O escritor japonês Haruki Murakami recebeu, neste mês, o XXIII Prêmio Internacional da Catalunha, atribuído pelo Governo da Espanha, que premia o vencedor com a quantia de 80 mil euros, além de uma escultura de Antoni Tàpies.

Haruki Murakami / Imagem: Divulgação
Para Xavier Rubert de Ventós, presidente do júri, a obra narrativa de Murakami transcende seu âmbito cultural, tornando-se uma referência internacional da literatura.

"Murakami é um unamuniano (Miguel de Unamuno) porque tem a capacidade de levar as coisas ao limite, além de permitir absorver vários aspetos como o jazz, a pop, a manga, a magia ou a sexualidade", acrescenta Ventós.

Ao tomar conhecimento do prêmio, Murakami diz se sentir honrado, embora não possa estar “completamente feliz”, devido à difícil situação que seu país enfrenta depois do terremoto do dia 11. Em comunicado oficial, Murakami declarou ainda "esperar que a premiação sirva de alento para seus compatriotas".

Sobre o autor

Nascido em 1949 na cidade de Quioto no Japão, Haruki Murakami licenciou-se em literatura e dramaturgia na Universidade de Waseda, e hoje é conhecido como um dos mais populares escritores e tradutores japonês.

O autor escreveu seu primeiro romance, intitulado “Hear the Wind Swing”, em 1970, mas foi em 1987, com a obra “Norwegian Wood”, que seu nome se tornou famoso no Japão. Entre seus livros mais recentes, com tradução para o português, está “Sputnik Meu amor” (1999), “Kafka à Beira-mar” (2002), “Crônica do Pássaro de Corda” (2006), “Após o Anoitecer” (2004) e “A Sul da Fronteira, a Oeste do Sol” (2009). 

Além de escrever best-sellers, Murakani também traduziu para o japonês diversas obras de autores ocidentais como F. Scott Fitzgerald, Truman Capote, John Irving e Raymond Carver.

Saiba mais sobre o autor em seu site oficial.
Em um belo exemplo de publicidade criativa, cartazes com rostos famosos esculpidos em livros foram espalhados pelas ruas de Amsterdã, com o objetivo de promover a Semana do Livro na Holanda.

A peça publicitária, que parece ter despertado a curiosidade e admiração do público, é uma criação da agência holandesa Van Wanter Etcetera. Intitulada “Retratos por Escrito”, a peça mostra retratos 3D de artistas como Vincent Van Gogh, Anne Frank, Louis Van Gaal e Kader Abdolla, esculpidos nas capas dos livros de suas autobiografias.

A Semana do Livro de Holanda, que ocorre até o dia 26 deste mês, é realizada, uma vez por ano, pelo Coletivo de Promoção da Literatura Holandesa. A cada ano, um gênero específico da literatura é homenageado no evento, e desta vez, a biografia e a autobiografia foram os escolhidos.

Confira os cartazes:

Anne Frank & Vincent Van Gogh
Louis van Gaal & Kader Abdol
Neste primeiro dia de primavera é comemorado, em mais de cem países, o “Dia Mundial da Poesia”. Instituído, em 16 de novembro de 1999, pela UNESCO, com o propósito de promover a leitura, escrita, publicação e ensino da poesia através do mundo.


Considerada uma manifestação literária, a poesia se diferencia da prosa em forma e conteúdo, sendo escrita em versos.  Talvez a mais antiga das artes, está entre os primeiros registros de diversas culturas letradas, encontrada tanto em antigos monólitos quanto em pedras rúnicas e papiros.

Na verdade, muitas obras antigas, dos vedas indianos (1700-1200 a.C.) à famosa Odisseia (800 - 675 a.C.), parecem ter sido compostas em forma de poesia, com o intuito de facilitar a memorização e a transmissão das histórias nas sociedades antigas.

Ao longo desta semana, as celebrações ocorrem em toda parte. A começar pela IV Semana de Poesia no Rio de Janeiro, que reuniu nomes de peso entre os poetas brasileiros. Aqueles que não puderam participar dos eventos de hoje, não precisam se preocupar, pois a comemoração irá continuar por toda a semana. E nesta terça-feira, às 15h, o grupo "Tapetes Contadores de Histórias" apresentará à prosa e poesia de Carlos Drummond de Andrade por meio de tapetes artesanais, na Biblioteca Popular de Irajá.

Em Lisboa, o Centro Cultural de Belém programou uma série de espetáculos com a participação do público, como exposições, conferências, maratonas de leitura e oficinas para os menores, além de uma Feira do Livro de Poesia.

Curiosamente, na data de hoje é também comemorado os 150 anos do poeta Rabindranath Tagore, que compôs os hinos nacionais de Bangladesh e da Índia. Além do aniversário de Johann Sebastian Bach, considerado o maior compositor de todos os tempos. Sem falar nos 5 anos da rede social Twitter.
O autor britânico Julian Barnes recebeu, pelo conjunto de sua obra, o prêmio de literatura David Cohen, um dos mais importantes da Grã-Bretanha, considerado pela Imprensa como o “Prêmio Nobel da Literatura do Reino Unido”.

foto: divulgação
O prêmio, que existe desde de 1993, é concedido a cada dois anos como uma homenagem a realização de uma vida na literatura. Sendo atribuído a um escritor de idioma inglês, nascido no Reino Unido ou na República da Irlanda.

Ao receber o prêmio, Julian Barnes, explicou que o valor da distinção “reside na sua lista de vencedores anteriores”, dizendo ainda que “o Prêmio David Cohen estabeleceu-se como a maior honra que um escritor britânico ou irlandês pode receber dentro destas ilhas. Por isso, é uma questão de prazer sóbrio ser adicionado à lista de vencedores, conclui o escritor.

Além de ser premiado com a quantia de 40 mil libras, o vencedor escolhe ainda quem irá receber o prêmio Clarissa Luard, no valor de 12.500 libras, que deve ser entregue a uma organização com o intuito de promover jovens escritores e leitores.

Prêmio este, que Barnes decidiu dar a “The Reading Agency”, um centro de investigação sobre o uso de meios digitais em bibliotecas, que tem como objetivo despertar o interesse do público para a leitura.

“Acho que a prática da leitura está mais ameaçada do que a prática da escrita. Vai sempre haver jovens escritores, mas será que o mesmo se passa com os jovens leitores?”, concluiu o escritor, ao explicar a quem iria entregar o prêmio.

Sobre o autor

Nascido em 1946 na cidade de Leicester, Julian Barnes, tem 65 anos e é considerado como um dos mais importantes escritores da literatura britânica, contando com inumeros romances de grande sucesso, como os títulos “Do Outro Lado do Canal” e “Amor e etc”.

Romancista, ensaísta e contista, Barnes já trabalhou como revisor,  editor literário e crítico de TV para publicações como o New Statesman e The Observer. Além de ter sido indicado três vezes para o Prêmio Booker, em 1984 pela obra “Papagaio de Flaubert”, em 1998 por “Inglaterra, Inglaterra” e em 2005 por “Arthur & George”. 


Sendo tão elogiado no exterior quanto em sua terra natal, o autor  chegou a ser nomeado “Commandeur de l'Ordre des Arts et des Lettres” pelo Ministério da Cultura francês, e em 2004 recebeu o Prêmio de Literatura Europeia do Estado Austríaco.

Saiba mais sobre o autor e sua obra no site oficial (em inglês) de Julian Barnes.
Os heróis e vilões dos contos de fada deixaram as páginas dos livros, tomando vida pelas lentes de Annie Leibovitz.  Mais uma vez, a conceituada fotógrafa produziu belas imagens para a campanha publicitária da Disney, que transforma celebridades em personagens de histórias infantis.
Jennifer Lopez e Marc Anthony, como Jasmine e Aladdin
fotos: Annie Leibovitz/Disney
Em 2007, a Disney lançou a campanha “Year of a Million Dreams, que iria recriar cenas de alguns dos personagens clássicos do estúdio. Para tal feito, eles contrataram Annie Leibovitz, uma fotógrafa mundialmente conhecida. 

Dentre as celebridades que pousaram para as fotos estava a atriz Scarlett Johansson como Cinderella, o tenista Roger Federer como o Rei Artur, além de vários outros.

fotos: Annie Leibovitz/Disney
O resultado foi um conjunto de imagens que percorreu o mundo, sendo publicadas nas mais renomadas revistas, sem falar na internet.

Anos depois, a Disney decide criar uma nova campanha a “Disney Dream Portrait”, seguindo a mesma linha da primeira, só que desta vez, ao invés de heróis serão retratados os vilões dos contos de fadas.

“Após a incrível resposta que apresentaram os fãs da Disney, não poderia estar mais animado em lançar essas imagens majestosas”, disse Tom Staggs, presidente da Walt Disney Parks and Resorts. “Annie tem captado as experiências da Disney, evocando a nostalgia e nos transportando para lugares distantes e mágicos, e é por isso que geraram tanto entusiasmo e carinho”, ressalta Staggs.

Sobre a fotógrafa

foto: divulgação
Era uma vez uma fotografa americana chamada Anna-Lou (Annie) Leibovitz, que se tornou famosa por realizar fotos, cuja marca é a colaboração íntima entre a fotógrafa e seu retratado.

É muito difícil encontrar alguém que não conheça pelo menos duas de suas fotos, afinal, suas imagens já foram estampadas em incontáveis capas de revistas, discos, anúncios e livros.

Seu estilo de fotografar as celebridades ajudou a definir o visual das revistas RollingStone e Vanity Fair. Além disso, para uma celebridade, ser fotografada por Annie Leibovitz é um sinal de status, na verdade suas fotos ajudaram diversos artistas a construir sua identidade como ídolo.

fotos: Annie Leibovitz
Saiba mais sobre a fotógrafa no site Tribal Mind.

Conheça as novas imagens da “Disney Dream Portrait”:

Jeff Bridges e Penélope Cruz dançam como A Bela e a Fera
fotos: Annie Leibovitz/Disney
Olivia Wilde é a madrasta de "Branca de Neve", e Alec Baldwin é seu espelho mágico
fotos: Annie Leibovitz/Disney
Queen Latifah é a vilã Ursula de "A Pequena Sereia"
fotos: Annie Leibovitz/Disney
Conheça algumas imagens da campanha “Year of a Million Dreams:

Julianne Moore como Ariel de "A Pequena Sereia"
fotos: Annie Leibovitz/Disney
Rachel Weisz como Branca de Neve
fotos: Annie Leibovitz/Disney
 Zac Efron e Vanessa Hudgens como o príncipe e sua bela adormecida
fotos: Annie Leibovitz/Disney
Veja mais imagens no site Planeta Disney.
A união de vídeo mapping e livros pop-up resultaram em uma surpreendente forma de contar histórias. Criado pelos especialistas em iluminação e ilusões de óptica, Davy McGuire e Kristin McGuire, “The Ice Book” é a história de uma princesa que atrai um jovem à floresta, para que assim, ele possa aquecer seu coração de gelo.

imagem: divulgação
Uma tendência entre os artistas visuais, o vídeo mapping é um processo que permite projetar imagens na superfície de qualquer arquitetura mapeada por um determinado software. E quando combinadas, essas imagens ampliam a noção de tridimensionalidade.

Waldo Hunt / foto: divulgação
Já os Pop-up books, como são chamados no exterior, existem desde a idade média, e são aqueles livros, na maioria infanto-juvenil, que ao virar a página uma imagem salta à sua frente.


Projetados por meio de dobraduras de papel e engenharia de cortes, cada unidade é cuidadosamente concebida a mão. 

E é todo esse cuidado que faz de tais livros verdadeiras obras de arte. Tendo como seus artistas os engenheiros de papel, sendo que o mais famoso deles é o americano Waldo Hunt, responsável por re-popularizar os pop-ups na década de 60.

A grande inovação deste projeto, no entanto, esta em misturar a arte dos livros pop-up com projeções que deram vida a um cenário feito de papel onde uma bela história é contada.

Confira o vídeo:


Para saber mais sobre o projeto, visite o site The Ice Book e leia o making of completo.
O jornal “The Telegraph”, um dos mais importantes da Inglaterra, tem publicado em sua página online uma matéria dedicada aos grandes vilões da literatura, onde estão listados os 50 maiores vilões existentes tanto em livros quanto em HQs.


A proposta era listar os 50 maiores vilões da literatura recorrendo o mínimo possível aos quadrinhos e as obras infanto-juvenis, mas os jornalistas do The Telegraph logo perceberam que esta não seria uma tarefa tão simples. Pois a literatura adulta nem sempre exibe uma linha clara que define mocinhos e vilões. Como exemplo tem o clássico literário “Moby Dick”, onde fica difícil distinguir quem é o vilão, a baleia branca ou o capitão Ahab.

Ao final, parece que os vilões clássicos dominaram a lista do jornal, sendo que poucos dos vilões atuais são mencionados, talvez por que muitos façam parte do universo das HQs ou do Cinema.

Dentre esses 50 vilões poucos são conhecidos aqui no Brasil, como a 50ª colocada Helen Grayle/Velma Valento do livro “Adeus, Minha Adorada” (Farewell, My Lovely) de Raymond Chandler ou o 37º colocado Surtur de “A Voyage to Arcturus” (sem tradução no Brasil), de David Lindsay. Já outros são conhecidos mundialmente, como os vilões Iago, Claudius e Edmundo das obras “Otelo”, “Hamlet” e “Rei Lear” de William Shakespeare, que ocupam a quarta, oitava e décima nona posição. Taí um autor que sabe como criar um vilão.

Há quem concorde com o ranking, mas a também quem discorde, afinal o que não falta no mundo literário, seja em livros ou HQs, são vilões.

Como a lista é muito extensa apenas os 20 mais conhecidos constam abaixo. Mas se quiser conferir a lista completa é só acessar o site The Telegraph.

Vejamos o ranking: