Uma Homenagem a Charles Perrault

terça-feira, janeiro 12, 2016 Iuçara Soares 0 Comentários ,


Nesta terça-feira, a página inicial do site de buscas, Google, exibe seu mais novo Doodle, uma homenagem aos 388 anos do autor e poeta francês, Charles Perrault, conhecido como o pai dos Contos de Fadas.


Nascido na Paris de 1628, uns duzentos anos antes dos irmãos Grimm, Perrault foi o primeiro autor a pôr no papel as tradicionais histórias contadas entre as damas dos salões parisienses, criando assim o gênero “conto de fadas”, um movimento sem precedentes na época, que fez de Perrault um pioneiro na arte de contar histórias.

O autor

Charles Perrault viveu em plena Paris do século XVII, membro da alta burguesia francesa, formou-se em Direito, aos vinte e três anos, e em 1654 tornou-se conselheiro na corte do Rei Luís XIV.

Contemporâneo do poeta e fabulista Jean de La Fontaine, Perrault também foi membro da Academia Francesa de Letras, em 1671. No entanto, foi apenas quando se aposentou, aos 67 anos, que o autor passou a se dedicar à literatura.

Assim, em 1695, o escritor começou a registrar as histórias que ouvia de sua mãe e que faziam parte do folclore francês em um livro intitulado “Histórias ou contos do tempo passado com moralidades”, sendo popularmente conhecido como “Contos da Mamãe Gansa” (Les Contes de ma Mère l'Oye).

Uma coletânea, que reunia alguns dos mais populares contos de fadas como “Chapeuzinho Vermelho” (Le Petit Chaperon) rouge), “A Bela Adormecida” (La Belle au bois dormant), “Cinderela” ou “A Gata Borralheira” (Cendrillon ou la petite pantoufle de verre), e “O Pequeno Polegar” (Le Petit Poucet). Além de algumas histórias não tão conhecidas como “Pele de Asno” (Peau d'Âne) e “Barba Azul” (La Barbe bleue), entre muitas outras.

Todas escritas num tom sombrio e até mesmo macabro, sendo sempre encerradas com a “moral da história”, escrita em forma de poesia, e destinada a levar o leitor a refletir sobre os dilemas enfrentados pelo protagonista na história.


O livro, publicado pela primeira vez em 11 de janeiro de 1697, acabou se tornando um enorme sucesso, sendo traduzido para os mais diversos idiomas, e conquistando inúmeros fãs ao longo dos anos. Além de ter suas histórias adaptadas para os mais diversos meios, como o teatro, a TV e o cinema. O que, de certa forma, fez com que um pouco do tom sombrio dos contos originais de Perrault se perdesse, por não ser considerado muito apropriado para as crianças.

Charles Perrault faleceu em 16 de maio de 1703 na cidade de Paris, deixando como legado algumas das mais encantadoras histórias, que inspiraram inúmeros autores e permanecem até os dias atuais na memória dos fãs e na história da literatura infantil.

Uma homenagem especial

Para celebrar a data de hoje, o Google criou um Doodle com ilustrações de três dos mais famosos contos de fadas do autor, os clássicos “Cinderela” (Cendrillon), “A Bela Adormecida” (La Belle au bois dormant), e o “Gato de Botas” (Le Maître chat ou le Chat botté).


Para aqueles que não sabem, o doodle é o nome dado aos logos comemorativos do Google, utilizados para celebrar feriados, aniversários e as vidas de personalidades e artistas famosos. Sendo que estes são desenvolvidos por uma equipe de 30 pessoas, designers e engenheiros, chamados de Doodlers.

Um deles é a designer Sophie Diao, uma fã de contos de fadas e também responsável pela criação do doodle de hoje. Trabalhando a mais de dois anos e meio na Mountain View, sede do Google, a artista, de 23 anos, estudou no Instituto de Artes da Califórnia, tendo trabalhado em empresas como Dreamworks, Disney e Cartoon Network.

“Sempre fui uma grande fã de contos de fadas e queria muito trabalhar neste projeto”, disse Diao em entrevista ao jornal Le Huffington Post. A designer fala ainda um pouco sobre o processo de criação do doodle em honra a Charles Perrault. “Comecei pesquisando sobre a sua vida e obra, e relendo os seus contos. Depois trabalhei com o responsável local dos doodles em França para obter documentação e informações. Ele também me ajudou a traduzir o conteúdo.”

Saiba mais sobre o autor e seu doodle no site Techtudo.

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