A cidade italiana de Bolonha se torna palco hoje de um dos mais importantes eventos dedicados à literatura infanto-juvenil, a Feira Internacional do Livro Infantil de Bolonha, que este ano terá a Alemanha como país homenageado.


Em sua 53ª edição, o evento que acontece até o dia 7 de abril, no Centro de Exposições de Bolonha, na Piazza Costituzione, também irá celebrar os 100º aniversário do escritor inglês Roald Dahl, autor do clássico “O Livro da Selva”. Assim como os 400 anos de morte dos renomados autores William Shakespeare e Miguel de Cervantes.

Com o tema “Combustível a Imaginação” (Fuel the Imagination), a edição deste ano contará ainda com a presença de inúmeros convidados nacionais e internacionais, como o autor, editor e tradutor britânico Daniel Hahn, a jornalista e autora alemã Susan Kreller, o ilustrador e autor italiano Alessandro Sanna e a escritora americana Veronica Roth, autora da famosa série “Divergente”. Assim como os renomados ilustradores Chris Riddell (Reino Unido), Nadia Budde (Alemanha), Roger Mello (Brasil), Aljoscha Blau (Alemanha/Rússia), Junko Yokota (Japão), e muitos outros

Fim de Semana para Jovens Leitores

Desde sua primeira edição, em 1964, a Feira do Livro Infantil de Bolonha tem sido dedicada, exclusivamente, aos profissionais do mercado editorial internacional, como autores, ilustradores e designers gráficos, tradutores, editores, agentes literários, livreiros, bibliotecários, professores, entre muitos outros.

No entanto, pela terceira vez, o evento irá abrir suas portas ao público permitindo a entrada de crianças, jovens e suas famílias, além de milhares de fãs da literatura infanto-juvenil, que durante, os dias 8 a 10 de abril, desfrutam da 3ª edição do “Fim de Semana para Jovens Leitores”, no qual poderão conferir os últimos lançamentos literários, as grandes exposições e participar de encontros com renomados autores e ilustradores da literatura infanto-juvenil.

Além de conferir a grande Biblioteca Internacional, nos dois mil metros quadrados do Hall 21, que oferece milhares de livros dos melhores editores de todo o mundo, presentes na Feira do Livro Infantil de Bolonha. Sem falar, nas 19 premiações e menções honrosas realizadas durante o evento, entre elas a primeira edição do Prêmio Strega Ragazze e Ragazzi.

Programação Profissional

Assim, nos próximos quatro dias, cerca de 1.200 expositores de 98 países, incluindo o Brasil, além de milhares de profissionais do mundo inteiro, se reúnem em uma área de mais de 24 mil metros quadrados, para expor seus trabalhos, fazer negócios e participar de palestras, lançamentos, exposições, conferências, debates e bate-papos sobre os mais variados assuntos, como a literatura, a ilustração, o livro digital, as graphic novels, a música, o cinema, a arte, a educação, e muito mais.


Sendo que, este ano o evento irá dedicar pela primeira vez um pavilhão inteiro, o Hall 32, às mídias digitais, em resposta ao crescente interesse no meio literário em novas mídias. Uma das maiores novidades da feira o “Bologna Digital Media”, será palco para um debate internacional sobre as últimas tendências em aplicativos infantis, novas mídias e produções de TV e Cinema. Além de masterclasses realizadas por especialistas internacionais em mídia digital, edição e licenciamento.

A Feira do Livro contará ainda com as já tradicionais áreas, como o “Café Autores”, o “Centro de Tradutores” e a “Exposição Ilustradores”, que celebra 50 anos nesta edição, com uma exibição especial de obras dos 50 mais talentosos artistas de todo o mundo, que marcaram a história da Exposição de 1967 até os dias atuais. E por falar em exposições, o país convidado de honra do evento, a Alemanha, irá apresentar aproximadamente 300 obras originais de cerca de 30 de seus melhores ilustradores nos 300 m2 da exposição “Olhe!”.

Confira a programação completa do evento no seu site oficial.
"Palavras são, na minha nem tão humilde opinião, nossa inesgotável fonte de magia, capazes de ferir e de curar!" - J. K. Rowling (Harry Potter e as Relíquias da Morte)

Países do mundo inteiro celebram hoje, 02 de abril, o “Dia Internacional do Livro Infantil”, em homenagem ao aniversário do autor dinamarquês Hans Christian Andersen, conhecido como o pai dos contos de fadas.


A data foi instituída, em 1967, pela International Board on Books for Young People (IBBY), uma organização sem fins lucrativos que representa uma rede internacional de pessoas com o objetivo de inspirar o amor pela leitura nos mais jovens.

A Celebração

Todos os anos, para celebrar o Dia Internacional do Livro Infantil, a IBBY escolhe um tema e convida um autor de um de seus países membros para escrever uma mensagem para as crianças do mundo inteiro. Sendo que, a mensagem é acompanhada por um cartaz, especialmente, criado para a data por um ilustrador, também do país anfitrião.

Assim, com o tema “Era uma Vez”, o país convidado deste ano é o Brasil, sendo representado pelo famoso ilustrador e autor, Ziraldo, e pela escritora de livros infantis, Luciana Sandroni, que ao invés de uma mensagem de incentivo à leitura decidiu criar um conto especial para as crianças.

Era uma vez...

Era uma vez uma... Princesa? Não.
Era uma vez uma biblioteca. E também uma menina chamada Luisa, que foi à biblioteca pela primeira vez. A menina caminhava lentamente, puxando uma enorme mochila com rodas. Ela olhava ao redor para tudo com admiração: estantes e mais estantes cheias de livros ... mesas, cadeiras, almofadas coloridas, desenhos e cartazes nas paredes.
- Eu trouxe uma foto de mim mesma - disse ela timidamente para a bibliotecária.
- Maravilhoso, Luisa! Eu vou emitir seu cartão da biblioteca. Enquanto isso, você pode escolher um livro. Você pode escolher um livro para levar para casa, ok?
- Só um? - ela perguntou desapontada.
De repente, o telefone tocou e a bibliotecária deixou a menina com a difícil tarefa de escolher apenas um livro naquele mar de livros nas estantes. Luisa puxou a mochila e procurou, procurou até que encontrou o seu favorito: Branca de Neve. Era uma edição de capa dura, com belas ilustrações. Com o livro na mão, ela puxou a mochila novamente e, quando ela estava saindo, alguém bateu no seu ombro. A menina se virou e quase caiu para trás de surpresa: era ninguém menos do que O Gato de Botas com o seu livro nas mãos, ou melhor, nas patas!
- Bom dia! Como vai sua tia? - brincou o gato fazendo uma reverência. - Luisa, você já não sabe tudo o que há para saber sobre essas histórias sobre princesas? Por que você não leva o meu livro, O Gato de Botas, que é muito mais divertido?
Luisa, espantada, com os olhos arregalados, não sabia o que dizer.
- Qual é o problema? O gato comeu sua língua? - ele brincou.
- Você é realmente O Gato de Botas?!
- Sou mesmo eu! Em pelo e osso! Bem, então, me leve para a sua casa e você saberá tudo sobre a minha história e a do Marquês de Carabás.
A menina, de tão perplexa, só fez que sim com a cabeça.
O Gato de Botas, num passe de mágica, voltou para o livro e, quando Luisa já estava saindo, alguém bateu em seu ombro de novo. Era ela: "branca como a neve, bochechas avermelhadas como o sangue, e cabelos negros como o ébano." Você sabe quem era?
- Branca de Neve!? - disse Luisa, completamente chocada.
- Luisa, me leve com você também. Essa edição - disse mostrando o próprio livro - é uma adaptação fiel da história dos irmãos Grimm.
Quando a menina estava se preparando para trocar de livro de novo, O Gato de Botas apareceu muito irritado:
- Branca de Neve, Luisa já decidiu. Volte para os seus seis anões.
- São sete! E ela não se decidiu coisa nenhuma! - exclamou Branca de Neve ficando vermelha de raiva.
Os dois encararam a menina esperando uma resposta:
- Eu não sei qual levar. Eu quero levar todos...
De repente, muito inesperadamente, a coisa mais extraordinária aconteceu: todos os personagens começaram a sair de seus livros: Cinderela, Chapeuzinho Vermelho, Bela Adormecida e Rapunzel. Era um time de verdadeiras princesas.
- Luiza, me leve para casa com você! - Todas elas imploraram.
- Eu só preciso de uma cama para dormir um pouquinho - disse Bela Adormecida, bocejando.
- Apenas uma centena de anos, um pouquinho - zombou O Gato.
Cinderella começou - Eu posso limpar a sua casa, mas à noite eu tenho uma festa no castelo do...
- Príncipe! - gritaram todos.
- Na minha cesta eu tenho bolo e vinho. Alguém quer? - Ofereceu Chapeuzinho Vermelho.
Depois disso, surgiram mais personagens: O Patinho Feio, A Pequena Vendedora de Fósforos, O Soldadinho de Chumbo e A Bailarina.
- Luisa, podemos ir com você? Nós somos personagens de Andersen - perguntou o Patinho Feio, que não era assim tão feio.
- Sua casa é quentinha? - perguntou a Menina dos Fósforos.
- Ahhh, se tiver uma lareira, é melhor ficarmos por aqui... - comentou o Soldadinho com a Bailarina.
Então, inesperadamente, um lobo peludo, enorme, apareceu com dentes afiados, bem ali na frente de todos:
- O Grande Lobo Mau!!!
- Lobo, que boca grande você tem! - exclamou Chapeuzinho Vermelho por hábito.
- Eu vou te proteger! - disse o Soldadinho de Chumbo, muito corajoso.
Foi então que o Lobo Mau abriu sua enorme boca e ... Comeu todos? Não. Ele só bocejou por estar cansado e então disse muito tranquilamente:
- Calma, pessoal. Eu só queria dar uma ideia. Luisa poderia levar o livro, Branca de Neve, e nós poderíamos ir dentro de sua mochila, que é suficientemente grande para todos.
Todo mundo achou a idéia muito boa:
- Nós podemos Luisa? - perguntou a Menina dos Fósforos, que estava tremendo de frio.
- Tudo bem! - ela disse, abrindo a mochila.
Os personagens de contos de fadas fizeram uma fila e começaram a entrar:
- Primeiro as princesas!" exigiu Cinderela.
No último minuto, os personagens brasileiros também apareceram: Saci, Caipora, uma boneca de pano muito tagarela, um menino muito maluquinho, uma menina com uma bolsa amarela, outra com uma foto da bisavó colada no corpo, um reizinho mandão. Todos eles entraram.
A mochila estava mais pesada do que nunca. Os personagens eram tão pesados! Luisa pegou o livro, Branca de Neve, e a bibliotecária anotou no cartão.
Um pouco mais tarde, a menina chegou em casa muito feliz, e sua mãe gritou lá de dentro:
- Chegou, querida?
- Chegamos!

Luciana Sandroni

Saiba mais no site oficial do IBBY (em inglês).

Feliz Dia Internacional do Livro Infantil, leitores! :)
Tem inicio hoje um dos mais importantes eventos literários de Santa Catarina, a Feira do Livro de Joinville, que acontece até o dia 10 de abril no Centreventos Cau Hansen.


Em sua 13ª edição, a Feira do Livro terá como patrono o escritor, desenhista, fotógrafo, ator e artista plástico joinvilense, Juarez Machado, que estará presente no evento lançando seu mais novo livro A Partida, além de também comparecer a abertura oficial da feira às 19h.

Programação

Com o tema “A Literatura pede Passagem”, o evento deste ano tem como objetivo promover o encontro de autores de várias regiões com o público e estimular a formação de leitores. Sendo que para isso contará com as mais diversas atrações, como exposições, teatro, cinema, música e apresentações artísticas. Além de projetos educativos voltados à leitura, palestras, contação de histórias, saraus, lançamentos de livros, sessão de autógrafos, e debates e bate-papos com inúmeros convidados.

Entre eles o escritor, crítico de literatura e de cinema João Batista Melo, o jornalista, ensaísta, roteirista e autor Luís Pimentel, a escritora e ilustradora Márcia Széliga, o economista e autor Delton Batista e a atriz, cronista, poeta e autora Clarice Steil Siewert. Assim como os escritores Leo Silva, Graciela Mayrink, Cacá Melo e Lira Vargas, além do jornalista, professor e autor Guilherme Diefenthaeler e do dramaturgo e Membro da Academia Joinvilense de Letras, Jura Arruda, entre muitos outros.

A feira do livro, realizada pelo Instituto da Cultura e Educação com apoio da Prefeitura de Joinville e da Fundação Cultural de Joinville, acontece de segunda a sexta, das 9h às 21h, e nos sábados e domingos até às 20h. Sendo que a entrada é franca.

Confira a programação completa no site oficial do evento.
A editora Zahar lança, oficialmente, hoje a edição de luxo comentada e ilustrada do clássico “Os Livros da Selva”, do premiado autor britânico Rudyard Kipling.


Considerado um dos maiores clássicos da literatura universal, “Os Livros da Selva” (The Jungle Book) reúne em um único volume, de 400 páginas, os dois textos de Rudyard Kipling (1865-1936), que narram à emocionante história de Mowgli, o filhote de homem criado por lobos nas florestas da Índia, além de diversas outras histórias, todas publicadas em revistas nos anos de 1893 e 1894.

Adorado por leitores de todas as idades, o menino lobo é protagonista de oito dos quinze extraordinários contos que formam o conjunto desta obra, ao lado de personagens inesquecíveis como Bagheera, a pantera-negra que o protege, Baloo, o urso que ensina as Leis da Selva aos filhotes de lobo, Akela, o lobo solitário líder da Alcatéia, e Shere Khan, o traiçoeiro tigre manco que deseja matar Mowgli.

Sem falar, que essa edição inclui ainda, como apêndice, a primeira história de Mowgli, intitulada “Dentro da Rukh”.

A obra também possui texto integral com tradução de Alexandre Barbosa de Souza com a colaboração de Rodrigo Lacerda, além de mais de 240 notas explicativas, e 28 ilustrações originais de W.H. Drake e John Lockwood Kipling, pai do escritor. Assim como apresentação e cronologia da vida e obra do autor. Sendo que a versão impressa apresenta uma belíssima edição em capa dura e acabamento de luxo.

Saiba mais sobre o livro no site oficial da Companhia das Letras.
Neste segundo dia de outono, mais de cem países celebram o “Dia Mundial da Poesia”, uma data instituída pela UNESCO, com o propósito de promover e preservar o gênero lírico, como uma manifestação da diversidade linguística, da liberdade de expressão e da criatividade.


Considerada uma das sete artes tradicionais, a poesia com seus versos e metáforas é um gênero literário que usa de forma fascinante recursos linguísticos e estéticos como um meio de comover, sensibilizar, despertar e expressar sentimentos e, muitas vezes, a consciência.

Razão pela qual, durante a sua 30ª sessão, realizada em Paris, no ano de 1999, a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) decidiu proclamar o dia 21 de março como o “Dia Mundial da Poesia”, criando uma ação global que daria reconhecimento e novo impulso aos movimentos poéticos nacionais, regionais e internacionais. Tendo como principal objetivo apoiar a diversidade linguística através da expressão poética, além de oferecer às línguas em vias de extinção a oportunidade de serem ouvidas dentro de suas comunidades, assim como promover a leitura, escrita, publicação e ensino da poesia através do mundo.

“Ao prestar homenagem aos homens e mulheres cujo único instrumento é a liberdade de expressão, que imaginam e agem, a UNESCO reconhece na poesia o seu valor como um símbolo da criatividade do espírito humano. Ao dar forma e palavras ao que não as tem – como a beleza insondável que nos rodeia, o imenso sofrimento e miséria do mundo – a poesia contribui para a expansão da nossa humanidade comum, ajudando a aumentar a sua força, sua solidariedade e sua autoconsciência”, diz Irina Bokova, diretora-geral da UNESCO em mensagem ao Dia Mundial da Poesia no site oficial da organização.

Assim, milhares de pessoas ao redor do mundo comemoram o dia de hoje participando de saraus e recitais, nos quais diversos Poetas são convidados para ler e compartilhar o seu trabalho com o público em livrarias, cafés, universidades, escolas e ao ar livre. Além de promover a poesia por meio de ações, concursos, exposições e homenagens a grandes poetas nacionais e internacionais.

Ao longo desse mês, as celebrações acontecem em toda parte, incluindo nas estações de metrô e ruas das cidades brasileiras, como São Paulo, onde são promovidos hoje saraus e competições de poesia. Já em Lisboa, as comemorações acontecem no Centro Cultural de Belém (CCB), que realiza diversas atrações, como a tradicional Feira do Livro de Poesia e uma maratona de leitura dedicada a Luís Vaz de Camões e William Shakespeare.

Saiba mais sobre o Dia Mundial da Poesia neste post.
"Os olhos do poeta, em seu ardente delírio, vão do céu à terra, da terra ao céu. E como a imaginação corporifica as formas de coisas desconhecidas, a pena do poeta as transforma em formas e dá ao nada uma habitação e um nome."                                                               - William Shakespeare (Sonho de uma noite de verão)

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