Ribeirão Preto está prestes a entrar para a história da literatura brasileira como a cidade escolhida pela União Brasileira dos Escritores (UBE) para sediar a quinta edição do Congresso Brasileiro de Escritores, que acontecerá nas Faculdades COC entre os dias 12 e 15 de novembro.

"Ribeirão ficou conhecida por uma série de atividades culturais ligadas ao livro que ganhou destaque nacional. E isso também incentiva a produção local. Queremos nos comunicar com os escritores de todo o país", diz o presidente da UBE, Joaquim Maria Botelho ao falar sobre a escolha da cidade.

Criada em 17 de janeiro de 1958, a União Brasileira de Escritores é a mais antiga associação de escritores do Brasil, tendo realizado apenas quatro congressos em toda a sua existência. Sendo o último há 25 anos, na época em que o Brasil vivia um clima de democratização com o fim da ditadura militar.

Naquele período, o 4º Congresso da União Brasileira dos Escritores, em São Paulo, foi marcado por um forte teor político e intensos discursos sobre a liberdade de expressão.

Agora, mais de duas décadas depois, a UBE, que teve Mário de Andrade como um dos fundadores, escolheu Ribeirão Preto para retomar sua tradição de congressos. “É a primeira vez que não se realiza em uma capital, mas sim no interior. Vai ser em um fim de semana prolongado”, afirmou o escritor Menalton Braff, diretor de integração nacional da UBE.

O evento

Com a expectativa de reunir mais de mil escritores de todo o país, o evento contará com uma ampla programação, que inclui 16 oficinas temáticas, quatro mesas redondas, 12 palestras, debates e ainda a divulgação de dezenas de trabalhos científicos.

Em quatro dias, além dos debates relacionados à tradução, as mesas redondas serão palco de discussões sobre direitos autorais, censura, além da relação do escritor com editoras, governo e sociedade. A entrada dos e-books no mercado editorial e o dilema sobre o fim do livro impresso também devem entrar na pauta.

Segundo o presidente da UBE, Joaquim Maria Botelho, o espírito dessa nova edição é bem diferente daquele da década de 1980. "Vivemos um momento de diversidade. O poder aquisitivo das pessoas melhorou e consomem-se mais livros. O que queremos discutir é a identidade da literatura do Brasil", informa o presidente.

Foto: F.L.Piton / A Cidade
Para mais informações sobre o congresso acesse o site oficial da UBE ou o blog da União Brasileira dos Escritores em Ribeirão Preto.
A Fundação José Saramago, com o objetivo de estimular a divulgação da literatura portuguesa, lançou a primeira edição do prêmio “Retratar um Livro”, que convida fotógrafos profissionais e amadores, de todas as idades e formação a participar do desafio de ilustrar com imagens o universo de uma obra literária.


Os participantes deverão desenvolver seus trabalhos a partir do livro “Nome de Guerra” de Almada Negreiros, procurando "a forma de expressar, em fotografias, o espírito do livro, o alento que o anima, a respiração que o mantém", explica a Fundação Saramago.

Os trabalhos apresentados serão avaliados por um júri internacional composto por três profissionais qualificados na área da fotografia e da literatura. As fotografias selecionadas serão parte de uma exposição em Lisboa, podendo vir a percorrer, mais tarde, as escolas e bibliotecas do país que a solicitem.

Os prêmios serão atribuídos segundo a maior originalidade e qualidade das fotografias recepcionadas, sendo que os três primeiros colocados receberão as quantias de 1.000, 500 e 250 euros, respectivamente, bem como várias obras de José Saramago e de Almada Negreiros.

O prazo para a entrega dos trabalhos é até o dia 22 de abril de 2011, no seguinte endereço.

Prêmio de Fotografia “Retratar um livro”
Fundação José Saramago
Avenida Almirante Gago Coutinho, 121
1700-029 Lisboa

Saiba mais sobre o prêmio no site da Fundação Saramago.
Um dos clássicos da literatura americana, “As Aventuras de Huckleberry Finn” do escritor Mark Twain terá parte de seu texto alterado por uma editora do Alabama, a NewSouth Books.


Ao que parece a intenção da editora é retirar da obra os termos “nigger” e “injun”, usados de forma pejorativa para se referir aos afro-americanos e ao povo indígena. A NewSouth Books, responsável pela publicação, afirmou que o objetivo é fazer com que a obra seja mais aceita nas escolas. Pois muitas dessas instituições retiraram o livro de seu currículo devido aos termos racistas. Ainda segundo a NewSouth, a mudança foi sugerida por um dos maiores estudiosos de Twain, o professor Alan Gribben, da Universidade de Auburn, nos Estados Unidos.

No entanto, se por um lado a mudança vai permitir que uma obra clássica volte às mãos dos estudantes sem correr o risco de ofender ou magoar alguém, por outro ela altera a representação de um momento histórico na literatura. Razão pela qual essa mais nova edição do livro tem sido alvo de uma série de críticas no meio literário e na internet, gerando uma intensa discussão sobre direitos autorais e a censura nos Estados Unidos. 

A obra e seu autor

“As Aventuras de Huckleberry Finn”, publicado em 1884, narra as aventuras de um menino e seu amigo ao logo do rio Mississipi em meados do século 19. Os personagens principais são Huck e Jim, que fogem de suas casas descendo o rio Mississipi em busca de liberdade. No meio do caminho se envolvem com famílias que brigam entre si e dois charlatões que tentam enganar uma viúva e sua filha.


Segundo o jornal britânico The Guardian, Twain foi “um crítico apaixonado do racismo americano e doou dinheiro a diversas organizações civis”. Ironicamente, seu livro, que agora é censurado sob a acusação de ser racista, também combatia o preconceito racial. Pois sob a forma de uma simples história infantil, “As Aventuras de Huckleberry Finn” tem a intenção de fazer duras criticas a escravidão, tema quase proibido naquela época.

Para saber mais sobre a vida e obra do escritor Mark Twain consulte o site UOL Educação.
A rede social Skoob está realizando uma nova promoção, onde seus participantes irão concorrer a um Ipad ou a um Galaxy Tab, e ainda haverá o sorteio de 50 livros.

A promoção é valida até o dia 26 de março, e para participar basta se cadastrar no Skoob, o que pode ser feito com um simples click na imagem a baixo.


Para saber mais sobre o Skoob visite este post.
Explorar novos territórios ou visitar lugares já conhecidos e apreciados, seja qual for à opção em época de férias nada melhor do que viajar. Mas, seja por terra, ar ou mar, todo bom viajante que se preze nunca deixa de levar consigo pelo menos um bom livro como companhia.


Alguns preferem os conhecidos “guias” sobre os locais a visitar, outros uma boa ficção, e há também aqueles que preferem os livros de viagem.

Uma literatura que não se limita ao simples relato de datas e eventos como num diário de viagem, pois são memórias das experiências de um autor visitando um local pelo mero prazer de viajar. Essa figura do escritor-viajante, aventureiros típicos do século 19 e início do século 20, munidos de pura curiosidade e muita coragem deram suas “voltas ao mundo” para descobrir novas paisagens e culturas.

Entre os muitos exemplos famosos da chamada literatura de viagem estão “As Viagens” de Marco Pólo, a “Peregrinação” de Fernão Mendes Pinto, ou ainda os relatos sobre um Novo Mundo deixados por desbravadores portugueses e espanhóis, como Pêro Vaz de Caminha e Américo Vespúcio.

No Brasil

No Brasil, a literatura de viagem não tem a mesma tradição que nos países de língua estrangeira, embora haja muitos relatos de estrangeiros sobre a terra brasileira. No entanto, existem alguns autores brasileiros que decidiram se aventurar e percorrer a imensidão do próprio país escrevendo alguns dos melhores relatos de viagem.

Como exemplo tem as viagens pelo interior do Brasil feitas, entre 1927 e 1929, pelo escritor Mário de Andrade, mais tarde relatadas em “O Turista Aprendiz”, que no início dos anos 80, foram repetidas pelo jornalista Miguel de Almeida da Folha de S. Paulo. O resultado da experiência – na época publicada em capítulos regulares no jornal – ganhou relançamento no livro “Na Trilha dos Trópicos”.

Século XXI

Nos séculos passados, a literatura de viagem era acima de tudo sobre lugares remotos a serem explorados, novas terras a serem descobertas e grandes aventuras a serem vividas.

Mas hoje, em pleno século XXI, sobraram poucos recantos intocados, habitados por povos e culturas exóticas, que possam proporcionar uma aventura digna desses escritores. Em razão disso, a melhor literatura de viagem do século 21 tem sido mais sobre pessoas do que sobre lugares.

Este tipo de literatura, na maioria é baseada em relatos de viagens reais, mas também pode ser uma ficção, como acontece em As Viagens de Gulliver de Jonathan Swift ou no conhecido “O Guia do Mochileiro das Galáxias” de Douglas Adams.

Saiba mais sobre literatura  de viagens no site Biblioteca Nacional.
O escritor e desenhista Mauricio de Sousa é o mais novo membro da Academia Paulista de Letras (APL), ocupando a cadeira 24 da instituição, que antes pertencia ao poeta e jurista Geraldo de Camargo Vidigal, falecido este ano.

foto: divulgação
Está é a primeira vez na história da APL que um quadrinista conquista este privilégio, o que pode ser considerado como uma forma de reconhecimento das Histórias em Quadrinhos (HQ) como um tipo de literatura. “Não tenho tantos livros e sou, antes de tudo, um quadrinista. Mas também sou autor de textos, mas textos dentro de balões’’, afirma o autor da Turma da Mônica.

Mauricio de Sousa iniciou sua carreira desenhando cartazes e ilustrações para rádios e jornais em Mogi das Cruzes, cidade onde cresceu. Mas, antes de criar a Turma da Mônica, trabalhou por cinco anos como repórter policial na Folha da Manhã, onde além de escrever as reportagens, também as ilustrava com desenhos bem aceitos pelos leitores.

Em 18 de julho de 1959, começou a desenhar histórias em quadrinhos para o jornal, criando o seu primeiro personagem, o cão Bidu. Assim, das tiras em quadrinhos com Bidu e seu dono Franjinha surgiram os primeiros personagens da Turma da Mônica, uma revista lançada pela Editora Abril em 1970 com tiragem de 200 mil exemplares.
 
“Gostaria de atrair crianças e jovens para conhecerem a Academia e seus representantes”, declarou Mauricio de Sousa após o anúncio da Academia Paulista de Letras.

Existindo a mais de 100 anos, a APL está localizada no Largo do Arouche, centro de São Paulo, e conta com quarenta membros. Entre eles, estão nomes como Walcyr Carrasco, Ignácio de Loyola Brandão, Ruth Rocha, Lygia Fagundes Telles, Antonio Ermírio de Moraes, Ives Gandra Martins, Raul Cutait, Miguel Reale Jr., Gabriel Chalita, Bolívar Lamounier e Jorge Caldeira. 
O romance “O Pequeno Príncipe” do escritor e piloto francês Antoine de Saint-Exupéry ganhou recentemente uma nova adaptação para a TV, que tem causado muita polêmica entre os fãs.


Com o título "La planète du temps" (O planeta do tempo), o primeiro capítulo da animação, que será transmitida pela cadeia France 3, apresenta o personagem “O Pequeno Príncipe” com um ar mais moderno, que pouco tem a ver com as ilustrações criadas por seu autor.

As mudanças vão desde a aparência do personagem principal, mais próxima da adolescência que da infância, até a história contada no livro, no qual seu companheiro, a raposa, passa a ser na nova adaptação, seu alter ego cômico.

Os responsáveis por essa nova adaptação do romance argumentam que para os valores universais do protagonista alcançarem às novas gerações, é necessário adaptá-los aos tempos atuais. Caso contrário, ele ficará apagado diante dos novos heróis da literatura e condenado a ser uma obra mais conhecida pelos adultos do que pelas crianças.

"Queríamos que o Pequeno Príncipe tivesse olhos grandes, como os personagens do mangá e, por que não, vê-lo lutar ou fazer kung fu", comenta Olivier d'Agay, sobrinho do escritor e presidente da empresa que administra seu legado.

Por ouro lado, todas essas mudanças parecem não estar agradando aos fãs da obra, receosos de que os valores de inocência, amizade e amor, tão característicos do protagonista de Saint-Exupéry, se percam no decorrer da história.

O filme chegará às telas francesas no final de dezembro e estreará em 80 países. Será uma produção de 18,6 milhões de euros, um dos orçamentos mais altos da história para uma animação televisiva.


Sobre o livro

"Le Petit Prince", conhecido como “O Pequeno Príncipe” no Brasil, é a obra de maior sucesso do francês Antoine de Saint-Exupéry, publicado em 1943 durante o seu exílio nos Estados Unidos.

A princípio, aparenta ser um livro infantil, no entanto basta ler algumas páginas para perceber o seu teor poético e filosófico, que envolve o leitor em uma narrativa sensível e delicada sobre a essência humana.

É o livro francês mais vendido no mundo, cerca de 80 milhões de exemplares, e 500 edições diferentes. Também se trata da terceira obra literária (sendo a primeira a Bíblia e a segunda O Peregrino) mais traduzida no mundo, publicada em 160 idiomas.

Terceiro filho do conde Jean Saint-Exupéry e da condessa Marie Foscolombe, o escritor, ilustrador e piloto da Segunda Guerra Mundial, Antoine de Saint-Exupéry também escreveu artigos para várias revistas e jornais da França e outros países, sobre muitos assuntos, como a guerra civil espanhola e a ocupação alemã da França. Suas obras na maioria são caracterizadas por elementos como a aviação e a guerra.

Saiba mais sobre o autor neste site.