Há 201 anos, nesta mesma data, a Real Biblioteca Portuguesa era transferida para o Brasil, e assim era fundada a Biblioteca Nacional, considerada a maior biblioteca da América Latina e segundo a UNESCO, uma das dez maiores bibliotecas nacionais do mundo. Assim, em homenagem a este momento histórico, o país comemora hoje o Dia Nacional do Livro.

E para celebrar este dia, o movimento “Educar Para Crescer” decidiu lançar a campanha “Que Livro Fez a sua Cabeça?”, na qual qualquer pessoa pode participar enviando uma foto posando com seu livro preferido e uma frase justificando a escolha.


Para os que ainda não conhecem o “Educar para Crescer” é um movimento com o objetivo de transformar a Educação na grande pauta nacional. Sendo formado por várias personalidades de destaque no universo da educação.

Além de parceiros estratégicos, com atuação em áreas condizentes ao tema, o movimento conta ainda com o patrocínio da Malwee e da Editora Abril e o apoio da Confef e do Instituto Unibanco.

Que livro fez a sua Cabeça?

Diversas pessoas já estão participando da campanha, incluindo algumas personalidades como o apresentador do CQC, Marcelo Tas, que posou com “O Livro do Desassossego” de Fernando Pessoa. “São centenas de pequenos textos, que podem ser lidos em qualquer ordem, em qualquer hora, em qualquer dia”, recomenda Tas.

Marcelo Tas & Thalita Rebouças / foto: divulgação
A campanha conta ainda com a adesão da escritora Thalita Rebouças, que posou ao lado da obra Ensaio sobre a cegueira” de José Saramago. “O livro do Saramago mexeu muito comigo. Cheguei a sonhar com o livro, de tão arrebatada que estava pela narrativa, pela história. É um livro que faz pensar, repensar, olhar pra dentro da gente. Acho que valeu por anos de análise”, explica a escritora.

Para os interessados, ainda dá tempo de participar, é só tirar uma foto com o livro, que fez a sua cabeça, em frente ao rosto e enviá-la junto com o nome completo, perfil nas redes sociais, título e autor do livro e uma frase que justifique a escolha para o e-mail educarparacrescer@gmail.com.

A produção das fotos fica por conta dos participantes, que podem usar e abusar de poses e lugares inusitados, além de acessórios que tenham tudo a ver com a obra escolhida. As fotos já estão disponíveis para visualização no site oficial da campanha.

Seja tirando fotos ou apenas as vendo pelo site, a campanha é uma forma bem divertida de comemorar o Dia Nacional do Livro. Aproveitem e divirtam-se!
Cinema e Literatura se unem na segunda edição do Festival Literatura em Vídeo, que tem como objetivo incentivar o hábito de leitura e estimular a criatividade por meio da adaptação de obras literárias para a linguagem audiovisual.


Promovido pela Abril Educação em parceria com a MTV e a produtora Mixer, o festival é aberto aos estudantes do Ensino Fundamental II (5º ao 9º ano) e do Ensino Médio (1º ao 3º ano) das escolas públicas e privadas de todo o Brasil, que devem ser orientados por um professor responsável.

Os vídeos que irão concorrer nas categorias Ensino Fundamental II e Ensino Médio, serão analisados por uma comissão julgadora formada por pessoas ligadas as empresas Organizadoras do Festival e empresas parceiras das Organizadoras. Sendo que a votação será realizada pelo Júri Popular e pelo Júri Técnico, que contará com a participação do cineasta João Daniel Tikhomiroff, presidente da Mixer.

O festival também terá seis vídeos vencedores em cada uma das cinco regiões do Brasil e dois vencedores de cada categoria no Prêmio Troféu Pipoca, conferido ao vídeo que expressar a obra de maneira mais inusitada e absurda. Além dos inúmeros prêmios, os vencedores do concurso, escolhidos pelo Júri Técnico, ainda terão seus vídeos exibidos na grade de programação da MTV. 


As inscrições para o concurso são até o dia 14 de novembro. Para saber mais sobre o regulamento visite o site Literatura em Vídeo.
Atenção fãs dos quadrinhos, já começou a segunda edição do Rio Comicon, um dos maiores eventos nacionais de Histórias em Quadrinhos, que acontece até domingo, na Estação Leopoldina no Rio de Janeiro.
Organizado pela Casa 21 em parceria inédita com o estúdio Retina 78, o evento reúne cerca de 30 convidados nacionais e estrangeiros, como o argentino Liniers, autor da série Macanudo, o americano Peter Kuper, que atualmente desenha a famosa série de espiões da revista MAD, “Spy Vs. Spy”, além da alemã Ulli Lust, autora de reportagens em quadrinhos e da premiada HQ sobre sua juventude, e o francês Lewis Trondheim, um dos fundadores da cooperativa francesa de quadrinhos “L’Association”.

Entre os outros nomes confirmados estão Chris Claremont (Inglaterra), Junko Mizuno (Japão) e Paul Pope (EUA). Além dos brasileiros, Luiz Gê, Edgar Vasques, Jô Oliveira, Rafael Albuquerque e os gêmeos Fábio Moon e Gabriel Bá.

Novas atrações

Uma das novidades desta edição será o maior destaque para o estilo mangá e os super heróis. “Sentimos que era à hora de contemplar também essas duas vertentes tão importantes dos quadrinhos”, explica Roberto Ribeiro, diretor da Casa 21, no site oficial do evento.

Assim, o Rio Comicon 2011 contará com uma mostra dos trabalhos do estúdio japonês CLAMP, composto pelas mulheres conhecidas como as rainhas do mangá, além de uma homenagem aos 75 anos da DC Comics, baseada no livro “75 Years Of DC Comics: The Art Of Modern Mythmaking”, vencedor do Prêmio Eisner de melhor livro sobre quadrinhos. Sem falar nas exposições dos trabalhos originais dos artistas internacionais Guido Crepax, criador da personagem Valentina, e Will Eisner.

Além disso, o evento irá realizar mostra de filmes e documentários, oficinas, sessões de lançamento de livros e quadrinhos, desfile de cosplay e a “Plataforma dos Desenhistas”, onde os artistas vão desenhar e autografar para os fãs. E ainda contará com o I Colóquio de Filosofia e Quadrinhos, que irá apresentar debates acadêmicos em torno da nona arte.

Confira a programação completa do Rio Comicon no site oficial do evento.
A biblioteca criada em WebGL permite ao internauta, por meio do Google Chrome, ter acesso a uma estante virtual repleta de obras literárias.


“Imaginamos algo que se parece com as prateleiras em sua sala de estar, e que também é capaz de mostrar um grande número de títulos disponíveis on-line, muito mais do que se encaixa em uma prateleira tradicional. Com isto em mente, nós projetamos uma estante digital que é uma ‘espiral 3D infinita’. Você pode girá-la para os lados e para cima e para baixo com seu mouse. Que detém os modelos 3D de mais de 10.000 títulos de livros do Google”, explica a companhia no blog oficial.

Assim, o internauta pode navegar livremente pelas prateleiras, sendo que cada uma delas corresponde a uma categoria literária diferente. Ao clicar no livro, é possível ler um preview da história.

No entanto, nem todos os livros estão disponíveis para leitura, existe a seção de gratuitos, mas quando o usuário clica na maioria dos livros, ele é levado para uma página com links de lojas.

Assista ao vídeo promocional:

O autor inglês, Julian Barnes recebeu, nesta terça-feira, um dos mais prestigiados prêmios literários, o Man Booker Prize, pelo seu último romance “The Sense of an Ending”.

Julian Barnes / Imagem: Divulgação

O prêmio criado em 1968, é concedido anualmente à melhor obra de romance ou ficção escrita em língua inglesa por autores vivos que sejam cidadãos de um país membro da Comunidade Britânica ou da República da Irlanda.

Ao ganhador é assegurado grande reconhecimento internacional, além da quantia de 50 mil euros (138,6 mil reais).

Barnes, de 65 anos, já havia sido indicado outras três vezes ao prêmio, pelas obras “Arthur and George” (2005), “England, England” (1998) e “Flaubert's Parrot” (1984), mas nunca havia vencido, até agora.

Autor de dez romances, três contos e uma série de romances policiais escritos sob o pseudônimo de Dan Kavanagh, Julian Barnes recebeu inúmeros prêmios durante sua carreira como escritor, entre eles o prêmio de literatura David Cohen.

O décimo primeiro romance de Barnes, “The Sense of an Ending”, lançado em agosto deste ano, conta a história de um homem com cerca de 60 anos que devido a morte de um amigo da juventude, é forçado a revisitar seu passado.

Saiba mais sobre o autor neste post.
O ministro aposentado Eros Grau foi eleito, nesta quinta-feira, com 32 votos, para ocupar a cadeira número 11 na Academia Paulista de Letras.

foto: divulgação
A cadeira, que tem como patrono o inventor Bartolomeu Lourenço de Gusmão, já foi ocupada, entre outros, pelo poeta Cassiano Ricardo. Sendo que seu último ocupante foi o filósofo Milton Vargas, falecido no ano passado.

Eros Grau é autor de dezenas de livros sobre direito, como "A ordem econômica na Constituição de 1988", mas publicou apenas um romance, "Triângulo no Ponto" pela editora Nova Fronteira, em 2008.

Formado em Direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Grau exerceu a advocacia de 1963 a 2004, quando foi nomeado para o Supremo Tribunal Federal (STF). Atualmente, aposentado do STF, é livre-docente pela Universidade de São Paulo (USP).

Como um presente de boas-vindas, o colega Mauricio de Sousa homenageou o recém-imortalizado com uma ilustração.

“Eu não vim fazer um Discurso” é o título do mais recente livro do escritor e jornalista colombiano, Gabriel García Márquez. A obra contém detalhes sobre a vida do autor e sua família, além de falar sobre a produção de suas obras literárias.

Imagem: Divulgação
Apesar do título, o livro traz uma compilação de 22 discursos do escritor, de 1944 a 2007, nos quais o vencedor do Prêmio Nobel da Literatura fala sobre sua relação com a escrita e com os amigos, entre outros temas.

O primeiro discurso de Márquez foi aos 17 anos, para se despedir de seus colegas de colégio na formatura do ensino médio, em 1944. Na verdade, o título do livro foi retirado deste primeiro discurso. A relutância do autor diante da oratória é expressa diversas vezes nos capítulos iniciais da obra. Em um deles, Márquez chega a descrever à tarefa de fazer discursos como “o mais aterrorizante dos compromissos humanos”.

No entanto, com o passar dos anos, o escritor se mostra ao público como um profissional na arte do discurso. Sempre expressando, por meio de citações e argumentos, seu posicionamento político. Como é possível observar em seu discurso na cerimônia de entrega do Prêmio Nobel de Literatura, na Suécia, em 1982, no qual o autor chama a atenção para a situação de seu país.

"[...] Poetas e mendigos, músicos e profetas, guerreiros e malandros, todos nós, criaturas daquela realidade desaforada, tivemos que pedir muito pouco à imaginação, porque para nós o maior desafio foi a insuficiência dos recursos convencionais para tornar nossa vida acreditável. Este é, amigos, o nó da nossa solidão."

Cada página do livro leva o leitor há compreender um pouco sobre a vida do autor, sua paixão pela Literatura, seu amor pelo Jornalismo, além das recordações de amigos queridos como Júlio Cortázar e Álvaro Mutis, que proporcionam alguns dos mais emocionantes e bem-humorados discursos da obra.

"[...] Volta e meia me perguntam como é que esta amizade conseguiu prosperar nestes tempos tão malvados. A resposta é simples: Álvaro e eu nos vemos muito pouco, e só nos vemos para ser amigos", diz Márquez no discurso em homenagem aos 70 anos de Álvaro Mutis.

Em um de seus últimos discursos, em 2007, durante um Congresso Internacional de Literatura, em Cartagena das Índias, na Colômbia, Márquez conta um pouco sobre as dificuldades que passou antes de publicar o livro “Cem Anos de Solidão”. Segundo o autor, na época, sua mulher Mercedes era quem sustentava a casa, e eles mal tinham dinheiro para enviar o manuscrito pelo correio para o seu editor.

No Brasil, o livro foi lançado pela Editora Record, com tradução de Eric Nepomuceno e 128 páginas.