A cidade luz se torna palco de um dos eventos literários mais importantes da França, o “Festival du Livre de Paris”, que este ano tem a Itália como convidada de honra.


Com o intuito de oferecer aos leitores franceses uma verdadeira semana italiana, o Festival do Livro de Paris, que acontece até o dia 23 de abril no Grand Palais Ephémère, no Champ-de-Mars, se une ao ITALISSIMO, o festival de literatura e cultura italiana, por meio de um programa conjunto intitulado “Passions Italiennes”, com direito a encontros, leituras, performances, e a participação de cerca de 50 autores italianos.

O Festival

O ilustre Salão do Livro de Paris agora ocorre na forma de um grande festival, que rebatizado em 2022 de “Festival du Livre de Paris”, continua a evoluir e se reinventar com um programa inovador de mais de 200 eventos, que contarão com a participação de 300 editoras e cerca de mil autores de diversos países, que se apresentam como observadores e testemunhas de seu tempo, para discutir questões culturais, sociais, ambientais e políticas dos dias atuais, além do ato de escrever e pensar o mundo.

“É porque os livros são tantas janelas que se abrem para o mundo que o Festival do Livro de Paris faz questão de abri-las em todas as direções. Literatura geral, livros infantis, thrillers, histórias em quadrinhos, mas também livros práticos, ciências humanas, espiritualidade... Quem quer que sejas, sejam quais forem os teus interesses, há sempre um livro para ti.” - Marie-Madeleine Rigopoulos (Diretora Artística do Festival do Livro de Paris)

Entre os convidados italianos estão alguns dos autores e personalidades mais renomadas da literatura contemporânea, como Daniele Mencarelli, Paolo Cognetti, Paolo Rumiz, Antonio Scurati, Milena Agus, Giosuè Calaciura, Milo Manara, e Erri De Luca. Já entre os franceses estarão Franck Thilliez (Gataca), Fanny Joly, Frédéric Beigbeder, Philippe Besson, Raphaël Enthoven, Robin Recht, Christophe Ono-Dit-Biot, Allain Bougrain- Dubourg, e Edgar Morin. Também estão confirmados no evento a premiada escritora belga Amélie Nothomb, o mangaká, ilustrador e designer japonês Atsushi Kaneko, a autora colombiana-americana Alex Aster (Emblem Island, Lightlark), a escritora argelina Sarah Rivens (Captive), o romancista britânico Jonathan Coe, entre muitos outros.

Programação

Com o objetivo de promover a literatura e a indústria editorial, o Festival du Livre de Paris é um evento criado, especialmente, para os profissionais do mercado editorial, no qual o público também é bem-vindo. Sendo que o primeiro dia do evento (21/04) é dedicado, exclusivamente, aos profissionais do livro e da educação, que participam de palestras, seminários, conferências, mesas redondas, e reuniões de negócios. 

Logo depois, o festival é aberto aos milhares de amantes da literatura, que durante todo o fim de semana, irão desfrutar de uma programação cultural criativa e diversificada, que promete agradar a todos os públicos, promovendo workshops para crianças, concertos, apresentações artísticas, sessões de autógrafos, leituras, entrevistas, debates e bate-papos sobre os mais diversos temas, como o livro, a tradução, a arte, os quadrinhos, a ecologia, a ciência, a política, a música, a poesia, o cinema, a história, o jornalismo, os audiobooks, os e-books, e muito mais.

“E porque os livros são também uma oportunidade de diálogo, as nossas mesas redondas convidam à discussão autores de todas as áreas, independentemente da sua forma de expressão. Ambos resolutamente ancorados em seu tempo e capazes de uma visão elevada específica de sua profissão de criadores e intelectuais, eles sabem melhor do que ninguém como captar as tendências de seu tempo e, às vezes, até mesmo antecipá-las. Os temas das várias mesas redondas que oferecemos são a expressão disso.” - Marie-Madeleine Rigopoulos (Diretora Artística do Festival do Livro de Paris)

Serão inúmeros debates, encontros e entrevistas em eventos como o “Polar”, dedicado à literatura policial em todas as suas formas, que promove encontros com os grandes nomes do gênero, que falam sobre suas obras e técnicas de escrita. Assim como o “Jeunesse”, dedicado ao público jovem, que conta com mostras de animações, concertos e shows, oficinas, jogos, apresentações artísticas e encontros com autores e ilustradores da literatura infanto-juvenil. Há ainda o “Quadrinhos e Mangás”, dedicado inteiramente a nona arte, no qual inúmeros quadrinistas e ilustradores se reúnem para refletir sobre a diversidade e os principais desenvolvimentos dos quadrinhos nos últimos anos. Sem falar nos eventos focados nos gêneros de fantasia, história e ensaio.

Livre Paris

Com o ideal de promover uma reunião livre de todas as ideias e todos os talentos, o Festival do Livro de Paris não ficará contido ao Grand Palais Ephémère, realizando diversos eventos literários tanto em locais de prestígio da capital francesa quanto em alguns bem inusitados.


“Por fim, se este programa foi construído com uma vontade de livre circulação de ideias, também o foi com a vontade de criar um momento de comunhão e partilha entre o público e os autores. Paris ainda é uma festa!” - Marie-Madeleine Rigopoulos (Diretora Artística do Festival do Livro de Paris)

Assim o festival deixa os seus muros para promover diversos eventos em lugares como o Grande Anfiteatro da Sorbonne, o Centro Cultural Canadense, o Espaço Pierre Cardin, e a Academia do Clima (Académie du Climat), localizada na esplêndida antiga prefeitura do 4º arrondissement, no coração do Marais e a poucos passos da Place des Vosges.

Sem falar, no Museu de Artes e Ofícios (Musée des Arts et Métiers), antiga igreja que agora abriga o famoso Pêndulo de Foucault, além de preservar um formidável patrimônio técnico e industrial. Um lugar emblemático do conhecimento, que recebe o evento “Ciência para Todos” (Sciences pour tous), no qual inúmeros autores compartilham a sua paixão pela ciência e explicam algumas de suas grandes questões.

Sendo que, o magnífico auditório da Biblioteca de Média Marguerite Yourcenar (Médiathèque Marguerite Yourcenar) se torna palco de grandes entrevistas com renomadas figuras da filosofia, da história e da antropologia. Enquanto que o Colégio Bernardino (Collège des Bernardins), um edifício histórico considerado como uma joia da arquitetura, recebe inúmeros pensadores, autores e editores no Festival de Livros Religiosos. Já a Casa da Poesia (Maison de la Poésie), um espaço de criação, divulgação e encontros culturais localizado no Teatro Molière, bem no coração de Paris, dá voz aos autores e poetas através de encontros, debates, leituras e performances.

Confira a programação completa no site oficial do Festival du Livre de Paris.
Já começou um dos maiores e mais importantes eventos da indústria do livro, a Feira do Livro de Londres, que este ano tem a Ucrânia, como convidada de honra.


O evento, que acontece até o dia 20 de abril no Centro de Convenções Olympia, em West London, contará com mais de 1.500 empresas de 60 países, expondo seus livros, participando de mais de 200 eventos, conferencias, seminários, master classes, e realizando negócios nas áreas de direitos autorais, vendas e distribuição de conteúdo através de impressão, áudio, tv, cinema e canais digitais.

Programação

Com o tema “definindo o futuro do conteúdo criativo”, a feira do livro reúne este ano inúmeros profissionais da indústria editorial de diversas partes do mundo, entre eles escritores, poetas, ilustradores e designers gráficos, bibliotecários, editores, livreiros, agentes literários, jornalistas, e diversos outros membros da comunidade literária, que desfrutarão de três dias de negócios, networking e aprendizado.

Discutindo, com alguns dos grandes nomes do mercado editorial, assuntos como os custos de se fazer negócios nesse mercado, as adaptações literárias para telas, a sustentabilidade na publicação de livros e como atrair a próxima geração de profissionais para o mercado editorial. Assim como a inclusão e representatividade no mundo do livro, as publicações independentes, as oportunidades globais de publicação em áudio, o que a indústria do livro pode fazer para abordar os principais tópicos da sociedade, e a liberdade de publicação.

Tudo isso, em espaços como o “Author HQ”, projetado para fornecer conhecimento e ferramentas a escritores e ilustradores que precisam tomar decisões em relação à publicação de seu trabalho. Assim como oferecer uma visão sobre as tendências do momento que tem empolgado a indústria editorial, discutir tópicos como o TikTok e as mídias sociais, a leitura sensível e os direitos autorais, as ferramentas de IA para escrever e comercializar livros, os livros infantis, a preparação para publicação, a escrita e resiliência, entre outros.

Há ainda os tradicionais “Literary Translation Centre”, dedicado à tradução, o “International Rights Centre”, onde os profissionais de direitos se reúnem para conduzir negócios, a “Tech Theatre”, que discute os recentes desenvolvimentos tecnológicos na área editorial, a “The Illustrators' Gallery”, na qual ilustradores e artistas tem a oportunidade de expor seus trabalhos para a comunidade editorial internacional, e o “English PEN Literary Salon”, que apresentará um programa eclético de eventos sobre liberdade de expressão e literatura internacional.

Sem falar nas sessões Children’s & Young Adult, dedicada à literatura infantil e juvenil, e “Academic & Scholarly”, dedicada as publicações acadêmicas, e no espaço “Writer’s Block”, um ótimo lugar para autores, famosos e aspirantes, encontrarem inspiração, dividirem experiências e fazer novos contatos. Além da conferência “The Writers’ Summit”, projetada para ajudar a fazer com que um autor seja notado por agentes, editores e leitores, por meio de dicas de inúmeros especialistas.

Autores do Dia

Continuando a tradição de celebrar alguns dos escritores e ilustradores mais aclamados e bem-sucedidos da atualidade, a Feira do Livro de Londres promove mais uma vez os programas “Author of the Day” e “Illustrator of the Fair”, no qual três autores e um ilustrador convidado participam de seminários, sessões de fotos, autógrafos e bate-papos, em diferentes dias da feira. 



Sendo que o primeiro dia do evento, dedicado a um autor internacional, contará com a presença do romancista best-seller americano, vencedor do Prêmio Pulitzer 2017 e 2020, Colson Whitehead (The Underground Railroad). Já no segundo dia, dedicado ao ilustrador da feira e a um autor de livros adultos, o evento contará com a participação da escritora britânica de romances policiais, Ann Cleeves, e do premiado ilustrador britânico-nigeriano Dapo Adeola.

Já no último dia do evento, tradicionalmente dedicado a um autor infanto-juvenil, será a vez da escritora nascida nos Estados Unidos e criada no Reino Unido, Robin Stevens, mais conhecida pela premiada série “Murder Most Unladylike Mysteries”.

Confira a programação completa no site oficial da London Book Fair.
Mais de cem países celebram hoje, 02 de abril, o “Dia Internacional do Livro Infantil”, uma data criada em homenagem ao aniversário do autor dinamarquês Hans Christian Andersen, considerado o pai dos contos de fadas. 

Image by photographeeasia on Freepik
A data foi instituída, em 1967, pela International Board on Books for Young People (IBBY), uma organização sem fins lucrativos que representa uma rede internacional de pessoas de diversas partes do mundo com a missão de inspirar o amor pela leitura nos mais jovens, e chamar a atenção para os livros infantis.

Uma mensagem especial

Como ocorre todos os anos, para celebrar o Dia Internacional do Livro Infantil, a IBBY escolheu um tema e convidou um proeminente autor de um dos seus países membros para escrever uma mensagem de incentivo à leitura para as crianças do mundo inteiro, que é acompanhada por um cartaz, especialmente, criado para esta data por um famoso ilustrador, também do país anfitrião.

Com o tema “Eu sou um livro, leia-me”, o país convidado deste ano é a Grécia, sendo representada pela premiada ilustradora Photini Stephanidi, e pelo renomado professor e autor de livros infantis, Vagelis Iliopoulos. Juntos, eles celebram o poder dos livros infantis com uma história sobre igualdade, diversidade e inclusão, que tem como objetivo conectar as pessoas por meio da tolerância e da compreensão.

Eu sou um Livro, leia-me

Eu sou um livro.
Você é um livro.
Somos todos livros.
 
Minha alma é a história que conto.
Cada livro conta sua própria história.
 
Podemos parecer bem diferentes –
alguns grandes, outros pequenos,
alguns coloridos, outros preto e branco,
alguns com poucas páginas, outros com muitas.
 
Podemos dizer coisas semelhantes ou completamente diferentes,
mas essa é a nossa beleza.
Seria chato sermos todos iguais.
 
Cada um de nós é único.
E cada um de nós tem o direito de ser respeitado,
para ser lido sem preconceito,
para ter espaço em sua biblioteca.
 
Você pode ter opiniões sobre mim.
Você pode optar por questionar ou comentar o que leu.
Você pode me colocar de volta na biblioteca
ou me segurar perto e viajar comigo por um longo caminho.
 
Mas nunca deixe alguém me jogar fora
ou me mandar para outra estante.
Nunca peça minha destruição, nem permita que ninguém o faça.
 
E se um livro vier de outra estante,
porque alguém ou algo o mandou embora,
crie espaço.
Ele cabe próximo a você.
 
Tente sentir como ele se sente.
Entende-o. Proteja-o.
Você pode estar em seu lugar amanhã.
 
Porque você também é um livro.
Todos nós somos livros.
 
Vamos, diga alto para que todos possam ouvi-lo.
«Eu sou um livro, leia-me.»
 
- Vagelis Iliopoulos

Saiba mais no site oficial do IBBY (em inglês).

Feliz Dia Internacional do Livro Infantil, leitores! 😄
Enfim, Outono!🍂 Março acabou sendo um mês bem melhor para mim e também mais agitado em questão de leituras, no qual tomei a insana decisão de participar de três maratonas literárias ao mesmo tempo, o que resultou numa pilha de onze livros bem variados em questão de gênero, idade e formato. 


Todos os anos espero ansiosa pelo anuncio de duas das minhas maratonas de leitura preferidas, a March Mystery Madness e a Middle Grade March, nos canais do youtube LizziefayeLovesBooks e BooksAndJams. E embora para participar só precise ler um livro do gênero durante o mês de março, sempre tento completar todos os desafios disponíveis, criando uma enorme TBR, que tenho plena consciência de que não conseguirei terminar em um único mês. Esse ano não foi diferente, mas ainda assim me diverti bastante tentando.

Já quanto ao meu projeto “Zero TBR”... Não vou mentir, ele tem andado a passos de tartaruga, tanto que li apenas dois livros e dois eBooks em março. Mas pelo menos, eu consegui resistir aos lançamentos do mês durante a semana do consumidor, embora tenha adquirido cinco volumes do mangá “Fullmetal Alchemist”, o primeiro volume do mangá “Death Note” e o segundo volume da nova série de uma das minhas autoras preferidas, Cressida Cowell. 

Sem mais demora, vamos as leituras e maratonas de março!

Comecei o mês com a decisão, de última hora, de participar da maratona 24 horas Let's Get Graphic, que encontrei no canal do youtube A Book Like You. Com foco em histórias em quadrinhos, graphic novels e mangás, ela contou com três desafios, que completei facilmente, lendo primeiro a graphic novel Lumberjanes: Um Plano Terrível, de Noelle Stevenson, Shannon Watters, Carolyn Nowak e Maarta Laiho. Esse terceiro volume da série até que começou muito bem, com as garotas contando histórias de fantasmas em volta da fogueira. No entanto, infelizmente, as histórias e ilustrações seguintes não me agradaram tanto, quanto nas edições anteriores.




Logo depois li o primeiro volume da graphic novel, em inglês, Isola de Brenden Fletcher, Karl Kerschl e Msassyk, que se mostrou visualmente bela com uma premissa interessante, porém com uma história confusa e um pouco entediante em algumas partes. Em seguida, fechando a maratona com chave de ouro e quatro estrelas, eu li o oitavo volume de um dos meus mangás preferidos, até o momento, The Promised Neverland de Kaiu Shirai e Posuka Demizu, no qual a batalha pela vida e pela liberdade em um mundo caótico continua a me surpreender e fascinar.

Middle Grade March

A sexta edição da Middle Grade March, me proporcionou algumas das minhas melhores leituras do mês, apesar de só ter conseguido concluir três dos seus cinco desafios. Sendo que, a minha primeira leitura da maratona foi também o segundo eBook da minha estante do kindle, Um Menino Chamado Natal de Matt Haig e Chris Mould. Uma história emocionante com belas ilustrações sobre a origem de São Nicolau, o Papai Noel.


Outro livro digno de quatro estrelas foi A Rover’s Story de Jasmine Warga, uma sensível história sobre a jornada de um rover marciano consciente e a equipe que o construiu. O livro foi lançado em 2022, por isso ainda não existe uma edição em português disponível, mas o audiobook em inglês é incrível.

Falando em audiobooks em inglês e quatro estrelas, durante a maratona também li outro lançamento de 2022, Ravenfall de Kalyn Josephson. Uma história envolvente sobre uma pousada mágica, duas crianças com poderes sobrenaturais e uma antiga criatura celta tentando destruir o mundo na noite de Halloween.

March Mystery Madness

Com o tema Spring Cleaning (Limpeza de Primavera), a oitava edição da March Mystery Madness, uma maratona para aqueles que amam os gêneros de Mistério e Thriller, contou com quatro desafios que, pela primeira vez em muito tempo, consegui concluir com sucesso, embora nem todas as leituras tenham sido boas.

Uma delas foi a do meu quinto livro do desafio “Zero TBR”, A Mulher na Janela de A. J. Finn, que conta com uma linda edição e uma premissa interessante sobre uma mulher que sofre de agorafobia e passa os dias bebendo vinho, assistindo a filmes antigos, conversando com estranhos na internet e... espionando os vizinhos, até que um dia ela vê algo que a deixa aterrorizada. Parece muito bom, mas, infelizmente, não me agradou nem um pouco devido a sua narrativa entediante e a seus personagens nenhum um pouco carismáticos.
                         Outra decepção de março foi o meu terceiro ebook do kindle, Operação Miami de James Grippando, autor dos thrillers de tribunal protagonizados por Jack Swyteck. Inspirada em fatos reais, essa foi uma história desnecessariamente longa e violenta, com diversos gatilhos, sobre um bando de ladrões amadores que realiza um dos maiores assaltos a aeroportos da história, com consequências mortais.

Nesse mês, também li dois livros da série policial Leaphorn & Chee do autor best-seller Tony Hillerman, que provaram ser duas agradáveis surpresas. Numa mistura de aventura, crime e cultura navajo, Hunting Badger e Skeleton Man mostram o sargento da polícia tribal Navajo Jim Chee e sua colega Bernie Manuelito investigando um intrincado crime na fronteira entre o Novo México e o Arizona, numa área ao redor do Grand Canyon, com o auxílio do lendário tenente, agora aposentado, Joe Leaphorn.
Terminei o mês com a leitura do meu sexto livro do desafio “Zero TBR”, o clássico da literatura de mistério, As Memórias de Sherlock Holmes do renomado autor Sir. Arthur Conan Doyle, cujo desfecho trágico me deixou sem palavras. Uma coletânea com doze contos, alguns bons outros nem tanto, que apresentaram ao mundo o irmão mais esperto de Sherlock, Mycroft Holmes, e seu rival James Moriarty, o napoleão do crime.  

Resumindo, março passou voando em meio a 2.511 páginas repletas de mistério, suspense, aventura, magia, belas imagens e amizades sinceras. E, apesar, de algumas leituras dignas de duas estrelas e de não ter concluído todos os meus desafios, estou satisfeita com o meu desempenho deste mês, e cheia de planos para abril, o mês do dia mundial do livro.

Mas me conta, como foi o seu mês? Você leu algum livro interessante? Participou de alguma maratona? Eu adoraria ouvir mais sobre isso nos comentários!

Chegou a hora de arrumar mais espaço nas estantes leitores, pois os lançamentos de março já estão disponíveis nas livrarias de todo país. Entre eles um romance histórico deslumbrante com um toque de ficção científica, um clássico da era de ouro do mistério, dois thrillers eletrizantes, um mistério envolvente, três famosos mangás, e o reconto de um amado conto de fadas. 


Assim como a nova edição de luxo de um clássico da literatura, o primeiro volume de uma série infantojuvenil inspirada na mitologia chinesa, o último volume de uma famosa trilogia, a conclusão de uma história envolta em magia, e o mais novo volume de uma consagrada série de ficção científica. Lembrando que todos esses livros estão disponíveis em versão física e digital na Amazon.

Sem mais demora, vamos a lista.

Em março nos despedimos do “Ciclo Aurora” de Amie Kaufman e Jay Kristoff, com o livro “Adeus, Aurora” (Aurora’s End), publicado originalmente em novembro de 2021. Já disponível nas livrarias de todo país, o livro foi lançado pela editora Rocco, com tradução de Isabela Sampaio e 400 páginas, que narram a épica conclusão das aventuras de um esquadrão de perdedores indisciplinados e de sua batalha contra um antigo mal que espera há eras para dominar a galáxia.

Da última vez que encontramos o Esquadrão 312, eles estavam no meio de uma batalha intergaláctica em que uma nave ameaçava destruir a Terra. E, é claro, deu tudo terrivelmente errado.

Agora, os membros de nosso esquadrão estão separados e, se quiserem reencontrar seus amigos um dia, precisarão lidar com questões de vida ou morte, como sobreviver a uma tempestade quântica, fugir de soldados determinados a matá-los, lutar ao lado do vilão mais temido da galáxia contra um exército coordenado por uma mente coletiva que existe há eras. E, é claro, salvar a galáxia.

Também neste mês é lançada pela Plataforma21 a conclusão da elogiada duologia “Os Seis Grous” da autora Elizabeth Lim. “A Promessa do Dragão” (The Dragon’s Promise), publicado originalmente em agosto de 2022, conta com tradução de Luan Daylon e 464 páginas, nas quais somos apresentados a um universo fantástico cuidadosamente construído com elementos da mitologia asiática, em um inesquecível reconto do clássico “Os Seis Cisnes” dos Irmãos Grimm.

A princesa Shiori prometeu à sua madrasta, no leito de morte, que devolveria a pérola de dragão ao seu dono. Mas manter essa promessa é mais perigoso do que ela imagina.

Navegando por águas traiçoeiras, Shiori acaba presa numa perigosa teia de intrigas entre dragões, humanos e demônios. A pérola manifesta poder, ora ajudando-a, ora traindo-a. Assim, a princesa precisa não só afastar aqueles que desejam a pérola para si, como também encontrar uma forma de lidar com a própria magia proibida. Tudo isso antes que seus novos e antigos inimigos destruam sua família e cortem o fio do destino que a une a seu noivo, Takkan.

Continuando com as séries, a editora Universo dos Livros lançou mais um volume de “Twisted Tales”, que apresenta novas versões de alguns dos mais amados contos de fadas. Com tradução de Cristina Calderini Tognelli e 288 páginas, “Branca de Neve às Avessas” (Mirror, Mirror) de Jen Calonita, publicado originalmente em abril de 2019, explora a ideia de como seria a história se a Rainha Má tivesse envenenado o príncipe ao invés da Branca de Neve.

Após a morte de sua amada mãe, o reino de Branca de Neve cai nas mãos da madrasta, chamada de “Rainha Má” pelos súditos. Branca mantém a cabeça baixa no castelo e alimenta a esperança de tirar o melhor proveito da sua situação.

Mas, quando uma trama para matá-la dá errado, tudo muda para Branca. Com a ajuda de um grupo de anões e de um príncipe a quem ela imaginava nunca mais ver, a princesa embarca em uma jornada para deter a Rainha Má e retomar seu reinado. Será que Branca conseguirá vencer uma inimiga que conhece todos os seus movimentos e que fará de tudo para ficar no poder?

Já a editora Intrínseca lançou o livro de estreia da autora best-seller Xiran Jay Zhao na literatura infantojuvenil. “Zachary Ying e o Imperador Dragão” (Zachary Ying and the Dragon Emperor), publicado originalmente em 2022, conta com tradução de Yonghui Qio e 352 páginas, nas quais Zack precisa derrotar figuras poderosas da mitologia chinesa em batalhas de videogame para salvar o mundo mortal.

Zachary Ying não sabe muito sobre sua herança chinesa, e se vê completamente despreparado quando descobre que é descendente do Primeiro Imperador da China e nasceu para hospedar seu espírito em uma missão vital: selar o portal que leva ao submundo chinês e impedir que espíritos malignos se espalhem pelo reino mortal.

Agora, com um dos tiranos mais infames da história tagarelando em seu ouvido, Zack precisa aprender a controlar os incríveis poderes de dragão de água do imperador, viajar até a China em busca de artefatos mágicos e derrotar importantes figuras da história chinesa. 

Deixando um pouco a fantasia de lado vamos focar na ficção científica, pois a editora Morro Branco publicou o segundo volume de “Cultura”, uma das séries de space opera mais inovadoras de nosso tempo, na qual o autor Iain M. Banks explora a gênese da guerra, da destruição e da moralidade da fé. “Pense em Phlebas” (Consider Phlebas), publicado originalmente em 1987, conta com tradução de Edmundo Barreiros e 576 páginas.

A guerra se alastra pela galáxia. Um conflito inevitável entre fé e ciência deixa um rastro incalculável de morte e miséria, devorando luas, planetas e as próprias estrelas em sua onda de destruição. De um lado, os idiranos lutam por sua fé; de outro, a Cultura, uma sociedade utópica em que impera a simbiose entre humanos e máquinas, luta pela legitimidade de sua própria existência.

Nas entranhas de um labirinto no Planeta dos Mortos, encontra-se uma Mente, uma sofisticada unidade de inteligência artificial pertencente à Cultura e que pode mudar os rumos do conflito. Porém, uma equipe improvável de mercenários é empregada pelos idiranos para recuperá-la.

Com uma mistura de ficção científica e ficção história, “A Filha do Doutor Moreau” (The Daughter of Doctor Moreau) da autora best-seller Silvia Moreno-Garcia, publicado originalmente em 2022, é lançado no país pela editora Melhoramentos, numa edição com 280 páginas e tradução de Bruna Miranda.

Carlota Moreau cresce em uma propriedade distante e luxuosa, como a filha única de um pesquisador que, para alguns, é um gênio e, para outros, um lunático. Já Montgomery Laughton é o melancólico supervisor da propriedade, que guarda os segredos de um passado trágico. E há também os híbridos, frutos do trabalho do cientista, destinados a obedecer cegamente ao seu criador e permanecer nas sombras. 

Todos vivem em um mundo perfeitamente equilibrado, que é sacudido pela chegada abrupta de Eduardo Lizalde, o filho encantador e descuidado do patrono do dr. Moreau.

Enquanto isso, a editora HarperCollins Brasil lançou mais uma edição do seu “Clube do Crime”, coleção que resgata clássicos inéditos ou pouco conhecidos de suspense e mistério. Pioneiro no estilo cozy mystery, com tradução de Erico Assis e 208 páginas, “O Jogo do Assassino” (A Man Lay Dead) traz o envolvente e inesperado suspense, originalmente publicado em 1934, pela autora Ngaio Marsh, considerada uma das rainhas do crime da era de ouro da literatura de mistério.

As festas de sir Hubert Handerslay em sua casa de campo são famosas entre a alta sociedade britânica, mas, para essa reunião, ele tem algo diferente planejado para entreter as visitas: o Jogo do Assassino. Porém, quando as luzes se acendem, a brincadeira se transforma em um pesadelo, pois um dos convidados é encontrado morto.

Agora, caberá a Roderick Alleyn, inspetor-chefe da Scotland Yard, desvendar o crime. E, no processo, ele precisará encarar uma coleção de álibis, um mordomo desaparecido e um quebra-cabeça de conspirações na busca pelo jogador mais importante: o assassino.

Seguindo a onda de crime e mistério, a editora Record lançou o segundo volume de “As irmãs Mitford Investigam” da autora best-seller Jessica Fellowes. “Crime na Alta Sociedade” (Bright Young Dead), publicado originalmente em 2018, conta com tradução de Carolina Simmer e 392 páginas, nas quais as irmãs Miford se encontram mais uma vez no centro de uma investigação, quando um dos convidados do baile de aniversário de Pamela é encontrado morto.

Inglaterra, 1925: Os jovens aristocratas mais famosos de Londres organizam uma nova caça ao tesouro como parte das comemorações do baile de aniversário de Pamela, uma das irmãs Mitford. Mas ninguém esperava que, naquela noite glamorosa, Adrian Curtis, um dos mais controversos integrantes da alta sociedade, acabaria sendo assassinado.

Louisa, a dama de companhia das jovens Mitford, não se conforma em ver sua colega de profissão, Dulcie Long, sendo acusada pelo crime e resolve investigar por conta própria o ocorrido. O que Louisa não sabia era que ajudar sua amiga acabaria colocando-a e as irmãs Mitford no cerne de uma enorme operação policial.

Falando em crime, o Grupo Autêntica lançou pelo selo Gutenberg o mais novo thriller da aclamada série policial do autor Robert Bryndza, no qual a detetive Erika Foster está de volta em mais um caso eletrizante. “Testemunha Fatal” (Fatal Witness), publicado originalmente em 2022, conta com tradução de Guilherme Miranda e 304 páginas.

Em sua caminhada noturna pelos arredores de Blackheath, a detetive Erika Foster se depara com o brutal assassinato de Vicky Clarke, uma famosa podcaster de true crime. Ao ser designada para o caso, a detetive descobre que Vicky trabalhava em um novo episódio sobre um predador sexual que ataca jovens estudantes do sul de Londres.

Quando Erika descobre que as anotações e gravações do podcast foram roubadas do apartamento da vítima na hora do assassinato, ela passa a acreditar que Vicky estava prestes a desmascarar o agressor e que foi morta para assegurar sua identidade.

Há ainda o thriller “Cai a Noite em Hollywood” (The Dark Hours), publicado originalmente em novembro de 2021. Com 328 páginas e tradução de Alves Calado, o livro lançado no país pela editora Trama traz o retorno de dois dos mais notáveis personagens do renomado autor Michael Connelly.  

Na véspera de Ano-Novo em Hollywood, 
a detetive Renée Ballard está em seu plantão noturno, quando recebe um chamado avisando que um homem foi fatalmente atingido por uma bala no meio de uma festa de rua. Suas suspeitas a levam a outro assassinato não resolvido, um caso investigado pelo detetive Harry Bosch.

Assim, Ballard e Bosch, se unem para descobrir a conexão entre os dois caso e capturar o seu criminoso. Porém, quem eles estão procurando pode ter permanecido em silêncio por muito tempo… mas sabe que os detetives estão em seu encalço. E fará de tudo para manter seus segredos.

A Zahar, selo da Companhia das Letras, também lançou em março a edição de luxo comentada e ilustrada de “As Aventuras de Tom Sawyer” do renomado autor Mark Twain, como parte da coleção “Clássicos Zahar”. Com tradução de José Roberto O’Shea e 280 páginas, o livro nos apresenta as incríveis peripécias de Tom Sawyer, tendo como pano de fundo o cotidiano complexo do Sul dos Estados Unidos do século XIX.

Durante um verão de muito calor, Tom Sawyer, um moleque esperto e brincalhão, e seu grande parceiro Huckleberry Finn testemunham um assassinato e, enquanto os amigos tentam escapar do nefasto vilão, Tom cria um grupo de piratas, descobre o amor, se perde em uma caverna sinistra, vai ao seu próprio funeral e, numa casa mal-assombrada, encontra um tesouro.

Sob a aparente leveza das divertidas aventuras da turma de meninos, Mark Twain explora temas profundos do mundo adulto e da vida no Mississippi nas décadas de 1830 e 1840, como racismo, escravidão, pobreza, assassinato e vingança, produzindo uma obra para todas as idades.

Já quanto aos mangás, a editora JBC lançou o sétimo volume de “Chi's Sweet Home” de Kanata Konami, que narra as aventuras de uma travessa gatinha, assim como a sexta edição em formato wideban de “Inu-Yasha” de Rumiko Takahashi, na qual o meio-youkai segue sua busca pela Joia de Quatro Almas ao lado da jovem Kagome. Enquanto que a editora Panini lançou este mês o volume treze de “Komi não consegue se comunicar” de Tomohito Oda.

Assim, esses são os lançamentos do mês que mais me chamaram a atenção. Mas e você, quais são os lançamentos que está mais ansioso para ler? Me conta nos comentários.
Chegou o momento de conhecermos os melhores filmes do ano, que conquistaram seu lugar na maior e mais importante premiação do cinema internacional, o Oscar.


Comemorando sua 95ª edição, a premiação deste ano, apresentada mais uma vez pelo comediante Jimmy Kimmel, contou com diversos filmes baseados em livros concorrendo a inúmeras categorias do Oscar, em especial, a categoria de Melhor Roteiro Adaptado, criada para os longas-metragens baseados tanto em livros, quanto em peças de teatro, musicais, histórias em quadrinhos, e até mesmo em parques temáticos, como o filme “Piratas do Caribe”.

Os Indicados

Os roteiros adaptados partem de histórias que tem uma maior aceitação em outras mídias, embora não sejam sempre baseadas em um livro. Como é o caso de “Glass Onion: Um Mistério Knives Out” que, embora não seja inspirado em uma obra literária, também concorreu à categoria de Melhor Roteiro Adaptado, pois segundo as regras do Oscar, qualquer sequência está qualificada para a categoria, desde que mantenha pelo menos um dos personagens da trama original.

Com roteiro e direção de Rian Johnson, “Glass Onion” é o segundo filme da famosa franquia “Knives Out”, que mais uma vez traz o ator Daniel Craig no papel do renomado detetive Benoit Blanc, que se vê envolvido em um jogo de detetive com excêntricos participantes em uma ilha isolada na Grécia.


No entanto, “Glass Onion” não foi a única sequência a ser indicada a categoria de Melhor Roteiro Adaptado deste ano. Com roteiro de Peter Craig, Justin Marks, Ehren Kruger, Eric Warren Singer e Christopher McQuarrie, “Top Gun: Maverick” marca o retorno surpreendente às telas do destemido piloto Pete Mitchell interpretado por Tom Cruise.

Dirigido por Joseph Kosinski, o filme recebeu cinco indicações ao Oscar, incluindo a de Melhor Filme, Melhor Edição, Melhores Efeitos Visuais, e Melhor Canção Original com a música “Hold My Hand” de Lady Gaga. Tendo levado para casa a estatueta de Melhor Som.


Dirigido por Oliver Hermanus e com roteiro do prêmio Nobel de literatura de 2017 Kazuo Ishiguro, também concorreu a categoria o longa “Living”, uma adaptação britânica do filme japonês de 1952 “Viver” (Ikiru) dirigido por Akira Kurosawa, que por sua vez é uma adaptação do conto clássico “A Morte de Ivan Ilitch” de Liev Tolstói. O filme também concorreu a categoria de Melhor Ator (Bill Nighy).


Com nove indicações incluindo a de Melhor Filme, “Nada de Novo no Front” foi o segundo mais lembrado na lista da Academia, atrás apenas do favoritíssimo “Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo”. Tendo levado para casa quatro estatuetas, nas categorias de Melhor Filme Internacional (Alemanha), Melhor Trilha Sonora (Volker Bertelmann), Melhor Fotografia (James Friend), e Melhor Design de Produção. Baseado no clássico da literatura, de mesmo nome, do autor alemão Erich Maria Remarque, publicado em 1929, o filme sobre a Primeira Guerra Mundial é dirigido pelo cineasta alemão Edward Berger, que também dá sua contribuição no roteiro adaptado por Lesley Paterson & Ian Stokell. 


E o Oscar foi para...

Com direção e roteiro da canadense Sarah Polley, o longa-metragem conquistou o Oscar deste ano na categoria de Melhor Roteiro Adaptado. Com três indicações ao Oscar, incluindo a de Melhor Filme, “Entre Mulheres” é baseado no romance best-seller de Miriam Toews, que narra a história de um grupo de mulheres em uma colônia religiosa isolada, que lutam para reconciliar sua fé com uma série de agressões sexuais cometidas pelos homens da colônia. 


Já o grande vencedor da noite foi “Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo”, que concorreu a onze Oscars e levou para casa sete estatuetas, incluindo a de Melhor Filme, Melhor Roteiro Original, Melhor Direção (Daniel Kwan & Daniel Scheinert), Melhor Edição (Paul Rogers), Melhor Ator Coadjuvante (Ke Huy Quan), Melhor Atriz Coadjuvante (Jamie Lee Curtis), e Melhor Atriz (Michelle Yeoh, que entrou para a história como a primeira mulher asiática a levar o prêmio).


Mais Adaptações

Desde grandes clássicos da literatura a famosas histórias em quadrinhos, várias outras adaptações também concorreram ao Oscar deste ano, como “Pantera Negra: Wakanda Para Sempre”, que concorreu a cinco Oscars e levou para casa a estatueta de Melhor Figurino (Ruth E. Carter). Sem falar, na mais nova adaptação do herói da DC Comics, “Batman”. Dirigido por Matt Reeves e protagonizado por Robert Pattinson, o filme teve três indicações ao Oscar nas categorias técnicas de Melhor Som, Melhor Cabelo e Maquiagem e Melhores Efeitos Visuais.

Já na categoria de Melhor Animação concorreram o novo longa de Guillermo Del Toro, “Pinóquio”, inspirado no clássico da literatura infantil “As Aventuras de Pinóquio” do autor italiano Carlo Collodi, ao lado de outro amado conto de fadas “Gato de Botas 2: O Último Pedido”, baseado na obra do escritor francês Charles Perrault. Sendo que o Oscar foi para a nova versão de “Pinóquio”. Falando em animações “O Menino, a Toupeira, a Raposa e o Cavalo”, inspirado na obra de Charlie Mackesy, foi o vencedor na categoria de Melhor Curta de Animação.

Também concorreu ao Oscar na categoria de Melhor Figurino, o filme “Sra. Harris Vai a Paris”, inspirado no romance de Paul Gallico, com direção e roteiro de Anthony Fabian, sendo estrelado por Lesley Manville. Há ainda “Blonde”, baseado no romance de mesmo nome escrito por Joyce Carol Oates. Com roteiro e direção de Andrew Dominik, o filme, estrelado por Ana de Armas como Marilyn Monroe recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz.

Assim, em meio a discursos emocionados, homenagens comoventes, incríveis performances musicais e belíssimas apresentações, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas comemorou em grande estilo a sua 95ª edição.

Confira a lista completa dos indicados e vencedores do Oscar 2023 no seu site oficial.
A Walt Disney é famosa por ter produzido uma infinidade de animações retratando heroínas e vilãs com o dom de cativar e encantar gerações ao redor do mundo.

Pocahontas (criada em 2020) por Jirka Vinse Jonatan Väätäinen

Com o passar do tempo, acompanhando as transformações na sociedade, e em especial, no perfil da mulher, o estereótipo da “donzela indefesa” foi aos poucos deixando as telas do cinema, sendo substituído por mulheres fortes, valentes e determinadas, mas ainda assim românticas e apaixonadas, dispostas a tudo para conquistar o seu final feliz.

São tantas as personagens que levariam dias, apenas para citar cada uma delas, por isso, como uma homenagem ao Dia Internacional da Mulher, são apresentadas aqui apenas algumas delas, que foram retratadas, recentemente, no famoso projeto “Real Life” do designer gráfico finlandês Jirka Vinse Jonatan Väätäinen.

Disney Real Life

Numa mistura de Ilustração Digital e Fotografia, o projeto, que imagina como seriam as personagens das animações Disney na vida real, já retratou alguns dos maiores heróis, heroínas e vilões das histórias Disney, como Mulan, Merida, Hercules, Capitão Gancho, Malévola, Tarzan e sua Jane, e muitos outros.

Uma das novas imagens criadas pelo designer para o álbum “Disney Girls” é a da leal amiga de Pocahontas, Nakoma, assim como uma nova imagem da princesa Pocahontas. O álbum também conta com retratos da independente Tina de “A Princesa e o Sapo”, da Grã-Duquesa Anastasia, e de uma das mais recentes heroínas das animações Disney, Moana. Além das novas versões da princesa Jasmine de “Aladdin” e da Bela de “A Bela e a Fera”.

Confira as imagens de Jirka Väätäinen:

Branca de Neve
Cinderela
Tiana
Bela
Jasmine
Nakoma
Anastasia
Moana



Feliz Dia das Mulheres, leitoras! 🌹 Espero que apreciem tanto quanto eu essas belas imagens.