Mais do que uma data comemorativa, o Dia Internacional do Livro Infantil, comemorado em 2 de abril, é um movimento global que reforça o direito fundamental de toda criança ao acesso à leitura.
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Criada em homenagem ao aniversário do autor dinamarquês Hans Christian Andersen, considerado o pai dos contos de fadas, a data foi instituída, em 1967, pela International Board on Books for Young People (IBBY), uma organização sem fins lucrativos que representa uma rede internacional de pessoas com a missão de inspirar o amor pela leitura nos mais jovens, e chamar a atenção para os livros infantis.
Estudos mostram que o contato com livros desde cedo contribui para o desenvolvimento da linguagem e vocabulário, o estímulo à imaginação e criatividade, a formação de senso crítico e o fortalecimento de vínculos afetivos. Assim, ao incentivar o contato com histórias diversas, a IBBY promove não apenas o prazer da leitura, mas também a construção de um mundo mais empático, criativo e conectado.
Estudos mostram que o contato com livros desde cedo contribui para o desenvolvimento da linguagem e vocabulário, o estímulo à imaginação e criatividade, a formação de senso crítico e o fortalecimento de vínculos afetivos. Assim, ao incentivar o contato com histórias diversas, a IBBY promove não apenas o prazer da leitura, mas também a construção de um mundo mais empático, criativo e conectado.
Portanto, celebrar essa data e os livros infantis, também chamados de livros ilustrados, é, acima de tudo, investir no futuro — página por página!
Principais celebrações
Em 2026, diversos países organizam eventos especiais para marcar a data. Entre as principais ações destacam-se: Feiras e festivais dedicados à literatura infantil, sessões de leitura coletiva de livros infantis em bibliotecas, escolas e centros culturais, muitas vezes com a participação de autores, ilustradores ou atores, apresentações teatrais de adaptações de clássicos infantis, campanhas de doação de livros à comunidades com menos recursos, e oficinas criativas, nas quais as crianças são convidadas a criar suas próprias histórias, ilustrações e personagens, estimulando a criatividade e o vínculo com a leitura.
Pais, educadores, instituições, e leitores de todas as idades também podem se envolver de diversas maneiras. Participando de eventos locais, organizando momentos de leitura em casa ou na escola, compartilhando histórias nas redes sociais com as hashtags da campanha (#ICBD2026) e sugerindo livros de diferentes culturas e países, incentivando a leitura dos livros infantis.
Uma mensagem especial
Como ocorre todos os anos, para celebrar o Dia Internacional do Livro Infantil, a IBBY escolheu um tema e convidou um proeminente autor de um dos seus países membros para escrever uma mensagem de incentivo à leitura para as crianças do mundo inteiro, que é acompanhada por um cartaz, especialmente, criado para esta data por um famoso ilustrador, também do país anfitrião.
Com o tema "Plante histórias e o mundo florescerá", o país convidado deste ano é Chipre (Cyprus), oficialmente República de Chipre, um país insular no leste do Mar Mediterrâneo, sendo representado pela ilustradora Sandra Elephteriou, e pela autora e poeta Elena Perikleous. Juntas, elas celebram o poder das histórias, dos livros e da leitura para inspirar mudanças, e clamam por um mundo mais verde e gentil.
Plante histórias e o mundo florescerá
Era uma vez uma criança que desejava viver melhor que os heróis dos contos de fadas – que só depois viviam felizes para sempre.
A criança cresceu e mudou, leu e se transformou. Em Dom Quixote, lutando contra moinhos de vento? Em Alice, trazendo maravilha à vida? Em Robin Hood, salvando as florestas? Num lobo, a formar alcateias que uivam à lua.
Anos se passaram, mas o mundo permaneceu intocado pela mudança outrora sonhada. Contudo, a criança conseguiu construir um mundo totalmente novo dentro de um pátio com jardim, repleto de tudo aquilo que era caro ao coração.
Mais anos se passaram.
E enquanto os livros sussurravam sabedoria à alma, a criança soube o que precisava ser feito.
Quando chegou o outono, a terra foi arada e as sementes foram plantadas.
O inverno chegou.
A criança esperou pacientemente que a camada branca derretesse, confortada pela companhia dos livros cúmplices.
Então chegou a primavera. Folhas tenras brotaram dos caules.
Os troncos engrossaram, os galhos se alongaram, os botões desabrocharam.
A alma da criança floresceu, repleta de cores e aromas.
E o verão?
Era a época dos barcos, veleiros, balões de ar quente, bicicletas... a época de viajar para lugares distantes!
Agora a criança sabia — sem sombra de dúvida: este era o caminho para mudar o mundo: tornando-se uma semeadora.
Um plantador de histórias mágicas, semeando palavras, cultivando imagens, colhendo maravilhas, regando a imaginação.
E assim as histórias começaram a crescer e se espalhar.
E então? A criança, adornada com amor, presenteava a quem passava com buquês — buquês de paz, esperança, força e fé no impossível. Buquês de pequenos milagres, para cada um deles.
Toda primavera, no dia dois de abril, as histórias que a criança havia semeado incendiavam o mundo com flores.
Ah, e por meio das oficinas de jardinagem, a sabedoria da colheita era transmitida a jovens e idosos.
E o jardim da criança se tornou o Jardim da Esperança, o pátio, o Pátio das Maravilhas, pois o mágico sempre se mantinha firme — desenrolando fios vermelhos de histórias ao vento.
- Despina Pirketti
Saiba mais no site oficial do IBBY (em inglês).
Feliz Dia Internacional do Livro Infantil, leitores! ٩(^ᗜ^ )و ´-






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