Já começou a tão aguardada Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), um dos maiores e mais importantes eventos literários do país.


Em sua 11ª edição, o evento, que acontece até o dia 07 de julho, irá homenagear o professor, jornalista, editor, cronista e escritor alagoano, Graciliano Ramos, autor do clássico da literatura brasileira “Vidas Secas”.

Sendo que nesta edição, a Flip decidiu criar um novo espaço para discutir o cenário político atual do país.  Assim o evento contará com três mesas de debates sobre as movimentações que tomaram as ruas do país nas últimas semanas.

Presença Confirmada

Pensadores de diversas áreas, como o filósofo Vladimir Safatle, o historiador britânico T.J. Clark, o economista André Lara Resende, assim como o correspondente do jornal espanhol El País no Brasil, Juan Arias, e o escritor e diretor teatral Marcos Vinicius Faustini participam das três mesas incorporadas à Tenda dos Autores.

O festival literário conta ainda com a participação da autora americana Lydia Davis, do cientista político e poeta egípcio Tamim Al-Barghouti, do jornalista e escritor britânico Geoff Dyer e do bósnio Aleksandar Hemon.

Assim como o jornalista e biógrafo Ruy Castro, a autora Alice Sant'Anna, o arquiteto Paul Goldberger, os cineastas Eduardo Coutinho e Nelson Pereira dos Santos. Além do cantor Gilberto Gil, responsável por abrir o evento.

FlipMais

Composta de uma série de eventos paralelos a festa literária, a FlipMais é realizada na Casa da Cultura e na tenda do telão entre os dias 4 e 6 de julho. O evento contará com mesas literárias, shows e exibição de filmes.

A festa literária terá ainda em sua programação a Flipinha, destinada ao público infantil e a FlipZona, uma iniciativa de cultura, educação e tecnologia, voltada aos jovens.

As mesas da programação principal da Flip serão transmitidas ao vivo pelo streaming do site oficial do evento. Também é possível acompanhar a cobertura pelo Twitter, além de enviar perguntas para a Tenda dos Autores.

Saiba mais sobre o evento no site oficial da Flip.
Estréia esta noite nos Estados Unidos a série Under the Dome inspirada no romance homônimo do mestre do suspense, Stephen King.


Produzida pela Amblin Entertainment, empresa do famoso cineasta Steven Spielberg, a série, exibida pela rede americana CBS, já conta com treze episódios garantidos para a sua primeira temporada.

“Under The Dome” narra à história dos moradores da pequena cidade de Chester's Mill, no Maine, que um belo dia, inexplicavelmente, se encontra isolada do resto do mundo, quando uma misteriosa e impenetrável barreira se forma ao seu redor. Ninguém pode sair ou entrar, famílias são separadas, não há mais nenhum tipo de abastecimento, nem socorro externo. Presos sob a redoma, os moradores entram em pânico, enquanto um pequeno grupo procura manter a paz e a ordem, além de tentar descobrir o que de fato está acontecendo e como escapar da redoma.

Considerado um sucesso de vendas, o livro, que conta com mais de 900 páginas, foi publicado em 2009 nos Estados Unidos. A obra já se encontra disponível no Brasil, lançada pela editora Suma de Letras com o título de “Sob a Redoma”.

Produção

Stephen King também participa da produção da série, lendo scripts, oferecendo conselhos e visitando o set, no entanto o autor deixa boa parte do desenvolvimento do enredo e dos personagens para os produtores executivos da série.

Entre eles estão Neal Baer, Justin Falvey, Darryl Frank, Stacey Snider, Jack Bender. Além de Brian K. Vaughan (Lost) responsável por escrever o roteiro, que será dirigido por Neils Arden Oplev (Os Homens que não amavam as Mulheres).

Photo: Michael Tacktt/CBS
Já no elenco, a série conta com alguns nomes conhecidos como Rachelle Lefevre (Crepúsculo), Dean Norris (Breaking Bad), Aisha Hinds (True Blood), Jolene Purdy (Gigantic), Colin Ford (Supernatural), Mike Vogel (Cloverfield), Britt Robertson (Secret Circle) e Natalie Martinez (CSI: NY), entre muitos outros.

Assista ao trailer (em inglês):

Estão abertas as inscrições para a edição 2013/2014 do Prêmio SESC de Literatura, que tem como objetivo revelar novos talentos e promover a literatura nacional.


O concurso, que completa 10 anos nesta edição, irá premiar obras inéditas nas categorias “Conto” e “Romance”, destinadas ao público adulto. Sendo aberto a autores, maiores de 18 anos, brasileiros ou estrangeiros residentes no Brasil.

Inscrições

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas até o dia 30 de agosto, pelo site oficial do concurso. Os concorrentes devem ainda enviar quatro exemplares da obra inscrita, pelo correio, para uma das unidades do SESC, listadas no site.

Cada concorrente poderá participar com apenas uma obra em cada categoria, que deve ser escrita em língua portuguesa e corresponder à formatação determinada no edital do concurso. As obras devem ter ainda entre 130 e 400 páginas, caso seja um Romance, e 70 e 200 páginas, caso seja um livro de Contos.

Premiação

As obras inscritas serão avaliadas por uma Comissão Julgadora formada por escritores, jornalistas, especialistas em literatura e críticos literários, indicados pelo SESC. Sendo que o resultado será divulgado em março de 2014.

O vencedor de cada categoria terá sua obra publicada e distribuída comercialmente pela editora Record, com uma tiragem inicial de 2 mil exemplares, e irá receber os direitos autorais correspondentes à comercialização nas livrarias.

Além de ter seus livros distribuídos para toda a rede de bibliotecas e salas de leitura do SESC e SENAC em todo o país e para escritores, críticos literários e formadores de opinião.

A Comissão Julgadora irá ainda conceder menção honrosa a três candidatos de cada categoria, que receberão um certificado emitido pelo SESC, atestando a qualidade da obra para possível análise e publicação no mercado editorial, além de kits com livros publicados pela editora Record.

Saiba mais sobre o Prêmio SESC de Literatura no site oficial do concurso.
O autor Adam Johnson recebeu da Universidade de Columbia de Nova York, um dos mais prestigiados prêmios dos Estados Unidos, o Pulitzer, na categoria de melhor livro de ficção, pela obra “The Orphan Master’s Son”.


Considerado pelo The New York Times como "Extremo, brilhante", o livro é descrito pelo júri do prêmio como “um romance primorosamente construído que leva o leitor a uma jornada aventureira às profundezas do totalitarismo da Coreia do Norte e para os espaços mais íntimos do coração humano”.

The Orphan Master’s Son

Lançado em 10 de janeiro de 2012 pela editora americana Random House, o livro narra à história de Pak Jun Do através das águas geladas, túneis escuros, e câmaras de espionagem do regime ditatorial da Coreia do Norte.

Após sua mãe desaparecer de forma suspeita sob os auspícios do regime ditatorial do país, o jovem Jun Do é criado apenas pelo pai, diretor de um orfanato. Com o tempo ele alcança posições cada vez mais importantes no Estado, sendo reconhecido por sua lealdade e pelos instintos aguçados, até se tornar um sequestrador profissional a serviço do Estado.

Vivendo em meio à violência extrema, regras voláteis e exigências absurdas das autoridades coreanas, Jun do é levado ao limite do que qualquer ser humano é capaz de suportar, até que se vê sem opções quando o próprio ditador, Kim Jong II, ameaça "roubar" a mulher que ele ama.

A obra já se encontra disponível no Brasil, tendo sido lançada no final de 2012 pela editora Lafonte, com o título “Jun Do”.

O autor

foto: divulgação
Adam Johnson nasceu em Dakota do Sul e cresceu no Arizona, onde obteve seu bacharelado em Jornalismo. Sendo que atualmente ele é professor de escrita criativa na Universidade de Stanford, e autor de best-sellers.


Além da obra “The Orphan Master’s Son”, Johnson também escreveu uma coletânea de contos intitulada “Emporium”, assim como o romance “Parasites Like Us”, vencedor do California Book Award.

Nas demais categorias literárias...

Além da categoria de Melhor Livro de Ficção, o Pulitzer destina mais quatro categorias a área de Literatura, sendo elas Melhor Livro de Não-Ficção, Melhor Biografia ou Auto-Biografia, Melhor Livro de História e Melhor Livro de Poesia.

Entre os premiados deste ano, na categoria de Não-Ficção, esta a obra “Devil in the Grove: Thurgood Marshall, the Groveland Boys” do autor Gilbert King. Já na categoria História, o vencedor foi o livro “Embers of War: The Fall of an Empire and the Making of America's Vietnam” do professor Fredrik Logevall, que leciona história na Cornell University.

O autor, historiador e jornalista, Tom Reiss ganhou o prêmio de Melhor Biografia com o livro “The Black Count: Glory, Revolution, Betrayal, and the Real Count of Monte Cristo”. Assim como, Sharon Olds levou o título de Melhor Livro de Poesia pela obra “Stag's Leap”.

O prêmio, que existe desde 1917, é entregue apenas a pessoas que realizam trabalhos de excelência nas áreas de Jornalismo, Literatura e Música. Premiando os vencedores com a quantia de 10 mil dólares.

Confira todos os vencedores no site oficial do Prêmio Pulitzer.
Nesta segunda-feira, a página inicial do site de buscas, Google, exibe seu mais novo doodle, uma homenagem ao ilustrador e autor de histórias infantis, Maurice Sendak, que completaria hoje 85 anos.


Nascido em 1928 na cidade de Nova York, EUA, Maurice Sendak ilustrou e escreveu inúmeros livros, traduzidos para diversos idiomas. Além de receber vários prêmios, como a Medalha Caldecott (1964), o Hans Christian Andersen (1970) e a National Medal of Arts (1997), a mais alta distinção artística dos Estados Unidos.

O autor

foto: divulgação
Sendak cresceu apreciando os contos criados por seu pai, considerado um excelente contador de histórias, além disso, o jovem sempre teve talento para ilustração.


Mas sua estreia como ilustrador só ocorreu em 1951 quando foi contratado para fazer a arte da obra "Wonderful Farm", de Marcel Aymé.

No entanto, sua carreira como ilustrador alcançou seu auge por mero acaso, quando ao ver um manuscrito de livro infantil na mesa de um editor se ofereceu para ilustrá-lo. O livro “Zlateh The Goat” de Isaac Bashevis Singer foi publicado em 1966, rendendo a Sendak seu primeiro prêmio.

Em 1957, o autor começava a escrever e ilustrar seus próprios livros, entre eles as obras “In the Night Kitchen” e “Outside over there”, além de seu maior sucesso, “Where the Wild Things Are” (“Onde Vivem os Monstros”, no Brasil), que já vendeu mais de 19 milhões de cópias.

Suas obras mais famosas

"Onde Vivem os Monstros" foi publicado em 1963 e conta a história de Max, um garoto que após fazer uma grande travessura acaba de castigo no quarto. Lá Max mergulha em um mundo de fantasia, onde conhece um grupo de monstros gigantes com quem vive inúmeras aventuras.

Sendo que em 1973 uma animação foi produzida contando a história do livro, e em 2009 a obra foi adaptada para o cinema, dirigida e roteirizada por Spike Jonze ("Adaptação", "Quero Ser John Malkovich").

No entanto, no Brasil, uma das obras mais conhecidas do autor é “Seven Little Monsters” ("Os Sete Monstrinhos"). A história publicada em 1977 se tornou sucesso entre os fãs após ser transformada, em 30 de setembro de 2000, em um desenho animado, exibido pela TV Cultura.


Maurice Sendak faleceu em 8 de maio de 2012 na cidade de Danbury, em Connecticut, vitima de um derrame aos 83 anos, mas mesmo após sua partida seu trabalho permanece na memória de seus fãs e na história da literatura infantil. 

Uma homenagem especial

Para celebrar a data de hoje, o Google criou um doodle animado com ilustrações dos principais personagens criados pelo escritor em suas obras. A começar pelo garotinho fantasiado de monstro com uma coroa, personagem do livro “Where the Wild Things Are” (“Onde Vivem os Monstros”).

Ao clicar no botão dentro do balão de conversa, o garotinho começa a caminhar por diversas cenas dos livros de Sendak, sendo seguido por vários outros de seus personagens. No final, todos se reúnem em volta de um bolo de aniversário com velinhas de 85 anos.


Para aqueles que não sabem, o doodle é o nome dado aos logos comemorativos do Google, utilizados para celebrar feriados, aniversários e as vidas de cientistas e artistas famosos.
Tem inicio hoje a 9ª edição do Fórum das Letras, que acontece até o dia 2 de junho na cidade histórica de Ouro Preto.

Com o tema “Literaturas de Origem”, o evento tem a intenção de valorizar a identidade, a diversidade e a literatura produzida pelos países de língua portuguesa, além de promover o diálogo entre autor e leitor.

Programação

O Fórum contará com a participação de grandes nomes da literatura contemporânea que irão discutir os mais variados assuntos em espaços como o “Ciclo de Jornalismo e Literatura”, o “Fórum das Letrinhas” destinado ao público infantil, além da “Via-Sacra Poética” e da “Programação Principal”.

Entre os autores convidados estará a poetiza mineira, Adélia Prado que irá discutir o tema central do evento “Literaturas da Origem”, no palco do Cine Teatro Vila Rica, espaço que sediará a maior parte dos debates. Sendo que também estão confirmados nomes como Eduardo Spohr, Affonso Romano de Sant’Anna, Humberto Werneck, Mino Carta, Ângela Lago, Francisco Viegas, Luisa Geisler entre muitos outros.

Confira a programação completa no site oficial do Fórum das Letras.
Inspirado no famoso conto de Philip K. Dick, “O Vingador do Futuro” é a mais nova adaptação do clássico da ficção científica, que explora a tênue linha entre a realidade e a fantasia.


Dirigido por Len Wiseman (Anjos da Noite), o longa metragem é uma versão bem diferente do clássico de 1990 dirigido por Paul Verhoeven e protagonizado por Arnold Schwarzenegger.

Na trama

No final do séc. XXI, uma guerra química deixou a Terra quase inabitável. O terreno habitável é agora o recurso mais valioso da Terra. Apenas dois territórios restaram: A União Federativa Britânica (UFB) e a Colônia. A cada dia, trabalhadores da Colônia viajam através do Planeta pelo único transporte possível: “A Queda”.

Douglas Quaid (Colin Farell) é um operário da Colônia que sonha em trocar sua frustrante rotina por uma vida cheia de aventuras. Obcecado com a ideia ele decide procurar a Recall, que lhe oferece a solução perfeita, memórias artificiais de uma vida como agente secreto implantadas em seu cérebro.

No entanto, algo sai errado durante o procedimento, e Quaid se torna um dos homens mais procurados pela polícia, sendo obrigado a lutar ao lado de rebeldes contra um Estado opressor comandado pelo chanceler Cohaagen (Bryan Cranston).

Não podendo confiar em ninguém nem mesmo em sua esposa (Kate Beckinsale) ou seu melhor amigo (Bokeem Woodbine), Quaid conta apenas com a ajuda de Melina (Jessica Biel), uma lutadora rebelde que irá guiá-lo na busca por sua real identidade.

O filme explora a história sob uma nova perspectiva, uma mais sombria e repleta de ação, com muitas cenas de lutas e perseguições, além de apresentar um cenário mais realista, e que não tem nada a ver com Marte.

Quem conta um conto...

Numa mistura de ficção científica com humor negro, Philip K. Dick lançou em 1966 o conto “We Can Remember It For You Wholesale”, que na tradução seria algo como “Podemos Recordar para Você, por um Preço de Atacado”. 

No conto, Douglas Quail, é um simples assalariado, que sonha todas as noites com aventuras em Marte. Dominado por sua obsessão, ele procura a Rekord Associados, especializada em implantes de memórias artificiais. Mas na sua mente não havia espaço para um implante, nem isso seria necessário, pois seu sonho era realidade. 

Até este ponto, as duas adaptações para o cinema seguem a mesma linha do conto, com algumas poucas exceções, como por exemplo, o nome da empresa, que no caso dos filmes é Recall. Assim como o nome do personagem principal que no conto é Quail e não Quaid.

O conto possui apenas algumas poucas páginas, e parece não ter uma conclusão, digamos, definitiva. Sendo que toda a parte da conspiração e lutas, da viagem a Marte, e até mesmo da resistência foi elaborada apenas nos filmes.

Bem vindo a Recall, onde seus sonhos se tornam reais

“Uma ilusão, não importa o quão convincente, continua sendo nada mais que uma ilusão. Pelo menos em termos objetivos. Mas subjetivamente... era bem o oposto, inteiramente.”

Nos primeiros minutos de “O Vingador do Futuro” somos apresentados a um novo mundo com cenários incríveis, tanto a história quanto os personagens são cuidadosamente mostrados e a trama segue a linha do conto de Dick.

Mas assim que o personagem principal deixa a Recall, a semelhança com o conto acaba e quase nada tem a ver com o filme anterior. Assim, com excelentes efeitos especiais, muitas cenas de lutas e perseguições a história se deixa levar por uma ação desenfreada.

Por essa razão muitos consideram que falta mais aprofundamento na trama, tornando tanto a história quanto os personagens meio superficiais. O que pode deixar alguns fãs de Dick e do clássico dos anos 90 um pouco decepcionados.

No entanto, isso não significa que o filme seja de todo ruim, de fato ele tem seus momentos como às cenas de perseguição entre Quaid e sua "esposa" Lori, que assumiu um papel bem maior nessa adaptação.

Entre a realidade e a fantasia

No conto a personagem Lori não passa de uma esposa mal humorada, que desaparece logo no inicio da história, já no primeiro filme ela se envolve mais na trama, porém deixa grande parte da ação para o seu marido Richter interpretado por Michael Ironside.

Diferente de Melina, par romântico e parceira de Quaid, que além de não existir no conto acabou não se destacando tanto nessa adaptação quanto na anterior. Já os outros personagens que surgem ao longo do filme, além de serem muito fracos também não fazem parte da história original.

O longa também lança o conceito “A Queda”, que é bem interessante. Sem falar no dispositivo que eles usam para comunicação e rastreamento, que é acoplado na mão do personagem e não no seu cérebro.

“Temos um transmissor acoplado no interior de seu crânio, ele nos mantém constantemente informados. Um transmissor telepático.”

No entanto, uma das melhores cenas tanto no conto quanto no filme é quando Quaid decide fazer sua viagem virtual a Marte e acaba descobrindo que é realmente um agente secreto. Embora diferentes em alguns aspectos, o susto dos técnicos com a descoberta é sempre impagável.

“Ele quer uma falsa memória implantada que corresponda a uma viagem que ele realmente fez. E uma falsa razão que é a razão real.” [...] “Alguém, provavelmente algum laboratório de ciências militares do governo, apagou suas memórias conscientes; tudo o que ele sabia era que ir a Marte significava algo de especial para ele, bem como ser um agente secreto. Eles não puderam apagar isso; não é uma memória, mas um desejo, sem dúvida o mesmo que o motivou desde o princípio a apresentar-se como voluntário para a missão.”

Phillip K. Dick 

Autor de cinco coletâneas de contos e 36 romances, o escritor americano, Phillip Kindred Dick é considerado como uma referência na ficção científica do século XX. Sendo que suas idéias foram, em parte, precursoras do movimento Cyberpunk.

Embora não tenha tido muito reconhecimento em vida, a adaptação de vários de seus contos para o cinema tornou sua obra mundialmente conhecida, sendo inúmeras vezes consideradas um sucesso de bilheteria.

Curiosamente, além de “We Can Remember It For You Wholesale”, essa nova adaptação lembra um pouco outros contos de Dick, como Minority ReportBlade Runner, especialmente, pelos cenários pós-apocalípticos.

Confira o trailer (legendado):