Estão abertas as inscrições para o Prêmio Barco a Vapor de Literatura Infantil e Juvenil, que tem como objetivo revelar novos autores, estimular a criação literária nacional e propiciar aos jovens leitores o acesso a textos inéditos e de qualidade. 
 
 
Em sua 22ª edição, o prêmio, organizado pela Fundação SM e pela SM Educação, irá contemplar obras de ficção nos gêneros romance e novela para crianças e jovens. Sendo aberto a autores, maiores de 18 anos (completados até fevereiro de 2026), de todas as nacionalidades, residentes no Brasil.

As inscrições devem ser feitas até o dia 14 de fevereiro de 2026, no site oficial do concurso. Participando apenas textos inéditos em qualquer meio (impresso ou eletrônico) e escritos originalmente em língua portuguesa. Cada candidato poderá inscrever no máximo dois originais, que devem ser assinados por um nome fictício (pseudônimo).

O resultado do concurso e a data e local da entrega do prêmio, serão divulgados nos sites das Organizadoras e do Prêmio Barco a Vapor. O vencedor será premiado com a quantia de 40 mil reais, como adiantamento por direitos autorais, além de ter seu livro publicado na coleção Barco a Vapor.

Confira o regulamento e faça sua inscrição no site oficial do concurso.
O ano de 2025 foi, para mim, um daqueles períodos difíceis de colocar em palavras, marcado por novas descobertas, desventuras em série, fortes emoções e tristes acontecimentos, que abalaram as minhas estruturas, e as minhas leituras. 
 


Apesar de tudo, 2025 se tornou um daqueles anos que deixam uma marca, que transformam hábitos e que, acima de tudo, mostram que a leitura acompanha nossas fases, mesmo quando não conseguimos virar uma página sequer. Seguindo a tradição que comecei em 2022 vou dividir aqui com vocês algumas das minhas resoluções de ano novo envolvendo as minhas leituras e os meus projetos para o blog. Mas antes, vamos dar uma olhada nas páginas de 2025 e ver o tamanho do estrago.

Pegue uma bebida e acomode-se. Vamos começar ☕️

No Capítulo anterior...

Como sempre dei inicio ao ano motivada, com inúmeras listas, objetivos e metas — talvez mais do que deveria — mas me sentia confiante, animada com meus projetos e com vontade de ler bastante. E deu certo… pelo menos no começo. 

Já em janeiro reafirmei a minha paixão pelos audiobooks assinando o Storytel, e mais tarde o Audible US por R$5.89 durante três meses na Semana do Consumidor. Também aderi ao desafio do Storygraph de ler pelo menos uma página todos os dias no primeiro mês do ano, o que me ajudou a ser mais conscistente com a leitura. Além disso, também assinei o KindleUnlimited duas vezes na promoção de dois meses grátis e na de três meses por R$ 1,99, o que talvez não tenha sido uma boa ideia, já que acabei não fazendo muito progresso no meu projeto “Zero TBR”.

Mas, apesar do início promissor, nem tudo saiu como planejado… e 2025 provou ser ainda pior do que 2024 e 2023 juntos, no qual acabei mais uma vez enfrentando uma montanha russa de emoções, que afetaram significativamente as minhas leituras e os meus planos para o blog, me levando a flopar em todas as inúmeras metas e resoluções que estabeleci no início do ano.

Uma das poucas coisas que me consola é que consegui completar o meu desafio de leitura de 60 livros no Goodreads e no Storygraph, em maio. Chegar lá foi uma sensação boa, daquelas que aquecem o coração de qualquer leitor. Mesmo com todas as dificuldades que surgiriam ao longo do caminho, essa pequena vitória foi um lembrete de que meus momentos de foco e prazer pela leitura ainda estavam ali.

Também descobri um novo formato e um novo gênero que me salvaram nos dias mais pesados, os webtoons, um termo usado para descrever webcomics ou manhwas (quadrinhos sul-coreanos) que são publicados online. Foram eles que me acompanharam quando eu não tinha energia para mergulhar em livros mais longos. Foram escapes leves, cheios de emoção e belíssimas ilustrações. Descobri novos artistas, novas narrativas, novos estilos de leitura que pretendo levar comigo para o ano novo.

Dentre os 67 livros que li estavam alguns mangás incríveis, como O Único Destino dos Vilões é a Morte de SUOL e Gwon Gyeoeul, e City Hunter de Tsukasa Hojo, que pretendo finalizar em 2026, assim como I Shall Master This Family de Roah Kim e Mon (AntStudio), e 7th Time Loop: The Villainess Enjoys a Carefree Life Married to Her Worst Enemy! de Touko Amekawa e Hinoki Kino.


Sem falar nos webtoons Not Your Typical Reincarnation Story de DOYOSAY e Ah Jin, The Villainess Turns the Hourglass de Sansobee e Antstudio, Why Raeliana Ended up at the Duke's Mansion de Whale e Milcha, e A Marriage of Convenience de Antstudio e KEN, que devorei por completo.

Março: o mês que mudou tudo

Março marcou o início do Outono༄, e também foi o mês em que o meu mundo desabou com a perda de uma das pessoas que mais amo nessa vida, a minha mãe. A dor, o luto, a saudade — tudo isso veio acompanhado de crises de ansiedade, uma leve depressão e problemas de saúde que se acumularam.

Em meio a turbulência, mais uma vez, recorri ao blog e à leituras mais leves, que são uma fonte inesgotável de conforto e alegria para mim, especialmente, nos momentos difíceis. O que me levou a ler uma quantidade insana de mangás, livros infantis e infanto juvenis. E por um certo tempo, isso ajudou um pouco… 

Embora, infelizmente, não tenha feito muito progresso no meu projeto “Zero TBR”, lendo apenas 4 livros e 1 mangá da minha estante física e 4 eBooks da minha estante virtual, já que a maioria das minhas leituras foram webtoons, eBooks disponíveis no KindleUnlimited, e audiobooks. Sendo que adicionei 7 eBooks e 05 livros físicos às minhas estantes, a maioria deles sequências de séries que estou lendo no momento. Assim, encerro o ano com 298 livros na minha TBR, 167 físicos e 131 eBooks, bem mais do que o ano anterior.

E para piorar, com o inicio do inverno❄ veio a pior ressaca literária da minha vida: cinco meses sem ler absolutamente nada. Cinco meses sem um post no blog ou nas redes sociais, sem vontade de abrir um livro, sem energia sequer para fingir normalidade.

A leitura, que sempre foi meu porto seguro, já não me confortava mais, e tudo o que eu podia fazer naquele momento era procurar ajuda. Assim fui obrigada a jogar a toalha, e desistir de completar o desafio r/Fantasy, o Read What You Own Challenge, e todos os demais desafios, projetos e metas que estipulei em 2024.

E, sinceramente? Tudo bem.

Se em outros anos eu teria sentido culpa, em 2025 aprendi que desistências também contam histórias — e, às vezes, são necessárias. Nem todo mês será produtivo em números, seja de leituras ou posts, e isso não é o fim do mundo, e tão pouco diminui o meu amor pelos livros e pelo meu blog. Apenas significa que sou humana, e preciso ser mais gentil comigo e parar de me cobrar tanto.

Assim, fecho o ano com a sensação de sobrevivência, mas também com esperança. Se 2025 foi um ano de pausa, 2026 será um ano de recomeço — com mais cuidado, mais calma e menos pressão.

Um Novo Capítulo

Depois de tudo o que vivi, decidi diminuir o ritmo e escolher desafios que realmente me motivem, sem pressão e sem me sobrecarregar. Menos projetos, mais intenção. Menos metas impossível, mais aconchego. Mais espaço para leituras leves, para voltar ao meu ritmo natural, para me reconectar com o que sempre amei: as histórias.


Como não se mexe em time que está ganhando, em 2026 vou mais uma vez estabelecer a minha meta de leitura para 60 livros no Goodreads e no The StoryGraph. Além disso também pretendo dar andamento as 57 séries que estou lendo atualmente, não irei comprar mais livros e eBooks, a não ser que sejam sequências de séries e mangás que estou lendo, e continuarei focando nos livros e mangás que tenho na minha estante e no meu Kindle, seguindo adiante com o “Projeto Zero TBR”, pelo quarto ano consecutivo.

Eu amo participar de maratonas de leitura e me desafiar a ler mais de um gênero específico, portanto não pretendo deixar de participar de algumas das minhas preferidas em 2026, porém não vou me martirizar se não conseguir concluí-las. Sendo que já dei largada em algumas delas, como o r/Fantasy Bingo Challenge do Reddit, o Romantasy Bingo Challenge do canal Covers with Cassidy, o Read What You Own Challenge do canal CriminOlly, e a décima edição do Beat The Backlist idealizado por Austine Decker. Lembrando, que todas tem um período de um ano para serem concluídas, e os desafios podem ser combinados, já que a maioria das minhas leituras são fantasias publicadas antes de 2025.

Algumas outras maratonas anuais também chamaram a minha atenção, mas não tenho certeza se devo participar, já que em nenhum dos anos anteriores consegui concluí-las. Sendo elas a sexta edição do Buzzword Reading Challenge do canal Books and Lala no youtube, a Read Your Bookshelf do canal Chantel Reads All Day, a Series Takedown do canal Rainy Blue Reads, e a TBR Takedown do canal Rescues and Reads. Há ainda as maratonas mensais, como a January Pages, a TBRathon, a Middle Grade March, a Picture This!, e a Shorty September, que gostaria de tentar, mas sem pressão.

As minhas resoluções com relação ao blog e as redes sociais continuam as mesmas, a de publicar 52 materias criativas e interessantes sobre temas que eu amo, no meu tempo, e divulgá-las em todas as minhas sete redes sociais. Além de escrever mais resenhas de livros e mangás, com a ajuda do meu experimento de escrita, que pretendo dar continuidade. Também pretendo atualizar algumas matérias antigas, que considero relevantes, adicionando novas informações, imagens, links, e SEO.

Se 2025 me ensinou algo, foi isso: não importa quantas pausas a vida imponha — sempre podemos recomeçar. Que 2026 venha com mais páginas, mais força e mais gentileza! E, obrigada a todos vocês por terem me acompanhado pelas páginas de 2025, isso foi muito importante para mim. ‪‪❤︎‬

Feliz Ano Novo e Boas Leituras, pessoal!

Estão abertas as inscrições para o Prêmio Literário Biblioteca Nacional, que tem como objetivo premiar autores, tradutores e projetistas gráficos em reconhecimento à qualidade intelectual e estética de suas obras. 


Em sua 31ª edição, como um dos mais conceituados do país, o prêmio é aberto a pessoas físicas, brasileiros natos ou naturalizados. Sendo dividido em doze categorias: Conto, Poesia, Romance, Literatura Infantil, Literatura Juvenil, Projeto Gráfico, Ensaio Literário, Ensaio Social, Histórias de Tradição Oral, Histórias em Quadrinhos, Ilustração, e Tradução.

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas até o dia 22 de agosto, exclusivamente, pelo site oficial do concurso. Os interessados devem inscrever obras inéditas (1ª edição) redigidas em língua portuguesa e publicadas por editoras nacionais, entre 1º de maio de 2024 e 30 de abril de 2025. O vencedor de cada categoria será premiado com a quantia de R$ 30 mil. O resultado final será divulgado até o dia 18 de novembro no Diário Oficial da União e no portal da Fundação Biblioteca Nacional.

Confira o edital e a documentação necessária no site oficial da Fundação Biblioteca Nacional.
Julho chegou ao fim e, infelizmente, preciso dizer que não consegui finalizar uma única leitura, seja de livros ou mangás. Cheguei até a começar alguns livros, mas no final do mês o marcador de páginas continuava exatamente no mesmo lugar. 


A vida tem sido bem estressante ultimamente, e em julho simplesmente não consegui me concentrar em nada a não ser meus problemas pessoais. Portanto, não tive tempo e nem disposição alguma para ler ou blogar, o que significa que meu projeto Zero TBR segue empacado. Confesso, que no início bateu uma frustração, uma sensação de que não estava sendo produtiva o suficiente, ainda mais por que tinha assinado o KindleUnlimited e o Storytel esse mês, e nem cheguei a usá-los.

Mas depois de muito me martirizar me dei conta que às vezes tudo que precisamos é um bom descanso para refletir e recarregar as energias, e nesse momento da minha vida, preciso me conformar com o fato de que nem todo mês será produtivo em números, seja de leituras ou posts, e está tudo bem, pois isso não diminui o meu amor pelos livros e pelo meu blog. Apenas significa que sou humana, e preciso ser mais gentil comigo e parar de me cobrar tanto.

Afinal, as minhas estantes continuam cheias de histórias me esperando, e eu não preciso me preocupar com o desafio anual de leitura, que já completei. Além disso, também consegui resistir aos lançamentos do mês e as promoções da Prime Day na Amazon, e apenas adquiri um único livro para minha coleção da Agatha Christie, que foi presente do meu irmão mais velho.

Resumindo, julho foi um mês frio e cansativo, no qual lutei contra a depressão e a ressaca literária em meio a um frio aconchegante e vídeos fofos no youtube. Espero muito que agosto seja um mês melhor, sem tanto estresse e com mais leituras. Quem sabe eu consigo, finalmente, terminar “Neve e Cinzas” de Sara Raasch e “A Filha da Rainha Sereia” de Tricia Levenseller.

Mas e você? Como foi o seu mês de julho? Conseguiu terminar algo ou também está na ressaca literária? Eu adoraria ouvir mais sobre isso nos comentários!
Confira os principais lançamentos literários de julho no país, com destaque para novas fantasias e aguardadas sequências, que prometem mexer com a imaginação dos leitores. 


Entre eles um thriller especulativo alucinante, a sequência de uma série best-seller, uma história ambientada no universo de Cafés & Lendas, uma romantasia cozy com dragões, uma calorosa fantasia de estreia, uma romantasia feérica, e as novas edições de dois clássicos da literatura de mistério infanto juvenil. Lembrando que todos esses livros estão disponíveis em versão física e digital na Amazon.

Sem mais demora, vamos a lista.

Em junho, a editora Morro Branco lançou o primeiro volume da fantasia escrita pela autora best-seller Nicholas Binge. “Ascensão” (Ascension), publicado originalmente em abril de 2023, conta com tradução de Marcia Men e 336 páginas, nas quais pondera as limitações da ciência e da fé e examina tanto o lado belo quanto o inquietante da natureza humana.

Uma enorme montanha coberta de neve apareceu no Oceano Pacífico. Ninguém sabe exatamente quando apareceu, qual seu tamanho preciso, ou como explicar sua existência. Quando Harold Tunmore é contatado por uma organização secreta para ajudar nas investigações, ele não faz ideia de em que está se metendo quando parte com sua equipe rumo à montanha.

Quanto mais alto a equipe de Harold sobe, menos as coisas fazem sentido. O tempo se move de forma diferente, transformando minutos em horas, e horas em dias. Em meio ao açoite do frio na altitude mais elevada, os alpinistas ficam com os membros dormentes e as lembranças de suas vidas antes da montanha começam a esmaecer. A paranoia rapidamente leva à violência entre a equipe, e criaturas rastejantes de antigas eras os perseguem na neve. Ainda assim, conforme os perigos aumentam, o mistério da montanha os compele para seu pico, onde eles têm certeza de que encontrarão respostas. Será que se depararam com a maior descoberta científica já vista pela humanidade ou com as sementes de sua própria extinção?

Mais de quinze anos depois, a autora best-seller Cornelia Funke retorna ao universo mágico e cativante da trilogia que conquistou milhões de leitores pelo mundo, “Mundo de Tinta”, publicada no país pelo editora Seguinte. “A Cor da Vingança” (The Colour of Revenge), publicado originalmente em outubro de 2023, conta com tradução de Julia Bussius e 280 páginas.

Cinco anos se passaram e, enfim, a paz reina em Ombra. Todos os moradores da cidade levam uma vida

feliz e despreocupada, inclusive Meggie, Mo e Dedo Empoeirado. A situação de Orfeu, porém, é muito diferente. Depois de fugir, seus dias têm sido de muita privação e amargor. A única coisa que lhe resta é a sede de vingança contra Dedo Empoeirado e todos que o traíram.

Orfeu está disposto a fazer o que for necessário para colocar seu plano em prática. Nada está fora de cogitação ― nem mesmo o feitiço mais sombrio do Mundo de Tinta.

Também nesse mês a editora Intrínseca a prequel da fantasia best-seller do autor Travis Baldree. “Livros & Ossos” (Bookshops & Bonedust), publicado originalmente em novembro de 2023, conta com tradução de Flora Pinheiro e 368 páginas, nas quais apresenta uma jornada de alta fantasia, primeiros amores e muitos livros antigos, que reflete sobre a importância da vida em comunidade e a busca por um propósito em meio às peripécias do destino.

Viv é uma jovem orc que tem sede de batalhas e de vitória, mas sua carreira com os notórios Corvos de Rackam, um bando de mercenários velhos de guerra, vai de mal a pior.

Depois de ser ferida durante uma caçada a uma poderosa necromante, Viv é enviada contra sua vontade para Murk, uma cidadezinha litorânea, para se recuperar. Para sua tristeza, o máximo de aventura que ela deve conseguir por ali é observar as ondas quebrando na costa.

Esquecida pelos companheiros de guerra, Viv se distrai passando os dias na livraria Thistleburr, e se surpreende com o fato de que os livros (e a dona mal-humorada do lugar) sejam tão divertidos. Mas essa pode ser justamente a mudança de que precisa para enfim dar um novo rumo à sua vida.
Só que as façanhas que Viv tanto deseja talvez não estejam tão distantes… Em meio a viajantes misteriosos, gnomos ranzinzas, crushes de verão e um número preocupante de esqueletos à solta, a orc vai descobrir que há muito mais na tranquila Murk do que ela poderia supor.

Continuando as histórias cozy, a editora Harlequin Books lançou a romantasia “Deuses Caídos” da autora A.T. Qureshi. “O Adorável Café dos Dragões” (The Baby Dragon Café), publicado originalmente em janeiro de 2025, conta com tradução de Ana Beatriz Omuro e 368 páginas, nas quais apresenta uma história cheia de romance e dragões fofos.

Bem-vindos ao café mais fofo do mundo… e o mais caótico.

Saphira sabe que dragões não são exatamente os animais mais comportados para se ter em uma cafeteria, mas sua avó lhe ensinou a nunca desistir.

Aiden está mais interessado em plantas e jardins do que em cuidar de um filhotinho desobediente de dragão, mas as mágoas do passado ainda o assombram.

Quando uma mulher aprendendo a se virar sozinha e um homem que insiste em ficar sozinho cruzam caminhos, o resultado é mais especial do que grãos de café torrados por dragões.

Já a editora Alta Novel lançou a fantasia “A Leitora de Pequenas Sortes” (The Teller of Small Fortunes) escrita pela autora Julie Leong. O livro, publicado originalmente em novembro de 2024, conta com 288 páginas, nas quais apresenta uma história aconchegante sobre tentar encontrar a si mesma, e acabar encontrando uma família.

Tao é uma vidente imigrante que viaja sozinha por vilarejos, apenas com seu fiel mulo como companhia. Ela lê apenas “pequenas” sortes: se vai chover granizo na semana que vem, que jovem a atendente do bar vai beijar, quando a vaca terá seu filhote. Ela sabe por péssimas experiências passadas que grandes sortes vêm com grandes consequências…

Mesmo que seja uma vida solitária, é melhor do que aquela que deixou para trás. Mas uma pequena sorte inesperadamente se transforma em algo além quando um ladrão (semi-)reabilitado e um ex-mercenário a recrutam em sua busca desesperada por uma criança perdida. Logo, unem-se a eles uma confeiteira boa em “sovar” aventuras e um gato levemente mágico, é claro.

Tao começa uma jornada com companheiros de coração tão grande quanto suas fortunas são pequenas. Mas conforme abaixa a guarda, as sombras de seu passado retornam e ela precisará decidir se está disposta a arriscar tudo para manter a família que nunca achou que poderia ter.

Continuando no reino da fantasia, a editora Rocco lançou o primeiro volume da série fenômeno mundial da autora best-seller Callie Hart. “Quicksilver”, publicado originalmente em junho de 2024, conta com tradução de Laura Folgueira e 560 páginas, nas quais apresenta um mundo esquecido e um amor despertado.

Não toque na espada. Não vire a chave. E, haja o que houver, não abra o portal.

Aos vinte e quatro anos, Saeris Fane é tão boa em sobreviver quanto em guardar segredos. Na escaldante Zilvaren, as condições de vida sob os Gêmeos, os dois sóis que assolam a cidade, não poderiam ser piores. A água é o bem mais raro e precioso, e os zilvarenses fazem qualquer coisa para conseguir um pouco mais do que sua mísera cota diária. Uma ladra habilidosa, capaz de muito mais do que bater carteiras, há anos Saeris vem desviando água potável dos reservatórios da rainha Madra. E não é só isso: ela possui uma estranha e perigosa habilidade de manipular metais, algo proibido e considerado heresia.

Mas, ao se deparar com a Morte em pessoa, ela sem querer reabre um portal entre mundos e é transportada para Yvelia, o gélido reino dos feéricos. Esses seres, antes considerados um mito e um pesadelo, provam-se bastante reais, e Saeris acaba no meio de um conflito centenário que pode ser fatal.

A primeira humana a cruzar as montanhas geladas de Yvelia em mil anos, ela se vê ligada a um belo guerreiro feérico que tem os próprios planos secretos e sombrios. Ele pretende usar a magia de alquimista de Saeris para proteger seu povo, e não importa o que isso vá custar a ele... ou a ela. A Morte tem nome e sobrenome: Kingfisher do Portão de Ajun, de passado obscuro e atitudes suspeitas. Mas ele também pode ser a única esperança de Saeris de voltar para casa.

Entretanto, é preciso ter cuidado com os acordos que se faz com feéricos. O diabo mora nos detalhes e, em Yvelia, nada é realmente o que parece.

Também nesse mês a editora HarperCollins lançou as novas edições de dois clássicos da da literatura de mistério infanto juvenil.  “Nancy Drew: O Segredo do Velho Relógio” de Carolyn Keene, publicado originalmente em 1930, conta com tradução de Isabela Sampaio e 192 páginas, nas quais apresenta o começo da jornada da detetive que se tornou um ícone da literatura, numa aventura cheia de reviravoltas, mistérios e personagens inesquecíveis. Já “Hardy Boys: O Tesouro da Torre” de Franklin W. Dixon, publicado originalmente em 1927, conta com tradução de Guilherme Miranda e 192 páginas, nas quais apresenta uma história cheia de enigmas, pistas e perseguições de tirar o fôlego protagonizada pelos célebres irmãos detetives Frank e Joe Hardy.
Assim, esses são os lançamentos do mês que mais me chamaram a atenção. Mas e você, quais são os lançamentos que está mais ansioso para ler? Me conta nos comentários.
Tem início hoje um dos maiores e mais importantes eventos culturais do país, a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). 


Em sua 23ª edição, a Flip promete uma programação cultural variada e dinâmica, com direito a exibição de filmes, oficinas, exposições, shows, lançamentos, debates e bate-papos com cerca de 43 convidados nacionais e internacionais. Sendo que este ano, o evento, que acontece até o dia 03 de agosto na cidade histórica de Paraty, irá homenagear o escritor, crítico literário, tradutor, músico e poeta curitibano Paulo Leminski (1944-1989), cuja obra não apenas enriqueceu a literatura brasileira, explorando desde o concretismo até a poesia marginal e a democratização literária, mas também ampliou os limites da linguagem para alcançar um público maior.

Convidados

Durante cinco dias, a Festa Literária reúne em sua programação inúmeros autores, ilustradores, jornalistas, atores, músicos, poetas, tradutores, críticos e pensadores de diversas áreas, que participam de 20 mesas literárias, que terão como foco temas relevantes nos cenários nacional e internacional, como o meio ambiente, a crise climática, as guerras e a democracia. Além de investigar a fundo a beleza, o lirismo e o impacto da poesia na língua portuguesa.

Entre os autores internacionais estarão o premiado escritor português Valter Hugo Mãe, o historiador israelense Ilan Pappe, as escritoras mexicanas Cristina Rivera Garza e Dahlia de la Cerda, a quadrinista sueca Liv Strömquist, a romancista francesa Neige Sinno, a jornalista e escritora espanhola Rosa Montero, o premiado escritor italiano Sandro Veronesi, a escritora chilena Alia Trabucco Zerán, a poeta e romancista surinamesa-holandesa Astrid Roemer, a professora e escritora argentina Dolores Reyes, e outros mais.

Já entre os convidados nacionais estarão o cantor, compositor e poeta Luís Perequê, a poeta, artista e tradutora Marília Garcia, o compositor e poeta Nei Lopes, o jornalista e autor Tiago Rogero, o poeta, cantor e compositor Arnaldo Antunes, o escritor, tradutor e professor Caetano Galindo, o ator, escritor e roteirista Gregorio Duvivier, a escritora, jornalista, antropóloga e artista plástica Monique Malcher, a poeta, haicaista, publicitária, letrista e tradutora Alice Ruiz, o músico, compositor, ensaísta e professor José Miguel Wisnik, entre muitos outros.

As mesas da programação principal da Flip ocorrem no Auditório da Matriz e serão transmitidas ao vivo no Auditório da Praça, pelo canal oficial do evento no YouTube e pelo site. Sendo que também é possível acompanhar a cobertura pelo Facebook.

Flipinha, FlipZona & o Programa Educativo

Com o tema “Planeta Vivo”, o Programa Educativo da Flip convida crianças, jovens e educadores a imaginar futuros possíveis para um mundo em transformação, nos espaços “Flipinha” e “FlipZona”, na tenda da Praça da Matriz. Sendo que, pela primeira vez, o programa convidou autores para participarem do processo de curadoria da Flipinha, sendo eles André Gravatá, Daniel Kondo, Geni Núñez, Julia Medeiros, Nina Rizzi e Waldete Tristão.

Com espaço cada vez mais valorizado no universo editorial, a literatura infantil segue a todo vapor na Flipinha com encontros literários com autores, ilustradores e artistas que exploram novas linguagens e formatos. Entre os convidados estarão Denilson Baniwa, Inaldete Pinheiro, Chico dos Bonecos, Roseana Murray, Barbatuques, e outros. Já a FlipZona, voltada aos jovens, promove ações como Agência Jovem de Notícias, laboratórios audiovisuais e participação em escolas locais. Além de encontros literários com diversos convidados, entre eles António Jorge Gonçalves, Flávio de Araújo, Sergio Vaz, Ondjaki e Gaël Faye.

Além dos encontros literários, o Educativo Flip mantém a tradicional Regata, que é feita em parceria com o Instituto Náutico de Paraty, as apresentações artísticas, as oficinas, as mediações de leitura, o Programa Jovem Repórter, a Sessão Curta FlipZona e as rodas de conversa do FlipEduca, na Casa da Cultura. Sem falar na ação Pés de Livro, espalhados pela Praça da Matriz, que pela primeira vez será dedicada a um único autor, uma homenagem ao escritor e cartunista Ziraldo, falecido em 2024.

Programação Paralela

Arte, música e performances também fazem parte da Flip, no Programa Flip+, que inclui cinema, música, cenografia e arquitetura efêmera no centro histórico de Paraty. Em sua parceria com a Casa da Cultura, a Flip+ promoverá mesas literárias, lançamentos de livros e conversas sobre produções contemporâneas. Enquanto que no Cinema da Praça, o programa leva ao público produções recentes inspiradas em obras literárias brasileiras, documentários e rodas de bate-papo.

Uma das novidades deste ano será a inauguração do palco “Caprichos & Relaxos”, ao lado do Auditório da Matriz, um espaço dedicado à poesia livre inspirada em Leminski, com apresentações de 15 poetas brasileiros em leitura e performances de poemas de cerca de 20 minutos cada. Sem falar no Palco da Praia, que contará com uma programação de shows e apresentações artísticas.

O evento também contará com o retorno do espaço “Portugal: Livros e Sabores”, um café literário, que propõe uma imersão na cultura portuguesa e nas suas conexões com o Brasil, com bate-papos com escritores de ambos os países, além oferecer experiências gastronômicas com degustações de vinhos, petiscos e doces típicos de Portugal. Sendo que os escritores José Luís Peixoto (Portugal) e Rafael Gallo (Brasil) serão os anfitriões na área literária.

Casas Parceiras

Há mais de 10 anos, a Flip organiza e integra a presença das Casas Parceiras ao tecido urbano e cultural de Paraty, o que permite que editoras, veículos de comunicação, representações governamentais internacionais e diversas instituições culturais tragam suas próprias iniciativas e convidados para o público, ampliando o alcance e a diversidade da programação cultural da Festa.

Nesta edição, a Flip contará com 25 casas parceiras que irão promover uma programação para agradar a todas as idades, como é o caso da Casa Sesc, que contará com shows, oficinas, contação de histórias, performances, apresentações artísticas, exposições e rodas de conversas com autores como Itamar Vieira Jr., Tati Bernardi, Eliana Alves Cruz, e a cantora e poeta Adriana Calcanhotto, que no dia 2 de agosto, fará um recital poético mesclando canções e textos de autores como Leminski, Antônio Cicero, Arnaldo Antunes e Ferreira Gullar.

No seu quarto ano na Flip, a Casa Estante Virtual reúne grandes nomes da literatura, como Conceição Evaristo, Marcela Ceribelli, Geni Nuñez, Afonso Cruz, Marcelino Freire, Jessé Andarilho, e Jeferson Tenório, que participa do encontro do Clube do Livro da Estante Virtual. Enquanto que, a Casa Record promoverá uma ampla programação com 15 mesas, 30 autores, e uma oficina literária com Marcelino Freire. Já a Casa PublishNews irá reunir mais de 102 convidados em 28 painéis e mesas de debates para discutir temas como formação de leitores, políticas públicas do livro, tecnologia na indústria editorial, livros mais vendidos, feiras e eventos literários, literatura, podcasts, neurociências, entre outros assuntos.

Confira a programação completa da Flip no seu site oficial.
Enfim, inverno! ❄️ Mais um mês que termina com o inicio da minha estação do ano preferida, e a continuação do meu esgotamento mental. 


Infelizmente, junho foi mais um mês decepcionante no que diz respeito às minhas leituras e ao meu Projeto “Zero TBR”, no qual eu não li nem um único livro, embora tenha lido quatro mangás, enquanto passava horas sem fim assistindo videos no YouTube. Também consegui resisti aos lançamentos do mês, e surpreendentemente não adquiri nenhum livro novo em junho.

Sem mais demora, vamos as leituras!

Comecei o mês mergulhando mais uma vez nos webtoons lendo o primeiro volume de Philomel the Fake de Logo e Oaen. Numa mistura de mistério, drama, fantasia, e belas ilustrações, o mangá narra a história da Princesa Philomel, que após encontrar um livro misterioso no jardim imperial descobre que é a vilã da história. Agora, ela acredita que é uma impostora e que a verdadeira princesa tomará seu lugar de direito, levando à execução de Philomel, a Falsa!
Em seguida li os três volumes de A Marriage of Convenience de Antstudio e Ken, uma fantasia épica, com cavaleiros, batalhas, romance, viagem no tempo e belas ilustrações. A história gira em torno da infame Condessa Bianca de Arno, que em seu último dia de vida recebe uma segunda chance para concertar seus erros, garantir um novo futuro, e salvar a vida de seu marido, o Conde Zachary de Arno, que morreu no campo de batalha.

Resumindo, junho foi um mês frio, longo, cansativo, e com certeza não foi um dos meus meses mais produtivos, embora tenha conseguido ler 5.887 páginas repletas de aventura, mistério, magia, drama e romance. Vamos torcer para que o próximo mês seja melhor!

Mas, como foi o seu mês de junho? Você leu algum livro interessante? Está curtindo o tempo frio? Eu adoraria ouvir mais sobre isso nos comentários!