Chegou o momento de conhecermos os melhores filmes do ano, que conquistaram seu lugar na maior e mais importante premiação do cinema internacional, o Oscar. 


Comemorando sua 97ª edição, a premiação deste ano, apresentada pelo comediante Conan O'Brien, contou com diversos filmes baseados em livros concorrendo a inúmeras categorias do Oscar, em especial, a categoria de Melhor Roteiro Adaptado, criada para os longas-metragens baseados tanto em livros, quanto em peças de teatro, musicais, histórias em quadrinhos, e até mesmo em parques temáticos, como o filme “Piratas do Caribe”.

Os Indicados

Os roteiros adaptados partem de histórias que tem uma maior aceitação em outras mídias, embora não sejam sempre baseadas em um livro. Como é o caso de “Sing Sing” que, embora não seja inspirado em uma obra literária, também concorreu à categoria de Melhor Roteiro Adaptado. Tendo sido baseado em um artigo da Esquire de John H. Richardson intitulado “The Sing Sing Follies (A Maximum Security Comedy)” sobre o programa Rehabilitation Through the Arts da prisão de segurança máxima de Sing Sing.

Concorrendo a 03 categorias no Oscar, incluindo a de Melhor Ator (Colman Domingo) e Melhor Canção Original ("Like a Bird" de Abraham Alexander e Adrian Quesada), o filme dirigido por Greg Kwedar, que assina o roteiro com Clint Bentley, narra a história de um grupo de presidiários envolvidos na criação de espetáculos teatrais por meio de um programa de reabilitação.


Já o controverso “Emilia Pérez”, dirigido por Jacques Audiard, que assina o roteiro em colaboração com Thomas Bidegain, Léa Mysius e Nicolas Livecchi, foi adaptado de uma ópera de mesmo nome que foi inspirada no romance “Écoute” de Boris Razon. Com 13 indicações ao Oscar, incluindo Melhor Filme, Melhor Direção e Melhor Atriz (Karla Sofía Gascón), o filme musical de comédia criminal levou para casa as estatuetas de Melhor Atriz Coadjuvante (Zoe Saldaña) e Melhor Canção Original com “El Mal” de Clément Ducol and Camille.


Com direção de RaMell Ross, que também é responsável pelo roteiro junto com Joslyn Barnes, “Nickel Boys” recebeu duas indicações ao Oscar, incluindo a de Melhor Filme. Baseado no livro homônimo de Colson Whitehead, vencedor do Prêmio Pulitzer de Ficção 2020, o longa-metragem de drama histórico narra a amizade e a transformação de dois adolescentes negros em um reformatório juvenil.


Indicado a oito Oscars, incluindo a de Melhor Filme, Melhor Direção e Melhor Ator (Timothée Chalamet), Melhor Ator Coadjuvante (Edward Norton) e Melhor Atriz Coadjuvante (Monica Barbaro), “Um Completo Desconhecido” dirigido por James Mangold, que também coescreveu o roteiro com Jay Cocks, é um filme biográfico musical inspirado no livro de não-ficção “Dylan Elétrico: do Folk ao Rock” de Elijah Wald, que é ambientado na década de 1960 e aborda o início da carreira do ícone da música, Bob Dylan.


E o Oscar foi para...

Com direção de Edward Berger e roteiro de Peter Straughan, o longa-metragem britânico-estadounidense conquistou o Oscar deste ano na categoria de Melhor Roteiro Adaptado. Com oito indicações ao Oscar, incluindo a de Melhor Filme e Melhor Ator (Ralph Fiennes), “Conclave” é baseado no romance do escritor Robert Harris, que narra a história do Cardeal Lawrence, que é encarregado de liderar um dos eventos mais secretos e antigos do mundo, a seleção de um novo Papa, que o coloca no centro de uma conspiração que pode abalar os próprios alicerces da Igreja.


Já o grande vencedor da noite foi “Anora”, que concorreu a seis Oscars e levou para casa cinco estatuetas, incluindo a de Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Atriz (Mikey Madison), Melhor Roteiro Original e Melhor Montagem. O que levou o cineasta Sean Baker a alcançar um feito inédito na história do Oscar, sendo o primeiro a vencer em quatro categorias com o mesmo filme.

Mais Adaptações

Desde grandes clássicos da literatura a famosas histórias infanto juvenis, várias outras adaptações também concorreram ao Oscar deste ano, como o filme brasileiro dirigido pelo cineasta Walter Salles (Central do Brasil) com roteiro adaptado por Murilo Hauser e Heitor Lorega. “Ainda Estou Aqui”, inspirado no livro homônimo de não ficção escrito por Marcelo Rubens Paiva, teve três indicações ao Oscar incluindo Melhor Filme e Melhor Atriz (Fernanda Torres), levando para casa a estatueta de Melhor Filme Internacional.

Com direção de Jon M. Chu e roteiro de Winnie Holzman e Dana Fox, o longa “Wicked: Parte Um” é a adaptação do musical homônimo de Stephen Schwartz e Holzman, que por sua vez foi baseado no romance “Wicked” de Gregory Maguire, uma releitura do clássico “O Mágico de Oz” de L. Frank Baum. Com 10 indicações ao Oscar, incluindo nas categorias de Melhor Filme, Melhor Atriz (Cynthia Erivo), Melhor Atriz Coadjuvante (Ariana Grande) e Melhor Trilha Sonora Original (John Powell and Stephen Schwartz), tendo vencido na categoria de Melhor Figurino (Paul Tazewell) e Melhor Design de Produção.

Dirigido pelo aclamado cineasta canadense Denis Villeneuve, a superprodução “Duna: Parte 2”, inspirada na obra do renomado autor Frank Herbert, também concorreu ao Oscar em cinco categorias, incluindo a de Melhor Filme, Melhor Fotografia, Melhor Design de Produção e Melhor Som, levando para casa a estatueta de Melhores Efeitos Especiais. Sendo que, outro clássico da ficção científica que concorreu a categoria foi “Planeta dos Macacos: O Reinado”, o quarto filme do reboot da franquia, dirigido por Wes Ball e com roteiro de Josh Friedman, inspirado no romance do autor francês Pierre Boulle.

Concorrendo a quatro categorias, incluindo Melhor Fotografia, Melhor Figurino, Melhor Maquiagem e Penteado, e Melhor Design de Produção temos “Nosferatu” escrito e dirigido pelo cineasta Robert Eggers. O filme é uma releitura de terror gótico checo-americano do clássico longa-metragem expressionista mudo “Nosferatu, eine Symphonie des Grauens” (1922), que por sua vez é uma adaptação do romance “Drácula” de Bram Stoker. Também concorreu ao Oscar na categoria de Melhor Documentário, “Quatro Paredes” escrito e dirigido pela jornalista Shiori Ito, também autora do livro de memórias “Black Box”, no qual o documentário é baseado.

Já nas categorias de Melhor Animação e Melhor Trilha Sonora Original concorreu o longa “Robô Selvagem” escrito e dirigido por Chris Sanders, e baseado na série de livros infanto juvenis de Peter Brown. Falando em animação, inspirado no livro ilustrado coreano,  “Magic Candies”,  dirigido por Daisuke Nishio e escrito por Baek Hee-na também recebeu uma indicação na categoria de Melhor Curta Animado.

Assim, em meio a discursos emocionados, homenagens comoventes, incríveis performances musicais e belíssimas apresentações, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas comemorou em grande estilo a sua 97ª edição.

Confira a lista completa dos indicados e vencedores do Oscar 2025 no seu site oficial.
Mais um ciclo que se encerra em meio a uma onda de calor, pancadas de chuvas, aniversários, livros novos, poucas leituras, alguns inconvenientes, uma pequena dose de depressão e um pudim de leite para adoçar um pouco a vida. 


Nada de muito excitante aconteceu em fevereiro, embora tenha sido o mês do meu aniversário. Assim, não tenho muito o que compartilhar aqui, além do fato de que estou cinco livros adiantada na minha meta de leitura e consegui concluir três leituras do meu projeto “Zero TBR”. Também consegui resistir aos lançamentos do mês, apesar de ter adquerido as sequências de um mangá e de uma série de livros que estou lendo no momento, o que não interfere no meu desafio Read What You Own.

Agora, vamos as leituras de fevereiro!

Comecei o mês finalizando a leitura do sexto volume da coleção Peanuts Completo de Charles M. Schulz. Uma coletânea com as tiras de banda desenhada publicadas de 1961 a 1962, que mostram a amizade, as brigas, e o companheirismo da turma de Charlie Brown e seu fiel companheiro Snoopy, que é sem dúvida o meu personagem preferido junto com o Linus.

Logo depois li o quadragésimo quarto livro do meu projeto “Zero TBR”, o primeiro volume da versão light novel de O Único Destino dos Vilões é a Morte de Gwon Gyeoeul, que narra os eventos dos três primeiros volumes do mangá com a minha vilã preferida, Penelope Eckhart. Amei quase tanto quanto o mangá, que pelo que pude constatar é uma adaptação bem fiel a obra.
Deixando o reino da fantasia decidi me aventurar pelo espaço com o trigésimo primeiro eBook do meu projeto “Zero TBR”, a space opera The Tea Master and the Detective de Aliette De Bodard. Uma história curta que se passa no universo Xuya, que mistura mistério e ficção científica em um mundo muito bem construído, porém com uma narrativa um pouco monótona.

Voltando ao universo dos quadrinhos, eu li Astronauta: Convergência de Danilo Beyruth, o último volume do primeiro grande arco de histórias do clássico personagem de Mauricio de Sousa no selo Graphic MSP, que apresenta incríveis releituras dos personagens que conheço e amo desde a infância.

Terminei o mês mergulhando na mitologia africana, com o quadragésimo quinto livro do meu projeto “Zero TBR” e o décimo oitavo do desafio r/Fantasy, uma história cheia de magia e mistério sobre amizade, superação e como achar seu lugar no mundo. Bruxa Akata de Nnedi Okorafor é o primeiro volume de uma trilogia que não sei se vou continuar, pois apesar de sua premissa interessante e uma ótima construção de mundo e sistema mágico, o desenvolvimento dos personagens deixou um pouco a desejar.

Resumindo, fevereiro foi mais um mês quente e cansativo, que apesar de ser o mais curto do ano passou se arrastando em meio a 1.215 páginas repletas de magia, aventura, mistério e uma boa dose de humor. Sem dúvida, este não foi um dos meus melhores meses, mas pelo menos fiz algum progresso nos meus projetos e desafios de leitura. Além disso, estou animada com a chegada de março, do outono, e das minhas maratonas de leitura preferidas, Middle Grade March e March Mystery Madness.

Mas, como foi o seu fevereiro? Você leu algum livro interessante? Ou completou mais um ano de vida? Eu adoraria ouvir mais sobre isso nos comentários!
Ó abre alas que os lançamentos de fevereiro estão chegando junto ao Carnaval para a alegria dos foliões, que curtem um bom livro no feriado! 


Entre eles quatro famosos mangás, um romance de estreia cheio de magia, aventura e romance, a mais nova edição de um clássico da ficção científica, o primeiro thriller independente do autor da série policial da Detetive Erika Foster, a mais nova edição em capa dura de um clássico do mistério, e um suspense sombrio ambientado em um hotel de luxo. Lembrando que todos esses livros estão disponíveis em versão física e digital na Amazon.

Sem mais demora, vamos a lista.

Em fevereiro, a editora Astral Cultural lançou o best-seller do Sunday Times, “O Livro das Portas” (The Book of Doors), do autor Gareth Brown. O romance de estreia do autor, publicado originalmente em fevereiro de 2024, conta com tradução de Luiza Marcondes e 384 páginas, nas quais apresenta um fascinante mundo de fantasia contemporânea.

Cassie Andrews leva uma vida simples em Nova York. Ela divide um apartamento com sua melhor amiga e tem um trabalho do qual gosta, em uma livraria. Mas, ainda assim, desde que perdeu o avô, ela sente que falta alguma coisa em sua vida tão pacata…

É quando um de seus clientes favoritos lhe deixa um livro incomum de presente, cheio de escritas estranhas, desenhos misteriosos e uma única frase como instrução na primeira página: Este é o Livro das Portas. Segure-o, e qualquer porta será todas as portas.

O que Cassie está prestes a descobrir é que o Livro das Portas é um livro mágico, que concede a quem o possui o incrível poder de ir e vir a todos os lugares possíveis, apenas ao visualizar o local em sua mente. E mal sabe ela que existem outros livros que podem ser tão incríveis quanto, assim como podem desencadear coisas terríveis se caírem nas mãos de pessoas erradas.

De repente, Cassie é confrontada pela violência e pelo perigo, e a única pessoa que parece poder ajudá-la é o misterioso Drummond Fox, um homem que aparenta saber quase tudo a respeito desses livros. Agora, unidos pelo mesmo objetivo de se manterem vivos, Cassie e Drummond vão precisar usar todo o tempo ― e livros ― a seu favor para derrotar alguém que quer reunir todos os livros mágicos para mergulhar o mundo no mais profundo sofrimento.

Já a editora Aleph lançou a mais nova edição de um clássico da ficção científica dos autores russos Boris & Arkady Strugatski. “Piquenique na Estrada” (Roadside Picnic), publicado originalmente em 1972, conta com tradução de Tatiana Larkina e 256 páginas, que se aprofundam nos limites do desejo e das mudanças humanas.

Redrick Schuhart é um stalker ― uma das poucas pessoas com coragem suficiente para entrar ilegalmente nos locais um dia frequentados por alienígenas.

Vários anos antes, os visitantes anônimos fizeram uma rápida passagem pelo planeta Terra e desde então as zonas em que transitaram são consideradas perigosas demais para se aventurar. Já que durante esse tempo na Terra, os estranhos não se deram ao trabalho de estabelecer contato com os terráqueos, e o motivo da visita nunca foi descoberto.

Disposto a encarar qualquer perigo para conseguir algum dinheiro, Redrick se embrenha nesses locais e vende o que ali encontra no mercado ilegal. Contudo, nem toda descoberta é sem consequências e cada incursão pode trazer efeitos irreparáveis para o corpo vulnerável dos humanos.

Deixando um pouco a fantasia e a ficção científica de lado vamos focar no crime, pois a editora Gutenberg lançou o primeiro thriller independente do autor best-seller internacional, Robert Bryndza. “Medo do Escuro” (Fear the Silence), publicado originalmente em julho de 2023, conta com tradução de Raquel Nakasone e 272 páginas, nas quais apresenta um suspense de tirar o fôlego.

Quando o marido de Maggie, Will, é encontrado morto a tiros em sua casa em Londres, a princípio parece um caso de invasão domiciliar. No entanto, a polícia revela que Will teria tirado a própria vida, algo que Maggie se recusa a acreditar. Consumida pelo luto e dúvidas, ela viaja para a casa de férias do casal em uma pequena ilha croata, buscando respostas.

Lá, Maggie encontra uma carta perturbadora escrita por Will, contendo pistas sobre um segredo sombrio. À medida que desvenda os mistérios, ela descobre que a morte de Will está ligada a alguém de seu passado, alguém disposto a tudo para mantê-la em silêncio.

Três podem guardar um segredo... Se dois deles estiverem mortos.

Seguindo a onda de crime, mistério e intrigas, a editora HarperCollins Brasil lançou a nova edição de mais um clássico do mistério escrito pela dama do crime, Agatha Christie. “A Extravagância do Morto” (Dead Man's Folly), publicado originalmente em 1956, conta com tradução de Ulisses Teixeira, capa dura e 224 páginas, que marcam o inusitado encontro de dois personagens criados pela rainha do crime, o famoso detetive belga Hercule Poirot, e escritora de livros de mistério, Ariadne Oliver.

Sir George e Lady Stubbs são os mais novos donos da Casa Nasse, uma propriedade histórica no interior da Inglaterra. Determinados a celebrar a aquisição do terreno, têm uma ideia brilhante: fazer uma Caça ao Assassino. E quem melhor do que a autora de livros de mistério Ariadne Oliver para ajudá-los na empreitada? 

Eles só não esperavam que a brincadeira inocente tivesse um revés sombrio e que a menina que estava fazendo o papel de “vítima” fosse encontrada assassinada… de verdade! Agora, caberá a Ariadne Oliver e ao detetive Hercule Poirot distinguir as pistas reais das falsas e encontrar o assassino verdadeiro antes que seja tarde demais.


Há ainda o mais novo thriller da autora best-seller Lucy Foley, “O Ritual da Meia Noite” (The Midnight Feast), lançado pela editora Intrínseca. Um suspense sombrio ambientado em um hotel de luxo, publicado originalmente em junho de 2023, que conta com tradução de Luciana Pádua Dias e Maria Carmelita Dias, assim como 336 páginas.

Francesca Meadows não vê a hora de inaugurar o Solar, seu novo e badalado hotel de luxo no interior da Inglaterra. A vista é um espetáculo. A piscina infinita brilha sob o céu quente de verão. A decoração é chique e sofisticada. Os hóspedes são selecionados a dedo. E a floresta centenária nos arredores do hotel traz um clima rústico à experiência.

Francesca acredita que seu novo empreendimento será um sucesso e que a grande festa de inauguração colocará o Solar nas listas de melhores hotéis do país. Ela seria capaz de tudo para alcançar o que deseja, e apenas uma coisa pode detê-la: seu passado. Bella, uma hóspede misteriosa, sabe muito bem que, por trás da fachada de mulher bem-sucedida e plena, a dona do hotel esconde segredos terríveis, e finalmente chegou a hora de eles virem à tona.

A grande inauguração pode se tornar um grande desastre. Antigos amigos e inimigos circulam entre os convidados e todos parecem estar escondendo algo. O passado invadiu a festa. E a comemoração acabará em morte.

Já quanto aos mangás, a editora JBC lançou o volume dezenove de “A Heroica Lenda de Arslan” de Hiromu Arakawa e Yoshiki Tanaka, a décima terceira edição em formato wideban de “Inu-Yasha” de Rumiko Takahashi, e o volume seis de “Yona – A Princesa do Alvorecer” de Mizuho Kusanagi. Enquanto que a editora Panini lançou o volume treze de o volume doze de “Kusuriya No Hitorigoto - Diários De Uma Apotecária” de Itsuki Nanao.
Assim, esses são os lançamentos do mês que mais me chamaram a atenção. Mas e você, quais são os lançamentos que está mais ansioso para ler? Me conta nos comentários.
Estão abertas as inscrições para a edição 2025 do Oceanos - Prêmio de Literatura em Língua Portuguesa, que irá premiar os vencedores com a quantia total de 300 mil reais. 


Há uma década com patrocínio do Banco Itaú e do Ministério da Cultura de Portugal, e o apoio do Itaú Cultural, o prêmio anteriormente conhecido como Portugal Telecom, é aberto a autores vivos de qualquer lugar do mundo, contanto que as obras concorrentes sejam de autoria única, escritas em língua portuguesa, e publicadas pela primeira vez em 2024 nas categorias romance, poesia, conto, crônica e dramaturgia.

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pela editora ou pelo autor do livro, até o dia 17 de março, pelo site oficial do evento, no qual os concorrentes devem enviar, em anexo, o livro inscrito em formato PDF, mesmo que este tenha sido publicado, originalmente, apenas em versão impressa. Não há limite de inscrições por editora ou autor.

A Premiação

Todo o processo de avaliação do concurso é acompanhado de perto pela curadoria do Prêmio formada pela pesquisadora Matilde Santos (Cabo Verde), o Diretor Geral da Biblioteca Nacional de Moçambique João Fenhane (Moçambique), a escritora e jornalista Isabel Lucas (Portugal) e o jornalista Manuel da Costa Pinto do (Brasil), com coordenação da gestora cultural e crítica literária luso-brasileira, Selma Caetano e da Doutora em Literatura Brasileira, Marise Hansen.

O prêmio tem inscrições divididas em duas listas, uma de poesia, outra de prosa (romance, conto, crônica) e dramaturgia. Livros híbridos devem ser inscritos no gênero literário predominante na obra, de acordo com os gêneros constantes do regulamento e levando em consideração que o livro será avaliado por júris específicos de prosa e poesia.

O concurso será dividido em três etapas. Na primeira o Júri de Avaliação, composto por um conjunto de profissionais de reconhecido mérito e competência no meio literário dos países membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), irá eleger os livros semifinalistas. Assim como selecionar entre seus membros, por votação, os júris subsequentes (Intermediário e Final). 

Na segunda etapa o Júri Intermediário irá selecionar as obras finalistas, enquanto que na terceira etapa o Júri Final irá eleger os dois vencedores do Oceanos – Prêmio de Literatura em Língua Portuguesa 2025, um de poesia e um de prosa e/ou dramaturgia. Sendo que os vencedores do concurso serão premiados com a quantia total de R$ 300 mil, ou seja, R$ 150 mil para cada um dos vencedores.

Saiba mais sobre o Prêmio Oceanos no seu site oficial.
Estão abertas as inscrições para um dos mais importantes e consagrados concursos literários do país, o Prêmio Sesc de Literatura, que tem como objetivo revelar novos talentos e promover a literatura nacional. 


Em sua 22º edição, o Prêmio Sesc irá contemplar apenas as obras originais, inéditas, nas categorias “Romance”, “Conto” e “Poesia”. Os vencedores terão seus livros publicados pela editora Senac Rio e receberão uma premiação em dinheiro no valor de R$ 30 mil cada. Também serão concedidas menções honrosas a trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo finalistas na premiação.

Inscrições

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas até o dia 10 de março, pelo site oficial do concurso, que é aberto a autores, maiores de 18 anos, brasileiros ou estrangeiros residentes no Brasil. Os concorrentes devem ainda enviar a obra em formato PDF, pela internet, anexada à inscrição online, cujo formulário está disponível no site.

Cada concorrente poderá participar com apenas uma obra em cada categoria, que deve ser escrita em língua portuguesa e corresponder à formatação determinada no edital do concurso. Sendo que, na primeira página do original deverá constar apenas o título, sem nenhuma indicação de autoria. As obras devem ter ainda entre 160 mil a 600 mil caracteres com espaços, caso seja um Romance, entre 100 mil e 400 mil caracteres com espaços, caso seja um livro de Contos, e deverá ter no mínimo 50 páginas e no máximo 100 páginas caso seja um Poesia.

Premiação

As obras inscritas serão avaliadas por uma Comissão Julgadora formada por escritores, jornalistas, especialistas em literatura e críticos literários, indicados pelo Sesc. O resultado, que este ano também contemplará os finalistas, será divulgado em agosto de 2025 e os vencedores serão apresentados ao público em uma cerimônia com noite de autógrafos no fim do ano.

O vencedor de cada categoria terá seu livro editado, publicado e distribuído comercialmente pela editora Senac Rio, com uma tiragem inicial de 2.000 exemplares, além da disponibilização no formato e-book e distribuição na rede de bibliotecas e escolas do Sesc, em todas as regiões do país. Os vencedores também assinarão contrato de publicação com a editora, que ficará responsável pelos termos de edição. Além de participar de bate-papos e mesas redondas em eventos culturais promovidos pelo Sesc ao longo de 2026.

Saiba mais sobre o Prêmio Sesc de Literatura no site oficial do concurso.
Estão abertas as inscrições para o evento mais tradicional dos quadrinhos no Brasil, considerado como o Oscar dos quadrinhos brasileiros, o Troféu HQMIX. 


Em sua 37° edição, o concurso é aberto a publicações em quadrinhos em suas diversas formas, formatos e mídias, como eventos, trabalhos acadêmicos, livros teóricos, e demais produções relativas às Histórias em Quadrinhos, que tenham sido lançadas no Brasil em 2024, e estejam de acordo com as Categorias do Prêmio HQMIX e suas respectivas descrições.

Sendo que nas Categorias Acadêmicas, podem concorrer Teses de Doutorado, Dissertações de Mestrado e Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC), de qualquer área de conhecimento, com tanto que o tema esteja relacionado com Histórias em Quadrinhos e Humor Gráfico, de qualquer país, e que tenham sido produzidos e defendidos no ano de 2024.

As inscrições devem ser feitas até o dia 15 de março de 2025, no site oficial do concurso, por autores ou responsáveis pelas obras, ou por editoras e representantes legais das obras. Uma Obra e seus Autores poderão ser inscritos em quantas categorias forem necessárias, desde que obedeçam às definições descritas no edital, e paguem a taxa de inscrição no valor de R$35,00 por categoria.

Os inscritos serão analisados por um júri de especialistas na área que escolherão cerca de dez indicados para cada categoria. Após as indicações, haverá uma votação nacional por profissionais da área de quadrinhos no Brasil. A Obra vencedora em cada Categoria receberá um único troféu HQMIX, independentemente do número de autores ou responsáveis por sua realização.

Organizado pela Associação dos Cartunistas do Brasil (ACB) e pelo Instituto do Memorial de Artes Gráficas do Brasil (IMAG), o Troféu HQMIX foi criado em 1988 pelos cartunistas Jal e Gual, com a finalidade de premiar e divulgar a produção de Histórias em Quadrinhos, Cartuns, Charges e Artes Gráficas como um todo no Brasil. 

Saiba mais sobre o concurso no site oficial do Troféu HQMIX.
As primeiras páginas do ano foram marcadas pelo verão, chuvas ocasionais e um calor intenso, e, é claro, pelo inicio da minha missão de um ano de ler 60 livros e fazer de 2025 um excelente ano de leituras. 


Como parte da missão também pretendo ler os livros que estão a um bom tempo na minha infinita lista de leituras, especialmente, aqueles que já tenho nas minhas estantes físicas e digitais. Tendo isso em mente, eu aproveitei uma ótima promoção e assinei o Storytel esse mês, além de ter reorganizado a minha estante e selecionado as minhas prioridades para 2025. Também aderi ao desafio do Storygraph de ler pelo menos uma página todos os dias, o que me ajudou a ser consistente com a leitura.

O resultado acabou sendo positivo, pois li 08 livros em janeiro, 03 deles do meu kindle e 01 da minha estante. Os demais foram volumes de mangás e graphic novels que queria ler a muito tempo. Sendo que também consegui resistir bravamente aos lançamentos do mês, e não adquire nenhum um único título este mês.

Mas agora vamos as leituras!

Comecei o mês concluindo a leitura do vigésimo nono eBook do meu projeto “Zero TBR”, Compreensão de Leitura em Inglês Intermediário I de Stephen Harrison. Um livro de não-ficção que deveria me ajudar no estudo do idioma, mas que acabou não acrescentando nada ao meu aprendizado. Talvez, eu precise de algo mais avançado.
Adentrando o reino da fantasia, eu li o décimo sexto livro do desafio r/Fantasy, o prequel de um dos meus livros preferidos, que deu origem a um dos meus filmes preferidos, “Ella Enfeitiçada”. Já fazia anos que queria ler Ogre Enchanted de Gail Carson Levine, e acho que o audiobook foi a melhor opção para a leitura, que apesar de ter uma ótima construção de mundo contava com personagens bem superficiais, em especial a protagonista, que começou como uma mulher inteligente e independente, para ao longo das páginas se tornar uma menina tola e fútil.  

Depois de duas decepções seguidas, achei prudente ler algo que sabia que iria gostar, assim mais uma vez mergulhei no mundo de City Hunter de Tsukasa Hojo, lendo os volumes 31 a 33 e acompanhando o anti-herói Ryo Saeba e sua determinada parceira Kaori Makimura em mais uma perigosa missão, que desta vez explora o passado de Ryo e sua conturbada relação com Kaori. Tudo isso em meio a deslumbrantes ilustrações, incontáveis explosões e uma instigante história com um leve toque de humor e romance. Nem acredito que faltam só dois volumes para eu terminar esse mangá...

Numa vibe de romance decidi ler o trigésimo eBook do meu projeto “Zero TBR”, a comédia romântica bem sem graça, Miss Wrong and Mr Right de Robert Bryndza, o mesmo autor da série policial da Detetive Erika Foster, que comecei a ler e a amar no ano passado. O que me levou a ler esse livro, que, infelizmente, acabou sendo outra decepção com uma história clichê e uma personagem principal frustrante, que não sabia o que queria.
Quase que imediatamente peguei o segundo volume de O Único Destino dos Vilões é a Morte de SUOL e Gwon Gyeoeul, que com sua história fascinante e suas ilustrações maravilhosas me fizeram esquecer as decepções anteriores e mandaram a ressaca literária para bem longe. Mal posso esperar para ler o próximo volume da emocionante história da minha vilã preferida, Penelope Eckhart!

Terminei o mês com a leitura do quadragésimo terceiro livro do meu projeto “Zero TBR” e do décimo sétimo do desafio r/Fantasy, A Biblioteca Invisível de Genevieve Cogman. O primeiro volume de uma série de fantasia sobre bibliotecárias, que viajam pelo tempo e por mundos paralelos em busca de edições raras parecia ter tudo para ser um cinco estrelas. Mas, apesar de uma construção de mundo fantástica, uma trama interessante e um ótimo inicio, com o passar das páginas os personagens foram tomando atitudes tão tolas e sem sentido, que eu acabei me irritando um pouco com eles. Sinceramente, não sei se daria continuidade a série.

Resumindo, janeiro passou voando em meio a 2.060 páginas cheias de emoção, suspense, fantasia, romance, novas descobertas, e belíssimas ilustrações. Infelizmente, nem todas as leituras foram boas, mas ainda assim esse inicio de ano foi bem melhor do que o do ano passado, no qual li apenas 04 mangás e entrei numa ressaca literária. Sinto que comecei 2025 com o pé direito e estou ansiosa para fevereiro, o mês do meu aniversário.

Mas, como foi o seu início de ano? Alguma leitura interessante? Eu adoraria ouvir mais sobre isso nos comentários!