Hoje, 05 de Novembro, é comemorado o dia nacional do designer, o profissional responsável pela criação das capas dos livros. A data é uma homenagem ao pioneiro do design no Brasil, o advogado, artista plástico, designer e planejador, Aloísio Magalhães. 

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Defensor dos conceitos como a “brasilidade” do design e a recuperação da memória artística e cultural brasileira, Aloísio Magalhães é considerado como uma das figuras mais importantes da história do design no Brasil.

Em comemoração há esse dia o Point Literal preparou uma entrevista especial com o professor e designer, Rodrigo Cristiano Alves.


 “Designer Gráfico por formação, artista por paixão.”

É assim que se apresenta o designer, em seu blog portfólio. Formado em design gráfico pela UNIVALE, Rodrigo Cristiano se especializou em História da Arte pela PUC-MINAS e em Ensino de Artes Visuais pela UFMG. Atualmente, leciona no UnilesteMG e no CEFET-MG.

O que fez você se interessar por design e o que ele significa para sua vida?

Na verdade você não se interessa por design, ele se interessa por você. Desde pequeno já era um "devorador" de imagens, e gostava de desenhar, adorava ver imagens "aplicadas", adorava e adoro até hoje ver o formato das coisas, e depois descobri que existia uma profissão em que você podia trabalhar com isso. O design para mim é quase uma religião, ser designer é um "estilo de vida" paralelo.

Qual é o trabalho de um designer gráfico?

O Designer em teoria trabalha na construção de projetos de sistemas visuais, trocando em "miúdos" nós criamos desde cartões de visita para empresas até projetos de coleções de livros, sinalização, revistas, jornais, identidades visuais, embalagens... (Existem ainda outras especialidades no design como: Design de joias, vestuário, motion design, design de superfície, design de interação, design de produto, design de móveis, design automobilístico, design de transportes...)

Quais os designers você considera como referência?

Gosto muito do trabalho do Alexandre Wolnner (ele fundou o primeiro curso superior de design no Brasil), Aloísio Magalhães, David Carson, Elesbão e Haroldinho, Billy Bacon, Giugiarro.

Já fez o design de um livro? Fale um pouco sobre o processo de criação.

Já fiz o projeto gráfico de vários livros, o processo de criação começa com a identificação do público alvo (ou do leitor do livro), e temos de avaliar variáveis como: o livro terá imagens? Gráficos? Qual a melhor tipografia para este projeto, o melhor papel a ser usado... Isso tudo influência na construção do projeto do livro. Tendo isso em vista normalmente fazemos pesquisas de outros livros da mesma temática e fazemos um "rascunho" de como será o projeto no papel e separamos as imagens e textos. O resto é só montar em um programa gráfico de editoração.

Quando e como conheceu a tipografia?

Na verdade todos nós conhecemos tipografia e não sabemos, mesmo antes da nossa alfabetização já somos apresentados a elas, sendo em livros, revistas, cartazes, embalagens e rótulos, filmes, propagandas. Mas como elemento visual poderoso no design só depois que comecei a trabalhar na área, mesmo antes de fazer faculdade.

Qual foi o seu primeiro trabalho de tipografia?

Oficialmente e com "consciência" de que eu estava criando um trabalho tipográfico foi na disciplina "Tipografia aplicada" na faculdade de Design. O trabalho consistia em se criar uma família tipográfica a partir de "contra formas" de objetos encontrados pelo campus. 

Em sua opinião quais são as particularidades dessa atividade em relação a outros campos do design gráfico?
Como disse acima, a tipografia é um elemento poderoso do design, pois além de transmitir de forma direta mensagens (com os textos propriamente ditos) a tipografia através do desenho do seu tipo e da composição visual do arranjo das letras e das palavras, transmite infinitas mensagens imagéticas para o observador/expectador.

Qual a sua fonte preferida?

"Ichi"... Sou como um adolescente, cada dia me apaixono por uma tipografia diferente... rs. Mas gosto muito da Helvética, da Garamond, Trebuchet, Tuffy, da Avant Garde (a versão original criada por Herb Lubalin). E odeio a Comic Sans!  

Que livros sobre tipografia e design gráfico você recomendaria pra quem está começando a estudar o assunto?

Gosto muito do “Pensar com Tipos” de Ellen Lupton e dos livros da Priscila Farias. Mas o primeiro é a “Bíblia da Tipografia”. E há também o “História do Design Gráfico”.

Saiba mais sobre Aloísio Magalhães neste site. E confira o portfólio de Rodrigo Cristiano Alves no seu blog.
O Conselho Nacional de Educação (CNE) pretende vetar à utilização do livro “Caçadas de Pedrinho”, do autor Monteiro Lobato, na rede pública de ensino, por considerar a obra racista.


A alegação partiu do servidor da Secretaria do Estado de Educação do Distrito Federal, Antonio Gomes da Costa Neto, tendo este encaminhado uma denúncia contra o uso do livro à Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, que por sua vez encaminhou a crítica a CNE, que deu parecer contra o uso da obra, numa votação unânime.

A denúncia se concentra no tratamento dado à personagem Tia Anastácia e nas referências a animais como urubus, macacos e “feras africanas”. “Estes fazem menção revestida de estereotipia ao negro e ao universo africano, que se repete em vários trechos do livro analisado”, explica uma nota técnica da Secretaria de Alfabetização e Diversidade citada pelo CNE.

No entanto, para tornar definitivo o veto à obra, o MEC precisa homologar essa decisão. O Ministério de Educação informou, em nota, que o ministro Fernando Haddad pretende ouvir opiniões de acadêmicos e educadores sobre o parecer do Conselho Nacional da Educação, antes de tomar uma decisão.

Tanto professores universitários, quanto especialistas da obra de Monteiro Lobato, entre outros profissionais ligados à literatura, condenam a ação do conselho considerando-a um ato de censura. Para eles, a proibição de um clássico do mais importante autor da literatura infantil do país, não trará nenhum benefício à educação infantil. Além de acreditarem ser uma violência, que poderia abrir precedentes perigosos no futuro.

O autor e sua obra

Nascido em 1882, o escritor, jornalista e editor, Monteiro Lobato é um dos nomes mais influentes da literatura brasileira do século XX. Sendo popularmente conhecido pelo conjunto educativo de sua obra de livros infantis, que constituí metade de sua produção literária, aproximadamente 26 títulos.

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Antes de Lobato todos os livros eram impressos em Portugal, pois em 1918, ele fundou a primeira editora brasileira, a "Monteiro Lobato e Cia", dando inicio ao movimento editorial brasileiro.

Sua obra de maior sucesso foi "A Menina do Narizinho Arrebitado", primeiro volume da série “Sítio do Picapau Amarelo”, publicada em Dezembro de 1920. A partir daí, o autor continuou escrevendo livros infantis de sucesso, com seu grupo de personagens que vivem histórias incríveis em um Sítio no interior do Brasil, pertencente à Dona Benta, avó de Narizinho e Pedrinho. Onde também viviam a empregada Tia Nastácia, a boneca irreverente Emília e o aristocrático boneco de sabugo de milho Visconde de Sabugosa, entre vários outros.

O livro “Caçadas de Pedrinho”, que faz parte da série “Sítio do Picapau Amarelo”, foi escrito em 1933 e conta as aventuras de Pedrinho e Narizinho na caçada a uma onça pintada que ronda o Sítio.
Meia noite, dia das bruxas, véspera do dia de todos os santos, momento em que o sobrenatural reina na terra dos vivos, assim reza a lenda.

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Por meio da literatura é possível perceber o fascínio que o sobrenatural exerce na mente humana. Por tanto nada mais adequado nessa noite do que falar sobre histórias de suspense e terror, mas precisamente sobre vampiros.

“Gosto deste tipo de livro, pois faz com que nós leitores entremos completamente na história, sentindo na pele toda a aventura que o livro traz. Além de o final ser sempre inesperado”, conta a estudante Samille Rodrigues Sérgio.

Alguns bonzinhos outros maus, mas todos charmosos e cativantes. Essas criaturas noturnas e místicas, parecem ter se tornado um fenômeno no meio literário desde o lançamento do filme Crepúsculo, baseado na obra publicada em 2005 pela escritora Stephenie Meyer. Porém está não é à primeira vez que o tema foi abordado em um livro, na verdade existem diversos contos sobre o assunto.

Em 1897, o escritor irlandês, Abraham "Bram" Stoker, criou um dos mais conhecidos contos de vampiros da literatura, o “Drácula”, que deu início ao mito literário moderno do vampiro. Desde então, histórias e autores novos têm surgido aos milhares, todos falando sobre o mesmo tema. Na verdade, existem tantas versões do mito quanto existem usos do conceito.

Para representar a leva de escritores sobre o assunto, ninguém mais apropriado do que Anne Rice, considerada uma autoridade em seres sobrenaturais na literatura clássica de terror. Em seus livros, os vampiros são descritos como seres elegantes, sedutores e atormentados pela sua condição.

Anne Rice / foto: divulgação
A autora norte-americana é conhecida pela criação da série “Crônicas Vampirescas”, composta de dez livros. Sendo um deles “Entrevista com o Vampiro”, sua obra de maior sucesso, adaptada para o cinema em 1994. Nessa mesma série, Rice também criou o personagem Lestat de Lioncourt, um dos vampiros mais famosos da literatura.

“Os vampiros são uma lenda de muito tempo e se tornaram um enigma para todos, eles são fantásticos, pois ao mesmo tempo em que são sedutores são assassinos e misteriosos e é isso que mais me chama atenção nestes livros” comenta Samille.

História do Dia das Bruxas

Há 2.500 anos, nas terras da Grã-Bretanha, vivia um povo conhecido como “Os Celtas”. Uma de suas crenças era de que no último dia do verão (31 de Outubro), os espíritos saiam de suas tumbas para tomar posse dos vivos. Então para afugentá-los eram colocados em suas casas objetos assustadores, como caveiras, ossos decorados, abóboras enfeitadas entre outros.

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Porém, durante a Idade Média, esse ritual foi considerado como uma festa pagã, e, portanto condenado pela Igreja. Com o objetivo de apaziguar a situação nos territórios pagãos, recém conquistados no noroeste da Europa, O Papa Gregório III decidiu cristianizar a festa, criando o Dia de Finados (2 de Novembro), ou o dia de todos os santos.  Assim, em 31 de Outubro os pagãos comemoravam o dia das bruxas, e dois dias depois prestavam homenagens aos santos falecidos.

Atualmente, o Halloween ou Dia das Bruxas é conhecido como um evento tradicional e cultural, que ocorre principalmente nos países anglo-saxônicos, com especial relevância nos Estados Unidos, Canadá, Irlanda e Reino Unido. Onde a data é comemorada com festas à fantasia e crianças vestidas de monstros, fantasmas, bruxas e etc, indo de porta em porta, dizendo “doces ou travessuras”.

Saiba mais sobre a origem do Halloween no site Brasil Escola.
Um bom livro de ficção envolve, entretém e até mesmo emociona o leitor, deixando sempre, ao final da leitura, aquela sensação de que algo se modificou, para melhor. Mas entre tantas obras de autores renomados em uma livraria, a decisão de qual escolher se torna uma tarefa difícil.

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Para isso muitos contam com a opinião de amigos, criticas de especialistas ou da Imprensa, além de pesquisas realizadas no mercado literário. Numa tentativa de descobrir quais os livros mais vendidos, e consequentemente os mais lidos, a revista Veja realizou uma pesquisa, no mês de outubro, em 37 cidades e na Internet, junto a 69 livrarias.

No topo da lista se encontra “O Querido John” de Nicholas Sparks. Para o escritor americano já é praticamente uma tradição ter seus livros entre os mais vendidos, considerados como best-sellers, seus romances não apenas encantam como comovem milhões ao redor do mundo.  Em 2010, agradando a leitores e telespectadores, tanto “Querido John” quanto o livro “A Última Música” foram adaptados para o cinema.

A estudante Samille Rodrigues Sérgio de 16 anos ganhou de presente o livro “O Querido John” e decidiu lê-lo por indicação de amigas e também por seu autor ser o mesmo de “Um amor para Recordar”. Ela ainda conta que se interessou em ler o livro “A Última Música”, por se tratar do mesmo autor.

Vander Andrade, estudante de jornalismo também leu o livro por indicação de uma amiga, e parece não ter se arrependido. “Muito bom o livro, eu e uma amiga, estávamos em casa quando ela disse que tinha baixado o filme para vermos, mas ele veio sem áudio, e aí outro dia passeando pelo shopping encontrei o livro em uma loja, achei o preço bacana, a capa bonita e então comprei”, diz Vander.

No entanto, um dos livros mais comentados dessa lista tem sido “A Cabana” de William Young, que através do entusiasmo e da indicação dos leitores, se tornou um fenômeno de público, com mais de dois milhões de exemplares vendidos.

“É FANTÁSTICO! Minha ex-chefe recomendou e eu comprei. Acredite muitos dos meus conceitos sobre a vida mudaram depois de ler esse livro. Recomendo demais”, conta a estudante de jornalismo, Giovana Cremasco.

“É muito tocante os fatos que se passam em toda história. Você se sente personagem mesmo não tendo vivenciado o que é relatado. Digo que ao ler esse livro mudei minha forma de ver a vida e as pessoas, muitos podem dizer que todo mundo fala isso, que é bobagem, mas é preciso ler esse livro de coração aberto para entender o que eu digo”, comenta Aline Cirilo, estudante de Publicidade e Propaganda.

Já a série infanto-juvenil “Percy Jackson e os Olimpianos” do escritor Rick Riordan, composta por seis livros, parece ter dominado a lista dos mais vendidos no mercado literário. Estando três deles entre os 10 mais e outros três entre os 20 mais vendidos. Sendo que, em 2010 foi lançado nos cinemas o filme “Percy Jackson e o Ladrão de Raios”, inspirado no primeiro volume da série.

Ocupando o quinto lugar está o nacional “Elite da Tropa 2”, lançado um pouco antes da sua adaptação para o cinema, que parece estar sendo um sucesso de vendas tanto nas livrarias quanto nas bilheterias. Enquanto que, o livro Queda de Gigantes, primeiro volume da trilogia “O Século” do consagrado autor Ken Follett é o sétimo entre os mais vendidos. E com uma história épica repleta de lutas, magia, romance e suspense, o livro “A Batalha do Apocalipse” do brasileiro Eduardo Spohr se mantém em nono lugar. Seguido do romance envolto em suspense, “Fallen” da autora Lauren Kate.

Estes são os 10 livros mais vendidos no mercado literário, muitos são aqueles que foram tocados pela leitura dessas obras, e aqueles que ainda não tiveram esse prazer, provavelmente, já estão a sua procura nas livrarias.

O clássico da literatura espanhola, “Dom Quixote de La Mancha”, do escritor Miguel de Cervantes está agora disponível em formato digital e interativo no site da Biblioteca Nacional da Espanha (BNE).


A versão interativa da obra proporciona ao leitor a sensação de estar lendo um livro real, enquanto folheia as páginas é possível até mesmo ouvir o som delas ao serem viradas, e se preferir pode ouvir também músicas da época ao fundo.

Além disso, o site disponibiliza vários outros conteúdos que ajudam a contextualizar a leitura, como um mapa de rotas, com os itinerários das viagens de Dom Quixote.

Assim como uma cronologia de fatos relativos à obra e seu autor, análises das relações da obra com outros livros de heróis cavaleirescos, e uma galeria de ilustrações dos personagens do clássico e dos momentos mais importantes da história.

O projeto é resultado do trabalho de bibliotecários, especialistas em arte e literatura da época, designers gráficos e programadores. Tendo como coordenadora Pepa Michel Rodrigues, diretora da Biblioteca Digital e Sistemas de Informação da BNE.

No total foram digitalizadas 1282 páginas dos exemplares das edições de 1605 e 1615 da obra, além de 165 ilustrações e mapas, 21 obras relacionadas, 37 capas e contracapas e 13 faixas de música.

Leitura Online

Uma iniciativa parecida com essa foi posta em prática, no mês passado, pela Real Academia Espanhola (RAE) e o YouTube que criaram a primeira leitura global de Dom Quixote na internet, com a participação de pessoas do mundo inteiro.

O YouTube inaugurou o “Canal Quixote”, onde qualquer usuário pode se inscrever para participar da leitura de uma das partes do livro, que foi dividido em 2,1 mil trechos. Cada um dos participantes recebe um desses trechos, em espanhol, para ler, gravar e em seguida postar no site.



O Livro

ilustração de Gustave Doré
“Em um lugar da região da Mancha, cujo nome não quero lembrar…” Assim inicia o livro Dom Quixote de La Mancha do escritor espanhol Miguel de Cervantes y Saavedra. Composto por 126 capítulos, a obra é dividida em duas partes, tendo sua primeira edição publicada, em Madri, no ano de 1605 e a outra em 1615.

O livro surgiu em um período de grande inovação e diversidade por parte dos escritores ficcionistas espanhóis. Parodiou os romances de cavalaria que eram muito populares no período e, na altura, já se encontravam em declínio.

Em maio de 2002, o romance foi escolhido como a melhor obra de ficção de todos os tempos. A pesquisa foi organizada pelos editores dos Clubes do Livro Noruegueses como parte de uma campanha para promover a leitura de clássicos. E teve como participantes cerca de 100 autores, de reconhecimento internacional, de 54 países.

A versão interativa do livro de Cervantes está disponível no site Quijote Interactivo, e sua leitura global no canal El Quijote.
“El Sueño del Celta”, o novo livro do escritor peruano Mario Vargas Llosa será lançado nas livrarias no dia 3 de novembro com uma primeira tiragem digna do último Nobel de Literatura, 250 mil exemplares na Espanha e em diversos países da América.


Em Madri, a gráfica responsável pelo livro tem trabalhado a mil por hora a fim de liberar a tempo, para as livrarias, suas 460 páginas que narram à história do diplomata irlandês Roger Casement e sua denúncia dos abusos do colonialismo ocidental no Congo belga e na Amazônia.

Segundo Pilar Reyes, diretora da editora Alfaguara, o original de 138.923 palavras foi entregue por Vargas Llosa no último mês de junho, praticamente pronto para imprimir. Porém alguns trabalhos precisaram ser interrompidos no dia 7 de outubro para incluir, com orgulho, na capa, a menção "Prêmio Nobel de Literatura 2010", além de praticamente duplicar o número de sua tiragem, que sem o Prêmio teria sido de 110 mil exemplares.

Entretanto, graças ao "efeito Nobel" e à proximidade do Natal, a editora Alfaguara acredita que 250 mil exemplares talvez não sejam suficientes. "Estou certa de que reimprimiremos muito", prevê Pilar Reyes. No Brasil, o livro está previsto para ser lançado em 2011 com o título "O Sonho do Celta".

O Prêmio

foto: divulgação
Na manhã de quinta-feira, 07 de outubro, o escritor Mario Vargas Llosa foi anunciado pela Academia Sueca em Estocolmo, como o vencedor do Prêmio Nobel de Literatura 2010, avaliado em 10 milhões de coroas.

Para Llosa foi uma grande surpresa, tanto que ao receber a ligação anunciando o prêmio, lembrou-se de um trote recebido pelo escritor italiano Alberto Moravia, e acreditou também tratar-se de uma brincadeira. No entanto, a voz do outro lado da linha afirmou que, em 14 minutos, a notícia seria oficial. “Foram 14 minutos de ansiedade”, disse o escritor.

Segundo os organizadores do Nobel, a escolha foi motivada pela "cartografia das estruturas do poder e suas afiadas imagens da resistência, rebelião e derrota" que são demonstradas nas obras de Llosa, como "Pantaleão e as Visitadoras" e "Travessuras da Menina Má".

O autor nasceu no Peru em 28 de março de 1936 e obteve a nacionalidade espanhola em 1993, sem renunciar à nacionalidade peruana, três anos depois de ser derrotado nas eleições presidenciais do país. Além do Nobel, ele também venceu, entre outros, o Prêmio Cervantes, o mais importante da literatura em língua espanhola, em 1994.

Para saber mais sobre o escritor e suas obras, consulte o seu site oficial, em espanhol.
O Menino Maluquinho, personagem do escritor Ziraldo, completa neste domingo 30 anos, um aniversário que compartilha com seu autor que faz nesta mesma data 78 anos.


Em sua 100ª edição, o livro do personagem é considerado um dos maiores fenômenos editorias da literatura infantil, tendo mais de 2,5 milhões de exemplares vendidos. A obra conta as histórias e invenções de uma criança alegre, sapeca e “maluquinha”, que vive com uma panela na cabeça. 

O autor

Nascido em 24 de outubro de 1932, em Caratinga, Ziraldo Alves Pinto, escritor, jornalista e cartunista mineiro, iniciou sua carreira nos anos 50 em jornais e revistas de expressão. Porém foi apenas nos anos 60 que alcançou a fama, com o lançamento da primeira revista em quadrinhos brasileira feita por um só autor, “A Turma do Pererê”.

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Durante a Ditadura Militar o autor fundou com outros humoristas o jornal “O Pasquim”. E a partir de 1979 passou a concentrar-se na produção de livros infantis, lançando em 1980 “O Menino Maluquinho”. Livro que já foi traduzido para diversos idiomas servindo de inspiração para histórias em quadrinhos, peça teatral, ópera infantil, videogame, cinema e uma série de TV.

Conheça mais detalhes sobre o Menino Maluquinho e seu autor visitando o site do Ziraldo.