Lançamentos || Junho de 2026

Junho chega com uma seleção de lançamentos capaz de agradar leitores dos mais variados gêneros. De mangás que conquistaram milhões de fãs ao redor do mundo à novas fantasias e romantasias, o mês reúne continuações aguardadas, estreias promissoras e edições especiais que merecem espaço de destaque na estante.
 


Além disso, os leitores encontrarão um suspense de tirar o folego, clássicos da literatura mundial em versões de luxo, uma coletânea de contos que exploram o universo da ficção científica, um guia pelos bastidores da animação japonesa e o primeiro volume de uma fantasia infantojuvenil cheia de magia. Se você está procurando sua próxima leitura, junho oferece opções para todos os gostos. Lembrando que todos esses livros estão disponíveis em versão física e digital na Amazon.

Confira os destaques literários de junho!

Fantasias & Romantasias

O fenômeno das romantasias continua em alta, e os lançamentos de junho refletem essa tendência. O mês apresenta os primeiros volumes de novas séries que unem romance, magia, intrigas políticas, criaturas fantásticas e protagonistas marcantes. Essas obras chegam com a missão de conquistar os leitores apaixonados por narrativas que equilibram aventura épica e relacionamentos intensos.

Entre os destaques estão as sequências de séries que deixaram os leitores ansiosos por respostas. Após finais impactantes, reviravoltas surpreendentes e personagens em situações delicadas, os novos volumes chegam para dar continuidade a narrativas que vêm acumulando elogios da crítica e do público. 

A começar pela tão aguardada continuação da romantasia “A Linguagem dos Dragões” da autora S. F. Williamson, lançada pela editora Galera. A Guerra dos Dragões (A War of Wyverns), publicado originalmente em janeiro de 2026, conta com tradução de Carlos César da Silva e 384 páginas, nas quais a sonhada vida acadêmica de Vivien Featherswallow foi para os ares. A rebelião ― e a guerra ― chegou, e agora traduzir tornou-se um ato de resistência. 

Quem é Vivien Featherswallow?

É o que todo humano e dragão está se perguntando em Britânia, e nem mesmo a própria Vivien sabe exatamente a resposta para a questão. Seria ela a Andorinha, o rosto da rebelião contra o governo corrupto e os invasores dragões búlgaros? Ou seria ela uma língua de latão, uma tradutora prestes a descobrir uma nova língua dracônica? Ou ela é apenas Viv, a garota que perdeu o amor de sua vida enquanto brincava de ser espiã?

A verdade é que Viv não sabe direito, mas o que ela sabe é que precisa partir para o combate. E ela não está indo de mãos vazias: Viv tem um aparelho que a permite ouvir os pensamentos dos dragões, e também um diário contendo pistas de uma língua dracônica nunca antes traduzida. Além disso, conta com a vontade de vingar seu amor perdido. Tudo isso a leva a ir atrás dos misteriosos wyverns das Ilhas Hébridas, na esperança de tentar convencê-los a se unir aos rebeldes na guerra.

Viv não vai demorar a descobrir que, mesmo que as palavras e a tradução sejam armas, não serão o suficiente para levá-la à vitória ― e nem a ter todas as respostas sobre quem ela realmente é.

Outra aguardada continuação lançada este mês pela editora Galera é o segundo volume da duologia “Reino dos Remanescentes” da autora Julie Johnson. A romantasia Sea Spinner: O Guardião da Água, publicado originalmente em abril de 2026, foi lançada no país em duas edições, uma em capa comum e outra com tiragem limitada em capa dura e pintura trilateral, ambas com tradução de João Pedroso e 476 páginas, nas quais cercada de inimigos à espreita, prontos para atacar, Rhya descobre que algumas escolhas exigem sacrifícios irreversíveis.

Ela é vento indomável. Ele, água profunda e implacável. Juntos são capazes de despertar uma força tão irresistível quanto letal.

Algo mudou em Rhya Fleetwood após a batalha no Fyremas. Seu corpo agora abriga uma força indomável que pulsa a cada batida do coração. O poder que crepita sob sua pele carrega luto, fúria e instabilidade. Caeldera jaz em ruínas. Os aliados de Rhya estão mortos ou feridos. E Pendefyre, o rei recém-coroado em meio à destruição, tornou-se uma presença distante, consumido pelo peso da coroa. O Remanescente do Fogo precisa dedicar cada segundo de seu tempo ao reino, ao povo e à chama incandescente de vingança que ameaça consumi-lo por completo.

Quando uma reviravolta do destino conduz Rhya ao último lugar que poderia imaginar, a Corte da Água, a jovem guardiã do vento se vê obrigada a confrontar os limites de sua magia e a questionar em quem realmente pode confiar. É nesse cenário que surge Soren de Llyr, o rei das marés. Ele é tudo que Pendefyre não é: aberto, direto e disposto a ensinar. Quanto mais ele revela sobre o poder ancestral que os conecta, mais Rhya passa a duvidar de tudo ― de seu papel como Remanescente, de seus próprios desejos e do futuro que a aguarda na guerra que se aproxima.

Há ainda o sétimo volume da série “A Twisted Tales”, que exploram versões alternativas das histórias que inspiraram as famosas animações da Disney. Mulan às Avessas (Reflection) de Elizabeth Lim, foi publicado originalmente em março de 2018, tendo sido lançado no país pela editora Universo dos Livros com Flávia Yacubian e 320 páginas, nas quais explora a possibilidade do que aconteceria se Mulan precisasse viajar até o Mundo dos Mortos.
 
Fa Mulan tem coração de guerreira e é capaz de tudo para proteger seus entes queridos, incluindo ir à guerra no lugar de seu pai doente, disfarçada como um soldado chamado Ping. E quando o capitão de seu regime, Li Shang, leva um golpe para protegê-la, Mulan sabe que precisa fazer de tudo ao seu alcance para ajudá-lo a sobreviver ao ferimento mortal… mesmo que isso signifique aceitar uma missão penosa até o Mundo dos Mortos, o Diyu.

O rei Yama, regente do Diyu, não vai facilitar a jornada. Com ajuda do guardião leão de Shang, Mulan precisa atravessar o Mundo dos Mortos, enfrentar obstáculos quase impossíveis e trazer Shang de volta antes do pôr do sol ― ou permanecer no Diyu para sempre. E não só isso: Mulan ainda está disfarçada de Ping, em dúvida sobre a decisão de revelar sua verdadeira identidade, principalmente depois de ter ficado tão próxima de Shang. O tempo é crucial. Será que Mulan vai conseguir salvar Shang ― e ela mesma ― antes que seja tarde demais?

Já a editora Gutenberg lançou o terceiro e último volume da trilogia “Mousai” escrita pela premiada autora E. J. Mellow. A romantasia que combina fantasia sombria, romance e intrigas, Sinfonia do Trono Mortal (Symphony for a Deadly Throne), publicado originalmente em fevereiro de 2023, foi lançado no país com tradução de Vanessa Thiago e 336 páginas acompanha uma jovem dividida entre o homem que ama e o reino que chama de lar.

No oculto Reino do Ladrão, onde identidades são mercadorias e segredos valem mais que ouro, o jovem Zimri perde tudo em uma única noite ― inclusive seus pais. Levado ao palácio do enigmático Rei Ladrão, ele é forçado a jurar lealdade a um trono envolto em magia e mistério. Anos depois, Arabessa, filha do rei e portadora de um poder raro ligado à música, descobre fragmentos de um passado capaz de mudar tudo o que conhece ― inclusive seu destino.

À medida que memórias ocultas vêm à tona e alianças perigosas se formam, os caminhos de Zimri e Arabessa se entrelaçam em uma trama de amor, poder e traição. Em um mundo onde emoções podem ser manipuladas e segredos têm preço, cada escolha pode redefinir o destino ― ou destruí-lo completamente.

Falando em romantasia, chega às livrarias em junho o primeiro livro da duologia jovem adulta “Os Descendentes do Zodíaco” da autora Katie Zhao. A Ascensão do Zodíaco (Zodiac Rising), publicado originalmente em outubro de 2024, foi lançado no país pela editora Livros da Alice, com tradução de Edmundo Barreiros e 440 páginas, nas quais apresenta uma romantasia com um toque de dark academia, onde o maior risco não é falhar… e sim confiar em alguém.

Na prestigiada Academia dos Ramos Terrenos, os herdeiros das linhagens do zodíaco chinês são treinados para dominar habilidades extraordinárias.

Um lugar fascinante e sombrio, onde poder e conhecimento caminham lado a lado com segredos e perigos, rivalidades antigas e regras rígidas. Na escola, os Descendentes aprendem não só suas habilidades sobrenaturais, mas também a sobreviver em um mundo que nunca esqueceu suas origens nem suas dívidas.

Quando Julius Long, um dos alunos, é brutalmente assassinado, um grupo de adolescentes se vê obrigado a unir forças. A vampira Evangeline, o metamorfo Nicholas, Tristan, o lobisomem, e Alice, a mortal. Dotados de mentes brilhantes, estrategistas implacáveis e figuras perigosas, tão instáveis quanto os próprios poderes, eles mergulham em uma missão na qual cada passo revela novas camadas de intrigas, corrupção e desejos ocultos.

Errar pode ser fatal. À medida que a missão avança, o perigo se aproxima. Emoções intensas, desejos vindo à tona e lealdades divididas tornam cada escolha um risco para todos.

Há ainda o novo lançamento da editora Alt, o primeiro volume da romantasia gótica da autora estreante Heba Al-Wasity. Weavingshaw: O Lar dos Segredos, publicado originalmente em fevereiro de 2026, conta com tradução de Carolina Cândido e 368 páginas, nas quais apresenta uma história sobre uma jovem que consegue ver os mortos faz um pacto com um negociante de segredos sombrios, magnético e perigoso, para salvar a vida de seu irmão.

O Santo do Silêncio troca moedas por cada confissão sórdida que lhe é revelada.

Quanto mais sombrio o segredo, maior o valor a ser recebido. Leena Al-Sayer, uma jovem refugiada, guarda um a sete chaves ― algo que a assombra desde os dezessete anos: ela pode ver os mortos.

Quando seu irmão adoece, ela sabe o que precisa fazer para ter meios de curá-lo, mas o segredo de Leena é mais valioso para o Santo do que ela poderia imaginar. Para conseguir o remédio de seu irmão, a garota terá que fazer um acordo e encontrar o fantasma que o Santo procura. Todos os caminhos levam a Weavingshaw, uma propriedade amaldiçoada que, com o tempo, parece aprisioná-los. À medida que Leena se aproxima do Santo e mergulha em seu mundo repleto de perigo, engano e desejo, descobre que ele também tem algo a esconder. Em Weavingshaw , segredos valem mais que ouro ― e podem custar a própria alma.
 

Numa mistura de fantasia e horror, chega às livrarias o primeiro volume da mais nova série do autor best-seller Joe Abercrombie. Os Demônios (The Devils), publicado originalmente em maio de 2025, foi lançado pela editora Aleph, com tradução de Ulisses Teixeira e 676 páginas, nas quais apresenta personagens marcantes que prometem fazer o inferno na terra, diálogos temperados com um humor que brilha aos olhos e cenas de ação envolventes e intensas.
 
A Europa está à beira do abismo. A peste e a fome assolam a terra, criaturas sobrenaturais espreitam em cada sombra, príncipes gananciosos não dão a mínima para nada além das próprias ambições. E os elfos estão voltando, prontos para devorar quem se puser em seu caminho. Isso é certo.

É nesse cenário que um desafortunado sacerdote deve se juntar a uma congregação de assassinos impenitentes, de praticantes das Artes das Trevas e de monstros condenados. Tudo em prol de uma causa maior: proteger uma ladra enquanto se dirigem a Troia, colocá-la no trono imperial e unir a Santa Igreja contra o apocalipse que se avulta pelo continente.

A vocação sagrada por vezes requer atos profanos. Quando se está passando pelo inferno, o melhor então é que os demônios estejam ao seu lado.

Uma nova fantasia infantojuvenil inicia sua jornada

Entre as estreias do mês, destaca-se o primeiro volume de uma fantasia infantojuvenil com um universo rico em possibilidades e personagens carismáticos. A obra tem potencial para conquistar tanto leitores jovens quanto adultos que apreciam histórias repletas de imaginação.

A Magia Perdida de Sparrow Xia (The Missing Magic of Sparrow Xia) de Leia Ham, publicado originalmente em junho de 2019, foi lançado pela editora Faro Editorial, com tradução de Nathália Rondán e 272 páginas, nas quais apresenta o início de uma aventura épica sobre amizade, autodescoberta e a força mágica que se revela nos lugares mais inesperados.
 
Uma Corrida contra o tempo para salvar o que há de mais precioso: A Própria Magia.

Para Sparrow Xia, o poder se parece com fogo: faíscas incandescentes dançando na ponta dos dedos ou as chamas ardentes que seu irmão Ainsley domina com maestria. Em um mundo onde a magia floresce apenas nas crianças e desaparece na vida adulta, ser uma rara maga do fogo deveria lhe dar todas as vantagens. No entanto, Sparrow se sente uma fraude. Sua magia é tão fraca que ela mal consegue produzir mais que a chama de um fósforo. Entrar na Academia Zenith é sua última chance de transformar aquela fagulha insignificante em algo poderoso, algo especial. 

Enquanto Sparrow luta para dominar seu dom, uma doença misteriosa começa a se infiltrar na escola, drenando silenciosamente a magia dos alunos. Junto com seus novos amigos, ela embarca na busca por uma cura ― e descobre que, quando a magia significa poder, algumas pessoas estão dispostas a medidas extremas e cruéis para mantê-la sob controle.

Clássico da literatura mundial em edições de luxo

Para os colecionadores e admiradores da literatura clássica, junho traz novas edições especiais de três obras fundamentais da literatura mundial. Com acabamento de luxo e projetos gráficos de alta qualidade, essas versões valorizam textos que atravessaram gerações e continuam influenciando leitores e escritores em todo o mundo. Além de serem excelentes opções para presentear aqueles que desejam revisitar grandes obras ou conhecê-las pela primeira vez.

O primeiro deles é um dos romances mais ambiciosos e eletrizantes da literatura mundial, que transforma o mar no palco de luta, redenção e transformação agora em uma edição bolso de luxo lançada pela editora Companhia das Letras. Como parte da coleção “Clássicos Zahar”, Moby Dick, ou a baleia de Herman Melville, publicado originalmente em 1851, conta com apresentação de Ligia Gonçalves Diniz, tradução de Bruno Gambarotto, capa dura e 872 páginas.
 
Qual é o limite da busca por vingança na caça a uma baleia que parece guardar os segredos e mistérios de um mundo que, cada vez mais, é desbravado e conquistado pela força humana? Neste clássico de Herman Melville, embarcamos no baleeiro Pequod, de Ahab, o capitão sanguinário e ensandecido, que conduz uma perseguição brutal e trágica, arrastando consigo tripulantes de diferentes nacionalidades e etnias a seguir sua obsessão: matar a baleia branca que o feriu.

Em meio a tanto desvario, cabe a Ismael, narrador e sobrevivente, dar sentido e forma a esta história que ultrapassa uma simples caçada. Moby Dick imprime contornos filosóficos e sensíveis a uma jornada que revela a vulnerabilidade, o medo, o delírio dos homens e, sobretudo, a consciência crítica que é capaz de emergir em meio à ânsia de dominação da natureza. 

Um dos maiores clássicos da ficção científica também ganhou uma nova edição lançada pela selo Medo Clássico da editora Darkside Books. Inicialmente publicado no formato seriado de folhetim e depois reunido num único volume em 1897, O Homem Invisível (The Invisible Man) é o quarto romance de ficção especulativa da prolífica carreira de H. G. Wells. Esta edição em capa dura conta ainda com ilustrações inéditas de Elena Bueno Ventura, tradução de Reinaldo José Lopes e 272 páginas.

Um homem misterioso chega a uma pousada numa pacata vila inglesa durante uma tempestade de neve. Ele usa luvas, chapéu de abas largas, um casaco de mangas compridas, e seu rosto está totalmente coberto por ataduras, exceto por uma prótese no nariz. Recluso e introvertido, passa a maior parte do tempo em seus aposentos, trabalhando com produtos químicos e aparelhos de laboratório. Sua única exigência é que o deixem em paz.

Enquanto o estranho se enclausura em seus experimentos, a vila passa a girar em torno de sua presença inquietante. Há algo errado, algo que ninguém consegue nomear, mas todos conseguem sentir. O que parecia apenas excentricidade logo se revela algo muito mais inquietante e pode trazer consequências tão imprevisíveis quanto perigosas.

Junto com os clássicos A Máquina do Tempo e A Ilha do Doutor Moreau, O Homem Invisível ajudou a consagrar o autor H. G. Wells como um dos mestres da ficção científica moderna, lido, comentado e adaptado há mais de um século. Notável por sua inventividade, suspense e nuances psicológicas, sua obra continua a cativar os fãs de ficção científica hoje, assim como fez com o público leitor há mais de cem anos. 

Já o clássico Don Juan do poeta Lord Byron, publicado originalmente em 1819, ganha sua primeira tradução integral para a língua portuguesa em comemoração ao bicentenário do poeta. O livro, lançado no país pela editora Autêntica, conta com tradução de Lucas Zaparolli de Agustin, capa dura e 688 páginas.

Para Byron, só se vive uma vez. Por isso, cultivou a liberdade acima de tudo. Quando se tornou o poeta mais famoso da época, celebridade e estilo de vida, alguns anos antes de sua morte como herói na Grécia, decidiu criar uma obra além do bem e do mal. Assim, adotando um dos personagens mais icônicos da modernidade, o mito de Don Juan, elaborou um poema único, um épico que aborda os mais diversos temas, ora de forma satírica, ora filosófica, e sempre irônica. 

Na verdade, a narrativa, o enredo e o personagem são pano de fundo para a voz byroniana que narra a história, a qual se aproveita do conto para tecer uma camuflada autobiografia do poeta e para brindar seus amigos, criticar seus desafetos, satirizar versos alheios, ironizar os costumes das nações pelas quais o ingênuo Juan passa impelido pelas vicissitudes do destino como marionete do narrador, com seu gênio sapiencial e cômico. 

Byron via esta sua obra-prima como uma aurora boreal versificada, por conter todas as cores e ser infinita em sua intensidade e em sua incompletude.

Mistérios e thrillers em edições especiais

Os  fãs de thrillers modernos e romances policiais clássicos também encontrarão novidades nas livrarias, com o lançamento de um novo suspense e das novas edições de três clássicos do mistério, que destacam o legado de autores responsáveis por moldar o gênero como o conhecemos hoje.

Um dos livros de suspense mais esperados do ano é o mais novo lançamento do autor best-seller Stuart Turton (As Sete Mortes de Evelyn Hardcastle). Numa mistura de mistério e distopia, O Último Assassinato no Fim do Mundo (The Last Murder at the End of the World), publicado originalmente em março de 2024, chega às livrarias pela editora Astral Cultural, com tradução de João Rodrigues e 336 páginas, nas quais Em a humanidade será extinta em 107 horas … a menos que eles descubram quem cometeu o último assassinato no fim do mundo.

Após uma névoa mortal se espalhar pelo planeta e destruir tudo em seu caminho, apenas uma pequena ilha na Grécia se mantém intocada. Nela, cento e vinte dois aldeões e três cientistas são o que resta da humanidade.

Protegidos por um sistema de segurança que os blinda da névoa, os aldeões vivem em pacífica harmonia: pescam, cultivam e festejam, sempre seguindo à risca o que os cientistas mandam. Até que uma das cientistas é brutalmente assassinada a facadas e sua morte acaba por desativar a barreira que protegia a ilha.

Agora, eles têm poucos dias para solucionar o mistério em torno do crime e restabelecer a blindagem de proteção. Mas a mesma falha que desativou o sistema de segurança também apagou a memória de todos sobre o que aconteceu na noite anterior, o que significa que alguém na ilha é o assassino ― e talvez nem sequer saiba disso. Enquanto isso, a névoa mortal se aproxima cada vez mais… 

Já a editora Rocco lança o oitavo volume da série “Cormoran Strike” de Robert Galbraith, que leva a história de Strike e Robin a outro nível. O Homem Marcado (The Hallmarked Man), publicado originalmente em setembro de 2025, foi lançado no país com 960 páginas e tradução de Edmundo Barreiros e Ryta Vinagre.

Um corpo desmembrado é encontrado no cofre de uma loja de prataria. Inicialmente, a polícia supõe se tratar de um ladrão conhecido, mas nem todos acreditam nessa teoria, principalmente Decima Mullins, que pede ajuda ao detetive Cormoran Strike. Ela tem certeza de que o cadáver encontrado no cofre é do seu namorado, que desapareceu repentina e misteriosamente.

No entanto, quanto mais Strike e sua sócia, Robin Ellacott, investigam o caso, mais enigmático ele fica. O estabelecimento não é uma loja qualquer: ele está localizado ao lado do Freemasons’ Hall e é especializado em prataria maçônica. Além disso, o ladrão e o namorado de Decima não são os únicos que se encaixam na descrição do morto misterioso: a investigação revela que há outros homens com o perfil que procuram.

Conforme o caso fica mais complicado e perigoso, Strike encara outro dilema: Robin parece cada vez mais comprometida em seu relacionamento com o agente de investigação criminal Ryan Murphy, mas o impulso de Strike de se declarar à sócia se torna cada vez mais urgente.

Seguindo a linha do mistério e do suspense, a editora HarperCollins Brasil lançou mais uma edição do seu “Clube do Crime”, coleção que resgata clássicos inéditos ou pouco conhecidos de suspense e mistério. O Tigre na Neblina (The Tiger in the Smoke), publicado originalmente em 1952, conta com tradução de Marina Vargas, capa dura, e 269 páginas, nas quais apresenta o 14º volume da série policial Albert Campion, a obra-prima de uma das Rainhas do Crime da Era de Ouro da ficção policial, a autora Margery Allingham.

Em uma Londres pós-Segunda Guerra, onde a neblina encobre segredos e traumas, Meg Elginbrodde, prestes a se casar, vê seu futuro ameaçado quando passa a receber fotografias perturbadoras de seu ex-marido, dado como morto durante a guerra.

Ao buscar ajuda do detetive Albert Campion, ela e seu noivo se veem cada vez mais envolvidos em uma teia de mistérios e perigos, enquanto um psicopata conhecido como “Tigre” espalha terror pelas ruas londrinas. Em meio a sequestros, perseguições e assassinatos, Campion mergulha em uma investigação que expõe não apenas a verdade por trás dos eventos, mas também as feridas morais de uma sociedade marcada pela guerra.

Um dos maiores clássicos da literatura de mistério, O tigre na neblina é um retrato psicológico brilhante de uma cidade fragilizada, onde o mal pode assumir formas inesperadas e se esconder onde menos se espera.

Há ainda a nova edição do clássico mundial do suspense que deu origem ao filme de Alfred Hitchcock, escrito pela dupla francesa Pierre Boileau e Thomas Narcejac. Vertigo: Um Corpo que Cai (D'entre les Morts), publicado originalmente em 1954, foi lançado no país pela editora DarkSide Books, com capa dura, tradução de Fernando Paz e 160 páginas, nas quais apresenta uma narrativa que avança como uma espiral: cada nova camada mexe com a possibilidade de encontrar, enfim, a verdade.

Um homem é contratado para vigiar a esposa de um velho amigo. À primeira vista, não há motivo. Nenhuma doença. Nenhuma traição. Nenhuma explicação plausível. Ainda assim, algo escapa. Silêncios súbitos, olhares que se perdem, a sensação inquietante de que aquela mulher luta com algo interno. A vigilância ganha peso, a rotina se distorce. Aos poucos, o olhar de quem investiga deixa de ser confiável e se transforma em obsessão.

A DarkSide® Books resgata este grande clássico do suspense em uma edição especial capaz de gerar vertigem em todos os colecionadores obcecados por livros. Uma obra que se tornou referência mundial no gênero conduzindo o leitor por um território instável, onde percepção e desejo se contaminam o tempo todo. Os autores franceses Pierre Boileau e Thomas Narcejac redefiniram o suspense psicológico ao deslocar o mistério do crime para a mente, do fato para a percepção.

Foi nessa atmosfera densa e perturbadora de Vertigo: Um Corpo que Cai que Alfred Hitchcock extraiu a matéria-prima para um dos seus filmes mais populares. Em Vertigo (1958), com James Stewart e Kim Novak, o diretor mergulha em temas que atravessam toda a sua obra ― o controle, a idealização, o desejo de reconstruir alguém à própria imagem ― e os leva ao limite.

Uma coletânea para fãs de Ficção Científica

Entre os lançamentos do mês está uma coletânea de ficção científica, que reúne dez contos do autor chinês do best-seller mundial “O Problema dos Três Corpos”, Cixin Liu. Cada história de Terra à Deriva (The Wandering Earth), publicada originalmente em julho de 2000, revela o poder e a fragilidade da humanidade diante do cosmos. 

Com imaginação grandiosa e rigor científico, Cixin Liu transforma o futuro em uma odisseia de ideias e emoções que redefinem o que significa sobreviver ― e sonhar ― diante do universo, numa edição lançada pela editora Suma, com 360 páginas e tradução de Leonardo Alves.

Ao coletar dados do Sol, astrofísicos descobrem que o interior da estrela está se transformando e, dentro dos próximos quatrocentos anos, irá explodir de forma violenta, engolindo a Terra. A solução? Construir doze mil turbinas de tamanho inimaginável em toda a Ásia e América do Norte, com a função de primeiro refrear o movimento de rotação do planeta para, a seguir, tirá-lo de órbita. A ideia ― e ponto de partida de “Terra à deriva”, conto que abre este volume ― é fugir do Sistema Solar rumo a Proxima Centauri, a “apenas” 4,3 anos-luz de distância, não em naves, mas carregando o próprio planeta consigo.

Nas histórias de Cixin Liu, catástrofes e feitos de tecnologia costumam ser surpreendentes, e também colossais. Em “Montanha”, uma nave alienígena de “massa equivalente à da Lua”, suga o mar com sua força gravitacional, na “cena mais aterradora, impressionante e magnífica jamais vista pela humanidade”. Já “Sol da China” narra a história de um limpador de janelas que verá seu destino se alterar radicalmente ao ser apresentado ao projeto de um enorme satélite de espelhos, “o maior projeto de engenharia ecológica desde a Grande Muralha Verde”, criado para controlar o clima planetário.

Na obra de Cixin Liu, a ciência e a tecnologia são ferramentas de progresso e destruição; os contatos extraterrenos trazem surpresa ou morte. Mas, em todas as narrativas, a dimensão humana é seu principal motor: seus personagens são impetuosos e frágeis, capazes de amar e de cometer erros, e ditam os destinos dessas histórias fantásticas.

Um guia pelos bastidores da animação japonesa

Fechando a lista de destaques, junho apresenta uma nova obra de não-ficção que guia os leitores em uma jornada pelas histórias, ideias e inspirações por trás dos filmes de um dos visionários mais influentes do cinema, o cineasta japonês Hayao Miyazaki, que cativou o público em todo o mundo com sua emoção, arte e personagens inesquecíveis.

Os Mundos de Hayao Miyazaki (The Worlds of Hayao Miyazaki) de Nicolas Rapold, publicado originalmente em setembro de 2025, foi lançado no país pela editora Belas Letras em uma edição de luxo em capa dura, com design e papéis inspirados na arte japonesa, com centenas de imagens, tradução de Nathalia Andres Rondan e 224 páginas, nas quais explora a rica mistura de influências culturais, históricas e artísticas que moldaram sua narrativa.

Com uma visão aprofundada de seu processo, linguagem visual e temas recorrentes – incluindo natureza, vôo, infância, resistência e renovação, "Os Mundos de Hayao Miyazaki" oferece aos fãs e cinéfilos uma compreensão mais profunda da imaginação por trás da magia. Do folclore japonês e memórias de infância à arquitetura europeia, cinema clássico e comentários políticos, ele revela como a visão profundamente pessoal de Miyazaki criou mundos em camadas que parecem fantásticos e baseados na realidade. 

O cineasta, diretor e artista de anime japonês Hayao Miyazaki é considerado como o "padrinho da animação", com uma produção cultural e um nível de influência que rivalizam com os de Walt Disney. Em 1985, ele cofundou o Studio Ghibli, o estúdio de animação de maior sucesso do Japão, e dirigiu a grande maioria de suas produções mais notáveis.

Seus muitos filmes incluem Meu Vizinho Totoro (1988), A Viagem de Chihiro (2001), O Castelo Animado (2004) e Ponyo (2008), cada um deles um enorme sucesso cult dentro e fora do Japão – A Viagem de Chihiro ainda é o filme de maior bilheteria da história do cinema japonês, além de ter recebido o Oscar de Melhor Filme de Animação.

Mangás populares ganham novos volumes

Os fãs de mangás têm motivos de sobra para comemorar. Junho marca a chegada de seis novos volumes de séries que já conquistaram um público fiel, ampliando tramas repletas de ação, emoção, romance, aventura e personagens inesquecíveis. Para quem acompanha essas histórias desde o início, os novos capítulos lançados pelas editoras JBC, Galera e Panini, prometem momentos decisivos e revelações surpreendentes.

Entre os títulos mais aguardados está o primeiro volume da edição Omnibus de City Hunter de Tsukasa Hojo, o segundo volume de A Noiva do Clã Kyogane de Anju Hino, o quarto volume de Minha história de amor com Yamada-kun nível 999 de Mashiro, o décimo sexto volume de Kusuriya no Hitorigoto - Diários de uma Apotecária de Itsuki Nanao, o volume vinte e nove de Missão: Família Yozakura de Hitsuji Gondaira, e os volumes vinte um e vinte dois de A Heroica Lenda de Arslan de Hiromu Arakawa e Yoshiki Tanaka.

Assim, esses são os lançamentos do mês que mais me chamaram a atenção. Mas e você, quais são os lançamentos que está mais ansioso para ler? Me conta nos comentários.

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