As primeiras páginas do ano foram marcadas pelo verão, chuvas ocasionais, uma quantidade insana de doramas, fechamentos de ciclos, retorno a universos queridos e explorações a diferentes mundos, e, é claro, pelo inicio da minha missão de um ano de ler 60 livros e fazer de 2026 um excelente ano de leituras, no qual pretendo concluir as inúmeras séries que estou lendo. 
 

Comecei o mês reorganizado a minha estante física e selecionado as minhas prioridades para 2026, entre elas diversas sequências de livros e mangás. Também aderi ao desafio January Pages do Storygraph de ler pelo menos uma página todos os dias, e embora não tenha conseguido completá-lo, ele me ajudou a ser mais consistente com a leitura, o que resultou em 13 leituras concluídas em janeiro.

Mas como nesse mês dei prioridade a concluir algumas séries em andamento, acabei lendo nove volumes de mangás e graphic novels que estavam na minha TBR a muito tempo. Os demais livros foram leituras pendentes de 2025, entre elas clássicos da ficção científica e uma fantasia. Assim, não fiz muito progresso no meu Projeto Zero TBR, lendo apenas um eBook do meu kindle. No entanto, consegui resistir bravamente aos lançamentos do mês, e não adquiri nenhum um único título em janeiro.
 
Agora vamos as leituras!

O fim de uma longa jornada: City Hunter

Depois de alguns anos de leitura, finalmente concluí a série de mangá City Hunter de Tsukasa Hojo, lendo os volumes 34 e 35, que exploram a conturbada relação entre os personagens principais. Terminar essa obra teve um peso emocional enorme: acompanhar o anti-herói Ryo Saeba e sua determinada parceira Kaori Makimura em inúmeras missões repletas de perseguições, explosões, um leve toque de humor, drama, romance, e deslumbrantes ilustrações, foi sem dúvida uma montanha russa de emoções, algumas boas outras nem tanto. Mas ainda assim fechar esse arco foi como me despedir de um velho amigo — com direito a nostalgia, carinho e aquela sensação agridoce de “fim de era”.

Graphic Novels Nacionais e Internacionais

Janeiro também foi o mês em decidi reduzir a minha lista de quadrinhos para ler, a começar pela coleção Graphic MSP, com releituras que expandem e aprofundam os personagens clássicos da Turma da Mônica criada por Maurício de Sousa. Em poucos dias li seis volumes, entre eles Magali: Receita de Carol Rossetti, Mingau: Apego de Ana Cardoso, Denise: Arraso de Cora Ottoni, Do Contra: Herança de Yoshi Itice, Xaveco: Vitória de Guilherme de Sousa, e Mônica: Coragem de Bianca Pinheiro. Todos com belas ilustrações e histórias que deixam de lado a leveza e o humor para focar em temas contemporâneos mais sensíveis.

Além disso, li a graphic novel Francis da quadrinista italiana Jessica Cioffi, também conhecida como Loputyn. Uma obra melancólica, um pouco sombria demais para o meu gosto, porém visualmente bela e chocante, que mistura horror e magia numa história sobre identidade e desejos, que mostra que todos carregamos luz e trevas dentro de nós.

Explorando outros mundos

Com o objetivo de concluir algumas leituras pendentes de 2025 li o sétimo livro do desafio r/Fantasy, o clássico da ficção científica, Uma Odisseia Marciana e Outras Histórias de Ray Bradbury. Uma coletânea de cinco contos que misturam ciência, especulação, imaginação, aventura e um toque de romance em histórias incríveis, nas quais exploramos os segredos de Marte e sua civilização perdida, e os perigos da exotica Vênus.

Depois disso li mais um clássico da ficção científica, o trigésimo terceiro eBook do meu projeto “Zero TBR”, e o oitavo livro do desafio r/Fantasy, Olho no Céu de Philip K. Dick. Uma história interessante sobre realidades paralelas e ciência, com personagens nada carismáticos, que discute temas que permanecem atuais, como humanidade, preconceito, solidão e esperança.

Também dei continuidade a série de ficção científica especulativa Universo Xuya criada pela autora Aliette de Bodard, lendo The Citadel of Weeping Pearls. Cada nova história nesse universo reforça o quanto ele é culturalmente rico e emocionalmente complexo, sempre dando prioridade ao desenvolvimento dos personagens e suas conturbadas relações, sem deixar de lado a criação de um universo fascinante.

Fantasia, mares e impérios

Adentrando o reino da fantasia, li o livro And The Ocean Was Our Sky de Patrick Ness, uma releitura ousada e poética de Moby Dick, agora sob a perspectiva das baleias. Uma história curta, intensa e estranha, que fala sobre obsessão e perda de forma peculiar, acompanhada das belas ilustrações de Rovina Cai e um toque de realismo mágico.

Por fim, retomei a leitura de Neve e Cinzas, o primeiro volume da romantasia de Sara Raasch, que havia começado em 2025. Voltar a um livro depois de um tempo tem algo de redescoberta — a história não é mais a mesma, porque o leitor também não é. Infelizmente, não consegui concluí-la em janeiro, mas em fevereiro com certeza termino mais essa leitura.

Um mês de transições

Resumindo, Janeiro acabou se tornando um mês de transições literárias: finais importantes, retomadas cuidadosas e leituras que desafiaram minhas expectativas. E, embora nem todas as leituras tenham sido boas, acredito que esse tenha sido um bom começo de ano, que promete ser cheio de emoção e boas histórias.

Que venham as próximas leituras! 📚 ✨

Mas e você, como foi o seu início de ano? Alguma leitura interessante? Eu adoraria ouvir mais sobre isso nos comentários!
Ano Novo! Livros Novos! Janeiro chegou e com ele alguns dos lançamentos mais aguardados entre livros e mangás, que prometem conquistar leitores de todos os gêneros. 
 
 
De thrillers eletrizantes a romantasias arrebatadoras, passando por fantasias épicas, mangás encantadores e aguardadas sequências, 2026 começa com uma seleção de títulos tão diversa quanto intrigante. Lembrando que todos esses livros estão disponíveis em versão física e digital na Amazon.

Sem mais demora, vamos a lista.

Em janeiro a editora Aleph lança o box com as novas edições da trilogia A Primeira Lei do autor best-seller Joe Abercrombie, que apresenta nos livros O Poder da Espada (The Blade Itself / 2006), Antes da Forca (Before They Are Hanged / 2007) e O Duelo dos Reis (Last Argument of Kings / 2008), um universo de moral ambígua, humor mordaz e realidade inclemente, onde a linha entre herói e vilão é tão afiada que pode derramar sangue…
 
Em um continente dilacerado por guerras e ambições, a sobrevivência vale mais do que a glória e a honra. Vindo das terras geladas do Norte, o bárbaro Logen Nove Dedos ― famoso pela alcunha de “Nove Sangrento” ― luta contra os demônios de um passado que deseja abandonar. O nobre capitão Jezal dan Luthar sonha com mais poder e reconhecimento, sem se importar com as classes inferiores. E, nas sombras da capital, o inquisidor Sand dan Glokta tortura suspeitos e arranca confissões de corruptos, mas a sua desconfiança pode acabar se revelando uma faca de dois gumes.

Enquanto o reino da União enfrenta ameaças externas e conspirações internas, um mago ancestral ressurge, unindo destinos improváveis em uma teia de intrigas, traições e batalhas brutais.

Continuando no reino da fantasia, a editora Alta Novel lança a fantasia única jovem adulta, De Chamas e Fúria (Of Flame and Fury) da autora australiana Mikayla Bridge. O livro de estreia da autora, publicado originalmente em julho de 2025, conta com tradução de Alessandro Mathias e 356 páginas emocionantes, repletas de romance, intrigas políticas e magia volátil, que culminam em uma reviravolta final onde inimigos se tornam amantes.

Em uma ilha erguida das cinzas, as corridas de fênix são o esporte mais mortal ― e lucrativo ― de Salta. Aos 17 anos, Kel Varra sonha em levar sua equipe, os Uivadores Escarlates, à vitória. Quando sua casa é incendiada e ela se vê obrigada a trabalhar para um magnata misterioso que deseja sua fênix, Savita, Kel descobre uma conspiração capaz de destruir tudo o que ama. 

Ao lado de Warren “Coup” Coupers, seu rival arrogante e irresistível, ela é arrastada para um jogo de poder, fogo e paixão. Entre apostas mortais, traições e a chama de um romance inesperado, Kel terá de escolher: vencer ou queimar.

Já a editora Intrínseca lança o último volume da duologia Viúva de Ferro da autora Xiran Jay Zhao. Tiranos Celestiais (Heavenly Tyrant), publicado originalmente em dezembro de 2024, conta com tradução de Flora Pinheiro e 640 páginas, nas quais Wu Zetian e seus aliados precisarão lidar com as consequências do poder recém-conquistado em meio à guerra.

Após sofrer perdas devastadoras e tomar decisões drásticas, Wu Zetian assume uma posição de poder em Huaxia. Mas ela logo aprende que o cenário não é exatamente o que parece, e revelações sobre um inimigo que faz de refém uma das pessoas que Zetian mais ama a obrigam a compartilhar poderes com um homem perigoso, que não vai permitir ser simplesmente destituído.

Apesar de não se gostarem nem confiarem um no outro, os dois vão precisar unir forças para derrubar o inimigo em comum e alimentar uma revolução contra o sistema corrupto e misógino que atormenta o país ― mesmo tendo ideias muito diferentes sobre como derrubar o mal que assola Huaxia. No entanto, não é tão simples exercer o poder uma vez que ele é conquistado, nem é tão fácil controlar uma revolução depois que ela começa. 

Seguindo a trilha do mistério, a editora Intrínseca lança o segundo livro da série Ernest Cunningham do autor best-seller Benjamin Stevenson. Todo mundo neste trem é suspeito (Everyone on This Train Is a Suspect), publicado originalmente em outubro de 2023, conta com tradução de Jaime Biaggio e 336 páginas, nas quais apresenta um suspense com pitadas de humor sobre um grupo de autores de mistério que tenta solucionar um crime durante uma viagem de trem pela Austrália.

Depois de ficar famoso por ter escrito um true crime sobre a própria família ― em que literalmente todo mundo já matou alguém ―, Ernest Cunningham está sofrendo pressão para escrever um novo livro. No entanto, sem nenhum assassinato previsto entre os parentes, tem sido difícil colocar qualquer ideia no papel. 

Mas, quando Ernest é convidado para participar de um festival de autores de mistérios que ocorrerá durante uma viagem de trem pela Austrália, ele sente que sua sorte pode virar. A jornada de quatro dias lhe oferecerá não apenas uma mudança de ares, mas a oportunidade de trocar ideias com outros escritores e, quem sabe, finalmente começar a escrever sua nova trama. Mas, logo no começo do trajeto um dos passageiros é morto, e o caos se instaura.

Já quanto aos mangás, a editora Panini lança o primeiro volume de Kamisama Hajimemashita de Julietta Suzuki, o terceiro volume do shoujo Meu Casamento Feliz de Agitogi Rito, o volume sete de Os Dias de Folga do Vilão de Morikawa Yuu, o volume trinta e sete de Komi não Consegue se Comunicar de Tomohito Oda, assim como os volumes 06 e 07 da comédia romântica entre duas pessoas frias, O Homem de Gelo e sua Fria Colega de Trabalho de Tonogaya Miyuki.

Falando em romance a editora NewPop também lança o volume seis da história de amor Yuki e Itsuomi, Um Sinal de Afeto de Suu Morishita, enquanto que a editora Galera Record lança o terceiro volume do premiado shoujo Minha história de amor com Yamada-kun nível 999 de Mashiro.

Enfim, esses são os lançamentos que mais chamaram a minha atenção no mês de janeiro. Mas e você, quais são os lançamentos que está mais ansioso para ler? Me conta nos comentários.
Todo final de janeiro, Cartagena das Índias — a histórica cidade colombiana de ruelas de pedra e fachadas coloridas — se transforma num epicentro de cultura, literatura, música e pensamento crítico durante um  dos principais eventos culturais da América do Sul, o Hay Festival Cartagena. 
 

O Hay Festival nasceu no País de Gales em 1987, mas ganhou território latino-americano em 2005 com sua primeira edição em Cartagena das Índias. Em 2026, a festa de ideias que conecta o mundo em meio às cores coloniais da Cidade Amuralhada, realiza sua 21ª edição entre 29 de janeiro e 1º de fevereiro, com mais de 180 convidados de cerca de 25 países, entre autores, estudiosos e artistas que se unem a um público de todas as idades para celebrar a palavra, o diálogo e o debate sobre os grandes temas do nosso tempo.

Principais atrações e convidados

Com uma programação inclusiva e envolvente, o festival promete inspirar e encantar os amantes da literatura, arte e cultura, com inúmeros autores que irão participar de diversos eventos, com o objetivo de promover a literatura local e internacional, a educação, o desenvolvimento, e o intercâmbio cultural. Além de dar voz a ideias que podem ajudar a transformar o mundo.

Entre os autores convidados estarão o premiado escritor Mia Couto (Mozambique), o jornalista e escritor Javier Cercas (Espanha), a autora e professora de ciência política Lea Ypi (Albânia), o autor best-seller Amor Towles (EUA), a roteirista e escritora Yasmina Reza (França), o escritor Juan Gabriel Vásquez (Colômbia), o advogado e escritor Philippe Sands (Reino Unido), o filólogo, linguista e autor Santiago Posteguillo (Espanha), e o artista e quadrinista Richard McGuire (EUA).

Assim como o escritor e jornalista Leonardo Padura (Cuba), o romancista e poeta Pedro Mairal (Argentina), a escritora Pilar Quintana (Colômbia), a jornalista e autora Katie Kitamura (EUA), a escritora Janne Teller (Dinamarca), o escritor, professor e jornalista Mario Mendoza (Colômbia), o premiado escritor Daniel Kehlmann (Alemanha), o escritor, editor e tradutor Joca Reiners Terron (Brasil), entre muitos outros.

O festival conta ainda com um espaço dedicado ao público infantil e adulto, o “Hay Festival Comunitario”, que levará a cultura as comunidades mais vulneráveis de Cartagena e demais municípios, com atividades gratuitas para crianças, jovens e famílias. Sem falar no “Hay Joven”, um programa de eventos destinado a estudantes, professores, pesquisadores e outros funcionários de universidades de Cartagena.

Além dos palcos principais

Mais do que um festival de literatura e artes, o Hay Festival é um espaço de conversas plurais sobre o presente e o futuro, que traz à tona questões atuais como inteligência artificial e ética, mudanças climáticas, representatividade, democracia, desigualdades, os podcasts, a relevância dos antigos filósofos na atualidade, o jornalismo de viagem, memória, verdade e história. Sem falar nas conversas que cruzam continentes como parte do projeto “Conversaciones Sur a Norte”, que tem como destaque em temas como o conflito em Gaza, cartografias geopolíticas, literatura e migração, trazendo perspectivas do sul global para o norte.

Essa diversidade de temas faz do Hay Festival um espaço rico para quem busca reflexões profundas e conexões com pensadores de várias partes do mundo. Seja você um amante de livros, um curioso por tecnologia ou alguém que busca novas perspectivas sobre o mundo, o Hay Festival é um encontro imperdível no calendário cultural latino-americano, com direito a palestras, oficinas, lançamentos de livros, exposições, exibição de filmes e documentários, apresentações artísticas, concertos, saraus, premiações, e muito mais. Mas para aqueles que não puderem comparecer ao festival tem o Hay Digital, que oferece um vislumbre de reflexões inspiradoras de mentes brilhantes sobre temas atuais.

Saiba mais sobre o evento no site oficial do Hay Festival Cartagena.
Estão abertas as inscrições para o Concurso Nacional de Literatura João-de-Barro, que tem como objetivo principal promover a criação literária e a valorização da literatura como linguagem artística, reconhecendo e valorizando a produção editorial para crianças e jovens, além de revelar novos talentos nacionais. 
 

Uma iniciativa da Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, o concurso criado em 1974, é um dos mais longevos e relevantes prêmios literários nacionais voltados para literatura infantil e juvenil.

O concurso é aberto a pessoas físicas, brasileiros natos ou naturalizados e estrangeiros residentes no país, que deverão apresentar obras inéditas destinada ao público infanto-juvenil, escritas em língua portuguesa, nas categorias “Texto Literário” e “Livro Ilustrado”, esta última com projeto gráfico completo.

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas até o dia 19 de fevereiro de 2026,  exclusivamente online na plataforma Mapa Cultural BH. O vencedor de cada categoria será contemplado com a quantia de  R$ 25 mil, sendo que no caso da obra ter mais de um autor, o prêmio será dividido em valor iguais.

Saiba mais sobre o concurso no site oficial da Prefeitura de BH.
Estão abertas as inscrições para o Concurso Nacional de Literatura mais antigo do país, o Prêmio Cidade Belo Horizonte, que irá premiar os vencedores com a quantia de 50 mil reais. 


Uma iniciativa da Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, o prêmio é aberto a pessoas físicas nascidas no Brasil, natas ou naturalizadas, além de estrangeiros que residem no país, que deverão apresentar obras inéditas, escritas em língua portuguesa, nas categorias “Poesia” e “Conto”. O vencedor de cada categoria será contemplado com R$ 25 mil.

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas até o dia 20 de fevereiro de 2026, exclusivamente online na plataforma Mapa Cultural BH. Sendo que, as obras inscritas na categoria “Conto” podem contemplar uma seleção de contos ou um único conto, e devem ter no mínimo 50 páginas, enquanto que, as obras inscritas na categoria “Poesia” devem conter no mínimo 15 poemas ou 25 páginas, a formatação do texto é livre. A obra poderá ter mais de um autor, sendo a premiação será dividida em valores iguais.

Saiba mais sobre o concurso no site oficial da Prefeitura de BH.
Estão abertas as inscrições para o Prêmio Barco a Vapor de Literatura Infantil e Juvenil, que tem como objetivo revelar novos autores, estimular a criação literária nacional e propiciar aos jovens leitores o acesso a textos inéditos e de qualidade. 
 
 
Em sua 22ª edição, o prêmio, organizado pela Fundação SM e pela SM Educação, irá contemplar obras de ficção nos gêneros romance e novela para crianças e jovens. Sendo aberto a autores, maiores de 18 anos (completados até fevereiro de 2026), de todas as nacionalidades, residentes no Brasil.

As inscrições devem ser feitas até o dia 14 de fevereiro de 2026, no site oficial do concurso. Participando apenas textos inéditos em qualquer meio (impresso ou eletrônico) e escritos originalmente em língua portuguesa. Cada candidato poderá inscrever no máximo dois originais, que devem ser assinados por um nome fictício (pseudônimo).

O resultado do concurso e a data e local da entrega do prêmio, serão divulgados nos sites das Organizadoras e do Prêmio Barco a Vapor. O vencedor será premiado com a quantia de 40 mil reais, como adiantamento por direitos autorais, além de ter seu livro publicado na coleção Barco a Vapor.

Confira o regulamento e faça sua inscrição no site oficial do concurso.
O ano de 2025 foi, para mim, um daqueles períodos difíceis de colocar em palavras, marcado por novas descobertas, desventuras em série, fortes emoções e tristes acontecimentos, que abalaram as minhas estruturas, e as minhas leituras. 
 


Apesar de tudo, 2025 se tornou um daqueles anos que deixam uma marca, que transformam hábitos e que, acima de tudo, mostram que a leitura acompanha nossas fases, mesmo quando não conseguimos virar uma página sequer. Seguindo a tradição que comecei em 2022 vou dividir aqui com vocês algumas das minhas resoluções de ano novo envolvendo as minhas leituras e os meus projetos para o blog. Mas antes, vamos dar uma olhada nas páginas de 2025 e ver o tamanho do estrago.

Pegue uma bebida e acomode-se. Vamos começar ☕️

No Capítulo anterior...

Como sempre dei inicio ao ano motivada, com inúmeras listas, objetivos e metas — talvez mais do que deveria — mas me sentia confiante, animada com meus projetos e com vontade de ler bastante. E deu certo… pelo menos no começo. 

Já em janeiro reafirmei a minha paixão pelos audiobooks assinando o Storytel, e mais tarde o Audible US por R$5.89 durante três meses na Semana do Consumidor. Também aderi ao desafio do Storygraph de ler pelo menos uma página todos os dias no primeiro mês do ano, o que me ajudou a ser mais conscistente com a leitura. Além disso, também assinei o KindleUnlimited duas vezes na promoção de dois meses grátis e na de três meses por R$ 1,99, o que talvez não tenha sido uma boa ideia, já que acabei não fazendo muito progresso no meu projeto “Zero TBR”.

Mas, apesar do início promissor, nem tudo saiu como planejado… e 2025 provou ser ainda pior do que 2024 e 2023 juntos, no qual acabei mais uma vez enfrentando uma montanha russa de emoções, que afetaram significativamente as minhas leituras e os meus planos para o blog, me levando a flopar em todas as inúmeras metas e resoluções que estabeleci no início do ano.

Uma das poucas coisas que me consola é que consegui completar o meu desafio de leitura de 60 livros no Goodreads e no Storygraph, em maio. Chegar lá foi uma sensação boa, daquelas que aquecem o coração de qualquer leitor. Mesmo com todas as dificuldades que surgiriam ao longo do caminho, essa pequena vitória foi um lembrete de que meus momentos de foco e prazer pela leitura ainda estavam ali.

Também descobri um novo formato e um novo gênero que me salvaram nos dias mais pesados, os webtoons, um termo usado para descrever webcomics ou manhwas (quadrinhos sul-coreanos) que são publicados online. Foram eles que me acompanharam quando eu não tinha energia para mergulhar em livros mais longos. Foram escapes leves, cheios de emoção e belíssimas ilustrações. Descobri novos artistas, novas narrativas, novos estilos de leitura que pretendo levar comigo para o ano novo.

Dentre os 67 livros que li estavam alguns mangás incríveis, como O Único Destino dos Vilões é a Morte de SUOL e Gwon Gyeoeul, e City Hunter de Tsukasa Hojo, que pretendo finalizar em 2026, assim como I Shall Master This Family de Roah Kim e Mon (AntStudio), e 7th Time Loop: The Villainess Enjoys a Carefree Life Married to Her Worst Enemy! de Touko Amekawa e Hinoki Kino.


Sem falar nos webtoons Not Your Typical Reincarnation Story de DOYOSAY e Ah Jin, The Villainess Turns the Hourglass de Sansobee e Antstudio, Why Raeliana Ended up at the Duke's Mansion de Whale e Milcha, e A Marriage of Convenience de Antstudio e KEN, que devorei por completo.

Março: o mês que mudou tudo

Março marcou o início do Outono༄, e também foi o mês em que o meu mundo desabou com a perda de uma das pessoas que mais amo nessa vida, a minha mãe. A dor, o luto, a saudade — tudo isso veio acompanhado de crises de ansiedade, uma leve depressão e problemas de saúde que se acumularam.

Em meio a turbulência, mais uma vez, recorri ao blog e à leituras mais leves, que são uma fonte inesgotável de conforto e alegria para mim, especialmente, nos momentos difíceis. O que me levou a ler uma quantidade insana de mangás, livros infantis e infanto juvenis. E por um certo tempo, isso ajudou um pouco… 

Embora, infelizmente, não tenha feito muito progresso no meu projeto “Zero TBR”, lendo apenas 4 livros e 1 mangá da minha estante física e 4 eBooks da minha estante virtual, já que a maioria das minhas leituras foram webtoons, eBooks disponíveis no KindleUnlimited, e audiobooks. Sendo que adicionei 7 eBooks e 05 livros físicos às minhas estantes, a maioria deles sequências de séries que estou lendo no momento. Assim, encerro o ano com 298 livros na minha TBR, 167 físicos e 131 eBooks, bem mais do que o ano anterior.

E para piorar, com o inicio do inverno❄ veio a pior ressaca literária da minha vida: cinco meses sem ler absolutamente nada. Cinco meses sem um post no blog ou nas redes sociais, sem vontade de abrir um livro, sem energia sequer para fingir normalidade.

A leitura, que sempre foi meu porto seguro, já não me confortava mais, e tudo o que eu podia fazer naquele momento era procurar ajuda. Assim fui obrigada a jogar a toalha, e desistir de completar o desafio r/Fantasy, o Read What You Own Challenge, e todos os demais desafios, projetos e metas que estipulei em 2024.

E, sinceramente? Tudo bem.

Se em outros anos eu teria sentido culpa, em 2025 aprendi que desistências também contam histórias — e, às vezes, são necessárias. Nem todo mês será produtivo em números, seja de leituras ou posts, e isso não é o fim do mundo, e tão pouco diminui o meu amor pelos livros e pelo meu blog. Apenas significa que sou humana, e preciso ser mais gentil comigo e parar de me cobrar tanto.

Assim, fecho o ano com a sensação de sobrevivência, mas também com esperança. Se 2025 foi um ano de pausa, 2026 será um ano de recomeço — com mais cuidado, mais calma e menos pressão.

Um Novo Capítulo

Depois de tudo o que vivi, decidi diminuir o ritmo e escolher desafios que realmente me motivem, sem pressão e sem me sobrecarregar. Menos projetos, mais intenção. Menos metas impossível, mais aconchego. Mais espaço para leituras leves, para voltar ao meu ritmo natural, para me reconectar com o que sempre amei: as histórias.


Como não se mexe em time que está ganhando, em 2026 vou mais uma vez estabelecer a minha meta de leitura para 60 livros no Goodreads e no The StoryGraph. Além disso também pretendo dar andamento as 57 séries que estou lendo atualmente, não irei comprar mais livros e eBooks, a não ser que sejam sequências de séries e mangás que estou lendo, e continuarei focando nos livros e mangás que tenho na minha estante e no meu Kindle, seguindo adiante com o “Projeto Zero TBR”, pelo quarto ano consecutivo.

Eu amo participar de maratonas de leitura e me desafiar a ler mais de um gênero específico, portanto não pretendo deixar de participar de algumas das minhas preferidas em 2026, porém não vou me martirizar se não conseguir concluí-las. Sendo que já dei largada em algumas delas, como o r/Fantasy Bingo Challenge do Reddit, o Romantasy Bingo Challenge do canal Covers with Cassidy, o Read What You Own Challenge do canal CriminOlly, e a décima edição do Beat The Backlist idealizado por Austine Decker. Lembrando, que todas tem um período de um ano para serem concluídas, e os desafios podem ser combinados, já que a maioria das minhas leituras são fantasias publicadas antes de 2025.

Algumas outras maratonas anuais também chamaram a minha atenção, mas não tenho certeza se devo participar, já que em nenhum dos anos anteriores consegui concluí-las. Sendo elas a sexta edição do Buzzword Reading Challenge do canal Books and Lala no youtube, a Read Your Bookshelf do canal Chantel Reads All Day, a Series Takedown do canal Rainy Blue Reads, e a TBR Takedown do canal Rescues and Reads. Há ainda as maratonas mensais, como a January Pages, a TBRathon, a Middle Grade March, a Picture This!, e a Shorty September, que gostaria de tentar, mas sem pressão.

As minhas resoluções com relação ao blog e as redes sociais continuam as mesmas, a de publicar 52 materias criativas e interessantes sobre temas que eu amo, no meu tempo, e divulgá-las em todas as minhas sete redes sociais. Além de escrever mais resenhas de livros e mangás, com a ajuda do meu experimento de escrita, que pretendo dar continuidade. Também pretendo atualizar algumas matérias antigas, que considero relevantes, adicionando novas informações, imagens, links, e SEO.

Se 2025 me ensinou algo, foi isso: não importa quantas pausas a vida imponha — sempre podemos recomeçar. Que 2026 venha com mais páginas, mais força e mais gentileza! E, obrigada a todos vocês por terem me acompanhado pelas páginas de 2025, isso foi muito importante para mim. ‪‪❤︎‬

Feliz Ano Novo e Boas Leituras, pessoal!