensais, com a Middle Grade March, a March Mystery Madness, a May The Force Read With You, a Shorty September, e a Picture This!

Respire, Reflita, Realize...

As minhas resoluções com relação ao blog e as redes sociais continuam as mesmas, a de organizar um calendário de conteúdo que me possibilite criar posts interessantes e de qualidade sobre temas que eu amo no meu tempo, e que facilite a divulgação nas redes sociais.

Para isso vou contar com a ferramenta de programar posts, assim não vou atrasar ou deixar de postar algo porque a internet não funcionou no dia. Como nas redes sociais, apenas o Facebook, o Instagram, o Pinterest, o Tumblr e o Linkedin possuem a ferramenta, estou pensando em usar a plataforma Buffer para programar posts no X-Twitter e no Bluesky. Também irei estabelecer a meta de 50 posts a serem publicados em 2025, e tentarei postar mais resenhas esse ano, com a ajuda do meu experimento de escrita, que pretendo dar continuidade.

Mas me conta, o que vocês acharam das minhas resoluções? Vocês têm alguma resolução para o ano novo? Vão participar de algum desafio de leitura interessante? Desejo-lhes uma boa sorte e muito sucesso!

Feliz Ano Novo e Boas Leituras! 🍴
Aqui estão algumas das principais novidades de dezembro, que é, geralmente, um mês mais devagar para o mercado editorial brasileiro, assim foram poucos os lançamentos que consegui reunir nesta lista, mas são todos bem interessantes. 


Entre eles seis famosos mangás, uma fantasia épica no universo Cosmere, a nova versão de um clássico conto de fadas, a sequência de uma saga space opera, e a conclusão de uma duologia de fantasia gótica. Lembrando que todos esses livros estão disponíveis em versão física e digital na Amazon.

Sem mais demora, vamos a lista.

Em dezembro, a editora Trama lançou a fantasia épica do autor best-seller Brandon Sanderson. “Warbreaker: O Sopro dos Deuses”, publicado originalmente em junho de 2009, conta com 708 páginas, nas quais combina uma construção de mundo profunda, personagens complexos e temas de divindade, sacrifício e rebelião. Sendo que, o livro também está inserido no universo mais amplo de Sanderson, o Cosmere, que inclui séries como “Os relatos da Guerra Das Tempestades” e “Mistborn”.

Esta é a história de duas irmãs e princesas de Idris. A princesa caçula, Siri, desfruta de certa liberdade, uma vez que não foi criada para atender às demandas da realeza. Vivenna, porém, é educada e treinada para se casar com o Rei-Deus de Hallandren e salvar seu povo.

Quando a possibilidade de uma guerra com Hallandren se aproxima, Dedelin, o Rei de Idris, não tem outra escolha a não ser enviar a filha para poupar seu povo, pelo menos por enquanto. Mas o tratado não diz qual filha ele deve mandar.

Em um mundo onde os que morrem em glória retornam como deuses para viver como exemplo, cercados por luxo e regras, uma magia chamada Respiração BioCromática é a base de um poder centrado em cores e pode manipular tudo ao redor. Aqui, não só as princesas podem ser a chave da guerra ou da paz, mas também os poderosos reis e deuses, os que desejam poder e os que querem se livrar dele, os bons e os maus e, principalmente, o misterioso Vasher, o Warbreaker.

Já a editora Universo dos Livros lançou o mais novo volume da série “Twisted Tales” , que apresenta a versão sombria de alguns dos maiores sucessos da Disney. “Enrolados às Avessas” (What Once Was Mine) de Liz Braswell, publicado originalmente em setembro de 2021, conta com tradução de Gabriela Peres Gomes e 400 páginas, nas quais é narrada uma nova versão da história da Rapunzel, uma na qual sua mãe bebe uma poção da flor errada.

Desesperados para salvar a vida da rainha e da princesa ainda não nascida, os leais súditos vasculham o reino à procura da Flor Mágica Dourada, cujos poderes podem curar as duas… mas, por engano, acabam por colher a flor errada. Depois de ser curada pela Flor Mágica Prateada, a rainha dá à luz uma garotinha saudável com cabelos cinzentos e prateados como a lua. Mas o perigo se esconde por trás de suas misteriosas madeixas: elas lhe dão o poder de ferir, não de curar. E, para garantir a segurança do reino, Rapunzel é trancada no alto de uma torre e colocada sob os cuidados da poderosa Mamãe Gothel.

Por dezoito anos, Rapunzel permanece trancada em sua torre, sabendo que deve proteger todos da magia de seu cabelo. Quando finalmente decide deixar o único lar que conheceu, interessada em ver as luzes flutuantes que sempre aparecem no dia do seu aniversário, ela se vê enrolada em uma aventura inesperada com dois ladrões: uma aspirante a fora da lei chamada Gina e o fugitivo Flynn Rider. Antes de viver feliz para sempre, Rapunzel percebe que ainda há muito a descobrir a respeito da sua história, da magia de seu cabelo e do seu futuro.

Outra aguardada sequência lançada esse mês pela editora Aleph foi o segundo volume da trilogia “Hyperion” do autor best-seller Dan Simmons. “A Queda de Hyperion” (The Fall of Hyperion), publicado originalmente em março de 1990, conta com tradução de Leonardo Alves e 688 páginas, nas quais acompanhamos a continuação impressionante da aventura épica que nos leva de volta a um futuro distante resplandecente com drama e invenção.

Conectado por uma rede de milhares de portais, o governo interplanetário da Hegemonia do Homem se vê ameaçado por uma conspiração sem precedentes. Quando naves alienígenas tomam os céus de Hyperion e uma criatura imbatível se ergue para amedrontar a população no solo do planeta, medidas hão de ser tomadas.

Se o controle não for restabelecido, o progresso secular de uma civilização com dezenas de bilhões de indivíduos estará em risco.

Esse destino está nas mãos de um grupo de peregrinos enviado às Tumbas Temporais após longa viagem. Um a um, deverão sacrificar-se ao Picanço em uma batalha da qual só haverá um sobrevivente. A redenção pessoal não é uma alternativa.

Uma saga espacial única, conceitos instigantes, questionamentos à conduta durante guerras e a convivência entre inteligências artificiais e humanos combinam-se nesta continuação de proporções épicas, escrita com a qualidade literária premiada de Dan Simmons.

Continuando com as séries, a editora Alt lançou a conclusão da duologia “O Rei Pastor da autora do best-seller “Uma Janela Sombria”, Rachel Gillig. “Duas Coroas Retorcidas” (Two Twisted Crowns), publicado originalmente em outubro de 2023, conta com tradução de Sofia Soter e 368 páginas, nas quais Elspeth e Ravyn embarcam em uma perigosa busca para salvar o reino.

Durante quase toda a sua vida, Elspeth conviveu com um monstro em sua cabeça: o Pesadelo. Um espírito antigo e poderoso que a protege e mantém seu segredo a salvo. Mas nada de graça vem.

O Pesadelo, por fim, tomou a cabeça de Elspeth ― e não se sabe mais o que é menina e o que é monstro. No entanto, somente ele pode ajudar a salvar o reino de Blunder, já que é o único que sabe onde está escondida a Carta dos Amieiros Gêmeos, a última que falta para completarem o baralho que controla a magia do lugar. A carta que eles precisavam para quebrar a maldição da bruma e salvar quem amam.

Para reunir as doze Cartas da Providência, Elspeth e Ravyn vão encarar uma jornada sombria e perigosa que pode exigir tudo deles, até mesmo suas vidas. E o Pesadelo talvez não consiga mais ser contido.

Já quanto aos mangás, a editora JBC lançou o primeiro volume da edição especial de “Sailor Moom Eternal” de Naoko Takeuchi, a décima segunda edição em formato wideban de “Inu-Yasha” de Rumiko Takahashi, e o volume seis da edição de colecionador de “Neo Genesis Evangelion de Yoshiyuki Sadamoto. Enquanto que a editora Panini lançou este mês o volume treze de “Frieren e a Jornada para o Além” de Kanehito Yamada e Tsukasa Abe, o volume dez de “Kusuriya No Hitorigoto - Diários de uma Apotecária” de Itsuki Nanao, e o volume trinta e dois de “Komi não consegue se comunicar” de Tomohito Oda.
Assim, esses são os lançamentos do mês que mais me chamaram a atenção. Mas e você, quais desses lançamentos está mais ansioso para ler? Me conta nos comentários.
Os vencedores deste ano de um dos mais prestigiados e controversos prêmios sci-fi, o Prêmio Hugo, foram anunciados, no dia 11 de agosto, durante a 82ª Convenção Mundial de Ficção Científica em Glasgow, Escócia. 


Criado em 1953 pela World Science Fiction Society (WSFS) como uma homenagem a Hugo Gernsback, o fundador da pioneira revista de ficção científica Amazing Stories, o Prêmio Hugo é entregue anualmente para os melhores trabalhos e realizações de fantasia ou ficção científica do ano anterior. Ano passado, quando o prêmio foi sediado na China, várias obras foram desqualificadas por motivos políticos. Este ano, 377 votos foram desqualificados quando se descobriu que faziam parte de uma campanha fraudulenta para favorecer um dos finalistas.

Sendo que o grande vencedor em 2024, na categoria melhor romance, foi “Some Desperate Glory” primeiro romance de Emily Tesh. Uma ópera espacial queer sobre os destroços da guerra, a família que você encontra e quem você deve se tornar quando todas as escolhas são tiradas de você.


Durante toda a sua vida, Kyr treinou para o dia em que poderá vingar o assassinato do planeta Terra. Criada nas entranhas da Estação Gaia ao lado do que sobrou da humanidade, ela se prepara para enfrentar a Sabedoria, a arma toda-poderosa e transformadora da realidade que deu aos Majoda sua vitória sobre a humanidade.

Kyr é uma das melhores guerreiras de sua geração, a espada de um planeta morto. Mas quando o Comando designa seu irmão para a morte certa e a relega ao berçário para gerar filhos até que ela morra tentando, Kyr sabe que deve tomar a vingança da humanidade em suas próprias mãos.

Ao lado do amigo brilhante, mas sedicioso e de um alienígena solitário e cativo, ela escapa de tudo que já conheceu para um universo muito mais complicado do que lhe foi ensinado e muito mais maravilhoso do que ela poderia ter imaginado.

Já nas demais categorias “Imperial Radch” de Ann Leckie venceu como melhor Série, “Thornhedge” de T. Kingfisher, também vencedor do Locus 2024, como melhor Novella e Naomi Kritzer ganhou nas categorias melhor Conto com “Better Living Through Algorithms” e melhor Novelette com “The Year Whithout Sunshine”.

Confira a lista completa de finalistas e vencedores do Prêmio Hugo em seu site oficial.
A Locus Science Fiction Foundation anunciou, em 22 de junho de 2024, durante o evento Locus Awards Weekend em Oakland, Califórnia, os vencedores da 53ª edição do Prêmio Locus. 


Concedido anualmente, desde de 1971, o Prêmio Locus tinha originalmente como foco a ficção científica, mas a partir de 1978 passou a abranger a categoria fantasia, e hoje o prêmio presta homenagens aos melhores dos melhores em diversas categorias, como terror, ficção especulativa, literatura jovem adulta, contos de ficção, coleções, antologias, e muito mais.

Sendo que o grande vencedor deste ano na categoria de melhor Ficção Científica foi “System Collapse” de Martha Wells, o sétimo volume da série “The Murderbot Diaries”, que começou a ser lançada este ano no país pela editora Aleph, com o livro “Alerta Vermelho” também vencedor do Locus de 2018 na categoria de melhor Novella.

A corporação Barish-Estranza enviou naves de resgate para um planeta recém-colonizado em perigo, bem como SecUnits adicionais. Mas se existe uma corporação ética por aí, o Murderbot ainda não a encontrou, e se Barish-Estranza não pode ficar com o planeta, eles com certeza não partirão sem alguma coisa. Se esse algo for uma colônia inteira de humanos, bem, uma força de trabalho livre é um prêmio decente para o segundo colocado.

No entanto, há algo errado com o Murderbot, ele parece não estar funcionando dentro dos parâmetros operacionais normais. A tripulação da ART e os humanos da Preservação estão fazendo tudo o que podem para proteger os colonos, portanto Murderbot precisa descobrir o que há de errado com ele, e rápido.

Surpreendentemente, Martha Wells também venceu na categoria de melhor Fantasia com o livro “Witch King”, primeiro volume da série “The Rising World”, na qual um demônio é acordado por um mago inferior de um sono profundo em seu confinamento em uma elaborada armadilha de água. Agora, em busca de respostas ele precisará reunir seus aliados e usar toda a sua magia para desespero de seus inimigos.


Já na categoria de melhor Horror o vencedor foi “A House with Good Bones”, uma assombroso história gótica que explora as raízes sombrias e retorcidas que se escondem logo abaixo do verniz de um lar e família perfeitos, escrita pela premiada autora T. Kingfisher, que também levou o prêmio de melhor Novella com “Thornhedge”. Uma história de apenas 116 páginas sobre uma heroína em forma de sapo, um cavaleiro gentil e uma missão que deu completamente errado.

Quanto aos demais vencedores, “Promises Stronger Than Darkness” de Charlie Jane Anders levou o prêmio na categoria de melhor livro Jovem Adulto, enquanto que “The Saint of Bright Doors” de Vajra Chandrasekera foi premiado como melhor Livro de Estréia do ano. Já “The Rainbow Bank” de Uchechukwu Nwaka venceu na categoria de melhor Novelette, “How to Raise a Kraken in Your Bathtub” de P. Djèlí Clark na categoria de melhor História Curta, “Out There Screaming” de Jordan Peele & John Joseph Adams na categoria de melhor Antologia, e “Gata Branca, Cão Preto (White Cat, Black Dog) de Kelly Link na categoria de melhor Coleção.

No país foram publicados inúmeros livros, contos e antologias vencedores de diversas categorias do Prêmio Locus. Entre eles os clássicos da ficção científica Os Próprios Deuses de Isaac Asimov, Encontro com Rama de Arthur C. Clarke, Os Despossuídos de Ursula K. Le Guin, Guerra Sem Fim de Joe Haldeman, O Orador dos Mortos de Orson Scott Card, O Livro do Juízo Final de Connie Willis, Hyperion de Dan Simmons, e Foundation's Edge de Isaac Asimov. Assim como Boneshaker de Cherie Priest, Redshirts de John Scalzi e O Fim da Morte de Cixin Liu.

Já na categoria fantasia temos os livros Tehanu: O Nome da Estrela de Ursula K. Le Guin, Santuário dos Ventos de Lisa Tuttle e George R. R. Martin, O Silmarillion de J. R. R. Tolkien,  As Brumas de Avalon de Marion Zimmer Bradley, Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban de J. K. Rowling, Enraizados de Naomi Novik, Todos os pássaros no Céu de Charlie Jane Anders, Babel de R. F. Kuang, O Céu de Pedra e Nós somos a Cidade de  N. K. Jemisin. Assim como A Guerra dos Tronos, A Fúria dos Reis, A Tormenta de Espadas e A Dança dos Dragões de George R. R. Martin. Sem falar em Deuses Americanos, O Oceano no fim do Caminho e Os Filhos de Anansi de Neil Gaiman.

Confira a lista completa de finalistas e vencedores do Prêmio Locus em seu site oficial.