As obras pertencentes à coleção do escritor e poeta português Fernando Pessoa estão agora disponíveis online, possibilitando não apenas sua leitura, como também o seu download grátis.
Até o momento as obras do escritor permaneciam devidamente preservadas numa cave, à qual o público não tem acesso, na Casa Fernando Pessoa, um centro cultural criado em homenagem ao autor. Mas recentemente, em parceria com a Fundação Vodafone, o centro decidiu tornar público o seu acervo por meio da internet.

A digitalização de cada uma das páginas foi realizada por uma equipe internacional de investigadores coordenada por Jerónimo Pizarro, Patrício Ferrari e Antonio Cardiello.

Considerada como a primeira biblioteca portuguesa a ser integralmente digitalizada, ela conta com 1.140 livros, além de manuscritos, ensaios e poemas, anotados pelo próprio autor nas margens de algumas das páginas dos seus livros.

Para tornar mais fácil a pesquisa no acervo, a biblioteca digital também irá dispor de consulta por obra, ano ou ordem alfabética, tendo ainda uma classificação por categorias temáticas.

“Procuramos tornar acessível e simples a compreensão da biblioteca no seu todo e a consulta de cada livro. Destacamos as páginas que incluem manuscritos do próprio Pessoa - ensaios e poemas. Trata-se de uma biblioteca aberta ao infinito da interpretação”, explica Inês Pedrosa, diretora da instituição Vodafone, em nota à Imprensa.

Se quiser conferir a biblioteca, basta acessar o site da Casa Fernando Pessoa.
O governo de Israel e o Google fizeram uma parceria para disponibilizar os Manuscritos do Mar Morto na internet, permitindo a estudiosos e ao público em geral acesso grátis aos documentos.

foto: divulgação
Ao todo, são mais de 30 mil fragmentos que devido á sua fragilidade são mantidos em ambientes controlados. Se um pesquisador quiser ter acesso a eles só poderá removê-los por algumas horas, para evitar a deterioração do material.

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O método escolhido para digitalizar os documentos foi desenvolvido pela NASA e permite uma qualidade até mesmo melhor do que a visualização real. Pois graças à luz infravermelha utilizada, será possível visualizar coisas que já haviam sido apagadas pelo tempo. E assim que as imagens ficarem prontas será a vez da equipe do Google, que além de colocar o manuscrito online, também serão responsáveis por traduzir os textos.

Segundo o representante da Israel Antiquities Authority, Pnina Shor, o projeto assegurará a preservação dos originais, além de ampliar o acesso aos valiosos documentos, que incluem os fragmentos da bíblia hebraica.

Um achado Arqueológico

No deserto de Israel, em tempos históricos conhecido como parte da Judeia, por mera obra do acaso, um grupo de pastores de cabras descobre em 11 cavernas próximas de Qumran, uma fortaleza a noroeste do Mar Morto, alguns jarros de barro que continham os Manuscritos do Mar Morto.

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Considerada como uma das maiores descobertas arqueológicas do século, a coleção de cerca de 970 documentos possui mais de dois mil anos, tendo sido escrita entre o século III a.C. e o século I d.C., em Hebraico, Aramaico e Grego. A maior parte dos textos consiste em pergaminhos, sendo uma pequena parcela de papiros e um deles gravado em cobre.

Os manuscritos contêm pelo menos um fragmento de todos os livros das escrituras hebraicas, exceto o livro de Ester. Além de conter regras da comunidade, escritos apócrifos, filactérios, calendários e outros documentos. Sendo assim classificados em três grupos: escritos bíblicos e comentários, textos apócrifos e literatura de Qumran.

Sua importância reside no fato de serem mil anos mais antigos do que os registros do Velho Testamento, e por oferecerem uma vasta documentação inédita sobre o período em que foram escritos, revelando aspectos desconhecidos do contexto político e religioso nos tempos do nascimento do Cristianismo e do judaísmo rabínico.

Afinal, quem escreveu?

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Com base em referências cruzadas com outros documentos históricos, a autoria dos manuscritos é atribuída aos essênios, uma seita judaica que viveu na região da descoberta e guarda semelhanças com as práticas identificadas nos textos encontradas.

No entanto, o termo "essênio", não é encontrado em nenhum dos manuscritos. O que deixa margem para dúvidas em relação à sua autoria.

Segundo os especialistas, a comunidade de Qumran era formada provavelmente por homens, que viviam voluntariamente no deserto, em uma rotina de rigorosos hábitos, opunham-se à religiosidade sacerdotal e esperavam a vinda de um messias.

Se quiser conhecer melhor a história dos Manuscritos do Mar Morto consulte esse site.
A escritora J.K. Rowling, autora da premiada série de livros Harry Potter, recebeu nesta terça-feira o prêmio Hans Christian Andersen de Literatura, em Odense na Dinamarca, cidade natal do autor.

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O prêmio, que existe desde 1956, é concedido a cada dois anos pela International Board on Books for Young People (IBBY) para escritores e ilustradores vivos, que podem ser comparados a Hans Christian Andersen, escritor dinamarquês, nascido em 1805, que escreveu cerca de 160 contos de fadas e poemas até a sua morte em 1875. Ele consiste de uma medalha de ouro, avaliada em mais de US$ 93 mil, que é entregue pela rainha Margarida II da Dinamarca, patrona do prêmio.

A escritora britânica, Joanne Kathleen Rowling, conhecida como J. K. Rowling é considerada a mulher mais influente do Reino Unido, pelos principais editores de revistas do país. Seus livros, sobre o famoso bruxinho, foram traduzidos em dezenas de idiomas, venderam mais de 400 milhões de exemplares pelo mundo, e renderam à autora cerca de 1 bilhão de dólares, segundo estimativa da Forbes em fevereiro de 2004.  


Durante a premiação, Rowling disse que Andersen “criou personagens eternos e indestrutíveis” e que o autor reconheceu que obras para crianças não devem ser “brandas ou sentimentais ou ainda desprovidas de desafios”.

Para aqueles que não conhecem, Hans Christian Andersen foi um poeta e escritor dinamarquês, que escreveu peças de teatro, canções patrióticas, contos, histórias, e, principalmente, contos de fadas, pelos quais se tornou mundialmente conhecido como o precursor da literatura infantil. 


E graças à sua contribuição para a literatura infanto-juvenil, na data de seu nascimento, 02 de abril, comemora-se o Dia Internacional do Livro Infanto-Juvenil.

Entre os diversos contos de Andersen alguns dos mais conhecidos são “O Patinho Feio”, “A Pequena Sereia”, “A Roupa Nova do Rei”, “A Princesa e a Ervilha”, “A Pequena Vendedora de Fósforos”, e “A Polegarzinha”.
Tem inicio a 2ª edição do Concurso de Melhor Capa de Livro, organizado pela Getty Images, que irá selecionar o melhor trabalho de design na criação de capas literárias. 


O concurso é valido para todos os profissionais da área de design gráfico, capistas ilustradores ou editoras que tenham criado capas de livros a partir de imagens pertencentes ao acervo da Getty Images, editadas no Brasil, em 2010.

As inscrições são gratuitas, e devem ser feitas até 31 de dezembro de 2010, mediante o envio da capa em arquivo digital, com alta resolução, para o e-mail do concurso, junto com o código das imagens da Getty Images utilizadas. Além do envio de uma ficha técnica contendo o nome da obra, da Editora, a data de publicação e o nome do Capista.

O vencedor do Concurso será premiado com um troféu e uma filmadora digital GZ-MG630 HDD da JVC. E a editora responsável pelo livro receberá uma placa comemorativa durante o evento de premiação a ser realizado em fevereiro de 2011. O segundo e o terceiro lugar receberão, além de um troféu do concurso, um HD Expasion Portable Drive 500GB Seagate e um porta retrato digital, respectivamente.

O Júri

As capas serão avaliadas por um júri composto por profissionais renomados do mercado editorial e publicitário. Entre eles já estão confirmados o designer Victor Burton, criador de mais de 2.500 capas de livros e considerado pelo mercado como o melhor capista brasileiro; Lucia Riff, agente literária e fundadora da Agência Riff, que trabalha como co-agente para importantes editoras e agências literárias estrangeiras, além de ser representante de muitos autores brasileiros; Marcos Augusto Gonçalves, editor de opinião do jornal Folha de S. Paulo; e Javier Talavera, diretor de arte e criação da Agência Leo Burnett Brasil. Outros nomes de jurados deverão ser confirmados nos próximos meses.

Sobre a Getty Images

Para aqueles que não conhecem, a Getty Images Brasil é uma agência responsável pela criação e distribuição de conteúdo visual e produtos multimídia, que atende a clientes em mais de 100 países.

Sendo uma das empresas à qual vários profissionais da área de criação e mídia recorrem para encontrar, adquirir e gerenciar imagens e outros conteúdos digitais, que aparecem com frequência em trabalhos publicados nos jornais, revistas, campanhas publicitárias, filmes, programas de televisão, livros e web sites do mundo todo.

Portanto aqueles que participarem do concurso poderão ter seu trabalho e seu nome amplamente divulgado no mercado.

Vencedor de 2009 - Design: Rodrigo Rodrigues de Azevedo
Todas as informações sobre o concurso e o regulamento estão disponíveis no site da Getty Images.
Quando se entra em uma livraria com estantes cheias de livros, antes mesmo de poder tocá-los, ou se quer ler sua sinopse, já é possível ter uma ideia de qual livro escolher ou não. Isso se deve graças aquela superfície que recobre o conteúdo do livro, comumente chamada de capa.

bookstore Shakespeare & Co in Paris. Photo by Toshio Kishiyama Flickr.com
“A capa é muito importante, pois é ela que atrai o leitor e de certa forma o induz a comprar o livro”, comenta o Geógrafo e estudante de Jornalismo Edinilsom de Sousa Matias.

Como registro humano da escrita, o livro usou diversos suportes ao longo da história, como casco ou pele de animais, papiro, pergaminho e tábuas de madeira tratadas com cera. Até surgir a encadernação por meio das capas que conhecemos hoje.

imagem: divulgação
Essa superfície que tem a função de incorporar atributos, identificar, proteger, unificar e
personalizar um livro, agora passou também a comunicar e seduzir o leitor.

“A capa do livro é o "cartão de visitas dele", uma capa bem projetada, com uma imagem que transpareça bem o assunto tratado no livro pode ser considerada como 30% da decisão do leitor em se interessar por aquela obra. Agora é claro que toda regra tem exceção e não se julga "o livro pela capa...", afirma o Designer Gráfico Rodrigo Cristiano Alves.

De fato nem todos julgam um livro pela capa, como é o caso da Relações Públicas e graduanda  em Jornalismo, Eliana Silva Leite. “Eu acho mais importante a orelha e a contra capa do livro, onde fica a sinopse. Olho a capa rapidamente, analiso o título e vou direto para as orelhas e contra capa”, diz a RP.

No entanto, o estudante de Engenharia Sanitária e Ambiental, Hudson Soares de Souza, já tem uma outra opinião. “É importante sim. Porque é a capa que expressa o conteúdo do livro, e pra quem não lê a sinopse, ela é essencial”, complementa.

A Criação

Na verdade, a capa não é um produto em si, trata-se de um componente externo do livro, pois de um amontoado de textos a um projeto gráfico planejado, ele percorre um longo caminho até chegar às prateleiras, o que inclui revisão de texto, composição e paginação do livro, além da confecção da capa, entre outras.

Design de Yulia Brodskaya
A atividade projetual que dá forma ao livro é  o Design Gráfico, um processo técnico e criativo que utiliza imagens e textos para comunicar mensagens, ideias e conceitos.

O profissional responsável por esta tarefa é o Designer Gráfico. É ele quem idealiza e elabora o projeto, usando todos os recursos tecnológicos a sua disposição, além da criatividade.

O Designer Gráfico Rodrigo Cristiano Alves, também especialista em História da Arte e em Ensino de Artes Visuais, em sua profissão desenvolveu o projeto gráfico de vários livros.

“O processo de criação começa com a identificação do público alvo (ou do leitor do livro), e temos de avaliar variáveis como: o livro terá imagens? Gráficos? Qual a melhor tipografia para este projeto, o melhor papel a ser usado... Isso tudo influência na construção do projeto do livro. Tendo isso em vista normalmente fazemos pesquisas de outros livros da mesma temática e fazemos um "rascunho" de como será o projeto no papel e separamos as imagens e textos. O resto é só montar em um programa gráfico de editoração”, conta Rodrigo.

A tipografia (do grego typos — "forma" — e graphein — "escrita") é a arte e o processo de criação na composição de um texto, física ou digitalmente. Assim como no Design Gráfico em geral, o objetivo principal da tipografia é dar ordem estrutural e forma à ao projeto gráfico.

Design de Yulia Brodskaya
“A tipografia é um elemento poderoso do design, pois além de transmitir de forma direta mensagens (com os textos propriamente ditos) a tipografia através do desenho do seu tipo e da composição visual do arranjo das letras e das palavras, transmite infinitas mensagens imagéticas para o observador/expectador”, explica Rodrigo ao falar sobre as particularidades dessa atividade em relação a outros campos do Design Gráfico.

É interessante observar como às vezes, quando se está com um livro em mãos, encantado pelo seu design e envolvido em sua leitura, nem sequer imagina-se que ele teve de passar por todo esse processo para chegar até as estantes de uma livraria. E principalmente o quão importante e persuasiva uma capa pode ser para o livro e para o leitor.

Se quiser saber mais sobre Tipografia ou conhecer um pouco mais sobre a profissão de Designer Gráfico consulte o site Typographia ou confira essa reportagem.
Quando se pensa em literatura, a imagem que nos vem à mente é a figura do leitor, geralmente solitário, envolvido em uma leitura silenciosa. Essa é a imagem exposta na maioria das pinturas que retratam a literatura, e de fato era exatamente assim que acontecia, antigamente.

Reading by the Window by Charles James Lewis (1830)
Nos dias atuais, o ato de ler se tornou um pouco diferente, principalmente, depois da criação dos E-books, livros eletrônicos, que são baixados pela internet e lidos no computador ou em um e-reader, leitor digital. 

Segundo Alana Karem Carneiro da Silva, graduada em Publicidade e Propaganda, uma das principais vantagens do e-book é o preço. “Livros infelizmente são caros no Brasil, então acabo me rendendo aos e-books, pois consigo baixar de graça, mas aqueles que realmente gosto, acabo comprando. Falta incentivo a leitura aqui, e isso é triste!”.


Porém Vander Andrade, estudante de jornalismo, tem uma opinião contraria aos e-books. “Não gosto muito dos virtuais, pois eles cansam e ficam enjoativos de ler”.

Para muitos, a literatura é como um testemunho histórico, e os livros são o suporte pelo qual os valores de uma cultura são produzidos e transmitidos. Assim sendo os e-books podem ser considerados como uma característica da vida cultural moderna. O que torna o escritor e o leitor, um produto de sua época e de sua sociedade. 

Para a escritora Adriana Facina a literatura é um meio transmissor de informações, uma representação da cultura de um povo e de uma época. E assim como sofre a ação do meio em que é produzida, ela também age sobre ele.

“A literatura não é espelho do mundo social, mas parte constitutiva desse mundo. Ela expressa visões de mundo que são coletivas de determinados grupos sociais. Essas visões de mundo são informadas pela experiência histórica concreta desses grupos sociais que as formulam, mas são também elas mesmas construtoras dessa experiência”, explica Facina em seu livro “Literatura e sociedade”.

No entanto, mesmo nesses tempos modernos e apesar dos e-books serem práticos e na maioria grátis, muitos leitores concordam que o livro real e sua leitura tradicional são bem mais agradáveis.

“Sem sombra de dúvidas o prazer de um livro impresso é inquestionável. O sentar na varanda para ler junto de uma xícara de chá pequenos prazeres que não tenho com os e-books”, diz Alana.

“Prefiro os livros reais, eles podem ser lidos onde você quiser e a hora que você quiser”, comenta Vander.

Se quiser saber mais sobre a função social da literatura consulte o site WebArtigos.
Definir o termo literatura não é uma tarefa fácil, são inúmeros os conceitos e a cada momento surgem novos. Há quem diga que é toda a palavra escrita, porém a outros que a define apenas como textos de ficção.

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Segundo o dicionário Aurélio, literatura é a arte de compor escritos artísticos, o conjunto de obras literárias de um país ou de uma época, é a carreira das letras. No entanto a concepção mais aceita no universo literário é de que Literatura é a arte da palavra, carregada de significado exposta ao mundo por seus artistas, os escritores, aqueles que seguem a carreira das letras.

“Como toda arte, é uma transfiguração do real, é a realidade recriada através do espírito do artista e retransmitida através da língua para as formas, que são os gêneros, e com os quais ela toma corpo e nova realidade”. Assim é a definição de literatura para o crítico literário, Afrânio Coutinho.

Por meio de suas obras os escritores criam e recriam a realidade, expressando pessoas, cenários, histórias e identidades. Compondo um retrato vivo da alma humana. Portanto podemos dizer que a definição de literatura depende mais do significado que o leitor ou o autor destina a ela.

Para Mary Carla Soares, formada em Literatura e Língua Portuguesa, Literatura é cultura. “Ela é capaz de nos fazer sentir, viver aquilo que lemos e criar dentro de nós a imagem proposta pela leitura. E ainda assim aprender”, diz Mary Carla.

Já para Glória Dias Vitorino, doutora em Língua Portuguesa e Linguística e mestre em Leitura e Produção de Textos, literatura significa a possibilidade de problematizar, de analisar, de discutir, a partir da palavra. “Realizar tais ações é converter em desconhecido o já conhecido. É tornar obscuro, o que nos parecia tão claro. É tornar ilegível o que parecia tão legível. E são gestos filosóficos? Sem dúvida, se entendemos que aumentam a distância entre o saber e o pensar, como nos lembra o filósofo Jorge Larrosa”, explica Glória. 

Se quiser saber mais sobre Literatura, sua história e conceito, você pode visitar os sites Portal São Francisco e Mundo Educação.